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Conexão Subterrânea

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Title:
Conexão Subterrânea
Series Title:
Conexão Subterrânea
Creator:
Redespeleo (Brazil)
Publisher:
Redespeleo (Brazil)
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
Regional Speleology ( local )
Genre:
serial ( sobekcm )
Location:
Brazil

Notes

General Note:
Nesta edição você saberá mais sobre os seguintes assuntos: - Visita a cavernas turísticas do Mato Grosso e Amazonas - Queda de gigantes - Lançada mais uma edição da revista Espeleo-Tema - Depois de incêndio, Museu da PUC Minas ficará fechado por seis meses - São Paulo apresenta resultados dos investimentos em ecoturismo - Congresso Brasileiro de Espeleologia acontecerá na Bahia - Semana de Arqueologia na Unicamp - DNA ósseo antigo mostra relação com modernos ancestrais asiáticos e nativos americanos - Garrafa encontrada em gruta de Minas traz mistério sobre morte de fidalgo - 16 Congresso Internacional de Espeleologia - Fragmentos de um crânio de bisão de 50.000 anos são encontrados em uma caverna ucraniana - Pesquisas confirmam maior caverna marinha - Alpinistas arriscam a vida por fotografias em cavernas de gelo da França.
Restriction:
Open Access
Original Version:
No. 106 (2013)
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Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-01151 ( USFLDC DOI )
k26.1151 ( USFLDC Handle )
12542 ( karstportal - original NodeID )
1981-1594 ( ISSN )

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2da regio que nidifica nos paredes de pedra onde se encontra a caverna. Contratei um guia do CAT Centro de Apoio ao Turismo de Presidente Figueiredo, Eduardo, que tambm conhe cia bastante a mata e as peculiaridades locais. A trilha para esta caverna mais curta (850m), mais acidentada e muito diferente, pois atravessa a floresta amaznica, com suas rvores gigantescas e vegetao exuberante. na realidade um circuito que passa por duas cavernas, a Maroaga e as Grutas da Judia. A Maroaga tem uma entrada magnfica, com uns 7m de altura por uns 5m de largura, e bem no centro, um file te de gua forma uma pequena cachoeira. O rio, raso e transparente, ocupa praticamente toda a largura do conduto, e o nico jeito de visitar entrando no rio. O arenito que forma a caverna muito branco, e os con dutos so regulares. A caverna deve ter uns 350m apro ximadamente, e no final, abre-se em um salo com um desmoronamento. impressionante o nmero de grilos por cm2 nesta caverna, alm de milhares de morcegos e outros animais caverncolas. No rio, avistamos um ca maro, um bagre (clarinho, mas com olhos) e o guia dis se que tinha tambm caranguejo no rio (mas no vi). A fauna realmente riqussima, e deu para perceber que em geral, os turistas entram no mximo 50m dentro da caverna, todo o restante no recebe visitao. Saindo da caverna Maroaga, continuamos por dentro do rio em um trecho maravilhoso, e pegamos outra tri lha at as Grutas da Judia. A viso da entrada de tirar o flego: uma enorme cachoeira cai na frente de um complexo de pequenas grutas (ver capa deste nme ro do Conexo). No laguinho formado pela cachoeira, encontramos um filhote de jacar. Realmente um lugar paradisaco. Fiquei muito feliz e aliviada em saber que o poder pbli co e a sociedade (agncias, guias, gestores) esto fazen do a sua parte, com conscincia e profissionalismo, na preservao desses dois complexos de cavernas, ambos extremamente importantes no mbito do nosso patri mnio espeleolgico. Quem tiver a oportunidade de conhecer essas cavernas, vale realmente a pena. Visitas a cavernas tursticas do Mato Grosso e AmazonasPor Leda Zogbi Meandros Espeleo Clube A maioria dos espelelogos possui uma lista de caver nas que gostaria de visitar no Brasil e no mundo. Tenho tambm a minha. Tive a oportunidade de visitar duas delas recentemente, ambas tursticas, e compartilho aqui algumas impresses e experincias. Aproveitando uma oportunidade de viagem profissio nal a Cuiab, resolvi conhecer a famosa caverna Aroe Jari, que fica na Chapada dos Guimares, municpio si tuado a aproximadamente 70km da capital. A caverna possui visitao turstica regular que s pode ser reali zada com o acompanhamento de um guia credenciado. Contratei, portanto, um guia (Alfredo) por uma agncia (no centro da vila de Chapada dos Guimares), que alm de conhecer a trilha de 4,5km, tambm sabia muito so bre as plantas do Cerrado. A trilha bem tranquila, qua se plana, e as diferentes plantas, frutas e flores originais so verdadeiras atraes. A paisagem belssima. Pas samos por uma ponte de pedra e por formaes de are nito muito parecidas com o que existe em Sete Cidades, Piau. Atravessamos matas, algumas pontes de madeira suspensas por cabos de ao, no estilo Indiana Jones, e finalmente chegamos caverna, que tem uma boca impressionante, muito grande, com aproximadamente uns 3m de altura por 30 de largura. Depois de uma ampla sala de entrada o teto baixa bas tante, o conduto estreita, e a caverna segue acompa nhando o rio raso, de guas transparentes, com cho de areia. Havia poucos morcegos, grilos e baratas. Em um trecho, o rio fica mais fundo e para continuar pre ciso entrar na gua (em geral, os turistas param nesse ponto e voltam, mas como deixar aquele conduto sem dar sequer uma olhadinha...). Continuei com gua pelo joelho, at chegar em uma sala maior, com uma cachoeira que sai de uma fenda no teto da caverna. Gotculas de gua brilhantes adornam o teto da caver na, que fica resplandecente. Desse ponto em diante, o rio fica profundo, e seria preciso nadar para atravessar esse trecho. Contudo, desse ponto, j dava para ver a luz de outra entrada. Ento resolvemos continuar a vi sita pelo outro lado. Contornando a caverna pela trilha, chegamos numa segunda entrada, uma grande dolina repleta de blocos desmoronados, e atravessamos mais um trecho aftico saindo numa terceira entrada, menor, mas tambm muito bonita. A caverna realmente gran de (1,5km) para essa litologia, quase reta, com poucas formaes, mas a sua integrao com a mata a torna realmente nica. Depois de visitar a caverna Aro Jari, seguimos a trilha, e um pouco mais adiante nos deparamos com a caverna Lagoa Azul. O lago (que realmente azul turquesa) se encontra logo na entrada da caverna, e os turistas no so autorizados a nadar (ainda bem, caso contrrio em pouco tempo o lago no seria mais azul). Os reflexos do teto da caverna no lago produzem um efeito espe tacular. Para finalizar, continuamos beirando o paredo at chegarmos em outras cavernas menores, uma delas com areia vermelha. Todo o complexo se integra perfei tamente com a mata. Vale muito a visita. A segunda caverna que eu queria conhecer a Caverna Maroaga, em Presidente Figueiredo, municpio que se encontra a 120km de Manaus. Tambm necessria a contratao de guia, e a visitao proibida no perodo de reproduo do Galo da Serra, um animal endmico Foto: Leda ZogbiCaverna Maroaga, Presidente Figueiredo AM

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3Queda de gigantesO salo Gigantes Cados faz parte da Caverna do Dia bo (ou Gruta da Tapagem), uma das maiores grutas do Vale do Ribeira, em So Paulo. O nome se refere s duas enormes estalagmites que, em razo da eroso do piso provocada pelo rio subterrneo da caverna, tombaram como esttuas monumentais. O salo fica a algumas horas de caminhada caverna adentro e est sendo es tudado por uma equipe de gelogos que analisam a estrutura da rocha e a evoluo da gruta. A foto foi publicada na Revista FAPESP, e foi enviada pelo professor William Sallun Filho, pesquisador cientfico do Instituto Geolgico da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de So Paulo e coordenador do estudo. Fonte: http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/02/11/queda-de-gigantes/Lanada mais uma edio da revista Espeleo-Tema Esta edio traz como enfoque principal a Documentao e Preservao do Patrimnio Espeleolgico, uma forma de contribuir com as discusses pertinentes Instruo Normativa n 2 de 2009 do Ministrio do Meio Ambiente, documento que apresenta a metodologia de classificao de cavernas, atualmente em reviso sob a coordenao do Centro Nacional de Pesquisa e Conservao de Cavernas (CECAV/ICMBio ). Nesta linha, dois artigos fazem testes categricos sobre espeleometria e dados gerais para aplicao da Instruo Normativa. Alm destes, outros cinco trabalhos de docu mentao, espacializao e arqueologia so essenciais para a proposio de reas prioritrias para efetiva prote o e consequente manejo. ARTIGOS: Proposta de metodologia para clculo estatstico de dados espeleomtricos de acordo com a Instruo Normativa N 2 do Ministrio do Meio Ambiente Mariana Barbosa Timo & Carla Elzi Rodrigues S. Accio Anlise ambiental e avaliao da relevncia das caver nas do municpio de Laranjeiras, Sergipe Christiane Ramos Donato, Adauto de Souza Ribeiro & Le andro de Sousa Souto Espeleologia na Ilha de Santa Catarina: um estudo preliminar das cavernas da ilha Edison Ramos Tomazzoli, Luciana Cristina de Almeida, Ma rins da Silva, Nair Fernanda Mochiutti & Roberta Alencar The complex history of a sandstone-hosted cave in the state of Santa Catarina, Brazil Heinrich Theodor Frank, Lizete Dias de Oliveira, Fabrcio Nazzari Vicroski, Rogrio Breier, Natlia Gauer Pasqualon, Thiago Arajo, Francisco Sekiguchi de Carvalho Buch mann, Milene Fornari, Leonardo Gonalves de Lima, Rena to Pereira Lopes & Felipe Caron Explorao e documentao das cavidades naturais subterrneas das regies de Bulha Dgua, vale dos Buenos, Fundo, Caboclos e entornos (Parque Estadu al Turstico do Alto Ribeira PETAR e Parque Estadual de Intervales PEI), Estado de So Paulo Alexandre Lopes Camargo & Roberto Brandi A arte rupestre em cavernas da regio noroeste de Mato Grosso do Sul: discusses preliminares Rodrigo Luiz Simas de Aguiar & Keny Marques Lima Formas simblicas e a constituio espacial da furna Buraco do Padre em Ponta Grossa PR Heder Leandro Rocha & Joseli Maria Silva Para baixar o ESPELEO-TEMA volume 23 numero 2 (2012) Completo: http://www.cavernas.org.br/espeleo-tema/espeleo-tema_v23_n2.pdf Fonte: http://www.cavernas.org.br/sbenoticias/SBENoticias_253.pdf DivulgaoSalo Gigantes Cados Divulgao

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4Depois de incndio, Museu da PUC Minas car fechado por seis mesesPelo menos at o segundo semestre, estudantes e tu ristas ficaro sem acesso a um dos mais importantes acervos paleontolgicos da Amrica Latina. Depois de cinco horas de trabalho, peritos da Polcia Civil consta taram que o incndio na tarde do dia 22 de Janeiro no Museu de Cincias Naturais da Pontifcia Universidade Catlica de Minas Gerais (PUC Minas), foi causado por um curto-circuito no topo da caverna de origem calc ria, instalada no andar que homenageia o paleontlogo dinamarqus Peter Lund. Segundo o coordenador do museu, Bonifcio Teixeira, o fogo teria comeado em um momento de transio da iluminao, que mais intensa nos horrios de visi tao. Fazemos vistorias sistematicamente e todos os itens de segurana so testados com frequncia. O que pode ter havido um desgaste e aquecimento dos ca bos para gerar esse curto-circuito. O tempo para reabertura do museu e o prejuzo mate rial do incndio ainda no podem ser calculados. En tretanto, j se sabe que a maior riqueza do espao est intacta: as nove colees de fsseis, inclusive as 70 mil peas de paleontologia, que compem o maior acervo do continente. Funcionrios e estagirios tentavam descobrir os danos reais do incndio. Apesar de o fogo ter atingido somen te o segundo andar, os trs andares estavam repletos de sujeira. No primeiro andar, o maior dinossauro brasileiro j encontrado, o Uberatitan, estava de cabea baixa. O calor das chamas fez com que alguns cabos de ao que sustentavam o animal se soltassem. O coordenador do museu se manifestou um pouco ali viado pela coleo cientfica ter sido poupada. Para ele, o maior prejuzo ser ter o local fechado neste semestre. Recebamos, por dia, de 300 a 400 visitantes. O material recupervel, mas deixar de proporcionar essa experi ncia nosso maior prejuzo, lamenta. Segundo Teixeira, os laboratrios de mastozoologia (mamferos) e a reserva tcnica do museu, com rplicas feitas sob encomenda e distribudas para museus do mundo todo, tambm no sofreram abalos. Apesar da energia cortada, a cmara fria onde o gorila Idi Amin est sendo empalhado foi mantida em pleno funciona mento por geradores. Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/01/24/interna_ gerais,345595/depois-de-incendio-museu-da-puc-minas-ficara-fechadopor-6-meses.shtmlSo Paulo apresenta resultados dos investimentos em ecoturismo A Secretaria do Meio Ambiente (SMA) realizou no lti mo dia 30 de janeiro, o Seminrio de Encerramento do Projeto de Desenvolvimento do Ecoturismo na Regio da Mata Atlntica no Estado de So Paulo. Nesta opor tunidade, foi apresentado um balano dos trabalhos e foram avaliados os resultados das aes realizadas pelo projeto. Tambm foram lanados produtos de divulga o dos Parques vdeos institucionais, aplicativo para smartphones e tablets, mapas tursticos e website. De acordo com o secretrio estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, os resultados do projeto vo muito alm dos nmeros apresentados, uma vez que suas aes ajudaram a mudar a ideia de que o turista seria algum que agride as reas de proteo. Com o projeto, o tu rismo passou a ser visto como uma estratgia na con servao da biodiversidade, aliando sustentabilidade ambiental e gerao de emprego e renda. O Secretrio destacou ainda a importncia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) enquanto parceiro de proje tos de grande relevncia no estado de So Paulo. A especialista snior do BID, Annette Killmer, afirmou que o projeto tem resultados de altssima qualidade, que devem dar orgulho Secretaria do Meio Ambiente e Fundao Florestal. Destacou ainda que o casamen to entre conservao e turismo gerou produtos tursti cos de qualidade, que devem servir de exemplo para os outros estados. Para o Diretor Executivo da Fundao Florestal (FF), Ola vo Reino Francisco, a parceria da SMA com o BID ajudou a mudar a viso que a FF tinha do ecoturismo. Antes os parques estaduais eram tratados mais como centros de pesquisa do que como locais para visitao. A abertura dessas unidades visitao pblica provocou dois efei tos simultneos: a presena dos turistas ajudou a inibir atividades ilegais nas reas de conservao, uma vez que h aumento da fiscalizao e, ao mesmo tempo, o ecoturismo passou a ser uma oportunidade de gerao de emprego e renda para as comunidades do entorno, afirmou. Sobre o aspecto social do envolvimento das comunida des do entorno, a coordenadora do projeto, Luiza Sai to, afirmou tratar-se de um projeto que cuida do meio ambiente e das pessoas que dele dependem e que o BID foi um parceiro incansvel para que os objetivos pretendidos fossem atingidos. Fonte: http://www.ambiente.sp.gov.br/acontece/noticias/sao-paulo-apresentaresultados-dos-investimentos-em-ecoturismo/ Divulgao Museu de Cincias naturais da PUC aps o incndio

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5O evento ocorrer no Instituto de Filosofia e Cincias Humanas da Unicamp, na Rua Srgio Buarque de Holan da, s/n, Baro Geraldo, Campinas. Mais informaes: www.nepam.unicamp.br/lap/arqueologiaepoderDNA sseo antigo mostra relao com modernos ancestrais asiticos e nativos americanosA anlise de DNA de um osso desenterrado em uma caverna perto de Pequim, China, revelou uma origem comum aos ancestrais de muitos dos atuais asiticos e nativos americanos. Uma equipe internacional de pesquisadores extraram DNA nuclear e mitocondrial do osso da perna data do em 40.000 anos, encontrado em 2003 na caverna Tianyuan. Usando novas tcnicas que podem identificar o material gentico de um antigo achado arqueolgico, os cientis tas foram capazes de reconstruir um perfil gentico. Os resultados do perfil gentico indicam que este hu mano moderno adiantado estava relacionado com os ancestrais de muitos dos atuais asiticos e nativos ame ricanos, mas j divergiam geneticamente dos ancestrais dos atuais europeus. Alm disso, os pesquisadores descobriram que o indi vduo no tem qualquer DNA Neandertal ou Denisovan assim como as pessoas da regio hoje em dia no tem, o que sugere que os humanos modernos no mudaram muito nos ltimos 40.000 anos. Para mais informaes acesse: http://www.pnas.org/ Fonte: http://cavingnews.com/20130131-ancient-bone-dna-shows-ancestryof-modern-asians-native-americans?utm_source=feedburner&utm_ medium=email&utm_campaign=Feed%3A+cavingnews+%28Caving+Ne ws%29Congresso Brasileiro de Espeleologia acontecer na Bahia Os pesquisadores e exploradores de cavernas j podem abrir suas agendas e reservarem alguns dias para um dos principais eventos da rea. Entre 11 e 14 de julho ocorrer o 32 Congresso Brasileiro de Espeleologia, com palestras e mesas de discusso, alm da apresentao de trabalhos tcnicos e cientficos. O encontro ser realizado na cidade de Barreiras, interior da Bahia, selecionada por estar localizada na rota de dife rentes stios arqueolgicos e cavernas. Nas redondezas, o destaque fica para o municpio de So Desidrio, localiza do a 27 km da sede do congresso, com uma grande quan tidade de cavernas. Alm das atividades cientficas, os participantes podero se inscrever em mini-cursos e expedies nos dias que antecedem o encontro. Ser possvel se familiarizar com temas como fotografia, geoespeleologia, paleontologia, arqueologia e bioespeleologia. Os inscritos tambm po dem visitar o Cnion da Beleza, Parque da Lagoa Azul e a Gruta do Cato. As inscries podem ser feitas no site www.cavernas.org. br/32CBE. At o dia 15 de maio, os valores permanecem em 50 reais para estudantes, R$100,00 associados da Socieda de Brasileira de espeleologia e R$200,00 para o pblico em geral. Aps esta data os preos sero reajustados. Fonte: http://www.webventure.com.br/montanhismo/n/congresso-brasileiro-deespeleologia-acontecera-na-bahia/32093Semana de Arqueologia na UnicampO Laboratrio de Arqueologia Pblica Paulo Duarte do Ncleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Universi dade Estadual de Campinas realizar sua 1 Semana de Arqueologia, entre os dias 19 a 21 de maro de 2013. A proposta do evento debater as relaes entre arque ologia e poder. Conferncias, sesses de comunicao, mesas-redondas, apresentao de pster, lanamento de livros e um minicurso integram as atividades. Os professores Jos Remesal, da Universidade de Bar celona, e Gilson Rambelli, da Universidade Federal de Sergipe, sero os conferencistas. Divulgao DivulgaoEquipe trabalhando na caverna Tianyuan Divulgao

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6Garrafa encontrada em gruta de Minas traz mistrio sobre morte de dalgoParece mentira e talvez seja. Ningum sabe se au tntica a carta que estava dentro de uma garrafa em uma gruta da Serra da Piedade, em Caet, na grande Belo Horizonte. Pelo menos, foi essa a histria contada por um tropeiro annimo que, h quase 200 anos, te ria achado os papis e divulgado a descoberta para um jornal carioca. Na missiva, datada de 1699, o autor, um enigmtico Martinho Dias, assume ter sido o assassino do espanhol dom Rodrigo de Castel Blanco, alto funcio nrio da coroa portuguesa. At hoje, o relato inquieta e divide pesquisadores: seria verdadeiro ou apenas uma farsa? Antes de chegar ao Brasil, Rodrigo trabalhou em minas de prata na Bolvia e no Peru. Essa experincia o fez ga nhar a confiana do prncipe regente de Portugal, dom Pedro II, que precisava de algum para organizar os achados de ouro na colnia. Em 1673, o espanhol rece beu o ttulo de fidalgo da Casa Real e foi nomeado ad ministrador-geral das minas. Percorreu algumas capita nias at ser incumbido, em 1682, de visitar a Regio dos Catagus, que faria parte do futuro Estado de Minas Ge rais. Deveria avaliar a expedio do bandeirante Ferno Dias Pais Leme, encarregada de desbravar os sertes. Quando o perito enviado pelo prncipe chegou ao local, Ferno Dias j havia morrido, em 1681. Genro e conter rneo do paulista, Manuel Borba Gato ficou no acampa mento, caa de minrios. No arraial do Sumidouro, em Sabar, dom Rodrigo deparou com a caravana de Borba Gato. Os historiadores so quase unnimes em reco nhecer o motivo que fez os dois se desentenderem. Ao considerar insuficientes os seus equipamentos e man timentos, o fidalgo espanhol quis que o outro cedesse parte do que tinha. Mandou subordinados falarem com Borba Gato, que se negou a atender o pedido. Insatisfeito, dom Rodrigo decidiu tentar convenc-lo pessoalmente. Com dois ajudantes, o espanhol insis tiu sem sucesso. O europeu se exasperou. Cego de ira, levantou-se bruscamente e, antes de ir, com vozes e gestos alterados, disse que o ensinaria a ser mais cor ts e mandaria buscar as coisas de que carecia para o servio real, ainda que Borba Gato no quisesse esse o relato feito no sculo 18 pelo coronel Bento Fernandes Furtado de Mendona. Quase todos os historiadores contam que dois auxilia res do bandeirante, sem que tivessem sido incumbidos da tarefa, quiseram vingar o ultraje sofrido pelo patro. Quando o europeu voltava sua comitiva, os assassinos dispararam dois tiros e ele caiu morto. A DESCOBERTA Em comunicado ao Conselho Ultramarino, o ento go vernador do Rio de Janeiro, Duarte Teixeira Chaves, informou que dom Rodrigo levou trs tiros quando ia marchando por uma estrada, fixou em 28 de agosto de 1682 a data do crime e admitiu que ainda no se co nhecia o autor dos disparos. Borba Gato foi responsabi lizado pelo crime e passou quase 20 anos desaparecido, com medo de ser condenado. Mas, afinal de contas, quem tirou a vida de uma das mais poderosas autorida des monrquicas no Brasil? E o culpado agiu por ordens do paulista? Em 5 de setembro de 1827, o Dirio Fluminense publi cou um relato que prometia acabar com o mistrio. O jornal divulgou a correspondncia de um tropeiro, iden tificado como O Amigo dos Bens do Pas M.. Ele contou que, em maio daquele ano, quando andava pelo sop da Serra da Piedade, em Caet, notou o sumio de uma besta. Um empregado saiu cata do animal e entrou em uma gruta, onde deparou com uma garrafa de boca lar ga, fechada com rolha de pau e certa massa, que pa rece ser cera da terra. Dentro dela, diz o tropeiro, achei um papel escrito com tinta vermelha e to pudo. Ele garante que os originais se perderam, por andarem de mo em mo, mas que fiel a cpia encaminhada ao Rio de Janeiro. O jornal publicou na ntegra, e na grafia original, o relato de Martinho Dias. Ele confirma a histria de que dom Rodrigo pediu ao bandeirante parte do provimento que ficara de Pais (aqui, a grafia foi atualizada). Com a recusa, o fidalgo se enjoou e injuriou com palavras, o que fez com que lhe quitasse a vida para defender a honra de Gato, a quem ns tnhamos por nosso Capi to-mor. Martinho no diz se agiu por ordem do chefe, mas ressalta que fugiu com consentimento dele. Sem pre informava o outro da descoberta de minas. Um dos achados foi particularmente rico. Guiado por um ndio chamado Inhambe, chegou a um veeiro todo crivado de grandes pedaos e folhetas (lminas finas) de ouro. A relao entre Martinho e Borba Gato se rompeu quan do o patro foi perdoado pelo assassinato. A historiado ra Andre Mansuy Diniz Silva conta que, aps descobrir ouro na regio do Rio das Velhas, o paulista levou amos tras para o governador do Rio de Janeiro, Artur de S e Meneses. Foi absolvido, em troca da revelao do local exato das minas. Martinho percebeu que, na barganha com o governo colonial, o bandeirante no pediu que o perdo fosse estendido ao auxiliar nem incluiu na conta o veeiro avistado pelo ndio. O autor da missiva ficou com medo que Borba Gato quisesse extermin-lo, para desfrutar sozinho de todo o ouro achado. Martinho decidiu voltar ao veeiro, de onde retirou uma arroba (14,7 quilos) e seguiu para Porto Seguro (BA). Pla nejava embarcar para Lisboa (Portugal) e pedir a dom Pedro II o perdo de seu crime e uma companhia de homens armados, para explorar sua descoberta a sal vo de hostilidades de Gato. E por que decidiu escrever tudo isso em uma carta? Sem querer confiar a ningum o que chamou de meu segredo, redigiu duas mem rias: levaria uma com ele e outra deixou naquela garra fa. Caso morresse antes de realizar o plano em suas pa lavras, se eu no chegar ao fim do meu intento, porque Deus seja servido matar-me , o feliz que encontrasse a carta poderia usufruir do minrio. VERDADE OU FARSA A publicao do Dirio Fluminense no deve ter chama do muita ateno. Caiu no esquecimento e s foi resga tada em 1962 pelo historiador Hlio Vianna, que achou um exemplar do jornal na Biblioteca Nacional. Em en saio na Revista do Instituto Histrico e Geogrfico do Brasil, ele defende a carta como legtima. O documen to tem toda a aparncia de verdadeiro, nada indicando que se trate de fraude ou forgicao, embora dele no se tenha mais que a cpia impressa, pois o original pro vavelmente se perdeu, escreve. Entre os indcios, ele ressalta que o relato de Martinho tem estilo e ortografia tpicos de fins do sculo 17, o que seria muito difcil de ser imitado por tropeiro do sculo 19.

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7como estilo, vocabulrio e grafia no podem, por si ss, datar um texto, justifica. O mistrio deve se eternizar, para a tristeza de Adriana Romeiro: muito improvvel que essa histria se escla rea. Se eu pudesse voltar no tempo, voltaria ao dia em que dom Rodrigo foi assassinado. Daria tudo para ver a briga entre ele e Borba Gato. DRUMMOND PS F NA HISTRIA A carta assinada por Martinho Dias foi publicada na n tegra no volume da coleo Brasil, Terra & Alma dedica do a Minas Gerais, cuja primeira edio saiu em 1967. O poeta Carlos Drummond de Andrade, responsvel por selecionar os textos da coletnea, parece crer na veraci dade do relato. Tanto que ele o identifica como Manus crito na garrafa: encontrado numa lapa, nas proximida de de Caet, em 1827. LINHA DO TEMPO 1673 O prncipe regente dom Pedro II designa o es panhol dom Rodrigo de Castel Blanco para organizar a explorao de ouro no Brasil 1682 A comitiva de dom Rodrigo encontra a expedi o do bandeirante paulista Manuel Borba Gato, no ar raial do Sumidouro, em Sabar 1682 Dom Rodrigo e Borba Gato se desentendem e o espanhol assassinado. Responsabilizado pelo crime, o paulista foge e fica desaparecido por quase 20 anos 1699 Martinho Dias escreve carta confessando ter dis parado o tiro que matou dom Rodrigo 1827 Um tropeiro encontra a carta de Dias guardada em uma garrafa em uma gruta da Serra da Piedade, em Caet, e divulga a descoberta para um jornal carioca. 1962 A carta redescoberta pelo historiador Hlio Vianna, que a considera autntica Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/02/09/interna_ gerais,349575/garrafa-encontrada-em-gruta-de-minas-traz-misterio-sobrea-morte-de-um-dalgo.shtml Aparentemente, depois do ensaio de Vianna, o docu mento voltou a ser esquecido. A carta era desconhecida pelos estudiosos ouvidos pelo Estado de Minas. Narra tivas que envolvem papis achados em garrafas pare cem, primeira vista, pouco crveis e um tanto fantasio sas. No entanto, fiquei impressionada com a linguagem e a grafia das palavras, idnticas s da poca, diz Adria na Romeiro, professora da UFMG e especialista em his tria colonial. Achei bem convincente a hiptese de ter sido esse Martinho Dias o verdadeiro assassino. Mas isso no muda muita coisa, porque ele agiu em nome do Borba Gato, acrescenta. Para garantir a veracidade da carta, preciso confirmar que Martinho existiu. Fiquei curiosa e pesquisei no Ar quivo Pblico Mineiro e no Arquivo Histrico Ultramari no. No encontrei nenhuma meno a esse indivduo, diz. Ela aproveitou a presena em Lisboa do doutorando em histria Adriano Toledo Paiva e pediu que ele pro curasse por Martinho no Arquivo Nacional da Torre do Tombo. De novo, nada foi encontrado. Se ele tivesse chegado a Lisboa e encaminhado petio ao rei, isso es taria registrado na Chancelaria Rgia, explica. Especialista em histria da minerao no Brasil, o pro fessor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) ngelo Alves Carrara discorda. O que mais me chamou a ateno foi a modalidade de portugus utilizada, que no do sculo 17, muito menos do fim desse sculo, mas do sculo 16. Como exemplo, ele aponta o uso do verbo leixar, em vez de deixar. No inventrio mais antigo de So Paulo, de 1578, a forma usada j deixar. No incio do sculo 17, a forma leixar j era considera da antiga pelo poeta portugus Francisco Rodrigues Lobo. E prossegue: A carta tem outros termos mais usuais no sculo 16, como achamento em vez de desco brimento e graa por grande. Carrara considera totalmente prejudicada a hiptese de que o documento seja autntico. Seria uma fraude. Mas nada do que estou dizendo tem validade, enquan to um linguista no emitir um parecer definitivo, diz. Especialista em lingustica histrica e filologia textual, a professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Clia Marques Telles julga ser impossvel atestar a au tenticidade da carta. Como no se dispe do original, no d para confirmar a datao do documento. Traos DivulgaoVista da Serra da Piedade, local onde foi encontrada garrafa

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816 Congresso Internacional de EspeleologiaO 16 Congresso Internacional de Espeleologia, ocorrer entre os dias 21 e 28 de julho deste ano, na cidade de Brno, Repblica Tcheca. a segunda vez que o evento sediado neste pas. 2013 marca a comemorao do 40 aniversrio de reali zao do evento no pas sede da 16 edio, alm de ser o aniversrio de 60 ano da primeira edio do Congres so, realizado em 1953, em Paris. Durante o congresso sero realizadas diversas sesses sobre os mais diferentes temas. Abaixo listamos o pro grama proposto: Session 1. History of Speleology and Karst Research Session 2. Archaeology and Paleontology in Caves Session 3. Exploration and Cave Techniques Session 4. Karst and Caves in Carbonate Rocks, Salt and Gypsum (Geology, Geomorphology, Geophysics, and Na tural Resources) Session 5. Karst, Pseudokarst and Caves in Other Rocks (Geology, Geomorphology, Geophysics, and Natural Re sources) Session 6. Speleogenesis Session 7. Modelling in Karst and Cave Environments Session 8. Biospeleology, Evolution, Ecology and Threats Session 9. Geomicrobiology of Cave and Karst Environ ments Session 10. Protection and Management of Karst, Educa tion Session 11. Medicine, Philosophy, Social Aspects Session 12. Extraterrestrial Karst Session 13. Other Topics Fique atento para algumas datas: 1 de Abril: Prazo final para reservar excurses 1 de Julho: Prazo final para inscries on-line O evento j conta com mais de 780 inscritos, de 51 pa ses diferentes. Informaes como acomodao, visto, taxas e toda a programao do evento como apresen tao de papers, programas sociais (festas), podem ser acessadas pelo site: http://www.speleo2013.com/Fragmentos de um crnio de biso de 50.000 anos so encontrados em uma caverna ucraniana Um estudo paleontolgico numa caverna na Crimia, pennsula da Ucrnia, descobriu fragmentos de um cr nio de biso de 50 mil anos de idade. Os fragmentos foram encontrados durante uma expedi o em dezembro de 2012 na Emine-Bair Khosar, uma caverna vertical que por milhares de anos foi uma arma dilha natural aos animais. Localizado no extremo norte do Baixo Planalto do Ma cio Chatyrdag nas montanhas da Crimia, a caverna tem sido estudada desde a dcada de 1960, onde os cientistas encontraram mais de 5.000 amostras de pelo menos 35 mamferos, aves e rpteis, incluindo restos de mamute, leo e urso. Fonte: http://cavingnews.com/20130214-50000-year-old-bison-skullfragments-found-in-ukraine-cave?utm_source=feedburner&utm_ medium=email&utm_campaign=Feed%3A+cavingnews+%28Caving+Ne ws%29 Divulgao Divulgao

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9 Expediente Comisso Editorial: Karen Perez e Leda Zogbi. Reviso: Karen Perez e Leda Zogbi. Logotipo e Projeto Grfico: Danilo Leite e William Damasio DFUSE DESIGN, danilo@dfusedesign.com.br e william@dfusedesign.com.br Fotografia da Capa: Gruta da Judia, Presidente Figueiredo AM. Foto de Leda Zogbi Artigos assinados so de responsabilidade dos autores. Artigos no assinados so de responsabilidade da comisso editorial. A reproduo de artigos aqui contidos depende da autorizao dos autores e deve ser comunicada REDESPELEO BRASIL pelo e-mail : conexao@redespeleo.org. O Conexo Subterrnea pode ser repassado, desde que de forma integral, para outros e-mail s ou listas de discusses.Pesquisas conrmam maior caverna marinha Pesquisas recentes na caverna Matainaka, na Nova Ze lndia, confirmaram ser, a partir de outubro de 2012, a maior caverna ocenica. Com base no trabalho de pesquisa de Nicholas Barth, a caverna Matainaka, localizada na costa de Otago, sul da Ilha da Nova Zelndia, tem incrveis 1,54 km de com primento. Este comprimento surpreendente por ser uma caverna ocenica trs vezes maior do que o recorde anterior (401 metros de comprimento). A caverna resultado de inmeras fraturas no arenito que permitiram a forma o de muitas passagens que se cruzam em diversas entradas. No muito longe da Caverna Matainaka, outra caverna marinha conhecida como Purple Cathedral, devido a uma alga vermelha exposta nas paredes durante a mar baixa tambm foi recentemente explorada e teve seu comprimento confirmado em 404 metros, tornando-se a segunda maior caverna marinha em todo o mundo. Fonte: http://cavingnews.com/20130207-worlds-longest-sea-caves-surveyedin-new-zealand-matainaka-cave?utm_source=feedburner&utm_ medium=email&utm_campaign=Feed%3A+cavingnews+%28Caving+Ne ws%29Alpinistas arriscam a vida por fotograas em cavernas de gelo da Frana O corajoso alpinista Alexandre Buisse resolveu foto grafar sua aventura junto com alguns amigos durante a escalada de uma geleira na regio de Chamonix, na Frana. O grupo fez escalada no mar de gelo, conjunto de cavernas dos Alpes franceses. Para ver as imagens acesse: http://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia/fotos/fotos-revelam-aventurade-alpinistas-por-cavernas-de-gelo-na-franca-20130114.html Divulgao Divulgao


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Nesta edio voc
saber mais sobre os seguintes assuntos: Visita a cavernas
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marinha Alpinistas arriscam a vida por fotografias em
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