Conexão Subterrânea

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Conexão Subterrânea

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Title:
Conexão Subterrânea
Series Title:
Conexão Subterrânea
Creator:
Redespeleo (Brazil)
Publisher:
Redespeleo (Brazil)
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
Regional Speleology ( local )
Genre:
serial ( sobekcm )
Location:
Brazil

Notes

General Note:
Nesta edição você saberá mais sobre os seguintes assuntos: - EGB Comemorou seus 34 anos em travessia da caverna Angélica, em São Domingos, Goiás - Lançamento da Revista Brasileira de Espeleologia - Cavernas impedem Vale de explorar ferro - Simpósio Mineiro do Carste - ICMBio propõe criação de Parque Nacional no Rio Grande do Norte - Governador de SP assina decreto possibilitando parcerias nas UCs - As cavernas sob ameaça - Um peixe de caverna com apetite alienígena - Gravuras pré-históricas foram realizadas por crianças de 3 a 7 anos - Em uma caverna africana são encontrados sinais de uma antiga fábrica de tintas - Estudo diz caverna de Altamira na Espanha deve continuar fechada - Caverna dá novas pistas sobre a saga dos Neandertais - Espaço Cartoon
Restriction:
Open Access
Original Version:
No. 92 (2011)
General Note:
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Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-01163 ( USFLDC DOI )
k26.1163 ( USFLDC Handle )
12554 ( karstportal - original NodeID )
1981-1594 ( ISSN )

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92ISSN 1981-1594 26/10/2011nmero

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92ISSN 1981-1594 26/10/2011nmero2vel ver diversos esqueletos de cobras. Como essas cobras chegaram l, em grande quantidade e por uma rea to extensa, uma questo instigante. No segundo dia, ainda no leito do rio, o grupo avistou dois peixes que chamaram a ateno. H relatos de que j fo ram vistos nesta parte da caverna, segundo o nosso con vidado especial, o guia Ramiro, conhecedor profundo da regio. Aparentemente, trata-se do poraqu amaznico (Electrophorus electricus) uma espcie de peixe da ordem dos gimnotiformes, popularmente conhecidos como gim notos ou saraps. Entre algumas das caractersticas descri tas para esse peixe esto a capacidade de nadarem em p e o fato de usarem o oxignio atmosfrico na respirao, o que pudemos observar. Tambm podem lanar descar gas eltricas que variam de cerca de 300 a 1.500 volts o que, felizmente, no foi testemunhado pelo nosso grupo. um peixe tpico da bacia amaznica, qual pertence o rio Anglica, tributrio da bacia do Tocantins-Araguaia (sub -bacia do Amazonas). Eles ganharam carinhosamente o apelido de poraqu anglico. Talvez o momento mais espetacular e no somente pela presena do sol, que no vamos h dois dias seja mesmo a chegada na ressurgncia do rio Anglica, no encontro com o rio Bezerra, que sai diretamente da caverna Bezer ra. Duas grutas fantsticas, to prximas, mas que no se encontram. Sempre fica a dvida: ser que realmente no h conexes entre elas? Os espelelogos que lerem esta matria conhecem bem esta motivao que nos move por metros em condutos complicadssimos... Mas, voltando ressurgncia e segurando o mpeto ex plorador: realmente, o prtico com os dois rios se encon trando ao fundo, as formas dos espeleotemas e os blocos abatidos, conferem ao local um ar magistral, e foi o cenrio de um banho rejuvenescedor. Participaram da travessia: Ana Coelho, Andr Ribeiro, Br dia Tupy, Cristina Bicalho, Frederic Bizet, Letcia Lemos, Marcelo, Paula Ferraz, Paulo Arenas e Ramiro. Parabns ao EGB pelos seus 34 anos e aos seus quase 300 scios que dele fizeram parte dessa histria!EGB comemorou seus 34 anos em travessia da caverna Anglica, em So Domingos, GoisPor: Paulo Arenas Espeleo Grupo de Brasilia Durante os dias 8 e 9 de outubro de 2011 o Espeleo Gru po de Braslia (EGB), em comemorao aos seus 34 anos de existncia, efetuou a travessia da Caverna Anglica, no Parque Estadual de Terra Ronca (PETER), no municpio de So Domingos, norte de Gois. A ltima vez que o EGB realizou essa travessia foi em 2006, em uma sada turstica do grupo. Desta vez, alm do cunho ldico e esportivo da travessia, optou-se tambm pela comemorao dos 34 anos do EGB no melhor estilo: dentro de uma das mais belas cavernas da regio. Obviamente que, por questes logsticas, no pude mos contar com um bolo mas no faltaram as velinhas, presen tes nas chamas das carbureteiras dos dez espelelogos presentes. A caverna Anglica possui apro ximadamente 14 km de desen volvimento linear, e sua travessia percorre cerca de 11 km ao lon go do leito do rio que confere o nome gruta. O percurso pode ser realizado em um nico dia, mas questes logsticas relacio nadas viabilidade de carros tanto no sumidouro quanto na ressurgncia, tornam mais vivel a travessia em dois dias, o que significa que os espelelogos devem estar preparados para pernoitar nas profundezas, des frutando de um quarto aftico. Trs obstculos, sendo duas ca choeiras e uma descida ngreme perto da sada, exigem que se leve uma pequena corda para transp-los com mais segurana. O rio Anglica caudaloso, e as cachoei ras e o sifo perto da sada tornam-se obstculos perigo sos. Por isso preciso estar atento ao longo da travessia, para no passar inadvertidamente dos pontos de escape. Em diversos trechos as correntezas so fortes e obrigam o grupo a se ajudar mutuamente, com um companheiro apoiando o prximo. Em outros pontos possvel apenas se deixar levar pela correnteza, desfrutando de momen tos de contemplao e relaxamento. Contemplao talvez seja a palavra mais usada nessa travessia, principalmente na parte da gruta, percorrida no segundo dia. Os sales e os espeleotemas encontrados perto da ressurgncia so fascinantes. O grupo pernoitou em um banco de areia, uma hora de caminhada depois da passagem da segunda cachoeira. Uma praia subterrnea que se estende ao longo da mar gem esquerda e fica relativamente alta em relao ao rio, dando maior conforto e segurana ao grupo, alm de ser um ponto localizado praticamente na metade da traves sia. Desse ponto chega-se facilmente ao salo das cobras, localizado numa grande laje que se deslocou do teto, mais ou menos 50 metros acima do nvel do rio, onde poss Equipe do EGB comemora o 34 aniversrio do grupoFoto Letcia Moraes

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92ISSN 1981-1594 26/10/2011nmero3Lanamento da Revista Brasileira de EspeleologiaPor: Jocy Brando Cruz, Coordenador do CECAV e Jlio Ferreira da Costa Neto, Editor Gerente da Revista Brasileira de Espeleologia. Na busca de promover a difuso de pesquisas e estudos em Espeleologia e reas afins, com grande entusias mo e satisfao que o Centro Nacional de Pesquisa e Conservao de Cavernas CECAV/Instituto Chico Men des disponibiliza a Revista Brasileira de Espeleologia, um instrumento de comunicao pblico destinado a consolidar-se como espao de circulao de informa es cientficas sobre os ambientes crsticos, o Patri mnio Espeleolgico e espcies associadas. Com o Lanamento da Revista Brasileira de Espeleolo gia, o CECAV cumpre a Meta 1 do Componente 5 Divul gao sobre o Patrimnio Espeleolgico, do Programa Nacional de Conservao do Patrimnio Espeleolgico (Portaria MMA n 358/09), no somente dando continui dade implementao das aes previstas no Progra ma, como tambm atendendo as diretrizes voltadas integrao de aes setoriais. A Revista utiliza como base tecnolgica o Sistema de Editorao Eletrnica de Revistas SEER, desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Informao em Cincia e Tecnologia IBICT/MCT. O SEER foi idealizado para fa cilitar o processo editorial e o acesso aos mais variados tipos de usurios de informaes acadmicas e cient ficas. Para ter acesso Revista, basta fazer um cadastro inicial do usurio como leitor ou autor de artigos. O proces so de submisso de artigos bastante simples. Todas as informaes sobre as regras para publicao de tra balhos cientficos da Revista Brasileira de Espeleologia encontram-se no endereo https://www2.icmbio.gov. br/revistaeletronica/index.php/RBE/index. Convidamos autores e leitores a desfrutar desse am biente, compartilhando e conhecendo experincias que reafirmam, cada vez mais, a Espeleologia como cincia.Cavernas impedem Vale de explorar ferroUm conjunto que pode chegar a milhares de cavernas impede a implantao imediata do maior projeto de explorao de ferro da Vale nos prximos 40 anos. A mina armazena 3,4 bilhes de toneladas do minrio que a inclui entre as maiores reservas mundiais a cu aberto descobertas no mundo e fica na vertente sul da Serra de Carajs, no interior do Par. As cavernas guardam, porm, vestgios arqueolgicos milenares da ocupao humana na Amaznia e a legislao vigente no Brasil impede a destruio de cavidades naturais nestas condies. Para extrair o ferro, a Vale teria de demoli-las. O impasse reacende as discusses sobre a legislao ambiental. A mineradora planeja retirar de Serra Sul 90 milhes de toneladas de minrio por ano, at o esgotamento da jazida, em um investimento de US$ 11,3 bilhes. Pesquisas realizadas nos ltimos sete anos por empresas de arqueologia e espeleologia contratadas pela Vale, apresentam concluses que geram no setor de minerao bastante pessimismo quanto possibilidade de os rgos ambientais licenciarem o empreendimento sem que seja necessrio um rduo trabalho poltico prvio. O potencial de Serra Sul at maior do que a jazida cobiada pela Vale. Batizada de S11D, a mina ocupa apenas um dos quatro trechos em que a serra foi dividida pela companhia. O setor D o nico com projeto de explorao divulgado. Os corpos A, B e C, por enquanto, permanecem fora dos planos de expanso da Vale em Carajs. Para complicar mais ainda a situao, todos os quatro setores esto dentro da Floresta Nacional (Flona) de Carajs, unidade de proteo ambiental do governo gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade (ICMBio), autarquia federal surgida em 2007, com o desmembramento do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis (Ibama). O ICMBio crtico quanto ao empreendimento. A localizao de 174 cavernas no corpo D quantidade ainda preliminar, pois as buscas de novas cavidades prosseguem leva especialistas a calcularem que haja pelo menos 250 no setor e mais de mil em toda a Serra Sul, cuja maior parte do territrio est no municpio de Cana dos Carajs, no sudeste do Par. Certamente so milhares de cavernas em toda a Serra Sul. Toda regio em que h minrio de ferro se caracteriza pela existncia das cavidades naturais subterrneas. Como so reas de acesso difcil, sem infraestrutura de apoio ao trabalho de campo, ainda h muito a apurar, avisa o espelelogo e historiador Genival Crescncio, que h 18 anos percorre a Serra de Carajs. Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias/ economia+geral,conjunto-de-cavernas-impede-vale-de-explorarferro,86476,0.htm Minerao em Serra Sul, Carajs. Divulgao Divulgao

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92ISSN 1981-1594 26/10/2011nmero4Simpsio Mineiro do CarsteSer realizado em Belo Horizonte/ MG, nos dias 21 e 22 de novembro de 2011, no Au ditrio do IGC/ UFMG Campus Pampulha o Sim psio Mineiro do Carste intitulado o Carste em to dos os seus esta dos. Um grupo de alu nos decidiu reali zar este encontro cientfico depois de alguns meses juntos em sala de aula e em campo. O simpsio abordar trs grandes temas: o carste das rochas carbonticas o carste das rochas no carbonticas o carste e interaes (homem, biologia, etc.) Em um perodo de grande mutao do paradigma carstolgico, o Simpsio uma oportunidade para a comunidade brasileira apresentar a diversidade de seu patrimnio nessa dinmica. Participe! Inscrio: estudantes R$ 10,00; demais participantes R$ 20,00 Maiores informaes no blog: http://simposiomineirodocarste.blogspot.com ou pelo email: simposiodecarste@gmail.com (vagas limitadas)ICMBio prope criao de Parque Nacional no Rio Grande do NorteO Instituto Chico Mendes realizou consulta pblica no Rio Grande do Norte visando a criao, naquele Estado do Parque Nacional de Furna Feia. O parque, com rea prevista de 10.185 hectares, abranger os municpios de Mossor e Barana, e inclui um importante complexo espeleolgico, alm de fundamentais fragmentos de Caatinga. No Rio Grande do Norte as unidades de conservao federais ocupam uma rea de 77.033 hectares, apenas 1,45% do total do Estado, sendo que 93,72% dessa rea se concentra em ambientes costeiros e apenas 6,28% na Caatinga, embora esse bioma ocupe aproximadamente 80% da rea total do territrio potiguar. A criao de uma unidade de conservao na rea proposta, com 10.185,7 hectares, triplicar a rea protegida da Caatinga atualmente. Seria a maior unidade de conservao no bioma e a maior entre as de proteo integral do Estado, considerando apenas os ambientes terrestres. A rea de Reserva Legal do Projeto de Assentamento Rural Maisa com 4.043 hectares corresponde a aproximadamente 40% da rea da proposta da unidade de conservao e um dos maiores e mais importantes remanescentes de caatinga do Estado, com fauna e flora ainda bem preservadas e bastante representativas. A rea atualmente sofre intensa presso por parte das comunidades vizinhas, principalmente as agrovilas dos assentamentos existentes. Essa presso se d na forma, principalmente, de extrao irregular de madeira nativa, caa predatria e visitao desordenada s cavernas. As potencialidades e conflitos na rea levaram o CECAV e o IBAMA, por meio do Escritrio Regional de Mossor e da Superintendncia Estadual do Incra, a intensificarem as aes de fiscalizao, pesquisa e educao ambiental, resultando numa maior conscientizao por parte das comunidades sobre a importncia da reserva. A fauna e a flora na rea so bastante representativas. Os levantamentos apresentados, mesmo sendo preliminares, sinalizam uma biodiversidade mpar: 105 espcies de plantas, distribudas em 83 gneros e 42 famlias, sendo 22 espcies endmicas da caatinga; 101 espcies de aves com vrios endemismos; 23 espcies de mamferos e 11 espcies de rpteis. Vrias espcies constam em listas oficiais da fauna e flora ameaadas de extino. A rea proposta para criao da UC faz parte de reas consideradas prioritrias para aes de conservao da biodiversidade da fauna e flora da Caatinga. Outro argumento para a criao da UC a inquestionvel relevncia do patrimnio espeleolgico ali encontrado. Entre as cavernas com estudos bioespeleolgicos no Estado, a Furna Feia tem a maior variedade de invertebrados caverncolas, alm de ter sido recentemente declarada integrante do patrimnio cultural, histrico, geogrfico, natural, paisagstico e ambiental do Rio Grande do Norte pela Lei Estadual 9.035/2007. A proposta de criao do Parque Nacional de Furna (ICMBio) est acessvel para baixar em: http://www.icmbio. gov.br/images/stories/o-que-fazemos/parnadafurnafeirasite.pdf O arquivo interessante, informativo, bem ilustrado, e merece ser lido. Fonte: http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2011/05/03/icmbiopropoe-criacao-de-parque-nacional-no-rio-grande-do-norte Furna Feia Foto Leda Zogbi

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92ISSN 1981-1594 26/10/2011nmero5Governador de SP assina decreto possibilitando parcerias nas UCsO governador Geraldo Alckmin assinou no ltimo dia 06 de outubro um decreto que institui o programa de parcerias para as Unidades de Conservao (UCs). O documento permite a concesso iniciativa privada de servios de ecoturismo, restaurantes e hotis nestas reas. De acordo com o secretrio de Meio Ambiente, Bruno Covas, o prximo passo publicar os editais e formalizar os contratos e instrumentos legais. No haver um modelo nico de parceria e a estimativa que os primeiros editais estejam prontos no incio de 2012. A gente j tem muitos parceiros privados internacionais interessados em estar ao nosso lado, disse Covas. O Banco Interamericano de Desenvolvimento BID, que injetou mais de R$ 30 milhes em seis UCs de So Paulo. O secretrio enfatizou que dos 43 milhes de turistas que o estado de So Paulo recebe por ano, apenas 1,5 milho de turistas se destina a estas reas o mesmo que a Fundao Zoolgico recebe. Isso mostra a possibilidade que temos de ampliar as visitaes. S na Caverna do Diabo, no Vale do Ribeira, ela poderia crescer 200%, por exemplo, disse ao iG. No total, 33 unidades de conservao, 29 parques estaduais, dois monumentos naturais e dois parques ecolgicos podero receber este tipo de explorao. No privatizao, ns queremos a parceria do setor privado para ampliar a infraestrutura dos parques, gerar emprego e renda nas UCs, disse Covas. A rea continua propriedade pblica, s os servios e infraestrutura sero administrados por empresa privada. A fiscalizao continua sendo feita pela Fundao Florestal. Outras 59 UCs ou parques, que no tm plano de manejo ou so restritas ao pblico, no vo participar das parcerias. As unidades foram ranqueadas de acordo com a viabilidade econmica e com a infraestrutura existente. Fonte: 06/10/2011 http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/governador-de-spassina-decreto-para-parcerias-nas-ucs/n1597260037558.htmlAs cavernas sob ameaaPor: Fbio Feldman incontestvel o aumento do patamar de conscincia ambiental no mundo, de modo que prticas econmicas realizadas at poucas dcadas hoje esto despidas de legitimidade. Penso em Cubato que at trinta anos atrs era denominado o Vale da Morte pelos impactos da poluio sobre a sade da populao que ali vivia. Naquela ocasio, notei, como advogado da Associao das Vtimas da Poluio e das Ms Condies de Vida de Cubato, que existiam barreiras legais no que tange possibilidade de se buscar a defesa dos direitos no Poder Judicirio. O Brasil avanou muito no reconhecimento dos direitos do meio ambiente, do consumidor, do patrimnio histrico, em grande parte pela acolhida que os mesmos tiveram na Constituio de 1988. Um dos temas importantes abrigados pela Constituio diz respeito ao reconhecimento das cavidades naturais subterrneas como bens da Unio, de modo que a Assembleia Nacional Constituinte reconheceu a importncia deste grande patrimnio brasileiro: as cavernas sempre exerceram papel fundamental para a humanidade, pois l nossos antepassados se protegiam das intempries e registraram as primeiras manifestaes escritas de que se tem notcia. Por isso, desde 1937 o Brasil reconhece o patrimnio histrico e artstico, por iniciativa de Mrio de Andrade. Desde 1990 tramita um Projeto de Lei de minha autoria no Congresso Nacional, com o objetivo de proteger o patrimnio espeleolgico brasileiro. Ele foi apresentado na Cmara dos Deputados e aprovado. Remetido ao Senado, foi apresentado substitutivo pela Senadora Marina Silva, que hoje est sob apreciao do Plenrio da Cmara, ou seja, aps uma tramitao de 21 anos, a matria encontra-se apta a ser aprovada ou rejeitada. Entretanto, dada a presso das grandes empresas mineradoras junto Casa Civil, a matria encontra-se suspensa no Legislativo, regulada por um Decreto do Executivo e uma Instruo Normativa do Ministrio do Meio Ambiente que simplesmente avocaram o poder de deciso sobre este importante patrimnio das presentes e futuras geraes de brasileiros. Mais recentemente, o Conama permitiu, na Resoluo n 428 de dezembro de 2010, que a deciso final sobre a conservao e destruio das cavernas seja da responsabilidade dos rgos estaduais, responsveis pelos licenciamentos das atividades minerrias. Ser esse o desenvolvimento sustentvel to falado? O Brasil est adormecido no que tange dilapidao deste patrimnio, que no se restringe a aspectos de natureza cultural. Contempla tambm uma enorme biodiversidade subterrnea. De acordo com a professora Eleonora Trajano (USP), existe um campo denominado biologia subterrnea, absolutamente vital para entender a evoluo da nossa fauna subterrnea e cujo conhecimento depende da proteo das cavernas brasileiras. Recente matria do Estado mostrou que a ameaa concreta e que cabe sociedade observar o que determina a Constituio de 1988 que, alm de proteger o patrimnio espeleolgico, condiciona as atividades econmicas ao respeito ao meio ambiente. Se, efetivamente, o Brasil leva a srio o desenvolvimento sustentvel, deve cumprir sua Constituio e no abrir mo de seu grande patrimnio espeleolgico em nome de uma explorao minerria de curto prazo. Com a palavra, o Presidente da Cmara, a Presidente Dilma e as empresas de minerao que se dizem sustentveis... Fonte: 10/10/2011 http://www.brasileconomico.com.br/noticias/ascavernas-sob-ameaca_107893.html DivulgaoPousada Ona Pintada em Intervales.

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92ISSN 1981-1594 26/10/2011nmero6Gravuras pr-histricas foram realizadas por crianas de 3 a 7 anosSegundo pesquisa recente, gravuras pr-histricas encontradas em uma caverna na Frana foram realizadas por crianas a partir de trs anos de idade. Os desenhos foram descobertos na Caverna dos Cem Mamutes, em Rouffignac, ao lado de arte rupestre que data de cerca de 13 mil anos. Pesquisadores da Universidade de Cambridge desen volveram recentemente um mtodo de identificar o sexo e a idade dos artistas. Acredita-se que o mais pro dutivo deles era uma menina de cinco anos.Marcas fei tas por crianas aparecem em todas as salas da caverna, disse a arqueloga Jess Cooney. Encontramos marcas de crianas com idades entre trs e sete anos. Identifi camos quatro crianas diferentes, combinando as suas marcas, completou. Todos os anos, milhares de pessoas visitam as cavernas na regio de Dordogne, no oeste da Frana, para admirar os desenhos de mamutes, rinocerontes e cavalos encontrados no sistema de cavernas de 8 quilmetros, que foi descoberto no sculo 16. Foi somente em 1956 que os especialistas perceberam que alguns dos desenhos mais realistas eram pr-histricos. Em 2006, arquelogos determinaram que crianas tinham produzido algumas das marcas de dedo. Diferentemente dos desenhos que aparecem em outros lugares nas cavernas, as marcaes foram feitas sem a aplicao de pigmentos. As marcas tambm aparecem em cavernas na Espanha, Nova Guin e Austrlia. Ns no sabemos por que as pessoas faziam isso, mas as marcas podem ter sido parte de rituais de iniciao ou simplesmente algo para se fazer em um dia chuvoso, diz Cooney. Fonte: http://hypescience.com/cavernas-pre-historicas-tem-desenhosfeitos-por-criancas-de-ate-3-anos/Um peixe de caverna com apetite aliengena Os peixes que estudamos so extremfilos, o que significa que so adaptados a uma vida no limite da tolerncia biolgica, diz Katherine Roach, estudante da Universidade do Texas A&M, departamento de vida selvagem e cincias da pesca. A pesquisadora Roach, juntamente com Kirk Winemiller e o colaborador Michael Tobler, publicaram recentemente um artigo sobre o peixe em questo na revista Ecology O peixe estudado o Poecilia mexicana, encontrado na Cueva del Azufre ou a Caverna de Enxofre, localizada no estado de Tabasco, no Mxico. O pequeno peixe, com cerca de 2,5 cm na fase adulta, praticamente cego e vive em gua com concentrao de sulfeto de hidrognio to elevada que mataria a maioria das outras formas de vida, de acordo com Roach. Nossa pesquisa mostra que o carbono orgnico produzido pelas bactrias oxidantes do sulfeto de hidrognio dissolvido, num processo chamado quimioautotrofia, a principal fonte de alimento para esses peixes, diz Roach. Embora seja sabido que as formas mais simples de vida se desenvolvem graas a este processo, nosso estudo o primeiro que documenta um vertebrado que se alimenta diretamente por meio de bactrias que realizam a quimioautotrofia. O ecossistema da caverna auto-sustentvel, sem a participao de plantas da superfcie. Como resultado, nossa pesquisa tem implicaes para descobrir vida fora da Terra. Se estes vertebrados complexos podem viver por causa das bactrias de enxofre, pode existir vida similar, organismos mais evoludos, em outras luas e planetas. Roach diz tambm que em outro estudo em Cave Movile na Romnia, foi identificada e isolada uma populao de macroinvertebrados com cerca de 5,5 milhes de anos, que tambm se alimentavam de bactrias quimioautotrficas. Ela diz que o estudo gerou bastante interesse pblico, tanto que se justificou a criao de uma pgina no Wikipdia. Alm disso, o autor Wilson destacou este estudo de caso em livro O Futuro da Vida. Mais notcias no site da Universidade do Texas A&M: http://tamutimes.tamu.edu Traduzido e adaptado de: http://www.futurity.org/science-technology/extreme-cavefish-with-%E2%80%98alien%E2%80%99-appetites/?utm_ source=Futurity+Today&utm_campaign=9a059181f2October_610_6_2011&utm_medium=email DivulgaoGravuras feitas por crianas de 3 a 7 anos na caverna dos cem Mamutes, Frana.Divulgao

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92ISSN 1981-1594 26/10/2011nmero7Em uma caverna africana so encontrados sinais de uma antiga fbrica de tintasEscavando em uma caverna na frica do Sul, arquelogos descobriram um stio de 100 mil anos de idade com ferramentas e ingredientes que os primeiros seres humanos modernos, aparentemente, utilizavam para o preparo de pinturas. A descoberta foi feita na caverna de Blombos, 200 km a leste de Cape Town, em um alto penhasco de frente para o oceano ndico na ponta do frica do Sul. Christopher Henshilwood, da Universidade de Bergen, na Noruega, liderou uma equipe de pesquisadores da Austrlia, Frana, Noruega e frica do Sul. A descoberta retrocede a data em que a populao de Homo sapiens moderno era conhecida por ter iniciado o uso da pintura. Anteriormente, nenhum stio com mais de 60 mil anos tinha sido estudado, e as pinturas rupestres comearam a aparecer cerca de 40 mil anos atrs. As exuberantes pinturas realizadas por artistas Cro-Magnon nas cavernas da Europa viriam muito mais tarde. O desfile de animais nas paredes de Lascaux, na Frana, por exemplo, foi executado 17 mil anos atrs. Estes artesos das cavernas utilizavam pedras para bater e triturar a terra enriquecida com xido de ferro em p, conhecido como ocre. Esta mistura era acrescida de gordura retirada da medula ssea de mamferos e uma pitada de carvo vegetal, que davam a liga. Vestgios de ocre foram deixados sobre as ferramentas, e as amostras do composto avermelhado foram coletadas em grandes conchas, onde a pintura era liquefeita, e depois recolhida com uma esptula de osso. Arquelogos disseram que no stio pode ser observado o exemplo mais antigo de como o emergente Homo sapiens processava o ocre, um dos primeiros pigmentos de ampla utilizao, pois sua cor vermelha tem rico significado simblico. Os primeiros seres humanos podem ter aplicado a mistura em suas peles para proteo ou simplesmente como decorao, sugerem os especialistas. Talvez tenha sido a forma de fazer declaraes sociais e artsticas em seus corpos e artefatos. Em um relatrio publicado online na revista Science, os pesquisadores consideraram essa prova de incio das habilidades conceituais um marco na evoluo da cognio humana complexa. O povo da caverna da frica do Sul j estava aprendendo a encontrar, combinar e armazenar substncias. As habilidades que refletem tecnologia avanada e prticas sociais, assim como a criatividade do autoconhecimento estavam evoluindo. Os fabricantes de tintas tambm pareciam ter desenvolvido um conhecimento maior de qumica e alguma compreenso do planejamento a longo prazo, mais cedo do que se pensava anteriormente. Traduzido e adaptado de: http://www.nytimes.com/2011/10/14/ science/14paint.html?_r=3&hp DivulgaoObjetos encontrados em fbrica de tintas pr-histrica na frica do Sul. Divulgao

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92ISSN 1981-1594 26/10/2011nmero8Caverna d novas pistas sobre a saga dos NeandertaisNovas investigaes em uma caverna na Ilha de Jersey, Reino Unido, deram uma reviravolta na opinio de especialistas sobre os Neandertais. Arquelogos acreditam agora que nossos ancestrais tm sido amplamente subestimados. Eles sobreviveram na Europa mesmo aps uma srie de eras glaciais e foram extintos apenas cerca de 30 mil anos atrs. O lugar conhecido como La Cotte de St Brelade revela um uso quase contnuo da caverna ao longo de mais de 250 mil anos, sugerindo uma histria de sucesso considervel na adaptao mudana do clima e da paisagem antes da chegada do Homo sapiens L foi encontrada a maior e mais importante coleo de artefatos dos Neandertais do noroeste da Europa, incluindo mais de 250 mil ferramentas de pedra. As enormes quantidades de ferramentas cuidadosamente fabricadas mostram quo tecnologicamente qualificados os primeiros grupos de Neandertais eram. Beccy Scott, do British Museum e do Projeto de Ocupao Humana Antiga da Gr-Bretanha, ressalta que esses artefatos ainda possuem um outro papel. Os artefatos do stio arqueolgico no nos falam apenas sobre o que as pessoas estavam fazendo ao redor das cavernas, mas tambm no pedao de terra que est agora coberto dgua pelo canal que separa a ilha da Frana, explica. O sistema de caverna de La Cotte ainda contm sedimentos intactos da Idade do Gelo (ou seja, de 250 mil anos atrs), revelando uma ocupao Neandertal continuada desde aquele tempo at um abandono ocasional, num contexto de mudana climtica. As cavernas so o mais excepcional registro de longo prazo do comportamento do Neandertal no noroeste da Europa, avalia Matt Poppe, do Instituto de Arqueologia da University College London O interessante em La Cotte que conseguimos observar o comportamento dos homens de Neandertal, de gerao para gerao, sempre retornando para o mesmo lugar em diferentes condies ambientais, comenta Poppe. Naquela poca, a ilha de Jersey ainda estava ligada Europa continental e a caverna de La Cotte teria uma localizao estratgica, alm de contar com uma boa proteo, permitindo a ocupao. Ao que tudo indica, os Neandertais abandonaram o local durante uma poca especialmente fria das eras glaciais, quando grande parte da Gr-Bretanha estava congelada. O local tem sido o foco de pesquisas arqueolgicas h mais de cem anos, e os cientistas acreditam que ainda h mais descobertas para serem feitas. Os pesquisadores planejam explorar a rea prxima das cavernas at as guas da baa, com o propsito de tentar encontrar novos stios preservados no fundo do mar. [BBC] Fonte: 06/10/2011 http://hypescience.com/caverna-da-novas-pistassobre-a-saga-dos-neandertais/Estudo diz caverna de Altamira na Espanha deve continuar fechadaPesquisadores afirmam que caso a visitao caverna de Altamira, no Norte da Espanha, volte a ser permitida, as pinturas pr-histricas, declaradas Patrimnio da Humanidade pela Unesco, vo desaparecer. As pinturas da era Paleoltica, que impressionam pelo realismo, se mantiveram intactas at serem atacadas rapidamente por uma colnia microbiana oriundas de fios de cabelo e pedaos de pele de turistas. Na verdade, h risco de elas sumi rem mesmo que a visitao continue proibida. De acor do com o estudo, se a caverna rea brir ao pblico ha ver aumento de temperatura, umi dade e dixido de carbono e com isto a reativao da colnia que corri a rocha. A receita da degradao simples. As pinturas rupestres permanecem praticamente intactas por mais de 14 mil anos, pois as cavernas formam um ambiente isolado. At que elas foram descobertas, viraram patrimnio da humanidade e recebiam hordas de visitantes 175 mil s no ano de 1973 e rapidamente as pinturas comeam a desaparecer. Em 2002, Altamira foi fechada para o pblico. Desde ento ocorre forte presso para a sua reabertura. Uma vez que a caverna comeou a sofrer um surto microbiano, fica muito difcil control-lo. Tratamentos comuns, tais como aplicao de biocidas, no so eficazes e at mesmo aumentam o crescimento microbiano, declarou Cesareo Saiz Jimenez, do Conselho Espanhol de Pesquisa (IRNAS-CSIC) e um dos autores do artigo publicado nesta semana no peridico cientfico Science que mapeou o impacto da visitao na caverna. Alm da ao de bactrias, os pesquisadores tambm observaram a presena de fungos. Saiz Jimenez explica que geralmente cavernas so ambientes pobres em nutrientes, com muito pouca conexo com a atmosfera exterior. A gua que pinga na caverna contm menos de 0,5 mg de carbono orgnico total por litro. Esta concentrao limita a vida microbiana. Visitas macias fornecem uma quantidade enorme de matria orgnica (como fibras de roupas, flocos de pele, cabelos, resduos de alimentos, etc) que produz um desequilbrio na comunidade microbiana original, adaptada para este ecossistema, disse. O estudo fez um mapa da degradao de Altamira, comparando-a com a de outros lugares na Europa. O problema principal que o ambiente deixou de ser isolado. Estamos estudando vrias cavernas na Europa e contaminaes microbianas so comuns. Bactrias e fungos crescem em todos os lugares. A extenso da contaminao depende da gesto, sendo a visitao macia o fator principal a torn-la mais agressiva, disse. Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/estudo-diz-caverna-dealtamira-na-espanha-deve-continuar-fechada/n1597259870787.htmlDivulgao DivulgaoPintura rupestre de bisonte em Altamira

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92ISSN 1981-1594 26/10/2011nmero9 Espao Cartoon Expediente Comisso Editorial: Daniel Menin, Leda Zogbi, Roberto Cassimiro e Yuri Stvale. Reviso: Pedro Lobo Martins, Leda Zogbi e Roberto Cassimiro. Logotipo e Projeto Grfico: Danilo Leite DFUSE DESIGN, danilo@dfusedesign.com.br Fotografia da Capa: Ressurgncia da caverna Anglica Fotografia de Frdric Bizet. Artigos assinados so de responsabilidade dos autores. Artigos no assinados so de responsa bilidade da comisso editorial. A reproduo de artigos aqui contidos depende da autorizao dos autores e deve ser comunica da REDESPELEO BRASIL pelo email: conexao@redespeleo.org O Conexo Subterrnea pode ser repassado, desde que de forma integral, para outros e-mails ou listas de discusses.Quer mandar uma tirinha bem-humorada para ser publicada no prximo nmero? Encaminhe o seu material para conexo@redespeleo.org, e no deixe de enviar tambm os seus artigos!Participe! Associe-se Entre voc tambm no mundo das cavernas! Para se tornar um scio-colaborador da Redespeleo Brasil basta acessar o site: www.redespeleo.org.br, preencher o formulrio on line e contribuir com a anuidade. Voc ter ento acesso lista de discusses da Redespeleo Brasil na internet e descontos em todos os eventos organizados pela rede.


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Nesta edio voc
saber mais sobre os seguintes assuntos: EGB Comemorou seus
34 anos em travessia da caverna Anglica, em So Domingos,
Gois Lanamento da Revista Brasileira de Espeleologia -
Cavernas impedem Vale de explorar ferro Simpsio Mineiro do
Carste ICMBio prope criao de Parque Nacional no Rio Grande
do Norte Governador de SP assina decreto possibilitando
parcerias nas UCs As cavernas sob ameaa Um peixe de
caverna com apetite aliengena Gravuras pr-histricas foram
realizadas por crianas de 3 a 7 anos Em uma caverna africana
so encontrados sinais de uma antiga fbrica de tintas Estudo
diz caverna de Altamira na Espanha deve continuar fechada -
Caverna d novas pistas sobre a saga dos Neandertais Espao
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