Citation
SBE Antropoespeleologia

Material Information

Title:
SBE Antropoespeleologia
Series Title:
SBE Antropoespeleologia
Alternate Title:
SBE Antropoespeleologia: Boletim Eletrônico da Seção de História da Espeleologia da SBE
Publisher:
Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Subjects / Keywords:
Regional Speleology ( local )
Genre:
serial ( sobekcm )

Notes

General Note:
Escavação arqueológica evidencia passado indígena no Cariri - Gruta do Tigre: um pequeno mundo encantado - Pinturas rupestres da Espanha viram patrimônio da Unesco - Gruta de Lourdes em Java - Casamento subterrâneo - Jeju - Estrangeira vive em caverna há 8 anos na Índia - Ingrid Betancourt visita Gruta de Lourdes - 15th International Congress of Speleology - Foto do Leitor: Lapa da Mangabeira (BA-003).
Restriction:
Open Access - Permission by Publisher
Original Version:
Vol. 1, no. 10 (2008)
General Note:
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Record Information

Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-03347 ( USFLDC DOI )
k26.3347 ( USFLDC Handle )
8601 ( karstportal - original NodeID )
1982-3630 ( ISSN )

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Escavao arqueolgica evidencia passado indgena no
Cariri Gruta do Tigre: um pequeno mundo encantado -
Pinturas rupestres da Espanha viram patrimnio da Unesco -
Gruta de Lourdes em Java Casamento subterrneo Jeju -
Estrangeira vive em caverna h 8 anos na ndia Ingrid
Betancourt visita Gruta de Lourdes 15th International
Congress of Speleology Foto do Leitor: Lapa da Mangabeira
(BA-003).



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R SBE SBE An trop oesp eleo logi a 1 SBE SBE Antropoespeleologia Boletim Eletrnico da Seo de Histria da Espeleologia da SBE Ano 1 N 10 15/07/2008 ISSN 1982-3630 ESCAVAO ARQUEOL"GICA EVIDENCIA PASSADO INDGENA NO CARIRI N e w s s o h u c o m N e w s s o h u c o m Por Juvandi de Souza Santos (SBE 1228) Doutorando em Histria (Arqueologia) PUC/RS; Professor da UEPB De forma geral, pouco se sabe sobre os ndios que habitavam o interior do atual territrio do estado da Paraba na poca do contato A literatura dos cronistas dos sculos XVI ao XIX fala dos tapuias Cariri e Tarairi; j historiadores mais recentes falam apenas na existncia dos ndios Cariri, desprezando a existncia de outros grupos tnicos. A Universidade Estadual da Paraba (UEPB) tem incentivado pesquisas arqueolgicas no sentido de elucidar a questo. Sendo assim, o professor Juvandi de Souza Santos (historiador/arquelogo) tem desenvolvido pesquisas arqueolgicas (escavaes) com o objetivo de traar o perfil cultural desses dois grupos tnicos, em outras palavras, evidenciar materiais arqueolgicos que serviam para fazer o contraponto entre os grupos, provando assim, que de fato existiram ao menos dois grupos diferentes de tapuias nos sertes da Paraba. A ltima investida da equipe coordenada pelo prof. Juvandi, do L aboratrio de Arqueologia e Paleontologia (LABAP/UEPB), que contou com a participao do Doutorando em Arqueologia pela Universidade de Paris X Naterr (Frana), Onsimo Santos, o aluno de biologia da UEPB, Allisson Allan e os colaboradores Dennys Mota e Nivaldo Maracaj, deu-se entre os dias 14 e 17 do corrente ms, no cemitrio indgena Furna dos Ossos, no municpio de So Joo do Cariri. Como na grande maioria dos stios arqueolgicos do estado da Paraba, a Furna dos Ossos j fora vandalizada, o que, sem dvida, compromete os resultados das pesquisas Mesmo assim, foram evidenciados na escavao arqueolgica: ossos humanos e dentes, contas de colar material ltico e cermica, alm de fragmentos de tranado de Caro, comum nos enterramentos ndios da regio. O material arqueolgico torna-se de grande relevncia para responder as hipteses levantadas por Juvandi. As atividades desenvolvidas em So Joo do Cariri receberam total apoio da reitoria da UEPB, que financia as pesquisas e a instituio executora do projeto, bem como da prefeitura municipal de So Joo do cariri, que forneceu apoio total para que a equipe pudesse se deslocar e manter-se por vrios dias no municpio. Todas as atividades receberam autorizao previa do Instituto do Patrimnio Histrico e Artstico Nacional (IPHAN). Alerta o prof. Juvandi que qualquer atividade arqueolgica s pode ser desenvolvida mediante autorizao deste rgo federal. O no cumprimento da legislao tem contribudo para que pseudos-arquelogos e curiosos danificam total ou parcialmente os stios arqueolgicos. A ltima conquista da UEPB no campo da Arqueologia foi liberao, pelo IPHAN (Dirio Oficial da Unio de 05 de junho), de autorizao para a instituio poder atuar na rea de Proteo Ambiental das Onas (APA das Onas) e seu entorno, no municpio de So Joo do Tigre, a maior e menos conhecida rea de preservao da Paraba, detentora de um ecossistema diversificado e de uma riqueza arqueolgica, espeleolgica e paleontolgica sem precedncia na Paraba. Acredita o prof. Juvandi que a AP A das Onas e seu entorno deva ter mais de cem stios arqueolgicos pr-histricos e histricos. Com relao aos stios espeleolgicos e paleontolgicos no se conhece absolutamente nada sobre os mesmos, desconhecendo-se a quantidade e os tipos, mas que, sem dvida, chegar a centenas.

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2 SBE SBE Antropoespeleologia A GRUTA DO TIGRE: UM PEQUENO MUNDO ENCANT ADO A Gruta do Tigre considerada uma das mais interessantes atraes tursticas do Alto Vale do Itaja. Localizada em Rio do Oeste esta maravilha da natureza, formada por uma grande pedra de arenito, apoiada apenas em suas extremidades, preserva plantas nativas, j em extino na mata atlntica e acolhe animais silvestres para adaptao ao seu habitat natural. Comea no ano de 1939, quando Rio do Oeste era quase que totalmente coberta por matas virgens, alguns caadores mais ousados encontraram a grande caverna da valada Ribeiro do Tigre. Segundo contam, na localidade existia uma ona, que os moradores chamavam de tigre. O acesso era quase impossvel Nesse ano chegaram a Rio do Oeste os primeiros padres da Consolata, vindos da Itlia Pe. Domingos F iorina, Pe Dionsio Peluso e P e. Afonso Dorizan, que assumiram a parquia que era dirigida pelos Salesianos de Rio do Sul. O Pe. Domingo vigrio e promotor da construo da igreja matriz, fundou a Congregao Mariana, composta por jovens, com a finalidade de cultivar a devoo Nossa Senhora e para colaborar na construo da nova igreja. Na poca, em que Eugnio Nardelli presidida a Congegao Mariana, Pe Dionsio solicitou ao grupo de jovens, que abrissem uma picada dando acesso gruta. Num domingo munidos de foices e faces, com dificuldades chegaram ao local. Depararam-se com uma gruta, onde no teto existiam bastes de pedras de vrios tamanhos e comprimentos. No cho, um p muito fino e seco formado por milhes de anos com espessura de aproximadamente 20 centmetros, to leve que ao caminhar levanta poeira parecida com uma nuvem. Entre o p ossadas, que uns diziam ser cemitrio dos ndios e outros que seriam ossos das vtimas dos tigres. Ningum imaginava que no futuro poderiam ser valiosos e o local considerado stio arqueolgico. Em 1940, por solicitao do Pe. Dionsio marianos e moradores da regio, fizeram uma limpeza para a celebrao de uma missa na gruta. Na poca, Estevo Chiarelli morador no Morro do Caf, prometeu por graa alcanada construir no topo do Morro Morumbi uma capelinha dedicada a Nossa Senhora Aparecida, em terreno de sua propriedade e de Eugnio Floriani. Ela foi construda com auxlio de todos da vizinhana, que carregaram nas costas tijolos e todo o material, por se tratar de um local de difcil e perigoso acesso, onde seria celebrada, anualmente uma missa na festa de Nossa Senhora Aparecida. Em vista s dificuldades de acesso, a celebrao passou a se realizar ao p do morro. Em 1964, quando prefeito, Eugnio Nardelli convidou trs funcionrios da Secretaria de Esporte e Turismo para conhecer o local. Eles ficaram encantados com a bela gruta e acharam que seria grande a possibilidade de inclu-la como ponto turstico estadual e encaminhar verbas. Os tcnicos da secretaria recomendaram ao prefeito Eugnio Nardelli: transformar a gruta em patrimnio municipal; no permitir o corte de verde que na natureza existia; impedir o desmatamento para evitar a extino da gua; e convidar tcnicos para fazer o planejamento turstico. Com a freqncia maior dos romeiros, devotos de Nossa Senhora Aparecida e o aumento dos turistas a cada ano, sentiram a necessidade de abrir mais espao e fazer uma escadaria de pedra na subida gruta. Com o aumento da peregrinao e visita dos turistas, a municipalidade de Rio do Oeste, nesse ano, dotou o local de melhor infra-estrutura. Confira (fotos da inaugurao) Adaptado de Jornal O Rio Sulense Gruta do Tigre (Foto: AMA VI Associao dos Municpios do Alto V ale do Itaja) Aspectos da vegetao que cerca a Gruta do Tigre (Foto: ferias.tur .br)

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3 SBE SBE Antropoespeleologia PINTURAS RUPESTRES DA ESPANHA VIRAM PATRIMNIO DA UNESCO As pinturas rupestres feitas no norte da Espanha entre 35.000 e 11.000 a.C. receberam da Unesco o status de Patrimnio Cultural Mundial, informou o Ministrio da Cultura do pas na tera-feira. s pinturas da era paleoltica mostrando animais como cavalos e bises esto na caverna de Altamira, na regio de Cantbria. A caverna foi declarada local do patrimnio mundial em 1985. O Ministrio da Cultura disse em comunicado que a Unesco valoriza especialmente o fato de que as pinturas foram "perfeitamente datadas e reconhecidas pela comunidade cientfica". As pinturas sobreviveram ao longo da histria por estarem isoladas de influncias climticas externas, disse o rgo das Naes Unidas em seu Web site. "As cavernas esto listadas como obras-primas do gnio criativo e como as primeiras obras de arte da humanidade", disse a Unesco. "Tambm esto listadas como testemunhos excepcionais de uma tradio cultural e ilustraes exemplares de uma etapa significativa da histria humana.” A Unesco acrescentou as cavernas a sua lista de patrimnios mundiais juntamente com 12 outros stios mundiais, incluindo o templo Preah Vihear no Camboja, e a reserva biolgica das borboletas monarcas, no Mxico. A candidatura espanhola, que foi seleccionada a 20 de Junho em Paris inclui 17 grutas das regies da Cantbria, do Pas Basco e das Astrias Reuters/Brasil Online Exemplo das pinturas de Altamira (Fonte: Mu se o d e A lt am ir a) GRUTA DE L OURDES EM JAVA Poh Sarang uma pequena vila prxima ao Monte Klothok, leste de Java,Indonsia. Normalmente seu nome no mencionado em nenhum guia turstico. Atualmente, a regio tem se tornado um popular lugar de peregrinao Catlica. A gruta, similar Gruta de Lourdes na Frana, tem atrado milhares de fiis anualmente. CASAMENTO SUBTERRNEO A Kents Cavern, localizada em Torquay est agora oficialmente aberta para casamentos subterrneos. A caverna est entre os monu-mentos mais antigos do Reino Unido, com seu registro feito em 1957. Os interessados podero se casar em uma caverna onde um de seus sales pode acomodar at 100 convidados. http://www.k ents-cavern.co.uk Vista da entrada do tubo de lava Manjanggul CASAMENTO SUBTERRNEO CASAMENTO JEJU Como publicado no SBE Antropoespeleologia n4, a montanha a leste da ilha de Jeju foi formada por um vulco submarino h 50 m i l h e s d e a n o s A UNESCO classificou a ilha como Patrimnio Natural Mundial juntamente com o Monte Mt. Halla e mais de 120 tubos de Lava. As cavernas localizamse na s pores noroeste e nordeste da Ilha de Jeju em rochas baslticas. Confira mais no site: http://english.jeju.go.kr/conte nts/index.php?mid=060304 Aspecto geral da Gruta de Lourdes (Gua Maria) de Poh Sarang, Indonsia (Foto de Yohanes T antama)

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4 SBE SBE Antropoespeleologia ESTRANGEIRA VIVE EM CAVERNA H 8 ANOS NA NDIA Adaptado de Ashwani Kumar The Times of india H 8 anos Dimitri veio ao vale de Manikaran em Kullu como uma turista estrangeira. Desde a perda de seus pertences e documentos, tem vivido em uma caverna, sem esperana ou destino. Parece que ningum a espera em sua casa nos Estados Unidos. Ou seria na Itlia? Ou Alemanha? Talvez no Canad. Dimitri perdeu contato com todos. Agora, com 53 anos, passa a maior parte do tempo em uma caverna na floresta. Para sobreviver ela recebe ajuda de estrangeiros que so atrados por uma placa com os dizeres “por favor ajudem”. Se recusando a interagir com os Indianos, ela relutantemente apenas forneceu o mnimo de informao seu respeito a um reporter Dimitri, uma cidad americana. “Se ela est dizendo que Dimitri, ento segundo os registros policiais, ela filha de Ezioreagam, residente em T oreno, Via Cassimi 19, Itlia” afirma Jagat Ram. Em 2003 ela foi presa por estar na ndia sem documentao e foi condenada a 7 meses de priso por uma corte local. A polcia de Kullu a levou para a embaixada italiana em Nova Delhi, mas se recusaram a ajud-la sem uma prova de sua identidade. A misso italiana se recusou a aceitar Dimitri (TOI Photo) Dimitri veio da Itlia (TOI Photo) INGRID BETANCOURT VISITA GRUTA DE LOURDES A ex-refm franco-colombiana Ingrid Betancourt visitou neste sbado, junto com sua famlia, a gruta de Lourdes, na Frana em meio a milhares de peregrinos, agradecendo com emoo Virgem Maria por sua libertao e rezando pelos refns que ainda esto em poder das FARC. "Obrigada Maria, obrigada por minha liberdade, obrigada pela vida", declarou Betancourt ao lado de Jacques Perrier arcebispo de Tarbes e Lourdes no sudoeste da Frana. "Te suplico minha Maria querida, te amo tanto cuida daqueles que ficaram para trs, que precisam de voc, da sua fora, da sua esperana e da sua luz", disse com um rosrio entre os dedos. Ingrid chegou pouco depois do meio-dia deste sbado gruta de Massabielle, onde acompanhou a orao do Angelus lida pelo monsenhor Perrier Um enorme dispositivo de segurana precisou ser montado para permitir que a franco-colombiana tivesse acesso entrada do santurio. Os peregrinos a aplaudiram e alguns chegaram a abra-la. A franco-colombiana rezou vrios Ave Maria pelos refns e pela liberdade, junto com o bispo de Lourdes Jacques Perrier e colocou as mos na parede da gruta, como fazem os peregrinos neste santurio, que celebra este ano o 150 aniversrio das aparies de Nossa Senhora a Bernadette Soubirous. Betancourt disse em vrias ocasies que sua libertao foi um "milagre" e explicou que Nossa Senhora foi "fundamental" para ela no cativeiro. Segundo disse imprensa desde sua chegada Frana, h oito dias, no ambiente de "solido espiritual" em que estava e cercada de "inimigos agressivos", a "nica pessoa" com quem podia "falar, interiormente, era Nossa Senhora". Agncia EFE, Folha On-LIne Ingrid Betancourt visita a gruta de Lourdes, sudoeste da Frana acompanhada pelos filhos, Lorenzo (C), e Melanie (D)

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Fo to d o le ito r Foto do leitor 5 SBE SBE Antropoespeleologia 15TH INTERNATIONAL CONGRESS OF SPELEOLOGY Luiz Travassos Luiz Travassos Filie-se SBE S oc ie da de B ra si le ir a de E sp el eo lo gi a C liq ue a qu i p ar a sa be r c om o se to rn ar s ci o da S BE T e l ( 1 9 ) 3 2 9 6 5 4 2 1 Filiada R Unio Internacional de Espeleologia FEALCFedera o Es peleol gica da Am rica L atina e Carib e VENHA PARA O MUNDO DAS CAVERNAS VENHA PARA O MUNDO DAS CAVERNAS Ant es d e im prim ir pen se n a su a resp ons abil idad e com o m eio amb ient e SBE Antropoespeleologia Comisso Editorial: Luiz Eduardo P Travassos (Coordenador), Isabela Dalle Varela e Rose Lane Guimares Reviso: Delci Kimie IshidaTodas as edies esto disponveis em uma publicao eletrnica da SBE Sociedade Brasileira de Espeleologia. Telefone/fax. (19) 3296-5421. Contato: A reproduo deste permitida, desde que citada a fonte. historia@sbe.com.br www.sbe.com .br Por Washington Simes Durante o 15 Congresso Internacional de Espeleologia, a ser realizado entre os dias 19 e 26 de julho de 2009, em Kerrville, no Texas (E.U.A.), haver o Simpsio de Arqueologia e P aleontologia em Cavernas. O tema ser o “Passado, Presente e Horizontes F uturos na Arqueologia e Paleontologia em Cavernas das Amricas”. Todos aqueles que estiverem interessados em enviar trabalhos ou ter maiores informaes devem enviar e-mail para Dave Hubbard (Dave.Hubbard@dmme.virginia .gov ). CAPELA DE SANTO ANTNIO, LAPA DA MANGABEIRA (BA-003) F o t o : E l v i s P e r e i r a B a r b o s a