SBE Antropoespeleologia

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SBE Antropoespeleologia

Material Information

Title:
SBE Antropoespeleologia
Series Title:
SBE Antropoespeleologia
Alternate Title:
SBE Antropoespeleologia: Boletim Eletrônico da Seção de História da Espeleologia da SBE
Publisher:
Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
serial ( sobekcm )

Notes

General Note:
Expansão do deserto ameaça as cavernas mais famosas da china - As cavernas na luta pela independência no Quênia - Cavernas de Keelung - Tubos de lava coreanos - Cavidades naturais e cemitérios indígenas na Paraíba - Mais do que "um buraco na montanha" - Foto do Leitor: A caverna se São Cosme e Damião (MG).
Restriction:
Open Access - Permission by Publisher
Original Version:
Vol. 1, no. 4 (2008)
General Note:
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Record Information

Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-03352 ( USFLDC DOI )
k26.3352 ( USFLDC Handle )
8606 ( karstportal - original NodeID )
1982-3630 ( ISSN )

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serial

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Expanso do deserto
ameaa as cavernas mais famosas da china As cavernas na luta
pela independncia no Qunia Cavernas de Keelung Tubos de
lava coreanos Cavidades naturais e cemitrios indgenas na
Paraba Mais do que "um buraco na montanha" Foto do Leitor:
A caverna se So Cosme e Damio (MG).



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R SBE SBE EXPANSO DO DESERTO AMEAA AS CAVERNAS MAIS FAMOSAS DA CHINA An trop oesp eleo logi a 1 SBE SBE Antropoespeleologia Boletim Eletrnico da Seo de Histria da Espeleologia da SBE Ano 1 N 04 15/01/2008 Kumtag, o 6 maior deserto Chins, est se expandindo de 1 a 4 m, por ano, em direo leste ameaando as Cavernas de Mogao, tambm conhecidas como as Cavernas dos 1.000 Budas a noroeste da provncia de Gansu. A duna mais prxima est apenas a 5km da cidade de Dunhuang, onde as cavernas se localizam afirma Gao Hua, chefe da administrao turstica da cidade. Um grupo de pesquisadores acaba de concluir o primeiro estudo sobre o avano do deserto, afirmando que ocorre em todas as direes ameaando campos, osis, reservas naturais e as cavernas listadas como Patrimnio Cultural Mundial pela UNESCO.. Cerca de 15 cientistas chineses andaram pelo deserto por, aproximadamente 14 dias com o objetivo de coletar informaes geolgicas inditas, bem como, realizar pesquisas hidrolgicas pedolgicas (solos) e sobre a vegetao e o ambiente do deserto. Wang Jihe chefe da Comisso de Preveno Desertificao e membro do grupo de pesquisas, disse que o deserto est se espalhando em torno de 2.500 km2 entre Lop Nur a regio autnoma de Xinjiang Uygur, e a cidade de Dunhuang Na lngua Uygur, K umtag significa “montanha de areia”. Como o prprio nome sugere, a “montanha” encontra-se acima do pequeno osis de Dunhuang que vem sendo usado desde o ano 336 nessa rida regio. O Departamento Florestal da Provncia de Gansu mostra que o deserto “engoliu” 6.7 km2 de terras arveis. A cidade de Dunhuang possui rea de 31.200 km2 dos quais 90% j se rendeu desertificao. Fundos emergenciais j foram planejados pelos governos central e local para a proteo do Patrimnio Cultural. No entanto o esforo parece intil comparado com a degradao ambiental no pas. As cavernas de Mogao, uma das atraes tursticas chinesas mais populares, foram listadas pela UNESCO como Patrimnio Cultural Mundial em 1987. Ao todo so 735 cavernas com painis de pinturas budistas em uma rea coberta de 45.000 m2. As cavernas tambm possuem 2.400 esttuas coloridas de Buda. China daily .com.cn e China.org.cn ISSN 1982-3630

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3 SBE SBE Antropoespeleologia TUBOS DE LAVA COREANOS A montanha a leste da ilha de Jeju foi formada por um vulco submarino h 50 milhes de anos. Recentemente, a UNESCO classificou a ilha como Patrimnio Natural Mundial juntamente com o Monte Mt. Halla e mais de 120 tubos de lava. Ao todo so 158 cavernas naturais: 127 so tubos de lava e 31 so cavernas marinhas, todas cadastradas pelo Instituto de Pesquisas Espeleolgicas da Ilha de Jeju. A maior atrao a Caverna de Manjang, um dos mais extensos tubos de lava do mundo com mais de 13.000 m de projeo horizontal, cerca de 800 m so abertos ao turismo. A ilha foi colonizada pelos japoneses em 1910 juntamente com o resto da Coria. Aps a rendio japonesa na Segunda Guerra Mundial, a ilha tornou-se parte da Repblica da Coria. Entre 1948 a 1956, durante um conturbado perodo poltico, a ilha foi palco do “Massacre de Jeju” que levou morte mais de 15.000 pessoas. Acredita-se que as cavernas da regio tenham sido utilizadas nesse perodo, especialmente como abrigo Pesquisado em www .jejueco.com/ Tubo de lava do sistema Geomun Oreum Tubo de lava Yongcheondonggul AS CAVERNAS NA LUTA PELA INDEPENDNCIA NO QUNIA Kna James Muchai e Erustus Ngugi Trata-se de uma das inmeras belas paisagens nas pitorescas montanhas Taita. Ao p de uma das colinas encontra-se a Caverna de K enyatta, localmente conhecidas como Caverna de Kino. Nas aldeias prximas, os moradores mais velhos contam, entusiasmadamente, histrias de quando a caverna era utilizada como esconderijo por Mzee Jomo Kenyatta e outras importantes figuras polticas no auge da luta pela independncia. Apesar de seu notvel passado, o papel de abrigo desempenhado pela caverna permanece desconhecido para a maioria das pessoas. A caverna foi utilizada por Mzee Kenyatta e seus colaboradores como uma base na luta contra os colonialistas. Recentemente, durante uma audincia pblica, foi cogitada a possvel elevao da caverna ao status de importante monumento nacional. AllAfrica.com CAVERNAS DE KEELUNG Richard Saunders Rodeada por colinas abruptas e cerca de cinco antigos fortes, a cidade de Keelung (Taiwan) muito mais interessante de se visitar do que parece. Conhecida por seus invernos midos e comidas tpicas, a cidade possui relquias histricas e paisagens exuberantes. A Caverna da Fada (Fairy Cave) e a Caverna da Mo de Buda (Buddha's Hand Cave), embora no sejam as nicas, so as maiores atraes da regio. A primeira tem sua posio marcada por uma imensa esttua de Buda e possui sales destinados prtica religiosa. J a Segunda, conta com paisagens elaboradas pela ao marinha e uma curiosa formao que lhe confere o nome. The China Post “A Mo de Buda” Esttua em homenagem Mzee Jomo Kenyatta

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2 SBE SBE Antropoespeleologia CAVIDADES NA TURAIS E CEMITRIOS INDGENAS NA PARABA Por Juvandi de Souza Santos (SBE 1228), Doutorando em Histria (Arqueologia) -PUC/RS. Professor Titular da Universidade Estadual da Paraba UEPB. Entende-se por cavidades naturais as formaes que apresentam algum tipo de reentrncia que pode servir de abrigo ou no contra as intempries. Assim, as cavernas, lapas, abrigos sob rochas, furnas, abismos etc., so cavidades naturais. Desde a pr-histria, em todo o planeta, o homem vem utilizando esses ambientes sejam como abrigos temporrios ou no, para moradias ou para sepultar seus mortos. Na Paraba, os abrigos rochosos granticos tm apresentado quase sempre, vestgios arqueolgicos que atestam a presena do homem em tempos pretritos na regio. Estes locais, de rara beleza foram densamente utilizados como necrpoles durante sculos, prova inquestionvel que os grupos humanos pr-histricos e histricos viam as cavidades naturais como locais msticos, capazes de lhes proporcionar segurana para algo que eles consideravam sagrado e dedicava todo o respeito possvel: a morte e uma suposta vida ps-morte. As necrpoles em cavidades naturais na Paraba tem-se mostrado numerosa, no entanto no existe nenhum trabalho sistemtico que mostre a quantidade de cemitrios em abrigos naturais, nem tampouco o padro de sepultamento utilizado pelos grupos humanos que escolhiam esses ambientes para sepultarem os mortos. Mas esses ambientes correm riscos de desaparecerem antes mesmo de serem conhecidos e estudados pela cincia. Os atos de vandalismos so uma constante e a violao, desses cemitrios tem contribudo para acelerar o processo de destruio do mesmo sem que as autoridades competentes tomem as iniciativas para, ao menos, estabilizar o processo. Caso contrrio, num curto espao de tempo a Paraba poder perder uma fonte documental importante para conhecer seu passado, pois a morte pode mostrar como era a vida desses grupos humanos. atravs dela (morte) e dos rituais fnebres, ao qual eram submetidos os cadveres, que Arquelogos e Antroplogos so capazes de reconstituir o perfil cultural de um grupo. Urge, portanto, que se preservem esses ambientes naturais guardadores de vestgios arqueolgicos capazes de nos fornecer informaes preciosas daquelas que habitaram os sertes da Paraba em tempos passados. Cemitrio Stio Pinturas So Joo do Tigre PB MAIS DO QUE “UM BURACO NA MONTANHA ” Vrias cavernas pelo mundo tm sido utilizadas como casas, mesmo no “mundo moderno”. A busca pelo conforto trmico a principal causa da procura por essas “novas” moradias, pois so capazes de conservar o calor durante o inverno e se resfriar durante o vero. Algumas dessas cavernas podem ser encontradas nas colinas e montanhas vizinhas Almeria, Espanha ou no condado de Kent (Inglaterra) onde a populao as utilizou para se abrigar contra os ataques areos da Luftwaffe (Fora Area Alem) durante a Segunda Guerra Mundial. Algumas dessas c avernas podem custar mais de 90.000 Euros. Localizao de So Joo do Tigre no Estado da Paraba Fonte: Wikipedia.org

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Fo to d o le ito r Foto do leitor Ant es d e im prim ir pen se n a su a resp ons abil idad e com o m eio amb ient e Luiz Travassos 4 SBE SBE Antropoespeleologia Por Luiz Eduardo P anisset Travassos (1153) Rose Lane Guimares No Brasil podem ser encontrados vrios registros de cavernas utilizadas como locais de devoo e prticas religiosas. No municpio de Cordisburgo, Minas Gerais, foi identificada uma pequena caverna que foi utilizada, provavelmente, para prticas da Umbanda. A Umbanda, importante elemento de expresso religiosa da cultura nacional, vem sendo amplamente difundida e praticada. Surgida no Rio de Janeiro na dcada de 20, aparece como resultado do encontro de crenas e prticas do antigo Candombl da Bahia, dos indgenas e do espiritismo kardecista, recm importado da Frana. Na Umbanda so cultuados os orixs presentes no Candombl, os santos catlicos e um grande nmero de entidades que podem ser intocados: os caboclos, os pretos-velhos os exus e as pombagiras. Constitui-se numa prtica ritualstica dinmica, at mais sincrtica que o Candombl, pois incorporou em suas prticas preces, devoes e valores catlicos. O terreiro o lugar sagrado para os Umbandistas, no entanto, podem ser realizados em locais como matas, rios, lagos ou pedreiras Materiais como velas, flores de plstico, garrafas de bebidas pratos e comidas podem ser encontrados nesses locais como elementos necessrios para a realizao dos cultos. Na caverna em Cordisburgo, encontrados indcios da realizao da prtica religiosa individual ou coletiva: uma imagem de So Cosme e Damio, uma pomba branca de gesso representativa do Esprito Santo, velas e cacos de garrafas de bebidas alcolicas, elementos comuns Umbanda. As imagens de So Cosme e Damio e da pomba estavam danificadas. Identificados como os gmeos Acta e Passio, So Cosme e Damio teriam nascidos entre os anos 280 e 287 e seriam mdicos propagadores do Cristianismo na Sria e Armnia. Por volta do ano 300, foram perseguidos e, levados perante a um tribunal, acusados de se entregaram prtica de feitiaria e de usar meios diablicos para disfarar as curas que realizavam. Foram decapitados no ano 303 e, em funo do martrio foram canonizados pelo vaticano. Seu culto propagou-se, primeiramente, pelos pases da Europa e em outros pases. No Brasil, em 1530, foi construda uma igreja em Pernambuco em sua homenagem. So Cosme e Damio tm tambm um lugar muito especial na Umbanda, onde so cultuados e festejados no dia 27 de setembro. So sincretizados Beiji ou Ibeji. L u i z T r a v a s s o s L u i z T r a v a s s o s A CAVERNA DE SO COSME E DAMIO L u i z T r a v a s s o s L u i z T r a v a s s o s L u i z T r a v a s s o s L u i z T r a v a s s o s Luiz Travassos Luiz Travassos Filie-se SBE S o c ie d a d e B r a s il e ir a d e E s p e le o lo g ia C liq u e a q u i p a ra sa b e r c o m o s e t o rn a r s c io d a S BE T e l ( 1 9 ) 3 2 9 6 5 4 2 1 Filiada R Unio Internacional de Espeleologia FEALC -Fede ra o Esp eleol gica da Am rica Latin a e C aribe VENHA PARA O MUNDO DAS CAVERNAS VENHA PARA O MUNDO DAS CAVERNAS SBE Antropoespeleologia Comisso Editorial: Luiz Eduardo P Travassos (Coordenador), Isabela Dalle Varela e Rose Lane Guimares Reviso: Delci Kimie IshidaTodas as edies esto disponveis em uma publicao eletrnica da SBE Sociedade Brasileira de Espeleologia. Telefone/fax. (19) 3296-5421. Contato: A reproduo deste permitida, desde que citada a fonte. historia@sbe.com.br www.sbe.com .br


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