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Conexão Subterrânea

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Title:
Conexão Subterrânea
Series Title:
Conexão Subterrânea
Creator:
Redespeleo (Brazil)
Publisher:
Redespeleo (Brazil)
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
Regional Speleology ( local )
Genre:
serial ( sobekcm )
Location:
Brazil

Notes

General Note:
Nesta edição você saberá mais sobre os seguintes assuntos: - 100a edição do Conexão Subterrânea - Instituto do Carste disponibiliza o "Documento síntese do Workshop de Espeleometria" - Reunião sobre o PAN Cavernas do São Francisco é realizada em Belo Horizonte - Palestras sobre Bioespeleologia foram realizadas no Petar - Últimos dias para inscrição no Curso de Espeleo Resgate - 6º Encontro Mineiro de Espeleologia reuniu diversos especialistas em Belo Horizonte - Arqueólogos fazem escavações na Lapa do Santo, em Lagoa Santa - Pesquisadores da UFS encontram novas espécies de morcegos na Mata do Junco - Cavernas em Cunani ameaçadas por exploração de brita - Carste e Cavernas terão tópicos especiais no próximo Congresso Americano de Geologia (GSA) - Caverna revela registros antigos de animais domésticos - Flechas encontradas em caverna indicam que primeiros habitantes da América não pertenciam à cultura Clóvis - A importância dos morcegos para meio ambiente foi tema na revista "Ciência Hoje" - Os Tesouros Antropológicos da Caverna Denisova - Fotografias surpreendentes de enormes sistemas de cavernas na Tailândia - Expedição identifica invertebrados na gruta mais profunda do mundo - Cultura moderna surgiu mas de 20 mil anos antes do que se imaginava - Espaço Cartoon
Restriction:
Open Access
Original Version:
No. 100 (2012)
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Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-01155 ( USFLDC DOI )
k26.1155 ( USFLDC Handle )
12546 ( karstportal - original NodeID )
1981-1594 ( ISSN )

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100ISSN 1981-1594 26/08/2012nmero2Instituto do Carste disponibiliza o Documento sntese do Workshop de EspeleometriaO Documento-sntese do Workshop de Espeleometria referente ao evento homnimo (vide Conexo Subterrnea no 97: pg. 3, e o Conexo Subterrnea no 98: pg. 3) j est disponvel na pgina do Instituto do Carste: http://www.institutodocarste.org.br/br/images/stories/jornadas_ carste/2012/workshop-espeleometria.pdf De acordo com o relatrio de 21 pginas, o mesmo tem como objetivo apresentar uma sntese do Workshop Tcnico Cientfico Espeleometria: mtodos, definies e limites, realizado em Belo Horizonte nos dias 23 e 24 de maio de 2012. O documento visa a contribuir com as discusses no mbito do comit consultivo da reviso da Instruo Normativa N2 do Ministrio do Meio Ambiente. O workshop contou com a participao de mais de 95 pessoas, incluindo integrantes de rgos ambientais, funcionrios de empresas de consultoria, de minerao e gerao de energia, estudantes e professores universitrios, alm de membros de grupos de espeleologia. O evento, idealizado e produzido pelo Instituto do Carste, contou com o apoio do CECAV/ICMBio e da Superintendncia do IBAMA de Belo Horizonte.Reunio sobre o PAN Cavernas do So Francisco realizada em Belo HorizontePor Roberto Cassimiro e Allan Calux Redespeleo Brasil Foi realizada no ltimo dia 14 de agosto a reunio sobre o Plano de Ao para Conservao do Patrimnio Espeleolgico nas reas Crsticas da Bacia do Rio So Francisco (PAN Cavernas do So Francisco). O objetivo foi apresentar os resultados das oficinas preparatrias realizadas em Aracaj, Belo Horizonte, Braslia e Salvador, consubstanciadas em uma publicao (disponvel no site http://xa.yimg.com/kq/groups/15415738/1678384651/name/livro_pan_ cavernas_SF.pdf). O evento foi dividido em duas partes: Na primeira, Jocy Cruz (Chefe do CECAV) apresentou o CECAV e as diretrizes gerais do plano. Na segunda parte, Lindalva Cavalcanti deu conhecimento sobre as etapas de implementao informando as prximas aes. Apresentou tambm o modelo de Minuta de instrumento legal, a ser celebrado entre o CECAV/Instituto Chico Mendes e as instituies parceiras. Mais informaes podem ser consultadas no site do CECAV ou no informe: http://www.icmbio.gov.br/cecav/images/download/ PAN%20Cavernas%20do%20S%C3%A3o%20Francisco.pdf.100 edio do Conexo Subterrnea Por Karen Perez Meandros Espeleo Clube Em meados de 2003 surgiu a ideia e, em 11 de dezembro desse mesmo ano, foi lanado o Conexo Subterrnea, idealizado no formato de um boletim eletrnico composto por artigos sobre expedies, exploraes e experincias relacionadas com a espeleologia nacional, complementados por artigos internacionais. At aquele momento, no havia no Brasil nenhum veculo de comunicao eletrnica que abordasse o tema da espeleologia. De forma simples e engajada, a Redespeleo Brasil foi a pioneira. O objetivo no era criar apenas mais um meio de comunicao. Ao contrrio, o Conexo sempre visou autenticidade, contedo atual, divulgao das descobertas cientficas e disseminao de informaes relevantes para todos aqueles que se interessam pelo mundo das cavernas. Atingimos a edio de nmero 100 e isso um marco. Isto pode ser evidenciado em nmeros: At esta edio, foram publicadas 521 pginas, contendo 300 artigos assinados e 813 notcias nacionais e internacionais. Foram 11 edies especiais sobre diversos temas, entre eles um nmero inteiramente dedicado fundao da Redespeleo Brasil, edies especiais de comemorao de um, dois, trs, quatro e cinco anos de existncia da instituio; edies especiais sobre os eventos realizados pela Redespeleo, como Espeleo 2005 e 2007, de Cadastro e Mapeamento, Carste 2007 e um nmero especial que tratou exclusivamente do Decreto 6.640/08. Durante todas essas edies contamos com a participao de muitos colaboradores voluntrios, o que fez com que o boletim se tornasse uma referncia no meio espeleolgico nacional e internacional, j que o Conexo lido por espelelogos de muitos outros pases, como Portugal, Espanha, Argentina, Cuba, Mxico Frana, Estados Unidos... A todos aqueles que participaram da comisso editorial, gostaramos de agradecer profundamente pelo tempo despendido e pela grande contribuio que deram. Este importante trabalho foi sem dvida essencial para que este projeto desse certo. Ao longo do tempo a comisso editorial foi inovando, propondo novas sesses, espaos, detalhes que contriburam para o sucesso que o boletim atingiu. Na edio de nmero 77 o Conexo Subterrnea passou por uma grande reestilizao, com mudana de logotipo, diagramao, fonte, insero do Espao Cartoon e, recentemente, um espao dedicado aos comentrios, crticas e sugestes dos leitores. Tudo pensado para proporcionar uma agradvel leitura. Por fim, lhes apresentamos o Conexo Subterrnea de nmero 100. Esperamos que continuem a contribuir, cada um do seu jeito, com artigos, notcias, cartoons, fotos... O Conexo de todos vocs! Desfrutem da leitura deste nmero e dos prximos que viro.

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3Palestras sobre Bioespeleologia foram realizadas no PetarPor Leda Zogbi Meandros Espeleo Clube Conforme anunciado no Conexo Subterrnea n 98, foram realizadas no ltimo dia 14 de julho duas palestras sobre bioespeleologia nas novas instalaes do Ncleo Santana, no Parque Estadual Turstico do Alto Ribeira (PETAR), com o apoio da Redespeleo Brasil. Provavelmente devido ao frio que fazia o Parque estava bem vazio naquele final de semana. Apesar disso, participaram da palestra em torno de 30 pessoas entre bilogos, monitores, espelelogos, curiosos e o prprio diretor do parque, o Sr. Antonio Modesto. Em sua palestra o Prof. Dr. Rodrigo Lopes Ferreira fez uma abordagem bem ampla da situao atual da bioespeleologia no Brasil, mostrando um rico acervo fotogrfico da fauna subterrnea encontrada nas diversas regies crsticas brasileiras. Apesar do grande trabalho realizado pelos bioespelelogos brasileiros trabalho este que foi acelerado nos ltimos anos aps a assinatura do famoso Decreto 6.640/08, que possibilitou a supresso de cavernas ficou claro que ainda h muito que estudar e descobrir nesta rea. Ferreira mostrou tambm fotos de pequenos crustceos troglbios (que se parecem com microcamares) encontrados em cavernas do Rio Grande do Norte e que evidenciam que h milhares de anos aquela regio foi coberta pelo mar, j que os parentes mais prximos desses animais esto no mar. A palestra foi realizada numa linguagem bastante acessvel, possibilitando a compreenso de todos os presentes. Por sua vez, o Dr. Boris Sket, um dos maiores nomes da bioespeleologia mundial, fez uma apresentao da sua rea de trabalho localizada nas altas e geladas montanhas da regio sudoeste da Eslovnia, onde se encontram as famosas cavernas de Postojna. Bero da bioespoeleologia mundial, em Postojna foi descoberto o famoso Proteus, espcie de salamandra, primeiro animal troglbio descrito no mundo. No inverno, necessrio atravessar regies cobertas de neve para chegar entrada da caverna, e o pesquisador apresentou fotos de salas decoradas com espeleotemas de gelo, prximas a uma entrada. No interior da caverna a temperatura estvel o ano inteiro, variando entre 8 a 10 graus. A fauna subterrnea riqussima: em um nico sistema foram encontradas aproximadamente 100 espcies troglbias. Sket tambm mostrou inmeras fotografias dos animais encontrados na Eslovnia, muitos deles muito semelhantes a animais troglbios encontrados no Brasil. O prprio pesquisador ficou surpreso ao descobrir, pela palestra anterior, que existe uma espcie de esponja de gua doce, encontrada recentemente em uma caverna brasileira (Gruta dos Brejes, Bahia); ele acreditava que a espcie de esponja encontrada na Eslovnia era a nica esponja encontrada em cavernas no mundo! No final do evento foi entregue ao diretor do parque, Sr. Modesto, um pster para ser exposto em rea de visitao pblica do parque, contendo a descrio do trabalho que est sendo realizado pelas equipes do Laboratrio de Ecologia Subterrnea da Universidade Federal de Lavras (UFLA), e Centro Universitrio de Lavras (UNILAVRAS), coordenados pelo Dr. Rodrigo Lopes Ferreira (UFLA), em conjunto com os pesquisadores da Universidade de Ljubljana, na Eslovnia, coordenados pelo Dr. Boris Sket, comparando padres de biodiversidade e as ameaas a habitats subterrneos de um sistema subterrneo temperado (Postojna, na Eslovnia) com outro tropical (Areias, no Brasil) por meio de uma metodologia padronizada de coleta de dados. O diretor do parque, Sr. Modesto, agradeceu pela oportunidade de ter acesso a todas essas informaes e convidou os pesquisadores a proferirem novas palestras no futuro para que outros monitores e interessados possam conhecer mais de perto esse importante trabalho. A palestra terminou com todos os pesquisadores comendo pastel e apreciando a roda de viola que estava acontecendo no Bairro da Serra.ltimos dias para inscrio no Curso de Espeleo ResgateO Espeleo Grupo de Braslia promover um curso de Espeleo Resgate, em parceria com experientes espelelogos franceses, durante os dias 01 a 09 de setembro. Ainda d tempo de participar. Entre em contato atravs do e-mail espeleoresgate2012@gmail.com para obter informaes sobre inscries, hospedagem, transporte e outros assuntos. DivulgaoParticipantes durante as palestras

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46 Encontro Mineiro de Espeleologia reuniu diversos especialistas em Belo HorizontePor Fernanda Macedo1 e Roberto Cassimiro2 1Guano Speleo/UFMG e 2Instituto do Carste Ocorreu entre os dias 19 e 23 de julho o 6 Encontro Minei ro de Espeleologia (EMESP) com o objetivo de reunir espe lelogos mineiros e de outras regies do Brasil. Organiza do pelo Grupo Guano Speleo e a Sociedade Excursionista e Espeleolgica (SEE/UFOP), e promovido pela Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) o evento aconteceu no Museu de Cincias Naturais da PUC Minas, em Belo Hori zonte. Na quinta-feira (19/07) ocorreu uma visita tcnica em Po es, localizada em Matozinhos. noite antes da Sole nidade de Abertura e Homenagens foi apresentado o Plano de Ao Para a Conservao do Patrimnio Espele olgico nas reas Crsticas da Bacia do Rio So Francisco por Jocy Brando Cruz (Chefe do CECAV). No segundo dia, sexta-feira (20/07), ocorreram trs me sas redondas. A primeira tratou sobre Espeleoturismo e Manejo Sustentvel de Cavernas, a segunda sobre Carste em rochas no carbonticas, e a terceira com o tema Pla no de Ao Nacional de Proteo do Patrimnio da Bacia do Rio So Francisco. Intercaladas a essas mesas redon das foram apresentadas algumas palestras abordando diversos temas da espeleologia.2 Workshop Fundamentos para uma legislao espeleolgicaNo sbado (dia 21/07) teve o 2 Workshop Fundamen tos para uma legislao espeleolgica, evento aberto ao pblico onde houve a apresentao de Jocy Brando Cruz (Chefe do CECAV) com a palestra intitulada As pectos relacionados aplicao da Instruo Normativa MMA no 2 de 2009 (IN-2). Cruz mostrou os problemas enfrentados perante a legislao para o licenciamento ambiental. Na segunda apresentao, intitulada Fundamentos fsi cos na legislao atual elencando os atributos utilizados para classificar cavernas segundo o Decreto 6.640/2008 e a IN-2, o pesquisador Luis Beethoven Pil (Instituto do Carste) apresentou com muita propriedade os pro blemas dos parmetros do meio fsico quando quanti ficados. Clayton Ferreira Lino (Presidente da Reserva da Biosfera da Mata Atlntica) finalizou as apresentaes com a palestra Histrico da poltica e legislao dedi cada ao patrimnio espeleolgico, na qual abordou a legislao antes e depois do Decreto 6.640, e da Ins truo Normativa (IN). O tema patrimnio espeleolgico versus o desenvolvi mento econmico perante a legislao foi muito bem argumentado e apresentado e, dentre as questes abor dadas, tivemos a do time do setor mineral e o time para os estudos espeleolgicos. Marcelo Rasteiro (Presi dente da SBE) coor denou o tempo dos palestrantes. Aps as apresentaes, a platia fez algumas perguntas e consi deraes, as quais foram respondidas pelos participantes. Tambm no sbado, foram realizados 7 (sete) mini-cursos abordado os temas: Espeleofotografia, Paleontologia em caverna; Bioespele ologia; Topografia em caverna; Manejo e Turismo em Caver nas; Geoespeleolo gia e Arqueologia. No domingo, ocor reu no Parque Esta dual do Sumidouro (PESU), localizado nos municpios de Pedro Leopoldo e Lagoa Santa, a parte prtica dos mini-cursos (Bioespe leologia, Espeleofotografia e Topografia em caverna) nas grutas Tneis e Macumba. Na Gruta da Piedade, na Serra da Piedade, localizada entre os municpios Caet e Sabar, foi realizada uma visita tcnica e, na segunda -feira (23/07), outra visita tcnica na Gruta Morena, em Cordisburgo, finalizando assim as atividades do evento. Eventos semelhantes ao 6 EMESP alm de promover discusses que abordam as diversas questes relacio nadas espeleologia nacional, possibilitam o encontro de profissionais do setor pblico, privado e da socieda de civil organizada. Numa poca na qual a maioria dos iniciantes no busca espeleologia por curiosidade nas horas vagas, mas como uma opo profissional, faz se fundamental a realizao desse tipo de evento 2 Workshop Fundamentos para uma legislao espeleolgicaFoto: R. Cassimiro

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5Pedra Lascada tambm tem muitos segredos que des pertam a ateno dos arquelogos. Um deles o fato de crnios de adultos, por exemplo, serem enterrados com esqueletos de crianas e vice-versa. Strauss, porm, acredita que dificilmente os especialistas conseguiro desvendar esse tipo de mistrio. Fonte: http://www.em.com.br/app/noticia/tecnologia/2012/07/01/interna_tecnologia,303616/arqueologos-fazem-escavacoes-na-gruta-do-santoem-lagoa-santa.shtmlPesquisadores da UFS encontram novas espcies de morcegos na Mata do Junco Trabalhos de pesquisa cientfica direcionados comunida de de morcegos (Chiroptera) existente no Refgio de Vida Silvestre Mata do Junco, rea de preservao coordenada pela Secretaria do Estado do Meio Ambiente e dos Recur sos Hdricos (Semarh), esto sendo realizados por alunos de cincias biolgicas da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Os trabalhos desenvolvidos na unidade de conser vao foram apresentados durante o VI Congresso Brasi leiro de Mastozoologia, na cidade de Corumb no Mato Grosso do Sul. Segundo a coordenadora dos trabalhos, a biloga Adriana Bocchiglieri, os estudos comearam em fevereiro do ano passado, quando foram encontradas dentro da Unida de de Conservao 20 espcies de morcegos, sendo que oito foram novas para o Junco e trs (T ryroptera discifera, Micronycteris brosseti e Trinycteris nicefori ) para o Estado de Sergipe. Dentro das espcies encontradas, as frugvoras se destacam por desempenharem um papel importante na recuperao de reas degradadas, ao atuarem como dispersoras de sementes, afirma Adriana, destacando o fato de a UC estar inserida em uma matriz antropizada, uma vez que o conhecimento da diversidade da rea im portante para a sua manuteno. Ainda segundo a biloga os estudos consistem em trs aspectos: na reproduo, dieta e padro de atividades das espcies. Percebemos que durante o perodo da seca as espcies se reproduzem e os nascimentos dos filhotes ocorrem no incio das chuvas, que quando o ambiente disponibiliza mais alimentos para as espcies, cita. J em relao aos padres de atividades, Adriana pon tua que as espcies diferem entre si, com a maioria delas sendo mais freqentes no incio da noite. A captura dos animais ocorre entre 18h e 24h, mas o pico de atividades ocorre at as 21h, evidenciando a competio entre algu mas das espcies, informa. Nos estudos realizados pela graduanda de cincias biol gicas da UFS, Deborah Magalhes de Melo, foi observado ainda que em uma das espcies frugvoras ( Carollia perspi cillata) sua dieta consistiu em frutos de espcies de vege tao secundria, em que machos e fmeas diferiram na escolha do alimento. Alm dos estudos dos morcegos dentro da UC, a coorde nadora revela que a partir do prximo semestre ser ini ciado um levantamento das espcies de roedores e mar supiais. Alm do apoio da Semarh esses estudos tero financiamento da FAPITEC e contar com a participao de quatro alunos da UFS, comenta. Fonte: http://www.semarh.se.gov.br/modules/news/article.php?storyid=1283Arquelogos fazem escavaes na Lapa do Santo, em Lagoa SantaQuase 40 anos depois de pesquisadores terem desco berto o crnio de Luzia, o fssil humano mais antigo encontrado nas Amricas, com cerca de 11,5 mil anos, um grupo de arquelogos retornou regio conheci da como Minas da Pedra Lascada para escavar o solo da Lapa do Santo, em Matozinhos, a 47 quilmetros de Belo Horizonte. Nesta gruta foram encontrados, na dcada passada, os restos mortais de 28 homens e mulheres do perodo holoceno (ltimos 10 mil anos). O principal objetivo dos 35 profissionais localizar e exu mar ossadas de contemporneos de Luzia, cujo achado revolucionou a literatura da pr-histria no continente. Uma das teses que era descartada at aquela poca foi a de que habitantes da regio teriam convivido com a chamada megafauna, como preguias gigantes e tigres dente de sabre. O stio arqueolgico em que os profissionais concen tram suas atividades fica a poucos quilmetros da Gruta Lapa Vermelha, onde os restos mortais de Luzia foram desenterrados. No dia 30 de junho passado eles come aram a exumar o 29 corpo na Lapa do Santo. O tra balho deve ser concludo em duas ou trs semanas. A grande esperana dos arquelogos, porm, descobrir ossadas bem mais antigas. Nosso objetivo encontrar sepultamentos da poca do povo de Luzia, disse Andr Strauss, coordenador do projeto. O trabalho, financiado pelo instituto alemo Max Planck, conta com arque logos, gegrafos, historiadores e bilogos da prpria entidade europeia, da Universidade de So Paulo (USP), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Museu Nacional do Rio de Janeiro. Eles vo permanecer no local at o fim da primeira se mana de agosto. At l, esperam retirar do solo fsseis e objetos que ajudem a revelar segredos e curiosidades de quem habitou as Minas da Pedra Lascada, formada por reas de Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Confins e Matozinhos. Bem aqui, onde estou pisando, recorda Andr, foi localizado o caso de decapitao mais an tigo da Amrica. Era um homem que teria vivido na regio h cerca de 8,6 mil anos, segundo o mtodo de carbono 14. A descoberta a que ele se refere foi feita na dcada passada por um grupo comandado pelo ar quelogo Renato Kipnis e pelo bioantroplogo da USP Walter Neves, orientador do mestrado de Strauss e res ponsvel pela divulgao da importncia do crnio de Luzia. Alis, Walter Neves batizou Luzia em aluso Lucy, como foi chamado o fssil de Australopithecus afarensis um ancestral do ser humano atual, encontrado na Eti pia, em 1974, e que teria vivido no continente africano h cerca de 3,5 milhes de anos. A regio das Minas da Divulgao Equipe na entrada da caverna

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6Cavernas em Cunani ameaadas por explorao de britaUm dos lugares do estado que guardam a maior riqueza arqueolgica e ambiental no municpio de Caloene, es to sendo ameaadas por explorao de brita. As cavernas onde foram encontradas urnas funerrias indgenas no distrito de Cunani esto sendo constantemente visitadas por aeronaves tipo helicptero que quase que semanal mente esto pousando nas reas das cavernas onde exis tem montanhas rochosas de tamanho colossal. A denuncia do guarda-parque do sitio arqueolgico, Sr. Lailson Camelo da Silva, conhecido popularmente como Garrafinha. Segundo ele a movimentao de ae ronaveis nas regies das montanhas e cavernas tem se in tensificado, e pessoas de outras partes do pais estariam se intitulado donas do local. Estou aqui como guarda parque a mais de quinze anos, morando aqui dentro e essa movi mentao de Helicpteros que no so do governo e sim de particulares tem me preocupado bastante, pois o local possui gigantescas reas de rocha e h muita explorao de brita em outras partes do municpio de Caloene, o que me causa espanto que essas aeronaves pousam justa mente em cima da montanha e nunca nos procuram para dar qualquer satisfao, j que so de particulares, estou muito preocupado com isso e gostaria que as autoridades do IPHAM e meio ambiente ficassem em alerta denun ciou o guarda parque, segundo ele existem comentrios de que um parlamentar estaria interessado em explorar brita no local. O Sitio Arqueolgico do Cunani fica a cerca de 30 kilome tros do municpio de Caloene em ramal bem conservado e de dimenses enormes onde existe apenas um nico servidor publico para fazer a vigilncia e com quase ne nhuma condio para realizar seu trabalho. Seu garrafi nha comenta que o numero de estrangeiros que vem de diversas partes do mundo para conhecer o sitio arqueo lgico e universitrios enorme, muitos vem em grupos para pesquisar a regio. Fonte: http://www.correaneto.com.br/site/noticias/30064 Carste e Cavernas tero tpicos especiais no prximo Congresso Americano de Geologia (GSA)O prximo Congresso Americano de Geologia ser rea lizado neste ano em Charlotte, Carolina do Norte (EUA) entre os dias 4 e 7 de novembro. Sero apresentadas seis sesses especficas sobre cavernas e carste. Dada a localizao do evento, quatro das sesses esto foca das em formas crsticas eogenticas. Diversas sesses relacionadas, que seriam excelentes locais para traba lhos sobre o carste, tambm esto sendo oferecidos em tpicos que incluem a biologia, arqueologia e hidroge ologia. Abaixo esto as sete sesses crsticas que sero apre sentadas no evento: The Evolution of Karst Landscapes through Time in Res ponse to Changing Hydrologic, Geomorphic, and Tectonic Conditions; Eogenetic Karst Aquifers: Water Resources and Water Quality; Comparisons of Flow and Chemistry in Eogenetic and Te logenetic Karst Aquifers; Geology in the National Forests and Grasslands Stewar dship, Education, and Research; Biscayne Aquifer; The Heart of an Explorer: A Tribute to Ronald Greeley; Surfs Up: New Insights on the Geology, Karst, and Paleon tology of Carbonate Systems of the Bahama Archipelago. Para mais informaes sobre o evento, acesse o site : http://www.speleogenesis.info Fonte: http://www.speleogenesis.info/news/?id=210Caverna revela registros antigos de animais domsticos Explorando uma caverna da Nambia, arquelogos en contraram as evidncias mais antigas de animais do mesticados na frica subsaariana. A caverna, que fica na regio noroeste do pas, contm ferramentas de pedra e ossos, contas e pingentes, pe daos de cermica e ossos de vrios animais galinha, avestruz, lagarto-monitor, tartaruga, impala, damo -do-cabo e diversos roedores. Os pesquisadores tambm descobriram dois dentes que podem ser de cabra ou carneiro eles esto gas tos demais para permitir a diferenciao, mas o formato condiz com dentes de cabras e carneiros domsticos africanos da atualidade. Atualmente, no existem car neiros ou cabras selvagens na frica subsaariana. Em bora algumas espcies selvagens talvez tenham sido extintas h aproximadamente 12 mil anos, no h evi dncias de sua presena na regio oeste do continente. Os pesquisadores esto certos de que os restos mortais encontrados pertencem a animais domsticos. Os dentes tm 2.190 e 2.270 anos. Os restos mortais mais antigos at agora, datados por radiocarbono, so de um carneiro de 2.105 anos descoberto na frica do sul. O estudo uma colaborao entre o Museu Nacional da Nambia e o Museu de Histria Natural de Paris e est publicado no peridico PLoS One Principal autor do estudo e professor adjunto do museu parisiense, David Pleurdeau afirmou que a descoberta no significa ne cessariamente que a populao que morava prximo a esse stio criava animais domsticos. No h evidncias na caverna de que os residentes eram pastores, afirmou. No sabemos ainda se eles eram pastores que migraram para a regio ou um grupo local que introduziu alguns carneiros. Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2012/07/24/ caverna-revela-registros-antigos-de-animais-domesticos.htm

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7ao mesmo tempo, pelo menos duas tecnologias ou culturas, se preferem chamar assim. Vestgios de culturas passadas foram encontrados nas cavernas de Paisley pela primeira vez no final de 1930, quando Luther Cressman, do departamento de antropologia da Universidade do Oregon, achou ossos de camelos, bises e cavalos junto a objetos de obsidiana. Fonte: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2012/07/13/ primeiros-habitantes-da-america-nao-pertenciam-a-cultura-clovis.htmA importncia dos morcegos para meio ambiente foi tema na revista Cincia HojeA revista de divulgao cientifica Cincia Hoje de julho publicou o artigo Morcegos e as cavernas: histria escon dida de evoluo, conservao e preconceito de autoria de Roberto Leonan Morim Novaes, do Departamento de Zoologia/UFERJ. O trabalho aborda a importncia dos morcegos para as ca vernas, e os diversos impactos na economia caso fossem eliminados e, tambm a transformao em atrativos turs ticos de algumas cavernas e de outros abrigos que servem de moradia para grandes comunidades de quirpteros. Para ler o artigo na ntegra acesse: http://unirio.academia.edu/RobertoLeonanNovaes/Papers/1800020/ Morcegos_e_cavernas_historia_escondida_de_evolucao_conservacao_e_ preconceitoFlechas encontradas em caverna indicam que primeiros habitantes da Amrica no pertenciam cultura ClvisUm grupo de pesquisadores afirmou no dia 12 de julho que pontas de flechas incomuns descobertas em uma caverna do Oregon, nos Estados Unidos, sugerem que os primeiros habitantes da Amrica do Norte pertenciam a uma cultura diferente da Clvis. Anlises de DNA de fezes fossilizadas encontradas nas cavernas de Paisley revelam a presena de humanos na regio h 13.200 anos, antes da cultura Clvis chegar ao continente. As concluses, publicadas na revista Science acrescentam novas informaes ao debate sobre os primeiros habitantes da Amrica do Norte e sobre as origens da cultura indgena americana. A teoria mais aceita estabelece que os primeiros habitantes das Amricas, da cultura Clvis, chegaram da sia cruzando a ponte terrestre para o Alasca ao final da ltima era glacial. Mas as pontas de flechas descobertas foram fabricadas de forma completamente distinta das da cultura Clvis e colocam em xeque a teoria de que apenas um grupo colonizou o territrio americano. Estas duas formas de fazer pontas de flechas so realmente muito diferentes, explicou Loren Davis, da Universidade do Oregon. O fato de que as tcnicas das pontas da tradio Western Stemmed (WST) coincidam totalmente e que sejam anteriores s dos Clovis significa, provavelmente, que os Clvis no foram a nica populao fundadora das Amricas. A tcnica de elaborar pontas de pedra com encaixe para a flecha ou lana tem origem h milhares de anos, na sia, mas o mtodo encontrado no estado do Oregon no o mesmo. Esta uma tecnologia que parece ter se desenvolvido na Amrica do Norte. Temos um conjunto completo que reconhecemos como da tradio Western Stemmed, disse o principal autor do estudo, Dennis Jenkins, da Universidade do Oregon. Outras pontas com tcnica WST foram encontradas em stios de Idaho e Nevada. As pontas de flechas achadas no Oregon parecem ter, aproximadamente, a mesma idade das de Clvis, mas so diferentes na base que as unem vara. O grande achado aqui (...) que demonstramos que estas pontas da tradio Wester Stemmed datam da mesma poca das de Clvis, disse Jenkins imprensa. No h evidncia dos Clvis ou de qualquer antepassado dos Clvis nas cavernas, o que sugere que h aqui, DivulgaoPontas de Flechas encontradas Divulgao

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8Os Tesouros Antropolgicos da Caverna DenisovaA regio de Altai, em Gorny, na Sibria, conhecida como uma terra de montanhas; e cavernas. Uma destas cavernas, situada prxima ao rio Anuy, a caverna Denisova (ou De nisov), e um lugar extremamente rico do ponto de vista antropolgico. Esta caverna est na lista mundial da UNESCO dos lugares considerados como Patrimnio Cultural da Humanidade. L foram encontrados muitos artefatos to significativos para a Cincia que podem ser comparados com aqueles que foram encontrados nas pirmides egpcias. A caverna Denisova comeou a ser explorada por arque logos na dcada de 1980, depois que pesquisadores des cobriram que h milhares de anos atrs a regio de Altai possua um clima muito favorvel para o desenvolvimento de comunidades humanas. Ancestrais do Homo sapiens viveram ali. No entanto, quando os arquelogos comearam seu tra balho naquele local, eles no esperavam achar ali um te souro praticamente ilimitado de artefatos de diferentes pocas. Os mais antigos achados at agora chegam a ter 280 mil anos. Constatada a importncia desse stio, foi instalado um alo jamento permanente para cientistas nas proximidades da caverna. Esse alojamento cresceu, transformando-se em um centro de pesquisa com laboratrio prprio, onde os objetos encontrados so examinados. Ao longo de todo esse tempo, cerca de 100 arquelogos e outros cientistas j trabalharam ali. A caverna de Denisova a mais antiga habitao humana conhecida pela cincia localizada no norte da sia. Muitas geraes de pessoas viveram l: os arquelogos j encon traram 22 camadas de sedimentos na caverna que remon tam a diferentes pocas. O pesquisador do Russian Institute of Archeology and Eth nography, Sergey Isupov comenta: A caverna est cheia de artefatos, mais que em qualquer outro stio arqueol gico hoje conhecido no planeta. Provavelmente a camada mais interessante pertena a um perodo de transio en tre o Paleoltico Mdio e o Paleoltico Superior (a chamada Idade da Pedra Lascada). Nela, foram encontrados restos de seres humanos de uma espcie at ento desconheci da. Em 22 de dezembro de 2010, a revista Nature publicou a notcia de que antes do aparecimento do Homo sapiens na Sibria, na caverna Denisova viviam seres humanos de um tipo completamente desconhecido pela antropologia at ento. O descobrimento foi confirmado pelo exame gen tico das duas peas encontradas, parte de um dedo e um dente. Esta espcie, que foi considerada relacionada com os Neandertais, viveu h aproximadamente 50 mil anos. Apesar das trs dcadas de trabalho na caverna, somente uma pequena parte de seus segredos foi descoberta. Isso ocorre porque o trabalho arqueolgico necessariamente lento, pois necessrio ter um extremo cuidado no manu seio e no registro dos achados. A caverna Denisova promete muitas revelaes sensacio nais para o futuro. Com um equipamento especial, o lu gar foi amplamente digitalizado (escaneado). As imagens mostraram uma grande sala e galerias. So enormes ca -Foto: Miguel BureiPrtico de entrada da caverna Casa de Pedra vidades escondidas em nveis mais profundos e, provavel mente, considerando 280 mil anos de ocupao, estejam repletas de sedimentos culturais. Fonte: http://sofadasala-noticias.blogspot.com.br/2012/07/os-tesouros-antropologicos-da-caverna.htmlFotograas surpreendentes de enormes sistemas de cavernas na Tailndia Em mais de 30 anos como um explorador de cavernas, fotgrafo e guia, John Spies um australiano que vive na Tailndia j visitou 85 cavernas, descobriu forma es incrveis, arte rupestre pr-histrica documentada, cemitrios antigos do submundo, templos budistas e estranhas formas de vida sem olhos. Spies explora as cavernas antigas de Tham Lod em Pang Mapha, Tailndia. Acessando o link abaixo voc se surpreender com ma ravilhosas fotos! http://www.telegraph.co.uk/earth/earthpicturegalleries/9489825/Amazingphotographs-of-huge-cave-systems-in-Thailand.html

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9Expedio identica invertebrados na gruta mais profunda do mundo A biloga Sofia Reboleira descobriu na gruta mais fun da do mundo, que, contra todas as expectativas, h uma comunidade de espcies a uma profundidade sem pre cedentes. A expedio descobriu cinco espcies novas, algumas delas vivendo a mais de 2.000 metros de profun didade. A entrada da gruta de Krubera-Vornia fica a 2.240 metros de altitude e a 15 quilmetros do mar Negro, na Abkhzia, repblica independente da Gergia. No Vero de 2010, Re boleira participou em uma expedio organizada pela CA VEX, a equipe ibero-russa de espelelogos que em 2007 tinha atingido a parte mais profunda da gruta, a 2.191 me tros. A biloga est cursando doutorado nas universida des de Aveiro e de La Laguna, Espanha, e especialista em insetos caverncolas. Em Krubera, Reboleira ficou respon svel pela inventariao da vida com o cientista espanhol Alberto Sendra, coautor do artigo. Toda a atividade era dedicada explorao espeleolgica e inves tigao geolgica. No se conhecia absoluta mente nada a nvel bio lgico, diz a biloga. A partir de uma certa profundidade, a escuri do na gruta absoluta, no h vegetao e a vida torna-se limitada. O que pensvamos era que s havia vida nas primeiras partes, explica a pesquisadora. Mas estavam enganados. Como que se procura vida na gruta? A maioria das gale rias era vertical, por isso Reboleira ficou vrias vezes sus pensa por uma corda, cata de bichos at os 1.400 metros de profundidade. A partir dos 1.600 metros a gruta est submersa. O mais difcil foi o frio. Os animais so de tamanho muito reduzido e precisamos de tempo para procur-los, expli ca. Para se aquecerem durante as descidas que podiam durar dois dias, tomavam ch quente com gua da prpria gruta, fervida, que est constantemente escorrendo e for mando cataratas em algumas partes. A equipe encontrou 16 espcies de invertebrados, pelo menos cinco so novas para a cincia. Ficamos muito surpresos, conta a cientista. Estas espcies esto distribu das ao longo da gruta, dos 60 at aos 2.140 metros. H um pseudoescorpio o predador de topo da gruta, parente do escorpio -, h um escaravelho, uma aranha, dois crus tceos que nadam por todos os 2.140 metros, e outras trs espcies que vivem abaixo dos 2.000 metros, e que foram recolhidas por mergulhadores. At ento, a espcie caver ncola conhecida em maior profundidade estava a 1.980 metros. No se sabe como funciona a cadeia alimentar da comuni dade. Poder ser suportada pela matria orgnica trans portada pela gua, especula Sofia Reboleira. Em 2013, a biloga voltar gruta. A inventariao vai continuar, mas no tudo: Vamos tentar perceber o significado destes animais estarem ali. Fonte: http://www.anda.jor.br/02/08/2012/expedicao-identica-invertebrados-nagruta-mais-profunda-do-mundo Cultura moderna surgiu mais de 20 mil anos antes do que se imaginava Cientistas afirmam que a idade da Pedra surgiu 20 mil anos mais cedo do que se acreditava, quase ao mesmo tempo em que o ser humano moderno migrava da frica para o continente europeu. Dois estudos publicados nesta segunda-feira (30) no peridico cientfico PNAS da Academia Nacional de Cincias dos EUA afirmam que artefatos descobertos em uma caverna na frica do Sul indicam que a cultura moderna teria emergido h 44 mil anos. As descobertas incluam pontas envenenadas e joias, caractersticas do povo bosqumano, cujos descendentes vivem hoje no sul da frica. Anlise de datao de carbono dos objetos encontrados no sop das montanhas Lebombo em KwaZulu-Natal, frica do Sul, revelou que a cultura dos bosqumanos mais antiga que 44 mil anos, muito mais do que estudos anteriores que afirmavam se tratarem de um povo de 10 mil ou 20 mil anos de idade. Os pesquisadores afirmam que estes itens foram amplamente utilizados e servem para antecipar a cultura moderna. O perodo conhecido como Fim da Idade da Pedra, chamado por arquelogos de Perodo Paleoltico Superior, marca a migrao de humanos modernos da frica para a Europa, cerca de 45 mil anos atrs. Eles se espalharam rapidamente e, eventualmente, conduziram os Neandertais extino. Eles se adornavam com ovos de avestruz e contas de conchas marinhas, e tambm usavam ossos. Eles conseguiram modelar ossos finos para usar como furadores e pontas de flechas envenenadas. Um dos lados era decorado com sulco espinhal e preenchido com ocre vermelho, algo que se aproxima muito das marcas utilizadas pelo povo bosqumano para identificar as lanas para caa, disse Lucinda Backwell, uma das pesquisadoras do estudo. De acordo com a pesquisadora sul-africana, os objetos so as primeiras provas de comportamentos modernos como os conhecemos. Ela afirma ainda que a descoberta refora que os homens modernos se originaram do Sul da frica. Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/2012-07-30/cultura-moderna-surgiumais-de-20-mil-anos-antes-do-que-se-imaginava.htmlDivulgao Divulgao Um crustceo que vive a 2.140 metros de profundidade

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10 Expediente Comisso Editorial: Karen Perez, Leda Zogbi, Marcos Silverio e Roberto Cassimiro. Reviso: Karen Perez, Leda Zogbi, Roberto Cassimiro e Pedro Lobo. Logotipo e Projeto Grfico: Danilo Leite e William Damasio DFUSE DESIGN, danilo@dfusedesign.com.br Fotografia da Capa: Entrada da gruta Ribeirozinho III (Bulha Dgua SP). Foto de Marcos Silverio. Artigos assinados so de responsabilidade dos autores. Artigos no assinados so de responsabilidade da comisso editorial. A reproduo de artigos aqui contidos depende da autorizao dos autores e deve ser comunicada REDESPELEO BRASIL pelo e-mail : conexao@redespeleo.org. O Conexo Subterrnea pode ser repassado, desde que de forma integral, para outros e-mail s ou listas de discusses.Espao Cartoon


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