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Conexão Subterrânea

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Title:
Conexão Subterrânea
Series Title:
Conexão Subterrânea
Creator:
Redespeleo (Brazil)
Publisher:
Redespeleo (Brazil)
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
Regional Speleology ( local )
Genre:
serial ( sobekcm )
Location:
Brazil

Notes

General Note:
Bulletin of Redespeleo Brazil.
Restriction:
Open Access
Original Version:
No. 61 (2008)
General Note:
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Record Information

Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-01187 ( USFLDC DOI )
k26.1187 ( USFLDC Handle )
12578 ( karstportal - original NodeID )
1981-1594 ( ISSN )

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Nmero 61, 28 de fevereiro de 2008OIBAMA embargou para visitao turstica todas as cavernas do Vale do Ribeira, na regio sul de So Paulo. A regio tem a maior concentrao de grutas do Brasil, das quais 46 estavam abertas ao turismo. So todas as cavernas tursticas do Estado. Entre elas, esto as duas maiores e entre as mais visitadas do Pas, a Caverna do Diabo, em Eldorado, e a Gruta de Santana, em Iporanga. A interdio atingiu as cavernas localizadas em trs parques estaduais administrados pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado Parques Estaduais Turstico do Alto Ribeira (Petar), de Intervales e da Caverna do Diabo. O embargo foi determinado porque, segundo o Ibama, a Fundao Florestal, rgo da secretaria que gerencia os parques, no teria elaborado o plano de manejo espeleolgico das unidades. Houve tambm imposio de multa fundao. A medida, tomada no dia 20/03, pegou de surpresa a Secretaria do MeioIBAMA embarga cavernas do Vale do Ribeira-SP Ambiente, prefeitos da regio e agncias de turismo. O prefeito de Iporanga, Ariovaldo Pereira (DEM), disse que, se a situao persistir, a cidade ter grandes prejuzos. Segundo Pereira, apenas no bairro da Serra, prximo do ncleo Santana, mais de 20 pousadas dependem, exclusivamente, de excurses s cavidades. O diretor-executivo da Fundao Florestal, Jos Amaral Wagner Neto, disse que recorrer, administrativamente, contra a resoluo do instituto. Segundo Wagner Neto, as grutas de So Paulo so as que tm o maior nvel do controle e a visitao segue normas oficiais definidas por decretos e portarias federais. Segundo ele, o Instituto Florestal iniciou em 2006 o processo de elaborao dos Planos de Manejo Espeleolgico dos trs parques, de acordo com a exigncia do Ibama. Em 2007, a Fundao Florestal elaborou o Termo de Referncia e destinou recursos para a execuo. Wagner Neto lembrou que h um processo que trata da transferncia das cavernas do governo federal para o de So Paulo. O diretor-executivo da Fundao Florestal lembrou que, em vrios outros Estados, tanto dentro como fora das unidades de conservao, existem dezenas de cavernas com visitao turstica que no apresentam plano de manejo e no foram embargadas. A superintendncia do Ibama em So Paulo foi procurada, mas no deu retorno. Fonte :www.atarde.com.br, 25/02/08.ISSN 1981-1594 Leda ZogbiNo ltimo dia 26 de janeiro, uma equipe do GPME (Grupo Pierre Martin de Espeleologia) efetuou o remapeamento da Caverna do Pilo (R* SP 0196), localizada no municpio de Iracempolis, SP. A gruta, em arenito, composta basicamente por um nico e amplo salo, com desenvolvimento total de 35 metros e foi mapeada pela primeira vez em 1984 por Claude Chabert, Nicole Boullier e Guy Collet. Infelizmente, esse mapa no se encontra em nenhum acervo conhecido, e foi necessria a realizao de um novo mapeamento. Remapeada Caverna do Pilo em Iracempolis, SP Esse exemplo expe com clareza a importncia de um acervo consistente e que garanta a perenizao de dados espeleolgicos, como a Mapoteca Digital da Redespeleo Brasil. Na ocasio do remapeamento, um cavalo foi observado na parte mais extrema, no interior da caverna. Conseqentemente, o piso encontrava-se totalmente pisoteado e devido grande umidade do local havia muita lama, oriunda dos excrementos do animal. Foram tambm observadas algumas pichaes dos eventuais visitantes da caverna. Por Ericson Cernawsky Igual (OvO) GPMELeda Zogbi

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Durante o feriado de Corpus Christi, entre os dias 22 e 25 de maio prximos, ser realizado na histrica cidade mineira de Cordisburgo, a 120 km de Belo Horizonte, Minas Gerais, o Terceiro Encontro Tcnico da Redespeleo Brasil, o Espeleo 2008. Este encontro, que rene, de forma descontrada, cientistas e amantes das cavernas, trar uma srie de atraes que, em seu contexto histrico e espeleolgico, devero constituir-se em eventos inesquecveis. Cordisburgo pode ser considerada como a cidade-bero da espeleologia nacional. Foi ali que o dinamarqus Peter Lund, em 1833, na Gruta de Maquin, travou contato pela primeira vez com as grutas e suas ossadas, resultando em uma vida inteira dedicada s cavernas e paleontologia brasileiras. Esta mesma gruta completa mais de um sculo de explorao turstica, um pioneirismo que inclui, h mais de 40 anos, o primeiro sistema de iluminao artificial do pas. Alm disto, Cordisburgo tambm a cidade natal de um dos maiores escritores brasileiros e mundiais, Guimares Rosa, que completa em 2008 o seu centenrio de nascimento. O evento contar, como de hbito, com palestras tcnicas e visitas tcnico-cientficas a cavernas. Nesta ocasio especial, realizaremos uma caminhada espeleo-literriaESPELEO 2008 "De Lund a Guimares Rosa", 100 anos de turismo na Gruta de Maquin, 100 anos de Guimares Rosa guiada por especialistas Roseanos, recriando e revendo locais descritos por Guimares Rosa em seu conto "O Recado do Morro". A Gruta de Maquin hoje, em conjunto com seu rico entorno, declarada Monumento Natural, receber um mini-encontro tcnico voltado a colher subsdios para um melhor aproveitamento de seu potencial turstico. E o pioneirismo de Peter Lund ser homenageado com uma releitura de sua primeira incurso na caverna, em companhia de Peter Brandt e Peter Claussen. Em suma, um evento nico e imperdvel. Maiores detalhes sero divulgados brevemente pela Redespeleo Brasil. O Espeleo 2008 promete ser um evento que trar conhecimento tcnico e muita descontrao, em um local e data de grande importncia histrica e literria para nossas cavernas. Anote j esta data em sua agenda. Na primeira edio do evento "Jornadas do Carste", o Instituto do Carste (veja matria neste nmero) trar para o Brasil o ucraniano Alexander Klimchouk, cientista de renome e reconhecido como um dos maiores espelelogos da atualidade. O evento patrocinado pela Votorantim Metais, com o apoio da Redespeleo Brasil. Nascido em Odessa e criado em Kiev na Ucrnia, Alexander Klimchouk pratica a espeleologia desde os 11 anos de idade. Sua primeira rea de trabalho foram as gigantescas cavernas em gesso do oeste ucraniano, incluindo a terceira maior caverna do mundo, Optimistischeskaya, atualmente com 215 km de galerias subterrneas. Sua carreira de explorador o levou a descobrir, a partir dos anos 70, as cavernas profundas da antiga Unio Sovitica. Aps a explorao de vrias cavernas com -1000 m de desnvel, Alexander decide, no ano 2000, estabelecer o projeto "The Call of the Abyss" (O Chamado do Abismo) com o objetivo de descobrir a primeira caverna do mundo a superar os 2000 m de profundidade. A misso foi cumprida. Sob sua coordenao, o abismo de Krubera, nos Montes Cucasos da Gergia, atingiu 2190 m de profundidade em uma explorao pica, repleta de aventura e surpresas. Mas as exploraes de Klimchouk continuam, com novas cavernas profundas em vrias partes do planeta, incluindo um novo candidato a tambm superar os 2000 m de profundidade. PhD em estudos de caverna, Alexander Klimchouk j publicou cerca de 250 artigos internacionais e 8 livros, incluindo algumas das melhores obras conhecidas sobre sua maior especialidade, a formao e a evoluo das cavernas (espeleogenese). Com 40 anos de experincia e tendo trabalhado em mais de 2000Instituto do Carste traz o cientista e espelelogo Alexander Klimchouk para palestras em Belo Horizonte e So Paulocavernas em 30 pases, esta a primeira visita de Klimchouk ao Brasil e Amrica do Sul. Durante sua estadia no pas, de cunho prioritariamente cientfico, Klimchouk dar duas palestras gratuitas, uma em Belo Horizonte e outra em So Paulo. Nestas palestras, Alexander Klimchouk nos levar a uma viagem pelo incrvel mundo dos labirintos em gesso da Ucrnia, passando pelos picos gelados da Gergia e a saga da descoberta da mais profunda caverna do mundo. Uma aventura fascinante, mesclada com cincia, e contada por um dos maiores exploradores da atualidade. Comparea e venha conhecer de perto esse grande explorador. Em Belo Horizonte : dia 15/03 (local a ser confirmado). Em So Paulo : dia 28/03/08, s 20h00, no Auditrio do Colgio Dante Alighieri, Alameda Ja, 1061, So Paulo. (prximo da estao Trianon/MASP do metr).

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OA anlise de um dente de 40 mil anos, encontrado no sudeste da Grcia, concluiu que o homem de Neandertal uma espcie com parentesco prximo ao Homo sapiens tinha mais mobilidade do que se imaginava. A anlise do material parte dos fragmentos do primeiro e nico Neandertal encontrado na Grcia mostrou que o parente da humanidade viveu pelo menos parte de sua vida longe da rea onde foram encontrados seus restos mortais. Existem controvrsias entre os paleontlogos quanto mobilidade do homem de Neandertal. Alguns especialistas acreditam que o homem de Neandertal vagou por regies muito limitadas, mas outros dizem que eles tinham mais mobilidade, especialmente quando estavam caando. A equipe de pesquisadores do instituto grego analisou o esmalte do dente encontrado por radiaes de istopos de estrncio, um elemento qumico metlico naturalmente encontrado nos alimentos e na gua. Os nveis de estrncio encontrados no material revelam que pelo menos esse Neandertal cresceu numa rea diferente a cerca de 20 quilmetros da regio onde foi descoberto. Com isso, o homem de Neandertal tambm teria convivido com o homem moderno em algumas partes da Europa. Fonte: Associated Press, 12/02/2008 Esta nota cientfica apresenta uma nova datao para um exemplar de Toxodon encontrado em cavernas do vale do Ribeira em So Paulo. A datao anterior, obtida atravs do mtodo denominado RPE (Ressonncia Paramagntica Eletrnica) indicava uma idade bastante recente, por volta de 6,5 mil anos para este grande herbvoro extinto. Esta idade constituiria evidncia de que estes animais sobreviveram extino generalizada da megafauna durante o final do perodo Pleistoceno h cerca de 10 mil anos. As novas dataes, em colgeno preservado nas ossadas, empregaram o mtodo mais estabelecido do radiocarbono atravs de espectrometria de massa. As novas idades so consideravelmente mais antigas, por volta de 13 mil anos, em consonncia com outras idades j publicadas da megafauna brasileira. Para maiores informaes ou uma separata eletrnica, favor contatar um dos autores, Alex Hubbe em: alexhubbe@yahoo.com Neves, W.A.; Hubbe, A.; Karmann, I. 2007. New accelerator mass spectrometry (AMS) suggest a revision of the Electron Spin Resonance (ESR) middle Holocene dates obtained for a Toxodon platensis (Toxodontidae, Mammalia) from southeast Brazil. Radiocarbon 49: 1411-1412. PRODUO CIENTFICA Novas dataes questionam a sobrevivncia tardia de toxodontes no vale do RibeiraMobilidade do Homem de NeandertalPor Augusto AulerEntre os dias 21 e 29 de janeiro de 2008, uma expedio composta por integrantes da Petrobrs, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, IBAMA (Instituto Chico Mendes representado pelo Centro Nacional de Estudo, Proteo e Manejo de Cavernas CECAV), Grupo Bambu de Pesquisas Espeleolgicas e Instituto do Carste percorreram vrias cavernas na regio norte do estado da Bahia, com nfase na Toca da Boa Vista e Toca da Barriguda, as duas maiores cavernas do Brasil, localizadas no municpio de Campo Formoso. Esta incurso, sob o tema "Plano de Reconhecimento de Campo e Avaliao do Potencial Cognitivo da Provncia Crstica Hipognica de Campo Formoso Bahia", teve como objetivo avaliar o potencial destas cavernas em termos de ensino e pesquisa cientfica. A Toca da Boa Vista apresenta morfologia e extenso atpicas, pertencendo ao grupo de cavernas denominadas "hipognicas", ou seja, cavernas geradas devido ao fluxo ascendente de guas subterrneas. Nos ltimos anos, a Toca da Boa Vista tem adquirido relevncia mundial, motivando diversos pesquisadores a buscar elementos que permitam no s elucidar sua gnese, como tambm obter dados cientficos que venham a ser teis em outras disciplinas. Alm das cavernas acima mencionadas, foram tambm efetuadas visitas vrias outras grutas, como Toca dos Ossos, Pontes do Sumidouro e Lapa dos Brejes. A expedio foi um sucesso e espera-se que seja a primeira entre muitas outras de cunho cientfico na rea.Expedio avalia o potencial cognitivo e cientfico da Toca da Boa Vista e grutas vizinhasDivulgao Por Augusto Auler Instituto do Carste/Grupo Bambu de Pesquisas Espeleolgicas e Pedro Xavier Neto PetrobrsExpedio Petrobrs/Cecav-Ibama

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Diferentemente da espeleologia "seca", poucos mapas subaquticos foram produzidos at hoje no Brasil. Isso se deve a alguns fatores; entre eles a diferena do tempo de prtica de cada uma dessas atividades no Pas e, tambm em decorrncia da quase paralisao das atividades de mergulho em caverna depois da publicao da Portaria nmero 89 do IBAMA, em 13 de agosto de 2001. Essa portaria regulamenta a atividade e restringiu o acesso das cavernas exclusivamente para fins de pesquisa cientfica, cultural-turstica e tcnico-exploratria, desde que com projetos licenciados, devidamente autorizada pelo CECAV/ IBAMA. O mergulho turstico com finalidade de explorao econmica ficou limitado aos "mergulhadores especializados e sob superviso direta de um Condutor Especializado, realizado nos limites estabelecidos para o mergulho de turismo conforme definido no Plano de Manejo Espeleolgico da caverna-alvo". Como no h at hoje nenhum plano de manejo aprovado pelo CECAV/ IBAMA, os mergulhos tursticos foram, portanto, proibidos. Sem contar os sifes topografados pelos espeleomergulhadores, temos alguns bons mapas, como os do Poo Encantado e do Sistema Gruta Azul Pratinha, na Bahia, e os da Gruta do Mimoso e do Abismo Anhumas, no Mato Grosso do Sul, todos eles feitos por equipes que mesclaram espelelogos que se tornaram mergulhadores de caverna e mergulhadores de guas abertas que se enveredaram para as cavidades naturais. Dentre as conquistas recentes do CEMEC Conselho Especializado em Mergulho em Cavernas reconhecido oficialmente em 2006, est a substituio da Portaria 89 pela Instruo Normativa nmero 100, que reconhece o CEMEC como o rgo consultivo que fornecer apoio ao CECAV/IBAMA na anlise dos projetos e autorizaes relacionadas ao mergulho em cavernas no Brasil. Dentro desta nova tica, foi realizado em agosto de 2007 o trabalho de mapeamento no Buraco das Abelhas, que consolida a vocao topogrfica dos mergulhadores brasileiros (90% da equipe topogrfica da expedio veio do mergulho de guas abertas) e servir de parmetro para a avaliao dos mapas espeleolgicos subaquticos dos Planos de Manejo Espeleolgicos pelo CECAV/IBAMA, um dos patrocinadores do projeto. No caso da progresso submersa em cavernas, o Brasil tem condies de formar espeleomergulhadores e mergulhadores de caverna entre os mais completos do mundo, equalizando a diferena existente entre os conhecimentos dos dois praticantes. O territrio nacional possui uma grande quantidade de nascentes que so cavernas essencialmente freticas, onde tcnicas espeleolgicas no so necessrias, mas possui tambm uma quantidade ainda maior de cavernas vadosas que mergulham no lenol fretico formando sifes, onde os conhecimentos de espeleologia "seca" so obrigatrios. A cooperao e o estabelecimento de um fluxo de informaes entre todos os atores da explorao e pesquisaRealizado mapa do Buraco das Abelhas, MS em cavernas, condio bsica para o avano nos diversos aspectos do conhecimento espeleolgico. O mapa do Buraco das Abelhas fruto desta cooperao, e foi desenvolvido com a imprescindvel ajuda de Leda Zogbi do Grupo Pierre Martin de Espeleologia. No mapa foram utilizados os principais smbolos usados pela UIS e NSS/CDS, alm de alguns criados especialmente para melhor simbolizar algumas caractersticas particulares da caverna (e explicitados na legenda). Parte das informaes contidas neste trabalho faz dele uma ferramenta de grande utilidade para o planejamento de mergulhos neste sistema de condutos alagados. Alm do CECAV/IBAMA, o Projeto Buraco das Abelhas recebeu patrocnio da Prefeitura de Jardim/MS e apoio do PARNA Serra da Bodoquena, entre outros. Maiores informaes com tutabarroco@ig.com.br ou drica_castro@hotmail.com Por Tuta Barroco e Drica CastroPara comemorar seus 30 anos de existncia, o Espeleo Grupo de Braslia EGB inaugurou uma exposio fotogrfica no dia 12 de fevereiro. So 31 fotografias de vrios autores, abordando temas variados desde grandes sales e espeleotemas, at animais encontrados nas cavernas, como sapos, cobras e amblipgeos. As fotos so de diversas cavernas e regies do pas. Local: Espao Cultural Renato Russo, 508 SUL, Galeria Central, de 12 a 29 de fevereiro. Nessa data especial, a Redespeleo Brasil parabeniza o EGB pelos 30 anos de trabalhos em prol da espeleologia brasileira e deseja muitas boas cavernadas e muito sucesso ao grupo.EGB comemora 30 anos de fundao Luiz Rios EGB

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Durante o feriado do Carnaval, foi realizada uma pequena expedio, com a participao de quatro espelelogos do Grupo Pierre Martin de Espeleologia ao sul da Chapada Diamantina, Bahia. O alvo inicial era a cidade de Ibicoara onde, em uma visita em janeiro ao famoso "Buraco", um dos principais atrativos tursticos da Chapada, se tinha tido notcias de algumas cavernas em quartzito localizadas nas serras vizinhas. Com a ajuda de dois monitores locais (Oziel Silva Pereira e Florisvaldo Arajo), foram localizadas e mapeadas trs cavidades, duas em quartzito e uma em arenito. A mais relevante dentre elas, a Gruta do Brejo, somou aproximadamente 450 m de desenvolvimento. A gruta bastante labirntica, com duas drenagens distintas e diversos espeleotemas do tipo "coraloide". De uma das nascentes da gruta captada a gua para abastecer um vilarejo prximo. A equipe decidiu, em seguida, rumar para uma regio onde haveria calcrio, de acordo com a anlise dos mapas geolgicos da rea, no municpio de Iramaia. A iniciativa foi coroada com xito: alm de ter localizado quatro grutas bem conhecidas na regio pelo seu aspecto religioso, das quais uma foi completamente mapeada (a Toca da Ona), a equipe descobriu uma nova cavidade bastante interessante. A ausncia completa de vestgios em seu interior sugere que a caverna no tenha nunca sido penetrada pelo homem anteriormente. Tratase de uma gruta em calcrio, bastante ornamentada, com alguns sales grandes, passagens labirnticas e formaes originais. Apesar da beleza de seu interior, a caverna no indicada para turismo. Alm de se tratar de um ambiente bastante frgil, a cavidade apresenta ainda dificuldades no percurso, como grandes desnveis,Expedio mapeia cavernas em diversas litologias na Bahia condutos apertados e algumas passagens expostas ao risco de queda. A caverna possui uma gnese bastante complexa e, em trs dias de trabalho, a equipe mapeou aproximadamente 1.400 m de condutos, sendo que alguns ainda permaneceram em aberto. Uma nova expedio dever ser agendada para o trmino do levantamento de campo. Certamente a Chapada Diamantina e seu entorno ainda reservam muitas surpresas e alegrias aos espelelogos. Por Leda Zogbi, Daniel Menin e Ericson Cernawsky Igual (OvO) GPME No dia 19 de Maro, o GPME Grupo Pierre Martin de Espeleologia completa 21 anos de existncia. Para comemorar esta data especial, nos dias 15 e 16 de maro o grupo est organizando uma grande festa em sitio localizado no distrito de Caucia do Alto, Municpio de Cotia SP A programao prev para a noite do sbado uma pizzada e posteriormente festa com a animao do DJ Mariu's Silagi (Scio do GPME) e no domingo, um grande churrasco. O sitio possui piscinas, quadras de esportes com grama, quadra cimentada, campo de futebol, playground para a crianada, lago e amplo salo de jogos. Opo de ficar s no sbado, s no domingo ou emendar todo o final de semana no sitio, a partir do meio dia do sbado. A data limite para confirmar presena dia 11 de maro. Maiores informaes pelo email gpme@gpme.org.br Venha comemorar conosco!GPME comemora 21 anos Redespeleo lana novo livro Tcnicas Verticais para Espeleologia Manual de RefernciaDaniel MeninARedespeleo Brasil tem o prazer de comunicar o lanamento do livro: Tcnicas Verticais para Espeleologia Manual de Referncia de Daniel Menin (GPME) e Daniel Viana (GBPE), sexto livro editado pela Rede e quarto da sua srie tcnica de publicaes. O livro apresenta as principais tcnicas verticais utilizadas atualmente na espeleologia brasileira e mundial. Com uma abordagem abrangente e utilizando uma linguagem simples e acessvel, os autores, ambos com larga experincia na rea, apresentam, comparam e sugerem equipamentos e tcnicas utilizados na espeleologia vertical. Trata-se de um manual de referncia, que organizamos para se tornar leitura obrigatria a todos aqueles que se interessam em penetrar um pouco mais fundo no mundo subterrneo. O objetivo da srie tcnica de publicaes ampliar o conhecimento sobre as diversas reas abordadas na espeleologia, fornecendo um material de qualidade com preos acessveis, possibilitando a divulgao de informaes anteriormente limitadas aos especialistas de cada rea. O lanamento uma tarde de autgrafos que contar com a participao dos autores Daniel Menin e Daniel Viana ocorrer das 17h00 s 20h00 do dia 1 de maro, sbado, na Academia de Escalada Esportiva 90 graus, Rua Joo Pedro Cardoso 107, Aeroporto. Contamos com a sua presena! Indicaes de acesso no site: www.noventagraus.com.br

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Idealizado h vrios anos, o Instituto do Carste uma organizao no governamental (ONG) fundada oficialmente no dia 15 de dezembro de 2007, que pretende preencher uma lacuna importante em relao s organizaes ligadas s cavernas e aos ambientes crsticos no Brasil. A iniciativa de fundao do Instituto do Carste partiu de scios do Grupo Bambu de Pesquisas Espeleolgicas como Augusto Auler, Helena David, Luciana Alt, Lus Beethoven Pil, Paulo Pessoa e Vitor Moura, alm de Leda Zogbi do Grupo Pierre Martin de Espeleologia, que julgavam necessrio um alicerce de carter mais tcnico e principalmente cientfico para conduzirem seus trabalhos. Muitos destes scios, outrora ligados a rgos pblicos, como universidades, no possuam uma organizao que pudesse veicular seus interesses e canalizar iniciativas de cunho mais cientfico. Diferentemente dos vrios grupos espeleolgicos existentes no pas, o Instituto do Carste no tem como objetivo principal atividades como explorao e mapeamento de caver-Fundado o Instituto do Carstenas. Estas atividades podem at vir a ser realizadas no mbito do Instituto, mas sempre com o intuito de fornecer a base necessria para estudos subseqentes mais aprofundados. Dentre as reas a serem abrangidas pelo Instituto do Carste esto estudos sobre a geologia do carste superficial e subterrneo, biologia subterrnea, manejo e restaurao de ambientes crsticos, publicaes e eventos entre vrios outros. O grau de nfase em cada uma destas reas depender do interesse e iniciativa de seus membros. Por Augusto Auler Comisso Editorial: Adriano Gambarini, Allan Calux, Augusto Auler, Hlio Shimada, Leda Zogbi. Reviso: Adriano Gambarini, Ericson C. Igual, Hlio Shimada, Leda Zogbi. Diagramao: Carlos H. Maldaner. Logotipo: Daniel Menin. Artigos assinados so de responsabilidade dos autores. Artigos no assinados so de responsabilidade da comisso editorial. A reproduo de artigos aqui contidos depende de autorizao dos autores e deve ser comunicada REDESPELEO BRASIL pelo e-mail: conexao@redespeleo.org O Conexo Subterrnea pode ser repassado, desde que de forma integral, para outros e-mails ou listas de discusso.ExpedienteDvidas e informaes Com tantos grupos espeleolgicos por a, para que mais uma organizao voltada para a espeleologia? A quase totalidade dos grupos espeleolgicos brasileiros (e mundiais) tem como objetivo atividades esportivas. O Instituto do Carste pretende justamente cobrir reas no praticadas por estes grupos, reunindo cientistas e tcnicos interessados em atividades mais especificas e de cunho prioritariamente cientfico. Desta forma, o Instituto do Carste no ir competir com quaisquer das organizaes espeleolgicas ora existentes no pas. Muito pelo contrrio, ir fornecer uma alternativa hoje no existente, contribuindo para incrementar o conhecimento que temos de nossas cavernas e reas crsticas. Outro ponto importante a ser mencionado que o Instituto do Carste no necessariamente trabalhar com cavernas. Aspectos do carste superficial, como geomorfologia, ou reas mais tcnicas como hidrogeologia crstica, sero enfocadas pelo Instituto do Carste. Como ser composto o quadro social do Instituto do Carste? O quadro social ser composto por scios pesquisadores, benemritos e contribuintes. Para se tornar um scio pesquisador do Instituto, o interessado dever submeter um projeto aprovao do Instituto do Carste. Os scios pesquisadores sero, por assim dizer, "a fora propulsora" do Instituto do Carste, e sero isentos de qualquer taxa de adeso. A categoria de scio contribuinte engloba elementos que queiram apoiar o Instituto do Carste, mas que no necessariamente desenvolvam projetos tcnico-cientficos. Esta categoria uma boa alternativa para aqueles que queiram melhor conhecer a estrutura do Instituto do Carste e participar de algumas de suas atividades. Scios benemritos so aqueles que se destacaram em sua atuao em prol do Instituto do Carste, sendo eleitos para este fim pela Assemblia Geral. Maiores detalhes sobre formas de admisso e deveres/direitos das trs categorias de scio sero fornecidas oportunamente. Qual a fonte de financiamento do Instituto do Carste? Sero diversas, tanto nacionais quanto internacionais. Entendemos que existe um bom potencial para angariar fundos para atividades srias realizadas por pesquisadores experientes e capacitados. A grande maioria do financiamento hoje existente para atividades espeleolgicas cientficas provem de rgos federais e estaduais de fomento, como CNPq, CAPES ou FAPESP. A iniciativa privada ou mesmo rgos de financiamento internacionais so raramente utilizadas. O Instituto do Carste j est atento a vrias alternativas e, inclusive, possui como um de seus objetivos, facilitar o acesso estas fontes. Lembramos que o Instituto do Carste uma entidade sem fins lucrativos. A verba porventura arrecadada em seus projetos ser destinada atividades relacionadas ao carste e s cavernas. Como funcionar o Instituto do Carste? A princpio, o funcionamento, ao menos nos primeiros anos, se dar de maneira virtual (sem uma sede fixa). A diretoria no ter qualquer tipo de remunerao. Um diferencial importante do Instituto do Carste em relao a outras organizaes espeleolgicas que qualquer verba arrecadada por um de seus scios, apesar de revertida para o Instituto do Carste, ser administrada pelo scio que a arrecadou. Com isto, objetivamos incentivar a busca de recursos e valorizar as pessoas que efetivamente produzem. Quais so os projetos iniciais do Instituto do Carste? Diversos, alguns j em pleno andamento, como a visita de Klimchouk ao Brasil, conforme artigo neste boletim. O incio das atividades tem mostrado grande potencial. Intencionamos divulg-los atravs de publicaes espeleolgicas virtuais e impressas. At o final de 2008, esperamos ter uma home-page funcional que ser o principal meio de disseminao de nossas atividades.


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Bulletin of Redespeleo
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