Conexão Subterrânea

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Conexão Subterrânea

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Title:
Conexão Subterrânea
Series Title:
Conexão Subterrânea
Creator:
Redespeleo (Brazil)
Publisher:
Redespeleo (Brazil)
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
Regional Speleology ( local )
Genre:
serial ( sobekcm )
Location:
Brazil

Notes

General Note:
Nesta edição você saberá mais sobre os seguintes assuntos: - III Encontro Brasileiro de Estudos do Carste - Novo menos mil no México - Expedição Santito 2009 - Sierra Negra, México - Topografada a maior caverna do Rio Grande do Norte - Novidades Redespeleo - Conselho Gestor e Secretaria - Mapeada lapa da Delza, em Vazante, MG - Descoberto o mais amplo salão do mundo - Jornadas Carste 2009 - Pesquisador britânico fará palestra sobre espetaculares cavernas da África, Ásia e Oceania - Nova expedição à Lapa do Mosquito, Curvelo/MG - Retratos do passado: fósseis em cavernas de Sergipe - Nova Comissão editorial do Conexão Subterrânea
Restriction:
Open Access
Original Version:
No. 74 (2009)
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Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-01174 ( USFLDC DOI )
k26.1174 ( USFLDC Handle )
12565 ( karstportal - original NodeID )
1981-1594 ( ISSN )

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serial

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Nmero 74, 29 de maio de 2009OIII Encontro Brasileiro de Estudos do Carste (Carste 2009) ser organizado na cidade de So Carlos, regio central do estado de So Paulo, entre os dias 30 de outubro e 02 de novembro. Contar com o apoio da comunidade tcnicocientfica e realizao da Redespeleo Brasil e Universidade Federal de So Carlos. A idia trazer a participao de tcnicos da rea da espeleologia, pesquisadores, organizaes ambientais governamentais, entre outras. Desde o ltimo encontro, realizado em 2007 no Instituto de Geocincias da USP, vieram tona discusses importantes acerca da legislao pertinente proteo do patrimnio espeleolgico brasileiro. Em 2008, diversos acontecimentos (Decreto 6640, discusso sobre critrios deIII Encontro Brasileiro de Estudos do Carste relevncia) levantaram discusses acaloradas sobre conservao e desenvolvimento. O evento a ser realizado em 2009, o qual acontecer nas dependncias da Universidade Federal de So Carlos (UFSCar), dever representar uma continuidade neste processo de discusso e amadurecimento de questes to pertinentes, alm de ter o desafio de resgatar uma integrao entre a comunidade tcnico-espeleolgica e cientfica (da veio a idia da chamada do evento), no intuito de agregar discusses robustas para proposio de reas prioritrias para proteo. Em breve informaes sobre inscries, submisso de resumos e programao do evento estar disponvel na pgina da Redespeleo. Saudaes a todos!ISSN 1981-1594 Por Maria Elina Bichuette Comisso OrganizadoraCarste 2009Aexpedio ao Macio Santito foi realizada entre os dias 28 de Fevereiro e 26 de Maro de 2009. Reuniu uma equipe internacional de 15 experientes espelelogos, oriundos do Mxico, Austrlia, Estados Unidos, Espanha, Sua e Frana. O acampamento base foi montado a 1900 m de altitude, a uma hora e meia de caminhada a partir da vila de Huizmaloc. A zona explorada fica prxima de Ocotempa. Os resultados so muito positivos: o abismo "Santito" passou a -1125 m, e foi descoberta a juno com o "Akemabis". Duas novas entradas foram encontradas. O sistema pos-Novo menos mil no Mxico Expedio Santito 2009 Sierra Negra, Mxicosui uma profundidade total de 1180 m, com desenvolvimento de mais de 5 km. o quarto abismo com mais de 1000 m na regio. Os outros so: "Poso Verde" (-1070 m), "Akemabis" (-1111 m antes da juno) e "Akemati" (-1135 m). "Santo" (-580 m), cuja boca fica a menos de 30 m da entrada do "Santito", ainda no foi conectado ao sistema. "Paisano", cuja entrada fica 650 m acima dos outros abismos, no mesmo macio, foi explorado at -300 m, e como se costuma dizer: "Continua!". Fonte : www.explos.org/blog/2009/02/expedition-santito-2009.html Traduzido por Ingo Wahnfried Divulgao Pedro Pereira Rizzato

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Em meados de fevereiro, uma equipe fomada por espelelogos do CECAV/RN e do Meandros Espeleo Clube topografou a maior caverna do Rio Grande do Norte. A Gruta do Trapi encontra-se na Zona Rural do municpio de Felipe Guerra e na oportunidade foram mapeados 1.200 metros de desenvolvimento linear. At ento, a Furna Feia, localizada no municpio de Barana, era considerada a maior caverna do Estado, com 739 metros de desenvolvimento. A Gruta do Trapi foi localizada em setembro de 2003, durante uma prospeco da Base Regional do CECAV no RN. Durante esta incurso pioneira, a equipe somente conseguiu explorar cerca de 600 metros da caverna, j que a visita ocorreu no final do perodo chuvoso, e diversos trechos da caverna ficam inundados nessa poca. Posteriormente, algumas visitas foram feitas entrada da caverna, porm uma colmia de abelhas italianas instalada na nica entrada conhecida (um abismo) impossibilitou o acesso. Novos avanos na explorao da caverna s voltaram a ocorrer em janeiro de 2007, quando a equipe do CECAV acompanhou as atividades de pesquisa geolgicaT opografada a maior caverna do Rio Grande do Nortedesenvolvidas por Francisco Cruz (Chico Bill) da USP, e cerca de 200 metros de novas galerias foram explorados. J com a certeza de ser esta a maior caverna do Estado, uma expedio exclusiva para mape-la se fazia necessria. Foi ento organizada esta expedio, composta pelos espelelogos Leda Zogbi, Daniel Menin, Renata Andrade e Marcelo Kramer, do Meandros, e Jocy Cruz, Diego Bento, Darcy Santos e Iatagan Mendes, do CECAV/RN. O acesso caverna se d por meio de um abismo de 18 m de altura, bem ornamentado. A caverna desenvolve-se no sentido Sul-Norte, e segue um percurso meandrante, em longos condutos sinuosos, com cho de areia e seixos, intercalando trechos com teto baixo e altas cpulas. A extremidade sul j foi completamente explorada e mapeada, porm o trecho norte foi interrompido por falta de tempo, e no apresenta qualquer indcio de afunilamento. Durante o mapeamento foram encontrados sales volumosos para os padres locais, fsseis, aparentemente da megafauna pleistocnica, espeleotemas incomuns na regio como velas e helictites, alm do primeiro registro de flores de gipsita no Estado. Um sifo sazonal posicionado no incio do conduto norte, por onde o mapeamento deve prosseguir, se enche completamente na poca das chuvas. Numa segunda investida realizada logo aps o carnaval, a equipe no conseguiu transpor este obstculo. Somente com a diminuio do nvel da gua que est sendo monitorado regularmente pelo CECAV-RN ser possvel dar continuidade ao trabalho de topografia. A grande quantidade de areia no interior da caverna sugere uma conexo direta com o rio Apodi/Mossor, que est distante aproximadamente mil metros do ponto mais prximo mapeado da caverna, o que leva a crer que a Gruta do Trapi tem potencial para se tornar a maior caverna do Nordeste, excluindo-se as da Bahia. Por Diego Bento, Jocy Cruz e Leda Zogbi Em novembro do ano passado, na assemblia geral da Redespeleo realizada em Braslia, foi eleito o novo conselho gestor, que agora composto pelos integrantes: 1. Conselheiro GPME Ericson Cernawsky Igual Suplentes Dennys Corbo e Francisco Jos Sarpa Lima 2. Conselheiro EGRIC Ricardo Coeli Simes Coelho Suplente Carolina MatumotoNovidades Redespeleo Conselho Gestor e Secretaria3. Conselheiro GEEP Aungui Luis Fernando Silva da Rocha Suplente Flvia Fernanda de Lima 4. Conselheiro EGB Willamy Sabia Suplente Paulo Arenas 5. Conselheiro GBPE (Bambu) Maria Elina Bichuette Suplentes Ezio Rubbioli e Alexandre Lobo A Secretaria da Redespeleo est sob nova responsabilidade. Depois de administrada provisoriamente pela Prof. Dr. Maria Elina Bichuette, o cargo foi assumido por Mirela Fachinete, aps apresentao de seu currculo e aprovao pelo conselho gestor, no ms de maro. A nova secretria da Redespeleo cursa Secretariado Executivo Bilnge e ainda no conhece a beleza das cavernas. "Nunca fui caverna, mas gostaria de conhecer para entender melhor sobre elas", diz. A Redespeleo Brasil d as boas vindas Mirela Fachinete e espera em breve lev-la aos subterrneos do nosso pas e mostrar o motivo pelo qual gostamos tanto de estar embaixo da terra.Leda Zogbi Leda Zogbi Leda Zogbi

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No dia 7 de maro, foi realizado o mapeamento da lapa da Delza, localizada na rea urbana de Vazante-MG. Esta caverna um exemplo clssico de caverna hipognica, com vrias feies morfolgicas indicativas de dissoluo por fluxo ascendente. Foram 12 horas de mapeamento realizado por duas equipes de topografia, compostas pelos espelelogos Augusto Auler, Allan Silas Calux, Cristian Bittencourt, Gustavo de Oliveira, Leda Zogbi e Ramon Soares, que resultou, aps o mapa ser finalizado, em 1.564 m de projeo horizontal. A caverna inicia-se por uma descida ngreme por um escorrimento, que d acesso a alguns sales bem ornamentados. Atravessando estes sales, chega-se ao conduto principal da caverna, que segue a direo sul/norte. Nas laterais deste conduto foram mapeados diversos trechos labirnticos, e uma galeria mais ampla apresentando nume-Mapeada lapa da Delza, em Vazante, MGrosos espeleotemas em aragonita, flores e cristais, muitos deles quebrados e acumulados num local da caverna, aparentemente por ao de vandalismo. Quase no final do conduto principal, chega-se numa ampla sala coberta de lama com grandes gretas de contraes e com uma grande flor de aragonita no teto (Sala das Gretas) e, depois, numa pequena sala redonda com uma fina cachoeira, que cai de uma altura de aproximadamente 16 m. Depois da cachoeira, o conduto continua na mesma direo, porm muito estreito. Em todo o percurso, foram observados "feeders", que so pontos de entrada de fluidos nos sistemas hipognicos. Estas feies se encontram estruturalmente nas pores mais baixas da caverna, tratando-se de condutos verticais ou subverticais, pelos quais os fluidos ascendiam do aqfero fonte. O conduto principal da caverna era a passagem principal de gua que concentrava todo o fluxo, gerando outras feies como cpulas e canais de teto. Este mapeamento teve como objetivo a coleta de dados para o Projeto do Instituto do Carste "O Carste Hipognico do Grupo Vazante, Minas Gerais" e foi possvel atravs da parceria entre o Instituto do Carste e a Votorantim Metais. A lapa da Delza j havia sido mapeada pela SEE de Ouro Preto na dcada de 1960, mas era necessrio um mapa mais preciso, de modo a permitir a interpretao gentica desta importante caverna. Maiores informaes sobre o projeto podem ser obtidas em: www.institutodocarste.org.br Por Cristian Bittencourt e Leda ZogbiCom pores de 200 m de altura 140 150 de largura, e comprimento de mais de 5 km, o salo da caverna Hang Son Doong (ou Caverna do Rio da Montanha), no Vietn, pode ter quase o dobro do tamanho do recordista atual, o salo Sarawak, na Malsia, com 100 m de altura e 90 de largura. Com auxlio de representantes da Universidade de Cincia de Hanoi, a expedio conjunta Britnica-Vietnamita de 2009 passou 5 dias explorando a caverna no parque nacional Nha-Ke Bang. Adam Spillane, membro do time de 13 pessoas, disse " uma caverna de dimenses impressionantes, e uma das descobertas mais significativas de um grupo de espeleologia britnico. O mapa completo ainda est sendo feito, mas estimativas iniciais indicamDescoberto o mais amplo salo do mundouma altura de 200 m em alguns lugares, e possivelmente mais em outros. A maior parte do salo tem mais de 100 m de largura, e algumas pores passam de 150 m." A extenso total da caverna passa dos 5 km. Adam, cuja equipe agora est de volta ao Reino Unido analisando os dados, disse ainda: "A caverna foi descoberta em 1991 por um mateiro chamado Ho Khanh, da vila de Phong Nha. Khanh foi nosso guia em diversas expedies floresta para procurar cavernas, e este ano levou a equipe caverna onde ningum havia entrado, incluindo os mateiros locais. Isto ocorreu porque a entrada, pequena para os parmetros vietnamitas (10 m de altura e 30 m de largura), emite um som e um vento assustadores, por causa de um grande rio subterrneo. A equipe passou 6 horas caminhando na mata para chegar caverna. Descendo a grande salo, tiveram de atravessar dois rios subterrneos antes chegar passagem da Hang Son Doon. O porta-voz da equipe, Haward Limbirt, descreveu a nova descoberta como possuidora de incrvel beleza e grandiosidade, a avisou que a administrao local no deveria explorar a caverna turisticamente, mas sim reserv-la para fins de pesquisa. Todos os dados levantados foram repassados aos admisistradores do parque. Os espelelogos retornaro ao Vietn no fim deste ano para terminar o mapeamento e as exploraes na caverna. Fonte: www.thesun.co.uk, www.english.vovnews.vn Traduzido e adaptado por Ingo Wahnfried Divulgao Divulgao Divulgao Leda Zogbi

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Oprograma "Jornadas Carste", estabelecido em 2008 pelo Instituto do Carste, tem como objetivo trazer ao Brasil a cada ano ao menos um pesquisador internacional de ponta, para proferir palestras e participar de atividades de campo. Este ano, o convidado ser o pesquisador britnico John Middleton. Durante 50 anos de atividades espeleolgicas, Middleton teve a oportunidade de praticar a espeleologia em cerca de 35 pases, com nfase em regies longnquas e pouco conhecidas, em geral abordando cavernas pouco comuns (como grutas em sal e gesso), em ambientes espetaculares dos pontos de vista natural e cultural. John Middleton ir proferir uma palestra no dia 03 de junho (quarta feira) s 20h30, na sede do Grupo Bambu de Pesquisas Espeleolgicas, situada Avenida Nossa Senhora do Carmo, 221, Sala 307/308, Belo Horizonte. O tema daJornadas Carste 2009 Pesquisador britnico far palestra sobre espetaculares cavernas da frica, sia e Oceaniapalestra ser: "Carste e Cavernas da frica, sia e Oceania: Uma introduo s espetaculares e pouco conhecidas cavernas de Madagascar, Etipia, Mauritnia, Lbia, Iran, Imen, Laos e Nova Calednia". Nesta incrvel viagem, ricamente ilustrada com imagens belssimas, ser possvel conhecer um pouco sobre a cultura local e suas cavernas pouco visitadas, de grande interesse cientfico e esportivo. John Middleton iniciou-se na espeleologia em 1959, no carste de Yorkshire Dales e Peak District, regio central da Inglaterra. Em 1962, tornou-se membro do Yorkshire Ramblers Club, o primeiro grupo espeleolgico da Inglaterra, fundado em 1892. Alm de suas freqentes exploraes ao longo de 50 anos, John Middleton autor (com Tony Waltham) do livro "An Underground Atlas", uma compilao sistemtica de cavernas em todos os pases do mundo, alm de inmeros artigos cientficos. No Brasil, John Middleton estar acompanhado de sua esposa, Valerie Middleton, companheira freqente de expedies durante os ltimos 14 anos. Aps a palestra John e Valerie Middleton iro excursionar por algumas regies crsticas brasileiras. O programa "Jornadas Carste" tem como objetivo promover uma rica interao tcnico-cientfica internacional, extremamente importante para a nossa espeleologia. Em 2008 o "Jornadas Carste" trouxe ao Brasil o pesquisador ucraniano Alexander Klimchouk, que proferiu palestras em Belo Horizonte, Vazante e So Paulo, alm de visitar vrias cavernas brasileiras. Por Augusto Auler Dando continuidade primeira etapa de campo ocorrida em novembro de 2008 Lapa do Mosquito, em Curvelo, MG, nos dias 04 e 05 de abril de 2009 foi realizada mais uma expedio, composta pelos espelelogos Augusto Auler, Allan Silas Calux, Aline Guerra, Felipe Pimenta, Gabriela Rosrio, Leda Zogbi, Roberto Cassimiro e Yuri Stvale. Trata-se de uma das cavernas visitadas por Lund e contemplada no projeto do Instituto do Carste denominado "O Grande Roteiro de Peter Lund". Este projeto almeja relocalizar e estudar todas as cavernas visitadas por Lund entre 1834 e 1835 entre a regio de Curvelo e Lagoa Santa, no trajeto comumente denominado "Grande Roteiro". O objetivo desta expedio era dar continuidade topografia da cavidade que j havia sido mapeada em 700 m de projeo horizontal. Hospedada nos calcrios pretos,Nova expedio Lapa do Mosquito, Curvelo/MGoolticos, com nveis argilosos da Formao Lagoa do Jacar, a Lapa do Mosquito apresenta significativa sedimentao, tendo sido escavada para extrao de salitre e em busca de fsseis pela equipe de Peter Lund. As equipes mapearam a continuao da galeria do rio, que segue mais estreita, mas sempre muito meandrante depois das grandes galerias da entrada. Foram avistados alguns patamares superiores que no puderam ser mapeados por falta de tempo e de equipamento apropriado. No final deste percurso de aproximadamente 500 m, aps um trecho inundado, repleto de troncos e galhos, foi encontrada uma outra entrada da caverna entre blocos desmoronados, por onde o rio sai da caverna. Alm da galeria do rio, tambm foram mapeadas galerias superiores que desembocam numa outra entrada da caverna (a mesma avistada pela galeria do rio, e que imaginvamos ser uma clarabia); por fim, foi mapeado um trecho superior prximo entrada da caverna, explorado porm no mapeado na expedio anterior, contendo objetos antigos em ferro, como rodas, marretas, engrenagens, uma leiteira e um cache-pot. Tambm foi encontrada uma moeda de dois cruzeiros datada de 1946. Os objetos foram devidamente fotografados e deixados no local. difcil imaginar como e por que esses objetos foram deixados num lugar de to difcil acesso, j que para chegar nessas salas preciso escalar um trecho vertical na entrada, depois passar por diversos estreitamentos e um teto baixo, com o cho forrado de prolas de caverna. Depois desta etapa de campo, a caverna atingiu a marca de 1400 m mapeados. A topografia ainda no foi esgotada e oportunamente ser agendada uma outra expedio. Maiores informaes sobre o projeto esto disponveis em www.institutodocarste.org.br. Por Leda Zogbi e Felipe Pimenta Divulgao

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Desde o sculo XVIII, os fsseis do Estado de Sergipe vm sendo estudados por pesquisadores brasileiros e estrangeiros. As pesquisas desenvolvidas desde ento demonstram que o Estado rico em fsseis, principalmente do perodo Cretceo e da poca pleistocnica. A primeira descoberta de fsseis em cavernas sergipanas ocorreu em 1997, quando o espelelogo Elias Silva e colaboradores encontraram, em associao, numa das paredes da Gruta da Raposa, em Laranjeiras,Retratos do passado: fsseis em cavernas de SergipeSergipe (Figura 1A), um dente de tubaro, algumas vrtebras de pequenos peixes, equinides e gastrpodes fsseis datados do perodo Cretceo. O dente foi identificado como pertencente a um tubaro do gnero Ptychodus (Figura 1B), um tubaro hiper-especializado que viveu durante o final do Cretceo, e possua uma dentio que lhe permitia quebrar a concha de invertebrados, como as dos equinides e gastrpodes encontrados em associao na caverna. No mesmo ano, a mesma equipe explorou o Abismo de Simo Dias, no municpio homnimo (Figura 2A), e encontraram a carapaa de um jabuti do gnero Chelonoides de idade pleistocnica (Figura 2B). Fsseis de mamferos pleistocnicos s foram encontrados em 2006, em uma expedio conjunta entre o Centro da Terra e um grupo de espelelogos da Universidade Federal de Lavras (MG), que exploraram a Toca da Raposa em Simo Dias, Sergipe (Figura 3A). Foram encontrados fsseis de duas espcies de mamferos, um roedor da espcie Galea spixii (Figura 3B), provavelmente holocnico, e de um gliptodonte ("tatu" gigante) da espcie Glyptodon clavipes (Figura 3C) de idade pleistocnica. As pesquisas paleontolgicas nas cavernas sergipanas continuam, objetivando ampliar o conhecimento sobre as faunas que ficaram preservadas nas cavernas sergipanas, atravs da leitura destes retratos do passado. Por Mrio Andr Trindade Dantas Centro da Terra: Grupo Espeleolgico de Sergipe matdantas@yahoo.com.br Figura 1. (A) Gruta da Raposa, Laranjeiras, Sergipe. (B) dente do tubaro Ptychodus (Fotos: Centro da Terra Grupo Espeleolgico de Sergipe). Figura 2. (A) Abismo de Simo Dias, Simo Dias, Sergipe. (B) carapaa do jabuti Chelonoides (Fotos: Centro da Terra Grupo Espeleolgico de Sergipe). Figura 3. (A) Toca da Raposa, Simo Dias, Sergipe. (B) osteodermos do gliptodonte Glyptodon clavipes (C) mandbula do pre Galea spixii (Fotos: Centro da Terra Grupo Espeleolgico de Sergipe). Comisso Editorial: Adriano Gambarini, Alexandre de Oliveira Lobo, Ericson Cernawsky Igual, Flvio Henrique Santos, Helio Shimada, Ingo Wahnfried, Maria Elina Bichuette. Diagramao: Carlos H. Maldaner. Logotipo: Daniel Menin. Artigos assinados so de responsabilidade dos autores. Artigos no assinados so deExpedienteresponsabilidade da comisso editorial. A reproduo de artigos aqui contidos depende de autorizao dos autores e deve ser comunicada REDESPELEO BRASIL pelo email: conexao@redespeleo.org O Conexo Subterrnea pode ser repassado, desde que de forma integral, para outros emails ou listas de discusso. Nova Comisso editorial do Conexo SubterrneaCom as mudanas ocorridas no conselho gestor, decidiuse tambm por mudanas na comisso editorial deste peridico eletrnico. A ltima publicao especial sobre o Decreto 6.640/08 (nmero 73) j contou com a colaborao dos voluntrios que fazem parte da nova comisso editorial. A comisso formada pelos voluntrios: Adriano Gambarini, Alexandre Lobo, Ericson C. Igual, Flvio Santos, Helio Shimada, Ingo Wahnfried e Maria Elina Bichuette. Venha fazer parte da comisso editorial voc tambm!


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Brasileiro de Estudos do Carste Novo menos mil no Mxico -
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maior caverna do Rio Grande do Norte Novidades Redespeleo -
Conselho Gestor e Secretaria Mapeada lapa da Delza, em
Vazante, MG Descoberto o mais amplo salo do mundo Jornadas
Carste 2009 Pesquisador britnico far palestra sobre
espetaculares cavernas da frica, sia e Oceania Nova
expedio Lapa do Mosquito, Curvelo/MG Retratos do passado:
fsseis em cavernas de Sergipe Nova Comisso editorial do
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