Conexão Subterrânea

Citation
Conexão Subterrânea

Material Information

Title:
Conexão Subterrânea
Series Title:
Conexão Subterrânea
Creator:
Redespeleo (Brazil)
Publisher:
Redespeleo (Brazil)
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
Regional Speleology ( local )
Genre:
serial ( sobekcm )
Location:
Brazil

Notes

General Note:
Bulletin of Redespeleo Brazil.
Restriction:
Open Access
Original Version:
No. 51 (2007)
General Note:
See Extended description for more information.

Record Information

Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-01197 ( USFLDC DOI )
k26.1197 ( USFLDC Handle )
12588 ( karstportal - original NodeID )
1981-1594 ( ISSN )

USFLDC Membership

Aggregations:
Added automatically
Karst Information Portal

Postcard Information

Format:
serial

Downloads

This item has the following downloads:


Full Text

PAGE 1

Nmero 51, 29 de junho de 2007Menos de 30 dias nos separam agora do Carste 2007, II Encontro Brasileiro de Estudos do Carste, que ocorrer de 26 a 28 de Julho no Instituto de Geocincias da Universidade de So Paulo. Os 52 trabalhos apresentados foram revisados e aprovados pela Comisso Cientfica nas diversas reas da espeleologia, como biologia (10), geologia e paleoclima (25), arqueologia (1),Carste 2007: falta menos de um ms! manejo e conservao (8), levantamento espeleolgico e tcnicas relacionadas (7), histria da espeleologia (2). A lista completa dos trabalhos ser disponibilizada brevemente na pgina do evento. No perca essa chance: inscrevase j e venha participar conosco desse importante momento da espeleologia brasileira! Inscries on line no site do evento:www.redespeleo.org.br/eventos/carste2007 ISSN 1981-1594 IMPORTANTE: No prximo dia 01 de Julho vence o segundo prazo das inscries com desconto. Inscreva-se j! De 15 a 17 de junho, estive em Porto Velho e, como de costume, me preocupei em levantar previamente as eventuais referncias de grutas que poderiam ser localizadas na regio. Por intermdio do gelogo da CPRM Gilmar Rizzotto, tomei conhecimento que uma jornalista da Rede Globo local, Andria Fortini, havia descoberto uma pequena gruta em Candeias do Jamari, municpio que se encontra a 20 km de Porto Velho. A jornalista se disps a nos acompanhar at a gruta, desde que pudesse fazer uma reportagem para o seu Jornal. Fomos ento Gilmar, a equipe da Rede Globo e eu conhecer a famosa Caverna Dourada. O acesso feito pelo leito de um pequeno riacho dentro da mata Amaznica, que percorremos por uns 15 minutos. Em alguns trechos o riacho forma um pequeno cnion.Duas novas cavidades so localizadas em Rondnia Chegamos rapidamente entrada da gruta, que se abre em um talude na margem direita do riacho. A gruta de 35m foi formada em laterita, rocha rica em xido de ferro, em um conduto nico, com aproximadamente 1,8 m de altura e 2,5 m de largura. A fauna da caverna bastante diversificada: pudemos observar centenas de grilos, dezenas de amblipgios, alguns morcegos e uma grande barata caverncola. Depois do trabalho da equipe de jornalismo, fizemos o mapeamento da gruta mesmo sabendo que a rocha interfere diretamente no magnetismo da bssola, distorcendo os resultados e que no caso de um manejo da regio, um novo mapeamento dever ser realizado com mtodos apropriados. No dia seguinte estive com o bilogo Gilson Santana no Parque Ecolgico, uma reserva que se encontra no prprio municpio de Porto Velho. L encontramos outra gruta em laterita, a Gruta do Parque Ecolgico 1, que apesar de se encontrar dentro da rea de visitao turstica do parque, aparentemente nunca havia sido visitada, pois um teto baixo logo na entrada da caverna aliado aos morcegos que saem da sua boca devem assustar os visitantes do parque. Depois desse teto baixo, abrem-se dois sales separados por um segundo teto baixo. No segundo salo localizamos uma grande colnia de morcegos e muito guano. A fauna desta caverna tambm bastante rica. As medidas resultaram em um desenvolvimento de 62 m. As duas cavernas integraro o cadastro de cavernas de Rondnia no Codex, que passar de 12 para 14 cavernas cadastradas. Soubemos que havia uma segunda caverna no Parque Ecolgico, mas aps 4h de buscas na mata, desistimos momentaneamente da empreitada. A reportagem sobre a Caverna Dourada foi veiculada no Jornal local Amaznia TV. Por Leda Zogbi Grupo Pierre Martin de Espeleologia Gruta do Parque Ecolgico 1 AmblipgioLeda Zogbi Leda Zogbi

PAGE 2

Nacional de Cincias dos EUA. Fonte : www.g1.com.br, 19/06/2007AToca da Boa Vista e a Toca da Barriguda (Campo Formoso, BA) foram objeto de um estudo indito em cavernas brasileiras: o mapeamento atravs de ondas eletromagnticas. O mtodo consiste no posicionamento de um transmissor dentro da caverna emitindo uma onda que atravessa toda a espessura da rocha e pode ser captada na superfcie. Uma vez localizada pode-se determinar com preciso o ponto correspondente e a sua distncia do foco transmissor, ou seja, a profundidade da caverna. O equipamento (UGPS Underground GPS) para realizao dessas medies no existe no Brasil e foi cedido atravs de um termo de cooperao do Grupo Bambu com o Institut Suisse de Splologie et de Karstologie atravs do espelelogo suo Rmy Wenger. Embora possa parecer um trabalho simples, a logstica e tecnologiaOndas eletromagnticas mapeiam a Toca da Boa Vista envolvida neste processo limitam o seu uso em larga escala em outras cavernas. A comear pelo relevo. Caso a gruta esteja inserida em um local muito acidentado ou com uma densa vegetao as medies tornam-se muito complicadas. Felizmente no primeiro quesito a Toca privilegiada. O desnvel total em toda a sua extenso no passa de uma dezena de metros. A caatinga, j bastante alterada na regio, tambm no chegou a ser um problema na maioria dos pontos. Outro detalhe que deve ser bem observado a programao para as leituras. Um rigoroso cronograma com horrios de medies e deslocamentos deve ser elaborado previamente a fim de sincronizar os trabalhos dos espelelogos que atuam dentro e fora da caverna. Neste sentido tnhamos o auxlio do rdio de caverna Nicola (de fabricao francesa) que permitiu manter a comunicao entre as equipes. Para verificar a preciso do aparelho e o possvel erro no posicionamento da antena, em cada galeria escolhida sempre realizamos duas leituras prximas. Atravs da medio da distncia, azimute e inclinao entre elas no interior da caverna e os respectivos pontos na superfcie possvel verificar o erro no posicionamento das bases. Alm de todos esses cuidados imprescindvel que se tenha um conhecimento profundo da caverna e do equipamento. Os desdobramentos deste levantamento so inmeros, mas de imediato temos a possibilidade de verificar o erro acumulado ao longo das centenas de poligonais e mais de 12 mil bases que formam a complexa rede labirntica da Toca. Com 107 km topografados em 20 anos de trabalho a noo que tnhamos at ento da confiabilidade do mapeamento era baseada nos erros calculados no fechamento das poligonais. Ou seja, um valor matemtico obtido atravs de um programa de computador e que na prtica, devido ausncia de pontos de amarrao, so difceis de serem verificados. Com estas novas bases "transportadas" para a superfcie pretendemos realizar uma topografia com Estao Total obtendo marcaes precisas para um ajuste de toda a cavidade. Uma primeira verificao com o GPS nos permite ter uma certeza: o mapeamento da Toca est melhor do que imaginvamos. Maiores informaes nas prximas edies de “O Carste”. Por Ezio Luiz Rubbioli Grupo Bambu de Pesquisas Espeleolgicas Ezio Rubbioli Arnaldo M. Carvalho Ezio RubbioliUm grupo de paleontlogos chineses encontrou fsseis do que seria o mais antigo ancestral conhecido dos pandas modernos. A espcie viveu h cerca de 2 milhes de anos e representa o primeiro animal do tipo a ter um porte similar ao da verso moderna desses animais ( Ailuropoda melanoleuca ). Antes da descoberta do novo fssil, a espcie, chamada Ailuropoda microta, era conhecida apenas por alguns dentes e cacos de ossos. A equipe, liderada por Qizhi Zhu, da Universidade de Pequim, localizou o primeiro crnio desse animal. Os novos ossos fossilizados, descobertos na caverna Jinyin, no sudeste chins, ajudam a estabelecer detalhes dessa linhagem. Com o estudo, os pesquisadores demonstraram que, desde aquela poca, a famlia j possua alguma adaptao dentria para comer bambus, alimento que prevalece na alimentao dos pandas modernos. O estudo foi publicado na edio de junho da revista da AcademiaChineses encontram panda pr-histrico Divulgao

PAGE 3

Entre os meses de Abril e Maio, integrantes do Corpo de Bombeiros da Unidade Vila Mariana realizaram um treinamento de Primeiros Socorros com durao de 30 horas/aula para 19 membros do GPME Grupo Pierre Martin de Espeleologia. O treinamento foi ministrado por dois Oficiais Bombeiros da unidade e contou com a colaborao de mais cinco integrantes da corporao, entre eles sargentos, soldados e oficiais, alm de um mdico do SAMU Servio de Atendimento Mvel de Urgncia. Foram repassadas as tcnicas e procedimentos de abordagem e atendimento vtima, anlise de segurana local, o mtodo "ABCDE" que compreende uma seqncia lgica de atendimento e anlise da vtima, as precaues universais e a utilizao de EPIs (Equipamentos de Proteo Individual) adequados nos atendimentos, tcnicas de RCP (Ressuscitao Cardio Pulmonar),Bombeiros realizam treinamento de Primeiros Socorros para membros do GPME imobilizao, entre outras tcnicas utilizadas no universo do socorrismo. Alm da preocupao direta com a segurana da equipes nas atividades em campo, o treinamento teve grande nfase na questo dos deslocamentos e viagens, considerando que o maior nmero de acidentes com espelelogos est diretamente relacionado com acidentes rodovirios. Por outro lado, um integrante do GPME participou em Junho de um treinamento de tcnicas verticais do mesmo Corpo de Bombeiros, ministrando uma aula terica sobre os diferentes equipamentos e materiais relacionados tcnicas verticais existentes no mercado, nem todos conhecidos e utilizados pelos bombeiros. O intercmbio entre os grupos de espeleologia e o Corpo de Bombeiros deveria ser promovido sempre que possvel, pois a troca extremamente rica para ambos os lados, j que as duas atividades possuem diversas afinidades e interesses em comum. O GPME vem mantendo uma relao bastante prxima com os bombeiros no ltimo ano, e o resultado disso foi extremamente positivo para o Grupo, inclusive com a adeso de alguns bombeiros que tm se mostrado excelentes espelelogos. Esperamos manter por muito tempo esta relao. Por Ericson Cernawsky Igual e Leda Zogbi GPMEAs 12h31 do dia 24 de maio do corrente ano, alguns pesquisadores que se encontravam no interior da Lapa do Carlcio, no Parque Nacional Cavernas do Peruau (Januria/Itacarambi, MG) vivenciaram uma experincia nica em se tratando de cavernas brasileiras (e bastante rara em termos mundiais). Um abalo ssmico com epicentro precisamente na regio foi sentido pela equipe. Segundo o gegrafo Daniel Corra percebeu-se um forte estrondo seguido de uma intensa propagaoTremor de terra vivenciado dentro de caverna no Vale do Peruau de onda na rocha que deve ter durado por volta de 5 segundos. A sensao de tremor foi clara. Dois ou trs estrondos foram sentidos dentro dos 10 minutos seguintes. A equipe s teve certeza de que se tratava de um abalo ssmico quando, no retorno da caverna, entraram em contato com os assustados moradores locais que reportaram o tremor. O Observatrio Sismolgico da Universidade de Braslia acusou o abalo, que registrou 3,5 graus na escala de Richter. As causas so ainda desconhecidas. O abalo no fez vtimas, mas deslocou telhas, derrubou objetos de prateleiras e causou muita apreenso na regio. Por Augusto Auler Grupo Bambu de Pesquisas Espeleolgicas Uma imagem captada pela cmera HiRISE voltada para a explorao da superfcie do planeta vermelho mostrou um ponto negro em uma plancie de lava prxima a Arsia Mons, um dos quatro vulces gigantescos de Tharsis. O buraco definitivamente no uma cratera de impacto deBuraco negro na superfcie de Marte pode ser profundo abismometeorito. Especula-se que se trate de um gigantesco abismo com mais de 100 m de dimetro com paredes verticalizadas (ou em negativo). A profundidade deve ser grande, j que a luz do brilhante cu de Marte no consegue atingir o fundo. Fonte: http://hirise.lpl.arizona.edu/P SP_003647_1745 Divulgao Leda Zogbi

PAGE 4

Conchas perfuradas encontradas numa caverna calcria no leste do Marrocos so os adornos mais antigos j encontrados e mostram que os humanos usavam smbolos na frica 40 mil anos antes de o fazerem na Europa. As pequenas conchas ovais do molusco Nassarius algumas delas tingidas com ocre vermelho, provavelmente foram perfuradas paraEncontrados enfeites mais antigos do mundo serem usadas em pulseiras ou colares, 82 mil anos atrs. A descoberta representa um passo grande na compreenso das inovaes culturais e do papel que elas exerceram na histria humana. O Marrocos j rendeu outras descobertas pr-histricas importantes, incluindo um dos mais velhos esqueletos de dinossauro dos quais se tem conhecimento, mas sabe-se pouco sobre os humanos que habitaram a regio antes dos agricultores berberes se fixarem nela, mais de 2.000 anos atrs. As conchas foram encontradas e datadas por uma equipe de cientistas do Marrocos, Gr-Bretanha, Frana e Alemanha que procurava determinar como mudanas no clima e na paisagem afetaram o comportamento humano entre 130 mil e 13 mil anos atrs. O trabalho faz parte de um estudo mais amplo que procura descobrir se o estreito de Gibraltar, que separa o Marrocos da Espanha, atuou como corredor ou como barreira para os humanos primitivos em seus deslocamentos entre a frica e a Europa. Fonte: Reuters 06/06/2007 Divulgao Divulgao Este artigo constitui uma importante contribuio a respeito das alteraes climticas durante os ltimos 116 mil anos no sudeste do Brasil. A partir de uma estalagmite coletada na caverna de Botuver em Santa Catarina os autores, liderados por Cruz Jr. (mais popularmente conhecido como Chico Bill), pesquisador da Universidade de Massachussetts e da USP, utilizaram teores de Ca/Mg e Sr/Ca, correlacionados a istopos deCruz Jr., FW; Burns, SJ; Jercinovic, M; Karmann, I; Sharp, WD; Vuille, M. 2007. Evidence of rainfall variations in Southern Brazil from trace element ratios (Mg/Ca and Sr/Ca) in a Late Pleistocene stalagmite. (Evidncia de variaes de pocas chuvosas no Sul do Brasil evidenciada pelas propores de Mg/Ca e Sr/Ca em uma estalagmite do Pleistoceno Tardio) Geochimica et Cosmochimica Acta, Vol. 71, p. 2250-2263. PRODUO CIENTFICA Publicado mais um estudo sobre paleoclima brasileirooxignio, para inferir que a regio em apreo foi, em geral, mais mida entre 70 17 mil anos atrs. Para maiores informaes, uma cpia digital do artigo pode ser obtida com o autor principal em: cbill@usp.br Comisso Editorial: Allan Calux, Augusto Auler, Leda Zogbi. Correspondentes que colaboraram neste nmero:Ericson Cernawsky Igual (GPME) e Thiago Lima (GBPE). Reviso: Renata Andrade Diagramao: Carlos H. Maldaner. Logotipo: Daniel Menin. Artigos assinados so de responsabilidade dos autores. Artigos no assinados so de responsabilidade da comisso editorial. A reproduo de artigos aqui contidos depende de autorizao dos autores e deve ser comunicada REDESPELEO BRASIL pelo e-mail: conexao@redespeleo.org O Conexo Subterrnea pode ser repassado, desde que de forma integral, para outros e-mails ou listas de discusso.ExpedienteUma estatueta de um mamute muito bem preservada, feita h 35 mil anos, foi descoberta por arquelogos alemes na caverna Vogelherd, informou a Universidade de Tubingen, na Alemanha meridional. A pea, um dos objetos artsticos mais antigos produzidos pelo ser humano, foi encontrada nas escavaes de uma equipe de especialistas guiada pelo professor Nicholas Canard. Na dcada de 1930, na caverna Vogelherd foram achados 11 pequenos objetos de arte em mrmore, entre os quais um cavalinho de quase cinco centmetros de comprimento, umEsttua de mamute de 35 mil anos descoberta na Alemanhahipoptamo e alguns mamutes. Em 1999, foram descobertas pinturas rupestres na mesma gruta. Fonte : www.ansa.it/ansalatinabr, 18/06/2007. Divulgao


Description
Bulletin of Redespeleo
Brazil.


printinsert_linkshareget_appmore_horiz

Download Options

close
Choose Size
Choose file type
Cite this item close

APA

Cras ut cursus ante, a fringilla nunc. Mauris lorem nunc, cursus sit amet enim ac, vehicula vestibulum mi. Mauris viverra nisl vel enim faucibus porta. Praesent sit amet ornare diam, non finibus nulla.

MLA

Cras efficitur magna et sapien varius, luctus ullamcorper dolor convallis. Orci varius natoque penatibus et magnis dis parturient montes, nascetur ridiculus mus. Fusce sit amet justo ut erat laoreet congue sed a ante.

CHICAGO

Phasellus ornare in augue eu imperdiet. Donec malesuada sapien ante, at vehicula orci tempor molestie. Proin vitae urna elit. Pellentesque vitae nisi et diam euismod malesuada aliquet non erat.

WIKIPEDIA

Nunc fringilla dolor ut dictum placerat. Proin ac neque rutrum, consectetur ligula id, laoreet ligula. Nulla lorem massa, consectetur vitae consequat in, lobortis at dolor. Nunc sed leo odio.