Citation
SBE Antropoespeleologia

Material Information

Title:
SBE Antropoespeleologia
Series Title:
SBE Antropoespeleologia
Alternate Title:
SBE Antropoespeleologia: Boletim Eletrônico da Seção de História da Espeleologia da SBE
Publisher:
Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
serial ( sobekcm )

Notes

General Note:
Mensagem de Natal - Manuscritos do Mar Morto - Cura para estresse e insônia nas cavernas - Turismo cultural e religioso - O primeiro sítio rupestre referenciado no Brasil - Turismo religioso no Paraná - Gruta da Santa Sara Kali - Foto do Leitor: Gruta da Pedra Santa, Catumé-MG.
Restriction:
Open Access - Permission by Publisher
Original Version:
Vol. 2, no. 15 (2008)
General Note:
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Record Information

Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
Rights Management:
All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-03360 ( USFLDC DOI )
k26.3360 ( USFLDC Handle )
8614 ( karstportal - original NodeID )
1982-3630 ( ISSN )

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Mensagem de Natal -
Manuscritos do Mar Morto Cura para estresse e insnia nas
cavernas Turismo cultural e religioso O primeiro stio
rupestre referenciado no Brasil Turismo religioso no Paran -
Gruta da Santa Sara Kali Foto do Leitor: Gruta da Pedra
Santa, Catum-MG.



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1 SBE SBE Antropoespeleologia R SBE SBE o p l o i A n t r o p e s e e o l g a Boletim Eletrnico da Seo de Histria da Espeleologia da SBE Ano 2 N 15 15/12/2008 ISSN 1982-3630 Caros leitores com muita satisf ao que trazemos a vocs mais um nmero de nosso informativo mensal. Nesta poca em que todos de vemos parar e refletir sobre nossas vidas e o verdadeiro signif icado do Natal, de vemos tambm refletir sobre o futuro que buscamos para a espeleologia nacional. T enham todos um timo f im de ano e um 2009 com muita aleg ria, sade e paz... e belas cavernas tambm Cientistas israelitas esto escaneando os Manuscritos do Mar Morto para disponibiliz-los aos pesquisadores A Autoridade de Antiguidades de Israel proprietria dos manuscritos sobre a vida de Jesus e dos primeiros cristos afirmou que vai demorar mais de dois anos para completar o projeto Usando cmaras especiais e luzes que no emitem calor ou raios ultravioleta os cientistas conseguiram decifrar seces dos manuscritos invisveis a olho nu Os documentos as cpias mais antigas da Bblia hebraica foram encontrados em 1947 numa gruta perto do Mar Morto e desde ento apenas um reduzido nmero de investigadores puderam ver os fragmentos S h sete anos que foram publicados na sua totalidade Os Manuscritos do Mar Morto so mais de 800 documentos descobertos em g rutas na zona de W adi Qumran junto do Mar Morto So praticamente os nicos documentos bblicos do primeiro s culo da era crist (e alguns possivelmente do sculo III a .C .) que chegaram at hoje alm de serem tambm um dos mais antigos testemunhos do judasmo Conta-se que em 1947 um pastor entrou numa gruta e encontrou uma srie de nforas cheias de rolos de papiro Uma investigao arqueolgica posterior descobriu mais onze c avernas onde estavam centenas de manuscritos Acredita-se que foi a comunidade dos essnios uma seita judaica esotrica e asctica que escreveu os manuscritos cujo valor histrico passa pelo fato de no terem sido revistos ou censurados R euters, PBLICO .pt MANUSCRITOS DO MAR MORTO Os cientistas levaro mais de dois anos para completar o pr ojeto (Ronen Zvulun/Reuters)

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2 SBE SBE Antropoespeleologia CURA P ARA ESTRESSE E INSNIA NA S CA VERNA S O italiano Maurizio Montalbini uma estrela entre os espelelogos Seus feitos continuam a surpreender os amantes do mundo das cavernas Em Castelsantangelo sul Nera na regio das Marcas (Itlia central), ele criou um hotel/clnica subterrneo para o tratamento do estresse e da insnia O hotel consiste numa longa galeria subterrnea com cinco sutes escavadas na rocha Ali na solido no silncio e meia-luz as pessoas perdem o sentido do tempo e redescobrem os seus ritmos corporais naturais S uma coisa proibida: relgios ... R evista Planeta, Ano 36, Edio 433 de Elisabetta P ovoledo New Y ork Times Syndicate C erca de cinco metros abaixo do atual nvel da rua de Damasco capital da Sria ao largo da "Rua Chamada Direita", fica uma capela apertada iluminada artificialmente com paredes de pedras de corte rudimentar e contendo alguns bancos modernos A gruta j fez parte de uma casa onde h 2.000 anos Saulo de T arso teria se abrigado aps ter ficado cego por uma luz celestial incidente que o converteu ao cristianismo Ele saiu daquela casa como o apstolo P aulo Em uma recente noite quente de vero esse evento histrico estava presente na mente dos cerca de 20 fiis que assistiam de forma reverente enquanto um padre permanecia em p diante de um altar moderno em um canto da pequena sala arrumava os itens litrgicos que trouxe consigo acendia as velas e celebrava a missa Na tradio de legies de peregrinos ns nos vemos fazendo o mesmo que os primeiros cristos", disse o padre Cesare Atuire durante o sermo que tratava da importncia da mensagem de P aulo na sociedade contempornea Desde junho encontros semelhantes esto ocorrendo em igrejas por todo o mundo depois que o papa Bento XVI inaugurou o ano do jubileu do segundo milnio do nascimento de P aulo que os historiadores situam entre o ano 7 e o ano 10. Mas para muitos dos atuais peregrinos nada se compara experincia de viajar pela estrada para Damasco " uma coisa os cristos lerem as Escrituras Sagradas outra vir aqui e ver onde as coisas aconteceram", disse o padre Atuire que presidente-executivo da Opera R omana P ellegrinaggi ou ORP uma agncia de viagem apoiada pelo V aticano que no ano passado levou 300 mil peregrinos a templos religiosos por todo o mundo incluindo sua cidade natal R oma Damasco no o nico lugar para onde os cristos viajam atualmente L ourdes na F rana que foi visitada pelo papa em setembro para celebrar o 150 aniversrio da apar io da Virgem Maria em uma gruta atrai em mdia seis milhes por ano e San Giovanni R otondo lar do templo do monge mstico So P io atraiu oito milhes para P uglia Itlia no ano passado Os destinos de peregrinao mesmo os no convencionais esto reconhecendo o potencial para crescimento A Sria no exatamente um destino de frias proeminente para turistas ocidentais (o governo americano "nem sempre nos retrata de um bom modo", disse o ministro do turismo da Sria Sadallah Agha al-Qala em uma recente entrevista), tem extrado o mximo das celebraes do Ano P aulino "Ns estamos tentando dar importncia ao jubileu", disse Agha al-Qala T anto os srios muulmanos quanto os srios cristos "se orgulham do papel de Dam asco na histria do cristianismo". UOL VIAGENS T raduo: Geor ge El Khouri Andolfato TURISMO CUL TURAL E RELIGIOSO V isitante observa histria de santo em capela em Damasco, capital da Sria

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3 SBE SBE Antropoespeleologia s h N e w s o u c m o O PRIMEIRO STIO RUPESTRE REFERENCIADO NO BRA SIL V anderley de Brito P r esidente da Sociedade P araibana de Ar queologia (SP A) Em dias de 29 de dezembro de 1598, o Capito-mor da Capitania da P araba F eliciano Coelho de Car valho fazendo guerra contra o gentio P otiguar na Serra da Copaoba encontrou junto a um rio chamado Araoajipe uma cova no lado do poente composta por trs pedras conjuntas onde em suas paredes se achavam caracteres esculpidos pela indstria humana P osteriormente F eliciano Coelho relatou ao cristo-novo Ambrsio F ernandes Brando sobre esta descoberta e este em 1618, publicou o relato acompanhado de um desenho das estranhas inscries em sua obra “ Dilogos das Grandezas do Brasil ”. Segundo estudos do historiador R odolfo Garcia o relato escrito deste achado trata-se da primeira referncia bibliogrfica de um stio rupestre em nosso pas P ortanto o documento a certido de nascimento da arqueologia brasileira Apesar da singular importncia histrica do monumento grfico assinalado pelo cronista seiscentista at o ento momento no se tem a localizao ou mesmo a confirmao da existncia deste stio rupestre Durante estes mais de quatrocentos anos as supostas inscries do Araoajipe continuam perdidas no esmo do interior paraibano Apesar do relato ser preciso na descrio do monumento e das inscries no eficiente na localizao do achado Os nicos indicativos de localizao referenciam s fraldas da serra da Copaoba – atual Planalto da Borborema como o local detentor de tal “estranheza ”. O Capito-mor tambm referencia certo rio Araoajipe o local do achado todavia no temos nenhum rio na P araba com este nome atualmente o nico de nomenclatura que mais se assemelha o Araagi afluente do rio Mamanguape Em fins da dcada de 70, a professora Ruth T rindade de Almeida da UFPB que desenvolvia um projeto de levantamento das inscries rupestres paraibanas atravs do C NPq se empenhou na identificao das inscries do Araoajipe Em artigo publicado no ano de 1980 na revista do Curso de Mestrado em Histria da UFPE intitulado “ Um stio Arqueolgico Histrico”, a pesquisadora assegura ter encontrado as supostas inscries no brejo paraibano na localidade de Engenho P inturas de Baixo no municpio de P iles compondo as paredes internas de um caldeiro no leito rochoso do rio Araa gi-mirim Aps mais de vinte anos da publicao do artigo de Almeida estive na localidade assinalada pela pesquisadora com o propsito de realizar um levantamento mais acurado do s tio que a arqueloga apontou como sendo o mesmo referenciado por F eliciano Coelho de Car valho em fins do sculo XVI P orm constatei que a professora Ruth se precipitou pois as inscries de Engenho P inturas seguramente no podem ser as mesmas relatadas na obra de 1618. O relato do Capito-mor preciso quando referencia que as inscries estariam margem do rio no interior de uma furna composta pela sobreposio de trs blocos rochosos e no no interior de um caldeiro de leito de rio como o caso das inscries do Engenho P inturas Assim uma informao da qual no podia se duvidar que por mais de duas dcadas soou como definitiva ser viu apenas para distanciar os pesquisadores da busca do p rimeiro stio rupestre registrado no Brasil Pintura (leo sobr e tela) da artista plstica Sheila Dias Farias r etratando a descoberta do primeir o stio rupestr e do Brasil, numa furna no interior da Paraba

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4 SBE SBE Antropoespeleologia s h N e w s o u c m o TURISMO RELIGIOSO NO P ARAN Adaptado da Secr etaria de Estado do T urismo SETU do Estado do P aran O T urismo R eligioso configura-se pelas atividades tursticas decorrente s da busca espiritual e da prtica religiosa em espaos e eventos relacionados s religies institucionalizadas A realizao de visitas a locais que expressam sentimentos msticos ou suscitam a f, a esperana e a caridade nos fiis tambm denomina-se T urismo R eligioso Dentro dessa segmentao do turismo necessrio ressaltar as seguintes especificida des tcnicas que devem ser obser vadas em trabalhos promocionais calendrios de eventos e outros recursos de divulgao e de sistematizao : 1) Quando algum por livre disposio e sem pretender recompensas materiais ou espirituais viaja a lugares sagrados o conjunto de atividades denomina-se romaria 2) quando algum visita lugares sagrados para cumprir promessas ou votos an teriormente feitos a divindades ou a espritos bem-aventurados o conjunto de atividades chama-se peregrinao e 3) quando algum empenhado em remir -se de suas culpas ou de seus pecados de forma livre e espontnea ou por conselho ou disposio de lderes religiosos se dirige a lugares sagrados ou a outros lugares em esprito de arrependimento e compuno o conjunto de atividades designado como viagem de penitncia o u viagem de reparao No P aran se pratica o T urismo R eligioso sendo que destes lugares as cavernas religiosas mais tradicionais so : Gruta do Monge (P ar que Estadual do Monge) O parque foi criado pela L ei n 4170, de 1960, e pelo decreto n 8575, de 1962. P ossui uma rea de 55 ha Com significativa vegetao alm de quedas d'gua e uma fonte considerada milagrosa equipado com canchas de voleibol churrasqueiras lanchonete restaurante e instalaes sanitrias Sua principal atrao a Gruta do Monge que motiva grande nmero de fiis e visitantes movidos pelos fenmenos extraordinrios evidenciados pelo poder da f. A gruta teria sido abrigo do ermito Joo Maria D'Agostinis que se dedicou ao estudo das plantas da regio fazendo oraes pblicas e medicando enfermos P ossua olhar manso estrutura baixa rosto magro vestia hbito franciscano sobre o qual caam longos cabelos barba grisalha e repartia com seus semelhantes o nico bem que possua a f. O acesso ao parque se d por rodovia pavimentada em um percurso de 3,5 km de onde se descortinam paisagens caractersticas do P aran, com muitas araucrias No topo da elevao quase na entrada do P arque est a esttua de Cristo abenoando a cidade Gruta de Santa Emlia – Barraco Conta a histria que h aproximadamente 60 anos um caador andando pelas redondezas caiu em um despenhadeiro Quando recobrou a conscincia obser vou que estava diante de uma gruta com uma enorme estalactite em forma de santa Muito machucado invocou Santa Emlia a qual era devoto para que se sobrevivesse aos ferimentos mandava construir uma capela no local Aps lavar -se com a gua que gotejava da estalactite sentiu-se prontamente recuperado A notcia do milagre espalhou-se por toda a regio e a partir desta data inmeros romeiros comearam a buscar as guas milagrosas de Santa Emlia passando por um caminho difcil e sinuoso para chegar at a gruta A origem e a verdadeira histria de Santa Emlia no eram conhecidas pelos devotos at fevereiro de 1999, quando foi localizado pela internet um site com informaes sobre a Congregao da Sagrada F amlia localizada em P ernambuco que desconhecia as "guas milagrosas" de Santa Emlia bem como a devoo referida Santa no Sul do Brasil O santurio das guas milagrosas de Santa Emlia situa-se na comunidade de Siqueira Bello distante 25 km do centro de Barraco h muitos anos Gruta do Monge, na cidade de Lapa-PR

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F o t o d o l e i t o r F oto do leitor 5 SBE SBE Antropoespeleologia A n t e s d e i m p r i m i r p e n s e n a s u a r e s p o n s a b i l i d a d e c o m o m e i o a m b i e n t e SBE Antropoespeleologia Comisso Editorial: L uiz Eduardo P T ravassos (Coordenador), Isabela Dalle V arela e R ose L ane Guimares R eviso : Delci Kimie Ishida T odas as edies esto disponveis em uma publicao eletrnica da SBE Sociedade Brasileira de Espeleologia. T elefone/fax (19) 3296-5421. Contato : A reproduo deste per mitida, desde que citada a fonte. historia@sbe .com .br www .sbe .com .br L uiz T ravassos L uiz T ravassos Filie-se SBE S o c i e d a d e B r a s i l e i r a d e E s p e l e o l o g i a C l i q u e a q u i p a r a s a b e r c o m o s e t o r n a r s c i o d a S B E T e l ( 1 9 ) 3 2 9 6 5 4 2 1 Filiada R Unio Internacional de Espeleologia F E A L C F e d e r a o E s p e l e o l g i c a d a A m r i c a L a t i n a e C a r i b e VENHA P ARA O MUNDO D A S CA VERNA S VENHA P ARA O MUNDO D A S CA VERNA S F o t o : P r e f e i t r a d e C t u n u a GRUT A D A PEDRA S ANT A P equena gruta localizada no distrito de Catun, teria sido esconderijo de escravos fugitivos Segundo a tradio popular Nossa Senhora de L ourdes fez aparies para os escravos e anualmente no terceiro domingo de julho recebe peregrinos de devotos para as festividades F onte : P refeitura de Catun Depto. Impr ensa P r efeitura Municipal de Santos A primeira gruta construda no pas e na Amrica L atina em homenagem Santa Sara K ali padroeira do povo cigano foi inaugurada em 2006 na L agoa da Saudade no Morro da Nova Cintra A iniciativa da P refeitura de Santos teve a participao da Coordenadoria de P romoo da Igualdade R acial e tnica (Copire) e da comunidade cigana da Baixada Santista que rene cerca de duas mil famlias Santa Sara K ali padroeira universal do povo cigano no foi canonizada pela Igreja Catlica mas cultuada por ad eptos de vrias religies sobretudo pela proteo fertilidade das mulheres A gruta que transformou-se em novo ponto de atrao turstica e religiosa foi construda em granito pelo Departamento de Administrao R egional dos Morros (Dear -M), com projeto do engenheiro L uiz Bezzi P asquarelli T em 1.50 metro de altura l ,20 de largura e 80 centmetros de profundidade O espao conta com porto de ferro e spots embutidos para iluminar a imagem que tem 62 centmetros de altura e foi doada por uma simpatizante da comunidade cigana Click Litoral GRUT A DE S ANT A S ARA KALI