Conexão Subterrânea

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Conexão Subterrânea

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Title:
Conexão Subterrânea
Series Title:
Conexão Subterrânea
Creator:
Redespeleo (Brazil)
Publisher:
Redespeleo (Brazil)
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
Regional Speleology ( local )
Genre:
serial ( sobekcm )
Location:
Brazil

Notes

General Note:
Bulletin of Redespeleo Brazil.
Restriction:
Open Access
Original Version:
No. 57 (2007)
General Note:
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Record Information

Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-01191 ( USFLDC DOI )
k26.1191 ( USFLDC Handle )
12582 ( karstportal - original NodeID )
1981-1594 ( ISSN )

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serial

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Nmero 57, 29 de outubro de 2007Aps um ano de trabalho, o Grupo Pierre Martin de Espeleologia GPME considera praticamente terminado o processo de explorao e mapeamento da caverna do Agenor, regio do Lajeado, no Vale do Ribeira, em So Paulo. Com uma morfologia bastante diferenciada das cavernas conhecidas na regio, a caverna do Agenor, descoberta em meados de outubro de 2006, exigiu cerca de 15 investidas e muitas horas de trabalho em seu labirntico interior at que o mapa ficasse pronto. As diversas descobertas foram surgindo de forma gradativa, medida que os obstculos iam sendo aos poucos superados. J nas primeiras viagens, ao encontrar galerias labirnticas e em diversos nveis, assim como um grande salo central, os espelelogos envolvidos nesta empreitada sentiram que no se tratava de uma descoberta comum e que o trabalho exigiria muito mais tempo e dedicao do que haviam estimado. Escaladas subterrneas, trabalhos de desobstruo e tcnicas verticais se tornariam prti-Caverna do Agenor: nova descoberta no Petar cas comuns e os freqentes obstculos vencidos na caverna revelaram mais de 2,2 km de projeo horizontal e 57 m de desnvel. Pequenas passagens separam redes maiores e amplos sales, mas tambm perigosos desmoronamentos e reas instveis. Apesar de a caverna do Agenor tambm apresentar algumas reas ornamentadas, no recomendada a visitao turstica devido s dificuldades e riscos na progresso. Do ponto de vista topogrfico, a caverna apresentou dois pontos relevantes: o primeiro foi uma certa dificuldade de representao devido s galerias sobrepostas em diferentes nveis e o segundo foi a utilizao de trena a laser em grande parte da topografia, que garantiu bastante agilidade s equipes. Considerando a fauna subterrnea, foram encontradas populaes densas de aranhas-marrom ( Loxosceles sp) e avistados pseudoescorpies troglomrficos da famlia Bochicidae, alm de uma serpente jararacu, provavelmente levada pela ao da gua. Em vrios trechos profundos da caverna foram encontrados acmulos de detrito vegetal, um importante recurso alimentar para a comunidade subterrnea, que aporta em perodos chuvosos. Continuam em andamento os trabalhos de prospeco e mapeamento na regio onde se encontra a caverna do Agenor. J foi finalizada a topografia da caverna de Pscoa, e encontra-se em fase adiantada o remapeamento da caverna da Passoca, onde j foram incorporados alguns condutos e sales que no constavam nos mapas anteriores da caverna. Desta forma, o grupo d prosseguimento ao trabalho em uma rea historicamente bastante importante para a espeleologia brasileira, realizando novas descobertas e complementando os trabalhos iniciados h dcadas.ISSN 1981-1594 Por Daniel Menin e Renata de Andrade Grupo Pierre Martin de Espeleologia Daniel Menin Daniel MeninParticipe voc tambm da reunio presencial da Redespeleo Brasil:Sbado, 01/12/07, partir das 09hs. Rua Dr. Amncio de Carvalho, 86, Vila Mariana, So Paulo, Capital. Vista parcial do mapa da caverna do Angenor.

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fuso de aranhas-marrom no local. Bulhas D'gua continua surpreendendo com seus mistrios e apesar dos mais de trs anos de constantes trabalhos na regio, o que temos hoje so apenas poucas peas deste imenso quebra-cabea.Em novembro ocorreu mais uma expedio regio de Bulhas D'gua, rea limtrofe entre os Parques de Intervales e PETAR, sul do estado de So Paulo, em continuidade aos trabalhos de prospeco e mapeamento das cavernas locais. O objetivo da expedio foi explorar dois abismos existentes na encosta da depresso poligonal da regio da gruta Ribeirozinho II e uma possvel conexo destes abismos com a gruta Joo Dias, descoberta pelo CAMIN na dcada de 80. Tambm se buscava um novo acesso gruta "Los Trs Amigos" pois a atual entrada pelo abismo de 200 metros torna a logstica da explorao da caverna muito difcil, alm de expor os espelelogos a riscos indesejveis. Os dois abismos se conectaram com a Gruta Joo Dias com um desnvel de 40 metros. Aproveitando-se o tempo disponvel, foi realizada uma explorao mais detalhada da gruta que se desenvolve em paralelo a uma fenda que apresenta, em alguns pontos, dezenas de metros de altura at o teto. Alguns pequenos sales foram encontrados, mas infelizmente o to sonhado acesso Gruta "Los Trs Amigos" no foi localizado. Cabe destacar a beleza cnica do nvel superior da Gruta Joo Dias, onde, ao final da tarde, pode-se observar os raios de sol rasgando a escurido da caverna, produzindo um cenrio de rara beleza. Este nvel superior tambm se mostrou uma excelente base operacional para investidas na regio, pois pode comportar os membros de uma expedio para um eventual descanso ou acantonamento com relativo conforto, sem levar em considerao a proPor Alexandre Camargo "Iscoti" Grupo Bambu de Pesquisas Espeleolgicas Ocorreu em St. Louis, Missouri, EUA, entre 08 e 12 de outubro passado, no Holiday Inn SW & Viking Conference Center o National Cave and Karst Management Symposium um dos mais importantes eventos espeleolgicos dos Estados Unidos, que teve como objetivos reunir espelelogos, divulgar trabalhos relacionados ao carste e, principalmente, debater aes para proteo de reas de relevante valor espeleolgico que esto sob ameaa ou correndo risco de degradao naquele pas, com destaque para a conhecida regio de Ozarks. O evento foi aberto a toda comunidade espeleolgica e contou com a participao de representantes de pases como Canad, China e Brasil (representado por Marcelo Kramer). Ao todo, mais de cento e oitenta pessoas participaram do evento, dentre as quais profissionais de diversas reas, cientistas, acadmicos, funcionrios pblicos ligados rea ambiental (especialmente gestores de parques) e espelelogos lato sensu. Durante os cinco dias de simpsio, ocorreram diversas palestras eTrabalho sobre cavernas brasileiras recebe meno honrosa no National Cave and Karst Management Symposium, EUA atividades relacionadas s diferentes reas correlatas espeleologia, sadas ao campo para visitar algumas cavernas no Estado do Missouri (especialmente Fisher Cave, Mushroom Cave e Meramec Caves ), regies crsticas em Illinois, alm de uma curiosa visita a uma rea de dolinamento dentro de uma zona residencial, no centro da cidade de St. Louis. Com relao programao acadmica, o ponto forte centrou-se nas exposies orais e apresentaes de painis. Os temas foram variados, mas chamaram a ateno as situaes que demonstraram trabalhos de conservao bem sucedidos e tambm reas carentes de interveno. Para a nossa grata surpresa, o trabalho intitulado "Caves of the Extreme Northeast of Brazil: The Speleology in the Rio Grande do Norte State" recebeu uma meno honrosa por ter sido escolhido o melhor painel. O trabalho surpreendeu a todos os participantes que no tinham conhecimento nenhum sobre as cavernas brasileiras, especialmente aquelas mos-Arquivo Marcelo Kramer Alexandre Camargo (Iscoti)Por Marcelo A. F. Kramer e Solon Almeida Netto Sociedade Espeleolgica Potiguar tradas na ocasio, situadas na poro mais nordeste do continente sul-americano. Como fruto do encontro, ficou a clara impresso de como os problemas enfrentados por todos os que lutam pela preservao do patrimnio espeleolgico so universais. Degradaes corriqueiras aos espelelogos brasileiros, tambm esto vivamente presentes nos outros pases, o que implica na necessidade de uma maior unio de todos, troca de experincias e tcnicas, pois o principal ponto desse encontro foi exatamente este: aumentar o canal de ligao entre os espelelogos, criando a possibilidade de trabalhos conjuntos no futuro. Gruta Joo Dias revela seus mistrios

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Arecente parceria entre o Instituto de Geocincias da UFMG e o Instituto Estadual do Patrimnio Histrico e Artstico de Minas Gerais (IEPHA /MG) deu incio ao diagnstico das atividades de visitao desenvolvidas na Gruta de Poes, na Lapa do Porco Preto (Foto) e na Lapa de Ballet, cavernas que integram oInstitutos realizam levantamento das atividades de visitao em Poes "Conjunto Arqueolgico e Paisagstico de Poes", no municpio de Matozinhos, bem tombado pelo IEPHA/MG em 1989. O objetivo do trabalho elaborar e formatar uma proposta de espeleoturismo com base em princpios pedaggicos e interpretativos, buscando fomentar a visitao turstica desse local. Os dados coletados e os materiais produzidos possibilitaro a atualizao das informaes referentes ao Conjunto Arqueolgico e Paisagstico de Poes, enriquecendo assim o acervo do IEPHA/MG. Alm disso, pesquisas espeleolgicas semelhantes a esta so importantes para a proteo e a preservao desse patrimnio. Por Roberto Cassimiro SEE Em recente campanha de prospeco foi localizada no municpio de Goian, a 43 km de Juiz de Fora, a Gruta das Mmias, descrita pelo gelogo canadense Charles Frederick Hartt (1840 1878). Hartt participou da Comisso Geolgica do Brasil, criada em 1875, ano em que tambm publicou o artigo intitulado: The Indian cemetery of the Gruta das Mumias, Southern Minas Geraes, Brazil Nessa caverna, a equipe de Hartt encontrou algumas mmias que, na poca, foram depositadas no acervo do Museu Nacional,Localizada caverna descrita por gelogo canadense Rio de Janeiro. A prxima etapa ser o levantamento topogrfico e o seu cadastramento no Codex, bem como o estudo da gnese dessa caverna em gnaisse. Por Roberto Cassimiro SEE e Augusto Auler Instituto do Carste Os tremores de terra que esto ocorrendo continuamente nas comunidades rurais de Carabas, Vrzea Grande e Ara, na divisa dos municpios de Itacarambi e Januria, no Norte de Minas, sero investigados por tcnicos do Departamento de Sismologia da Universidade de Braslia (UnB). O primeiro abalo ocorreu em 24 de maio, com o registro de 3,5 na escala Ritcher, causando um grande susto entre os moradores, a grande maioria pessoas simples. Desde aquela data, o fenmeno tem se repetido. Devido aos abalos, vrias casas apresentaram rachaduras nas paredes, enquanto em outras houve a queda do reboco. A terra sempre treme por volta do meio-dia. As comunidades atingidas esto prximas s cavernas do Vale do Peruau. O trabalho dos tcnicos da universidade foi requisitado pelo IBAMA com o objetivo de tranqilizar os moradores. As investigaes sero realizadas em Carabas e Vrzea Grande, no municpio de Itacarambi, e em Ara, no municpio de Januria. Pequenos sismgrafos sero instalados a fim de determinar o epicentro dos eventos. O tcnico do Departamento de Sismologia da UnB, Juraci Carvalho, vai desenvolver os trabalhos juntamente com o sismgrafo Jorge Sand. Alm de instalar equipamentos, os tcnicos vo se reunir com os moradores para levantar os impactos causados pelos tremores. Ainda no se sabe quando os estudos sero concludos. Fonte: www.secom.unb.br, 23/10/2007.UNB vai pesquisar tremores de terra no PeruauAline Guerra Eduardo MarinhoCECAV prope metodologia para avaliao de critrios de relevciaCECAV disponibilizou na internet o documento "Prproposta de procedimentos metodolgicos para avaliao do nvel de relevncia das cavidades naturais subterrneas". O documento pode ser baixado na ntegra atravs do endereo: www.ibama.gov.br/cecav/index.ph p?id_menu=296

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Nos dias 27 e 28 de outubro ltimo, foi realizada uma expedio conjunta (Instituto do Carste, GPME e SEE) regio de Atalia, nordeste de Minas Gerais com o propsito de verificar algumas referncias de cavernas em granito. A regio belssima, com macios de cumes arredondados e vertentes ngremes, freqentemente recobertas por depsitos de tlus e colvios. Os pontes do tipo "pode-acar" so comuns na provncia morfoestrutural Mantiqueira e esto distribudos desde o Rio Grande do Sul at o sul do estado da Bahia. Fomos surpreendidos por cavernas completamente diferentes do que se v habitualmente em granito, entretanto as cavernas assemelhamse em muito quelas desenvolvidas em quartzito. Encontramos cavernas com condutos bem delineados e grandes sales, alm de uma ricaCavernas granticas so mapeadas no nordeste de Minas Gerais fauna caverncola e espeleotemas diversos. O trabalho resultou no mapeamento de duas cavernas: a Gruta Joo Mathias, somando aproximadamente 180 m e a Gruta do Senhor do Bonfim, com cerca de 200 m, desenvolvida em rocha e em depsito de talus. Infelizmente, a limitao de tempo impediu a equipe de visitar outras referncias, que ficaram para uma prxima investida. Tambm foram observados diversos tafoni, de menores dimenses daqueles descritos na Bahia (ver Conexo Subterrnea no 49), mas de relevante interesse. A regio promissora e reserva certamente boas descobertas.Encontrada gruta que teria abrigado Rmulo e RemoArquelogos italianos revelaram a localizao da gruta subterrnea que os antigos romanos teriam reverenciado como o local onde Rmulo e Remo, os mticos fundadores da cidade, foram amamentados por uma loba. Decorado com conchas marinhas e mrmore colorido, o santurio fica a 16 metros de profundidade no Monte Palatino, o centro do poder na Roma Antiga. O espao vinha sendo sondado h dois anos com endoscpios e sensores laser, temendo que a gruta, que j est parcialmente preenchida por um desmoronamento, no suportasse uma escavao, diz o engenheiro Giorgio Croci, que trabalha no local. Os arquelogos esto convencidos de que encontraram o santurio onde os romanos acreditavam que a loba teria amamentado Rmulo e Remo, filhos do deus Marte, abandonados num cesto deixado deriva no Rio Tibre. Graas loba, smbolo da cidade at hoje, os irmos sobreviveram para que Rmulo fundasse a cidade e se tornasse seu primeiro rei, depois de matar Remo. Textos antigos dizem que a gruta, conhecida como Lupercale, ficava perto do palcio de Augusto, o primeiro imperador romano. Augusto teria mandado restaurar e decorar o local com uma guia. Esse smbolo do Imprio Romano foi encontrado sobre a cmara do santurio, que fica logo abaixo das runas de um palcio erguido por Augusto, segundo Irene Iacopi, arqueloga encarregada. Fonte: http://br.noticias.yahoo.com, 20/11/2007. Por Leda Zogbi GPME e Roberto Cassimiro SEE Ocorrer no dia 6 de dezembro, no auditrio do Centro de Educao e Cincias Humanas da Universidade Federal de Sergipe, das 14:00h s 18:00h, o I Ciclo de Palestras sobre as Cavernas de Sergipe, com as seguintes palestras: "A formao das cavernas sergipanas" por Ericka Almeida; "Exploso de vida nas cavernas sergipanas" por Christiane Donato eCiclo de Palestras sobre as Cavernas de Sergipe"Retratos do passado: fsseis em cavernas de Sergipe" por Mrio Dantas. A inscrio gratuita, e pode ser feita pelo e-mail: centrodaterra@bol.com.br Os interessados devero mandar nome completo, curso, telefone e e-mail de contato. Esto disponveis 50 vagas, com direito a certificado. Maiores informaes pelo email acima ou com Mrio Dantas, telefone (79) 9143-3678. Por Eline Alves de Souza Barreto Grupo Centro da TerraLeda Zogbi Leda Zogbi Divulgao

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Oplat crstico de Akiyoshidai, o maior do Japo, situa-se na provncia de Yamaguchi, no extremo oeste da ilha de Honshu, a maior do arquiplago japons, ocupando uma rea de aproximadamente 16 km Este-Oeste por 8 km Norte-Sul, totalizando cerca de 130 km 2 As altitudes variam de 80 a 425 m. A precipitao anual de 2.025 mm e a temperatura mdia anual de 13,5 o C. H centenas de dolinas na regio, representando pontos de recarga do aqfero crstico. A parte leste do carste, mais elevada, preservada em parque nacional, e a oeste apresenta plantaes e mineraes de calcrio. Mesmo na parte preservada, a floresta original foi substituda por gramneas aps sculos de ocupao humana. A origem dos calcrios de Akiyoshidai apresenta aspectos geolgicos interessantes. Os gelogos Y. Miura e S. Tanaka, do Institute of Earth Science da University of Yamaguchi em artigo publicado na revista Lunar and Planetary Science XXXV (2004), aps anlise de imagens de satlite e estudos de testemunhos de sondagem, resumem a histria geolgica local como segue: 1) Formao de cratera de impacto de meteorito, no mar, prxima linha do Equador, h 350 milhes de anos; 2) Sedimentao do calcrio na cratera, entre 350 a 250 milhesO planalto crstico de Akiyoshidai, Japo de anos; 3) Novo impacto de meteorito, h cerca de 250 milhes de anos (limite Permiano Trissico), ainda prxima ao Equador; 4) Inverso da estrutura dos calcrios pr-existentes, com sepultamento profundo junto a rochas sedimentares paleozicas; 5) Deriva continental, deslocando o bloco todo para o hemisfrio norte; 6) Novo impacto de meteorito, h 15 milhes de anos (evento Takamatsu), formando as ilhas japonesas; 7) Intemperismo, formando a atual estrutura do Akiyoshidai, que representaria um pico central remanescente na cratera original. No carste de Akiyoshidai, que pequeno se comparado s grandes reas crsticas brasileiras, so conhecidas cerca de 450 cavernas, entre as quais a Akiyoshido, a maior do Japo, com 10 km de desenvolvimento. Esta chamava-se Taki-ana at 1926, quando foi renomeada pelo ento prncipe imperial Hirohito (depois imperador Showa), durante sua visita caverna. Akiyoshido apresenta organismos nicos endmicos, tais como Synella(Coecobtya) akiyoshiana, Allochthiniue (Spelaeochthonius) kobayashii akiyoshiensis e Rakantrechus etoi etoi. A caverna tem visitao intensa e seu circuito turstico tem aproximadamente 1,5 km. O valor do ingresso para a visita, convertido em reais, de cerca de R$ 18,00. Por Hlio Shimada GPME e IG-SMA AFederao Portuguesa de Espeleologia (FPE) reuniu pela primeira vez em plenrio a sua recm criada Comisso Cientfica, com o propsito de apresentar seu Quadro de Conselheiros e seu Quadro de Colaboradores. A FPE uma Federao de mbito nacional que integra as associaes e outras entidades que se dedicam prtica da espeleologia em Portugal, assumindo as funes de representao e regulamentao da atividade espeleolgica. A reunio ocorreu no ltimo dia 10 de Novembro, no Palcio da Quinta da Regaleira, em Sintra e contou com o patrocnio da Fundao CulturSintra. Participaram do evento pesquisadores e acadmicos das reas do Meio Ambiente, Geologia, Biologia, Geografia Fsica, Arqueologia, Geofsica, Fsica, Arqueozoologia e Paleontologia. A Comisso Cientfica da FPE j nasceu com um peso bastante considervel: 9 so as reas cientficas representadas para apoiar a pesquisa em alto nvel (21 doutorados dos quais 3 catedrticos). Em Portugal, a primeira vez que se junta sob a alada de um mesmo projeto todas as reas cientficas que estudam o subsolo e sua interrelao com a superfcie. A Comisso Cientfica ser, portanto, o elo de ligao entre pesquisadores das diferentes Universidades, com funes de aconselhamento cientfico, promoo e coordenao de atividades cientficas. A comisso foi constituda na ltima assemblia geral da FPE e composta pelas seguintes pessoas: Gabriel Mendes (Presidente), Sofia Reboleira (Secretria executiva) e Joo Joanaz de Melo (Coordenador Cientfico).Realizada 1 reunio da Comisso Cientfica da Federao Portuguesa de EspeleologiaDivulgao

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Comisso Editorial: Allan Calux, Augusto Auler, Leda Zogbi, Hlio Shimada. Reviso: Leda Zogbi, Renata Andrade. Diagramao: Carlos H. Maldaner. Logotipo: Daniel Menin. Artigos assinados so de responsabilidade dos autores. Artigos no assinados so de responsabilidade da comisso editorial. A reproduo de artigos aqui contidos depende de autorizao dos autores e deve ser comunicada REDESPELEO BRASIL pelo e-mail: conexao@redespeleo.org O Conexo Subterrnea pode ser repassado, desde que de forma integral, para outros e-mails ou listas de discusso.ExpedienteNo ltimo dia 29 de outubro o espeleo-mergulhador suo Jean-Jacques Bolanz no retornou superfcie durante um mergulho no sifo Lili, na Grcia. Com 67 anos de idade e uma grande experincia em mergulhos subterrneos, ele havia iniciado o mergulho no incio da tarde, com o objetivo de continuar a explorao do sifo. Conhecido at uma profundidade de 140 m, o sifo se abre no mar, a aproximadamente 200 m da costa do Peloponeso, prximo da cidade de Astros. Antes de retornar superfcie, o mergulhador deveria fazer umaEspeleo-mergulhador suo morre em sifo na Grcia parada de descompresso a 50 m de profundidade. Os mergulhadores gregos que o assistiam, desceram at esta profundidade na hora marcada para a sua volta, mas no o encontraram. O corpo foi encontrado dois dias depois a uma profundidade de 98 m por um mergulhador Italiano. A operao de buscas foi coordenada pelo espeleo-socorro suo. Mergulhadores gregos e italianos participaram das buscas e mergulhadores suos estavam prontos para irem sua ajuda se fosse necessrio. Fonte: www.speleosecours.ch, 30/10/07 e 31/10/07.Novo nmero do Desnvel lanado pela UPEFoi lanado este ms um novo nmero do Desnvel (ano 4 nmero 7, de janeiro a Julho de 2007, 30 pgs), Informativo eletrnico da UPE Unio Paulista de Espeleologia. Neste nmero, podemos destacar um histrico do grupo Bagrus, escrito por Guy C. Collet em 1994, com bonitas fotos de poca; um artigo de Maria Elvira e Marcelo Gonalves sobre o histrico de exploraes da Gruta Crystal; um levantamento preliminar da fauna caverncola e do potencial bioespeleolgico da caverna Areado Grande III, SP, Brasil, por Emerson Gomes Pedro, Alcio Pereira Junior e Paulo Valsecchi do Amaral e por fim, um artigo de Fbio Kok Geribello sobre o Procad 2007. O Desnvel est disponvel no site: www.upecave.com.br DivulgaoOGPME Grupo Pierre Martin de Espeleologia est organizando, no perodo de 27 de dezembro de 2007 a 3 de janeiro de 2008, a Expedio Serra do Calcrio 2007 / 2008 e gostaria convidar a todos para participar. Formada em calcrios Una, a Serra do Calcrio, localizada no municpio de Central BA, ao norte da Chapada Diamantina, entre Irec e Xique-Xique, abrangendo tambm os municpios de Itaguau da Bahia e Jussara, possui afloramentos com extenso aproximada leste-oeste de 16 km e norte-sul de 3,5 km, com amplos campos de lapis, associados vegetao tpica de caatinga, formando um belo conjunto cnico. Considerando as caractersticas do pequeno percentual de cavidades j conhecidas, a Serra do Calcrio possui potencial limitado para a existncia de grandes desenvolvimentos, no entanto a densidadeCONVITE: GPME organiza Expedio Serra do Calcrio Central, BA 2007/2008 de cavidades altssima. Pela primeira vez, a regio est recebendo uma expedio com maior porte, j tendo sido alvo de outras 6 pequenas expedies a partir do ano de 2000. At o momento, 25 cavidades foram exploradas em diversas partes da Serra do Calcrio. Destas, apenas 7 cavidades foram mapeadas (os levantamentos topogrficos foram iniciados a partir de 2004). O objetivo desta edio de ampliar os conhecimentos sobre a rea com nfase nos levantamentos topogrficos. A expedio vai ter como base a Escola Rui Barbosa, localizada na sede do municpio, espao cedido atravs do significativo e importante apoio da Prefeitura Municipal de Central. A expedio conta tambm com o apoio da Terran. Limite mximo de participantes: 40 pessoas. Os interessados devero possuir uma experincia mnima em topografia. Para maiores informaes, contato atravs do e-mail : gpme@gpme.org.br.


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