SBE Antropoespeleologia

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SBE Antropoespeleologia

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Title:
SBE Antropoespeleologia
Series Title:
SBE Antropoespeleologia
Alternate Title:
SBE Antropoespeleologia: Boletim Eletrônico da Seção de História da Espeleologia da SBE
Publisher:
Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
serial ( sobekcm )

Notes

General Note:
Arte rupestre no semiárido - Descoberta a mais antiga estatueta de figura humana - Caverna antiga é a maior descoberta arqueológica da China - Papa celebra missa para 40.000 pessoas em Nazaré - Alverca inaugura centro cultural e reabre grutas em dia de festa - O mistério do subterrâneo em Pelotas - A lendária baía de Ha Long - Foto do Leitor: A baía de Ha Long, Vietnã.
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Open Access - Permission by Publisher
Original Version:
Vol. 2, no. 21 (2009)
General Note:
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Source Institution:
University of South Florida Library
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University of South Florida
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Resource Identifier:
K26-03366 ( USFLDC DOI )
k26.3366 ( USFLDC Handle )
8620 ( karstportal - original NodeID )
1982-3630 ( ISSN )

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Arte rupestre no
semirido Descoberta a mais antiga estatueta de figura humana
- Caverna antiga a maior descoberta arqueolgica da China -
Papa celebra missa para 40.000 pessoas em Nazar Alverca
inaugura centro cultural e reabre grutas em dia de festa O
mistrio do subterrneo em Pelotas A lendria baa de Ha Long
- Foto do Leitor: A baa de Ha Long, Vietn.



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R S B E S B E Antropoespeleologia Boletim Eletrnico da Seo de Histria da Espeleologia da SBE Ano 2 N 21 15/06/2009 ISSN 1982-3630 ARTE RUPESTRE NO SEMIRIDO 1 S B E S B E A n t r o p o e s p e l e o l o g i a Mar cos P ivetta O s p r i m e i r o s t r a b a l h o s e x p l o r a t r i o s n o P a r q u e Nacional da Serra das Confuses no sudoeste do P iau, sugerem que essa poro de 526 mil hectares de semirido pode ter uma riqueza arqueolgica to grande quanto a do seu famoso vizinho o P arque Nacional da Serra da Capivara onde mais de 1.300 stios pr-histricos foram localizados desde os anos 1970. P esquisadores da F undao Museu do Homem Americano (F umdham) realizaram escavaes em dois dos 150 stios prh i s t r i c o s r e c m d e s c o b e r t o s n a s e r r a d a s C o n f u s e s e encontraram pinturas rupestres e sepulturas humanas algumas com idade estimada de 6 mil anos com caractersticas distintas das comumente achadas na serra da Capivara “ So resultados extraordinrios ”, diz a arqueloga Nide Guidon que atua h mais de trs dcadas no P iau e presidente da F umdham “ H trabalho na serra das Confuses para pelo menos duas geraes de pesquisadores mas temos de correr contra o tempo Muitos stios so destrudos antes mesmo de serem descobertos .” Entidade cientfica sem fins lucrativos com sede no municpio piauiense de So R aimundo Nonato a F umdham responsvel pela preser vao e proteo dos stios arqueolgicos da unidade de conser vao na serra da Capivara enquanto a da serra das Confuses mantida diretamente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos R ecursos Naturais R enovveis (Ibama) Apesar de a distncia entre os dois parques ser relativamente pequena cerca de 80 quilmetros a nova frente de pesquisa parece ter potencial para revelar detalhes at agora desconhecidos sobre os povos prhistricos que habitaram a regio Na T oca do Enoque um dos stios explorados na serra das Confuses os pesquisadores localizaram duas sepulturas uma individual com apenas um esqueleto humano e outra coletiva Na cova comunitria foram resgatadas 13 ossadas Os esqueletos de adultos encontravam-se na parte alta da fossa funerria e os das crianas estavam mais abaixo “ Quase todos os esqueletos exibiam muitos adornos como colares e conchas e tinham o trax pintado com ocre”, afirma a arqueloga Ftima L uz que desde o final do ano passado faz escavaes na T oca do Enoque “ Nunca vi um padro de enterramento parecido com esse na Capivara .” No foi possvel fazer a datao dos resqucios humanos pelo mtodo do carbono 14, pois nas ossadas no havia muito colgeno protena indispensvel para a realizao do exame No entanto a datao de car ves prximos ao sepultamento individual apontou uma idade aproximada de 6.200 anos indcio de que os esqueletos tambm podem ser dessa poca Em outro stio na T oca do Alto do Capim os trabalhos se concentram num paredo de arenito que tem um vo formado pela eroso cerca de 5 metros acima do nvel do cho Com o auxlio de uma escada possvel entrar nesse espao e ter acesso a uma sala com cerca de 12 metros de comprimento por 5 metros de largura P rximo abertura do paredo o compartimento mais ou menos da altura de uma pessoa e perto do fundo vai se tornando mais baixo e estreito Suas paredes e o teto so cobertos por pinturas a maioria composta de grafismos puros feitos sobretudo com linhas retas e em alguns casos apresentando formas circulares “ Cerca de 80% das pinturas so geomtricas e 20% envolvem figuras humanas e de animais ”, comenta a arqueloga Gisele Daltrini que escava a T oca do Alto do Capim “ O padro desses desenhos justamente o oposto do que encontramos em stios da serra da Capivara .” Numa camada de sedimentos com espessura de pouco mais de um metro formada pela areia que cai do descamamento do teto os pesquisadores acharam tambm restos de fogueiras (car ves), pedaos de ossos humanos e de animais e artefatos de pedra A datao dos car ves encontrados na parte mais profunda dos sedimentos que tambm continha fragmentos de ossos humanos e um bloco com gravuras atingiu 6.210 anos Serra das Confuses: 150 novos stios prhistricos

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2 S B E S B E A n t r o p o e s p e l e o l o g i a Se essa estimativa inicial for confirmada por mais achados possvel especular que a ocupao humana na serra das Confuses tenha se dado posteriormente chegada do Homo sapiens na serra da Capivara onde h registros mais antigos da presena humana “ Aparentemente o homem chegou primeiro na serra da Capivara e depois na serra das Confuses ”, opina Nide Guidon que no passado tentou unificar sem sucesso a rea dos dois parques Mas so necessrios mais dados para que as arquelogas possam formular uma hiptese consistente P or ora no possvel afirmar com certeza nem mesmo se o povo pr-histrico que se estabeleceu numa serra era o mesmo da outra As informaes obtidas nos dois primeiros stios explorados na serra das Confuses sugerem que ali havia aspectos culturais distintos dos usualmente encontrados na serra da Capivara No entanto essas especificidades no so suficientes para provar a existncia de dois povos distintos no passado remoto da regio Afinal pessoas de uma mesma cultura tambm podem fazer desenhos e enterros com caractersticas totalmente dspares Embora polmicos os estudos de Nide Guidon no semirido nordestino defendem a ideia de que o homem pr-histrico fincou p no Brasil h algumas dezenas de milhares de anos talvez 100 mil anos atrs A pesquisadora acredita que o H sapiens deixou a frica e desembarcou no P iau por via ocenica tendo atravessado o Atlntico num momento histrico em que uma grande seca naquele continente levou-o ao mar em busca de comida Como o nvel do oceano estava 140 metros abaixo do atual havia mais ilhas e a distncia entre os dois continentes era menor diz a arqueloga Essa conjuno de fatores teria possibilitado a travessia Sem dvida a tese da pesquisadora controversa mas se um dia vier a ser comprovada mudar toda a histria da colonizao das Amricas “ Esses dados sempre foram aceitos pelos europeus e por alguns norteamericanos ”, comenta Nide “ Hoje com os resultados obtidos no Mxico por uma equipe inglesa o povoamento mais antigo das Amricas est mais do que comprovado .” Mas a viso tradicional ainda amparada por muitos pesquisadores norte-americanos sustenta a hiptese de que a chegada do homem s Amricas ocorreu h cerca de 13 mil anos vindo da sia via estreito de Bering Como se v, o tema gera acaloradas discusses entre os pesquisadores – e os stios pr-histricos na serra das Confuses so novas peas desse quebra-cabea arqueolgico T exto reproduzido na ntegra com autorizao do editor -chefe do peridico P esquisa Fapesp, Edio Impressa 159 Maio 2009 Edio On-line Neldson Marcolin. www .revistapesquisa.fapesp.br Pintura na T oca do Alto do Capim: pr edomnio de formas geomtricas DESCOBERT A A MAIS ANTIGA EST A TUET A DE FIGURA HUMANA Arquelogos alemes descobriram na regio do DanbioAlb (Sul) a mais antiga estatueta conhecida de uma figura humana uma Vnus com seios e vulva desproporcionados talhada em mar fim de mamute h cerca de 40.000 anos O achado causou sensao porquanto lana uma nova luz sobre as primeiras expresses artsticas do homem primitivo na Europa e presumivelmente no mundo informou Nicholas Conard professor de a r q u e o l o g i a d a U n i v e r s i d a d e d e T u b i n g a e r e s p o n s v e l p e l a s escavaes A figura de apenas seis centmetros foi encontrada em Setembro de 2008 durante escavaes numa gruta de Hohle F els perto da localidade de Scheklingen no estado alemo de BadenWrttemberg mas a descoberta foi mantida em segredo at agora "F icamos sem fala ao v-la", confessou Conard ao apresentar pela primeira vez em pblico a figura que descreveu como "uma pea cheia de energia e muito expressiva". O colega de Conard nas escavaes P aul Mellars escreve num artigo a ser publicado pela revista cientfica "Nature" que a nova Vnus quase pornogrfica luz dos valores estticos e morais da atualidade T alhada com grande pormenor a figura tem os r gos genitais muito marcados (Foto: University of T uebingen/AP)

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CA VERNA ANTIGA A MAIOR DESCOBERT A ARQUEOL"GICA D A CHINA 3 S B E S B E A n t r o p o e s p e l e o l o g i a Um grupo de casas-cavernas escavadas pela humanidade h 5,5 mil anos foi escolhido como a mais importante das dez descobertas arqueolgicas na China em 2008, informou a Administrao de P atrimnio Cultural do Estado do pas Outras descobertas incluem um cemitrio da poca do Bronze na provncia de Gangsu noroeste da China um tmulo que prova a existncia de um reino durante o P erodo de P rimavera e Outono (770 a .C 476 a .C) e uma "rea de shopping" da dinastia Song (960-1279), na cidade de Chengdu sudoeste da China As runas de Y angguanzhai no distrito de Gaoling da provncia de Shaanxi nordeste do pas asitico consistem em 17 casas-cavernas em um penhasco e fornos cermicos em suas imediaes e ficam a 20km de Xi'an capital provincial Arquelogos acreditam que as cavernas que teriam sido construdas entre 3.500 e 3.000 a .C so as casas-cavernas mais antigas na China e pertencem a uma cultura do Neoltico F inal chamada Y angshao A cultura Y angshao nasceu nos cursos mdios do rio Amarelo e considerada uma das principais origens da civilizao chinesa Arquelogos tambm descobriram fornos cermicos e cavernas usadas para armazenar cermicas perto das casas-cavernas em Y angguanzhai alm de fragmentos e utenslios cermicos Eles acreditam que as casas-cavernas eram moradias das famlias dos ceramistas No distrito de Lintan provncia de Gansu arquelogos escavaram mais de 340 tmulos em um cemitrio perto do rio T ao e descobriram uma grande quantidade de itens cermicos que podero ajudar no estudo da cultura Qijia de 4 mil anos de histria A escavao do tmulo Shuangdun na cidade de Bengbu provncia de Anhui leste da China apresentou fortes evidncias da existncia do R eino Zhongli durante o P erodo de P rimavera e Outono graas descoberta de um grande nmero de itens de bronze e de cermica Agncia Xinhua http://noticias.ter ra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3673224-EI238,00As runas de Y angguanzhai, onde 17 casas-cavernas foram encontradas em um penhasco, ficam na pr ovncia de Shaanxi Quando foi achada a cerca de 20 metros da abertura da gruta a vnus que ser exposta a partir de Setembro no K unstgebude de Estugarda estava partida em seis pedaos faltando-lhe o brao e o ombro esquerdos que os arquelogos alemes esto em encontrar T alhada com grande pormenor a figura tem os rgos genitais muito marcados com seios e vulva de um tamanho desproporcionado em contraste com a pequenez dos braos pernas e cabea acabados com menos esmero Os arquelogos no duvidam de que a nova vnus europeia uma representao artstica da fertilidade e que pode ter sido objeto de algum tipo de culto ou ritual Na gruta de Hohle F els foram descobertos nos ltimos 100 anos 25 figuras talhadas em mar fim quase todas representando animais e tambm uma flauta considerada o instrumento musical mais antigo do mundo A nova vnus confirma que o homem pr-histrico talhava no apenas figuras de animais mas tambm humanas no princpio do perodo aurignaciense algo que apanhou de surpresa a equipe arqueolgica alem. Nicholas Conard no exclui a possibilidade de na regio ter vivido h 40.000 anos o primeiro grupo humano com uma cultura prpria Jornal de Notcias, Estado On-Line, Jornal O Globo esperanosos

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4 S B E S B E A n t r o p o e s p e l e o l o g i a P AP A CELEBRA MISS A P ARA 40.000 PESSO A S EM NAZAR A p r o x i m a d a m e n t e 4 0 m i l p e s s o a s assistiram no Monte do P recipcio em Nazar, missa celebrada pelo papa Bento XVI e com a qual se conclui o Ano da F amlia convocado p e l a I g r e j a C a t l i c a n a Te r r a S a n t a A celebrao eucarstica acontece segundo o rito latino com as oraes e os cantos em latim grego rabe e ingls O bispo de R oma que chegou ao local no "papamvel", foi recebido com alegres cantos em rabe msica popular e ininterruptos gritos de boasvindas Nazar. Ao trmino da missa o pontfice abenoou a s p e d r a s f u n d a m e n t a i s d o C e n t r o Internacional da F amlia do P arque Memorial Joo P aulo II que visitou Nazar no ano 2000, e da Universidade papa Bento XVI N a z a r c o n h e c i d a c o m o a F l o r d a Galilia", est 120 quilmetros ao norte de Jerusalm A cidade possui 70 mil habitantes dos quais 40 mil so rabes e 30% da populao formada por cristos Segundo a tradio crist, Jesus foi conduzido ao Monte do P recipcio para ser assassinado Atualmente o lugar abriga runas de um pequeno mosteiro do sculo IX Neste dia dedicado Galilia o papa visitou a Gruta da Anunciao local onde de acordo com a tradio crist, o arcanjo Gabriel anunciou Maria que ela seria a me de Jesus Depois reuniiu-se com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu e encontrou-se com bispos sacerdotes e movimentos eclesiais da Galilia EFE, G1, Globo.com AL VERCA INAUGURA CENTRO CUL TURAL E REABRE GRUT A S EM DIA DE FEST A Dezenas de populares assistiram reabertura das grutas de So R omo inaugurao oficial do Centro Cultural do Bom Sucesso e sesso solene evocativa dos 35 anos do 25 de Abril em Alverca do Ribatejo P ortugal A formao calcria que conser va os ltimos vestgios do antigo Convento das Carmelitas do P Descalo foi recuperada e poder ser visitada todos os fins-de-semana O centro cultural alberga cinco associaes tendo cada uma a responsabilidade pelo espao ocupado sendo a autarquia responsvel pela direo do centro R ecebe tambm a sede do Centro Social e Cultural do Bom Sucesso (CSCBS), a delegao da junta de freguesia um posto de atendimento da PSP um plo museolgico uma biblioteca esplanada e um palco amovvel onde ser possvel realizar os mais diversos espetculos Aps a inaugurao do espao e respectiva assinatura de protocolos com as diversas associaes que ali ficaro sediadas seguiu-se uma visita pelas instalaes do moderno centro cultural e realizou-se a sesso solene evocativa dos 35 anos ps 25 de Abril que contou com a presena da P residente da Cmara Municipal de Vila F ranca de Xira Maria da L uz R osinha e restante executivo camarrio Durante a cerimnia foram entregues emblemas de mrito autrquico e no final foi cantada a Grndola Vila Morena msica de Zeca Afonso que simboliza a revoluo dos cravos www .omirante.pt Gruta da Anunciao (Foto:John W Samples)

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5 S B E S B E A n t r o p o e s p e l e o l o g i a O MISTRIO DO SUBTERRNEO DE PEL OT A S B. M. F arias Tneis subterrneos que ligariam a cer vejaria de uma famlia alem Santa Casa de P elotas teriam ser vido aos espies nazistas para transmisses secretas por rdio para o T erceiro R eich com a colaborao de um enfermeiro O caso envolveria o prprio gerente da cer vejaria presidente do partido nazista na cidade que chegou a se esconder nos pores da fbrica antes de ser preso e levado para P orto Alegre Essa uma das muitas histrias que o povo conta sobre os tneis de P elotas Sua construo seria atribuda aos jesutas aos escravos ou aos diferentes exrcitos que ocuparam a regio Mas o que deu origem a essas lendas? Existem mesmo antigos tneis sob a cidade? Existiam passagens subterrneas entre casas da mesma famlia como a que havia na esquina da Rua XV de Novembro com a Dom P edro II bloqueada em 1913. A arquitetura de pores altos como o da Biblioteca Pblica tambm fomenta a imaginao popular Muitos acreditam que na P raa Coronel P edro Osrio haveria um tnel com sada na Casa da Banha mas quando o prdio foi cercado com barris de plvora pelo exrcito republicano durante a revoluo farroupilha os soldados farrapos se renderam Se houvesse uma rota de fuga subterrnea teria sido usada nessa ocasio Outros acham que existiu uma passagem entre o Mercado Pblico e a P refeitura mas o que havia ali eram duas antigas cisternas Algumas pessoas pensam que no P arque da Baronesa havia um tnel entre a gruta artificial do jardim e o algibe As pessoas veem os buracos e imaginam que eles tenham ligao O fechamento desses poos ocorreu provavelmente depois de 1834 quando o Cdigo de P osturas P olicias da Vila de So F rancisco de P aula (antigo nome de P elotas), passou a regular as leis de sade pblica A primeira epidemia de clera causou a mortalidade de 6% dos 9 mil habitantes da cidade em 1855. Na poca o presidente da provncia calculou um total de 4 mil vtimas no Rio Grande do Sul Com a chegada da Companhia Hydrulica P elotense cidade em 1874, os antigos reser vatrios que dividiam o subsolo com as fossas cloacais se tornaram obsoletos R ede de esgotos e galerias pluviais No ano de 1913, com a construo da rede de esgotos foi criado um regulamento sanitrio que previa o fechamento dos algibes onde houvessem guas nocivas sade e higiene da populao Seus dois coletores gerais feitos de concreto tm dimenses bem maiores do que as dos canos de ferro que os alimentam provenientes das outras ruas So duas galerias principais: o coletor ocidental que vem pela P rofessor Arajo passando pelas ruas 7 de Setembro Santos Dumont Marechal Floriano Baro de Santa T ecla T rs de Maio e General Osrio seguindo em direo rua Conde de P orto Alegre onde as manilhas de ferro so substitudas por tubos de concreto ; e o oriental que comea na Rua Marechal Deodoro esquina com a P adre F elcio passa pela A venida Bento Gonalves e corre paralelo ao canalete da General Argolo at a Almirante Barroso indo depois em direo Rua Almirante T amandar. Apesar de no terem sido feitos para circulao de pedestres os trechos finais desses tneis tm espao suficiente para uma pessoa passar abaixada As galerias pluviais de P elotas tambm podem ser consideradas verdadeiros tneis o exemplo das tubulaes que levam a gua da chuva at a confluncia do antigo leito do canal Santa Brbara com o So Gonalo por baixo da A venida Saldanha Marinho indo em direo Rua Nossa Senhora da L uz Em seu trecho final o duto de quase 2 km de extenso chega a ter 1,70 m de altura Os pores da antiga cer vejaria Ritter que ficava entre a Santa Casa e o Cameldromo so os mais impressionantes do subsolo de P elotas Ocupavam a quadra toda e eram usados para estoque e fermentao da cer veja produzida na fbrica fundada em 1870 pelos irmos Carlos e F rederico Ritter Mais tarde a Cer vejaria Sul-Riograndense fundada pelo imigrante alemo L eopoldo Haertel em 1889, se uniu com a Ritter e em 1944 elas foram vendidas para a Brahma

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6 S B E S B E A n t r o p o e s p e l e o l o g i a Nazismo subter rneo Muitos populares acreditam que a passagem ia at a caixa d ’gua que fica em frente ao hospital de onde os espies alemes transmitiriam mensagens por rdio para o III R eich Na II Guerra Mundial os imigrantes alemes sofreram perseguies e tiveram os seus bens destrudos Segundo L eopoldo Haertel neto do fundador da Sul-Riograndense o prdio da Ritter s foi poupado depois que seu tio e seu pai ficaram na frente do edifcio segurando uma bandeira do Brasil Ele conta que o gerente nazista fugiu para dentro dos pores da cer vejaria com um cachorro pastor alemo “ O animal comeou a fazer barulho ento o gerente deu um tiro nele e os brasileiros o acharam”, relata Agora a fachada do prdio est sendo restaurada para a construo de um shopping center A arquiteta Singoala Miranda responsvel pelo projeto do shopping disse que os tneis passavam por baixo da Santa Casa mas como os trechos finais esto bloqueados por gua e entulho impossvel saber com certeza at aonde eles vo No foram encontrados documentos que comprovassem o fato mas a empresa realizadora do empreendimento localizou vestgios dos alemes nos pores O coletor de esgotos que passa entre a Santa Casa e a fbrica fica entre 4,5 m e 6 m de profundidade e foi construdo anos antes da II guerra Mundial P ortanto o tnel precisaria estar bem mais abaixo para poder chegar at a caixa dgua ou ao hospital A equipe da arquiteta Singoala Miranda no pde averiguar mais fatos histricos relacionados ao prdio porque a Biblioteca Pblica de P elotas estava em reformas na ocasio A bibliografia da poca sobre o assunto rara e as plantas originais do casario histrico de P elotas no foram localizadas Mas a quantidade de relatos conser vados oralmente pelas pessoas que viviam em P elotas na poca ajuda confirmar a histria Mesmo que os funcionrios mais antigos do hospital no acreditem o que ficou na memria dos pelotenses mais idosos foi o enfermeiro Joo P erneta colaborando com as transmisses de rdio dos nazistas R elatos falam de passagens subterrneas em vrios outros pontos da cidade mas a dvida continuar existindo pelo menos at que se possa pesquisar o assunto com a profundidade que ele merece R evista de Histria da Biblioteca Nacional A LENDRIA BAA DE HA L ONG Muito mais do que um belssimo e badalado ponto turstico Ha L ong que em vietnamita significa “onde o drago entra no oceano”, uma das baas mais famosas da sia e tem todo um contexto mstico e lendrio para o Vietn. A lenda diz que o Vietn estava sendo atacado por uma enorme frota de navios chineses e os deuses para defender o pas enviaram uma famlia de drages que deixaram cair jias e pedras de jade do cu e afundaram as embarcaes formando um cinturo de ilhas protetoras A explicao cientfica que a ao da chuva e da gua salgada durante 230 milhes de anos gerou eroso nas rochas at formar milhares de relevos de formas caprichosas cavernas e at lagos interiores A 170 quilmetros de Hani a baa de Ha L ong ocupa uma super fcie de 1,5 mil quilmetros quadrados nos quais se elevam quase 2 mil ilhotas coroadas por densa selva e habitadas por antlopes macacos e lagartos Os aldees batizaram quase metade dos atis com nomes pitorescos como “ O Beijo das R ochas ”, o “ Elefante” e a “ Briga de Galos ” pela semelhana de suas silhuetas uma vez obser vadas com o horizonte ao fundo Muitas delas esto cheias de cavernas com inumerveis estalactites e estalagmites que os responsveis tursticos iluminaram com luzes azuis e grens gerando um efeito diferente Entre as mais majestosas esto a Gruta das Estacas de Madeira e A Caverna Surpreendente P arte importante da baa so as mais de 1,5 mil pessoas que vivem em quatro aldeias flutuantes nas quais alm de singelas casas h escolas e at centros de lazer Seus habitantes se dedicam pesca e ao artesanato a partir de moluscos e todo tipo de pescados que agora vendem aos turistas cujo nmero se multiplicou desde que h 12 anos o local foi declarado P atrimnio da Humanidade pela Unesco GASP AR RUIZ CANELA | EFE

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F oto do leitor F oto do leitor 6 S B E S B E A n t r o p o e s p e l e o l o g i a Antes de imprimir pense na sua responsabilidade com o meio ambiente S B E A n t r o p o e s p e l e o l o g i a u m a p u b l i c a o e l e t r n i c a d a SBE Sociedade Brasileira de Espeleologia. T elefone/fax (19) 3296-5421. Contato : A reproduo deste per mitida, desde que citada a fonte. historia@sbe .com .br Comisso Editorial: L uiz Eduardo P T ravassos (Coordenador), Isabela Dalle V arela e R ose L ane Guimares R eviso : Delci Kimie Ishida T odas as edies esto disponveis em www .sbe .com .br L uiz T ravassos Filie-se SBE Sociedade Brasileira de Espeleologia Clique aqui para saber como se tor nar scio da SBE T el. (19) 3296-5421 Filiada R Unio Inter nacional de Espeleologia FEALC -Federao Espeleolgica da Amrica L atina e Caribe VENHA P ARA O MUNDO D A S CA VERNA S VENHA P ARA O MUNDO D A S CA VERNA S A BAA DE HA L ONG, VIETN Foto: UNESCO/ B. Doucin & L. L alait Foto: Domnio pblico


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