SBE Notícias

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Title:
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Series Title:
SBE Notícias
Alternate Title:
SBE Notícias: Boletím Eletrônico da Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publisher:
Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
serial ( sobekcm )

Notes

General Note:
Seção de Espeleoturismo identifica os técnicos e pesquisadores do tema no Brasil - UIS promove revisão da simbologia de cavernas - Aprovda a lei que institui o Mosaico de Jacupiranga - Ibama embarga cavernas do Vale do Ribeira-SP - Diagnóstico das comunidades cavernícolas na Caatinga - Encantos de Ubajara - Grota do angico é protegida por decreto - Morcegos imitam técnicas de insetos - TJ proíbe atividade minerária na Serra da Calçada - Embaixador da Dinamarca visita cavernas em MG - Foto do Leitor: Quadirikiri Cavesl (Caribe).
Restriction:
Open Access - Permission by Publisher
Original Version:
Vol. 3, no. 79 (2008)
General Note:
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Source Institution:
University of South Florida Library
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University of South Florida
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K26-03469 ( USFLDC DOI )
k26.3469 ( USFLDC Handle )
8723 ( karstportal - original NodeID )
1809-3213 ( ISSN )

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Seo de
Espeleoturismo identifica os tcnicos e pesquisadores do tema
no Brasil UIS promove reviso da simbologia de cavernas -
Aprovda a lei que institui o Mosaico de Jacupiranga Ibama
embarga cavernas do Vale do Ribeira-SP Diagnstico das
comunidades caverncolas na Caatinga Encantos de Ubajara -
Grota do angico protegida por decreto Morcegos imitam
tcnicas de insetos TJ probe atividade minerria na Serra da
Calada Embaixador da Dinamarca visita cavernas em MG Foto
do Leitor: Quadirikiri Cavesl (Caribe).



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SBE SBE ISSN 1809-3213 R SBE SBE c s N o t i a c s N o t i a c s N o t i a c s N o t i a Boletm Eletrnico da Sociedade Br asileir a de Espeleologia 1 t s N o c ia t s N o c ia Ano 3 N 79 01/03/2008 pr ofissionais de outras r eas, com nvel de escolaridade que vai do superior completo ao doutorado ( ). Os trabalhos desenvolvidos variam entr e as r eas de planejamento, manejo e gesto de cavernas para fins tursticos at os aspectos conceituais e mer cadolgicos do turismo em cavernas. Alm disso, sabe-se da existncia de outras pessoas envolvidas com o espeleo-turismo no Brasil, mas que ainda no r esponderam os nossos contatos. Assim, a clique para ver a r elao Por Heros Augusto Santos Lobo (SBE 1347) Coordenador da SeT ur/SBE Seo de Espeleoturismo da SBE A SeT ur/SBE iniciou em setembr o do ano passado um trabalho de identificao e elaborao de um banco de dados com os pesquisador es e tcnicos envolvidos com o Espeleoturismo no Brasil. O trabalho visa, a princpio, a criao de uma r ede de contatos sobr e o tema, pr opiciando a tr oca de experincias e o conhecimento amplo sobr e os trabalhos em andamento. P ara o futur o, estuda-se a criao de par cerias de trabalhos por meio de aes conjuntas e grupos de pesquisa. Os r esultados par ciais do trabalho so surpr eendentes. F oram includos na lista todas as pessoas que r esponderam os e-mails enviados e a chamada feita em dezembr o passado no Ao todo, 21 pessoas, das mais difer entes r eas do conhecimento foram identificadas. O perfil destes pr ofissionais bastante diversificado, havendo um sensvel pr edomnio de pessoas do meio acadmico (uni-versidades, faculdades e institutos de pes-quisa), mas com a pr esena mar cante de pr ofissionais da iniciativa privada e do poder pblico. So gegrafos, gelogos, turismlogos, bilogos, administrador es e SBE Notcias n70 SEO DE ESPELEOTURISMO IDENTIFICA OS TCNICOS E PESQUISADORES DO TEMA NO BRASIL tendncia que esta lista se amplie ainda mais, dando uma noo mais ampla sobr e o r eal panorama do tema no pas. Caso voc seja um tcnico ou pesquisador nessa r ea, faa contato com a SeT ur/SBE ( ) ou dir etamente com seu coor denador Her os L obo () OUTROS PROJET OS EM ANDAMENT O Alm disso, a SeT ur/SBE est desenvolvendo um mapeamento das cavernas tursticas brasileiras, incluindo toda e qual-quer caverna que seja visitvel oficialmente ou no. Uma outra iniciativa a pr oduo do conhecimento, por meio de artigos tc-nicos-cientficos. Sempr e que alguma oportunidade identificada ela enviada aos membr os da seo, para identificar par cerias de trabalho. H diversas formas de contribuir efetivamente para os nossos trabalhos. Alm do envio de informaes sobr e os temas pesquisados, que pode ser feito por contatos via e-mail, os inter essados podem tambm fazer parte da SeT ur P ara isso, basta se filiar a SBE. Quanto mais pessoas participar em e contribur em com nossos trabalhos, melhor es sero os r esultados que poder emos obter Contamos com seu auxlio e participao! turismo@sbe.com.br her oslobo@hotmail.com UIS PROMOVE REVISO DA SIMBOLOGIA DE CAVERNAS Por Rubens Hardt (SBE 0495) Representante Brasileiro no Grupo de T rabalho de Simbologia e Mapeamento UIS A UIS (Unio Internacional de Espeleologia), entidade da qual a SBE integrante, est r evisando a simbologia de mapeamento de cavernas e os inter essados podem enviar sugestes de mudana para a simbo-logia oficial da UIS at o final de Maro. SIMBOLOGIA A comisso avaliadora r eceber sugestes apenas atravs dos r epr esentantes. R essalte-se que apenas sugestes de pontos crticos sero consideradas, ou seja, no uma r eviso completa da simbologia, mas se, por exemplo, um smbolo atual considerado confuso (por ser semelhante a outr o), ou apr esenta um pr oblema srio de uso (por exemplo, atravs de computador), deve ser apr esentado o pr oblema, junto com uma boa justificativa para a modifica-o, e uma sugesto de um novo smbolo que ser encaminhado, atravs do r epr esentante brasileir o, para votao pelos r epr esentantes dos demais pases. Consulte a simbologia atual em: www .carto.net/neumann/caving/cave-symbols As sugestes devem ser encaminhadas exclusivamente atravs do r epr esentante brasileir o na comisso da UIS, o Sr Rubens Har dt, pelo e-mail: ou CLASSIFICAO F uturamente, a comisso dever discutir um novo critrio de classificao de topografia, a ser adotado mundialmente, em substituio ao da BCR A (mais utilizado, mesmo aqui no Brasil) e o antigo siste-ma da UIS (que no teve muita aceitao). Estamos estudando a possibilidade de or ganizar um seminrio para discutir as pr opostas brasileiras e os inter essados j podem ir pensando no assunto. rubens.har dt@gmail.com rubens_har dt@yahoo.com.br Simbolos para helectites, canudos e flores Caverna de Santana (SP-42), um dos locais estudados pelos pesquisadores U I S H e r o s L o b o

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2 t s N o c ia t s N o c ia IBAMA EMBARGA CAVERNAS DO VALE DO RIBEIRA-SP Por Marcelo Augusto Rasteiro (SBE 1089) Representante da SBE nos Conselhos Consultivos do Parque Estadual T urstico do Alto Ribeira e Parque Estadual da Caverna do Diabo No dia 20 de fever eir o, o Ibama embar gou para visitao turstica todas as cavernas do V ale do Ribeira, na r egio sul de So P aulo. A r egio abriga uma das maior es concentraes de cavernas do Brasil e tem a economia fortemente baseada no turismo espeleolgico. O embar go atinge todas as cavernas tursticas do Estado, como a Caverna do Diabo, em Eldorado, e a Gruta de Santana, em Iporanga que esto entr e as mais visitadas do pas. A inter dio atingiu as formaes localizadas nos P ar ques Estaduais T urstico do Alto Ribeira (P etar), de Inter vales e da Caverna do Diabo. O embar go foi determinado por que, segundo o Ibama, a F undao Flor estal, r go da secr etaria que ger encia os par ques, no teria elaborado o plano de mane-jo espeleolgico das unidades. Houve tam-bm imposio de multa de R$30 mil por dia fundao, caso a inter dio no fosse obedecida. A medida pegou de surpr esa a Secr etaria do Meio Ambiente, pr efeitos da r egio, agncias, hotis e pr ofissionais de turismo, alm dos prprios turistas que se deslocaram at a r egio e no puderam entrar nos par ques. FUNDAO O dir etor -executivo da F undao Flor estal, Jos Amaral W agner Neto, disse que r ecorr er, administrativamente, contra a r esoluo do instituto. "Era um pr ocesso em discusso (o plano de manejo) e fomos surpr eendidos por uma deciso intempestiva.” Segundo W agner Neto, as grutas de So P aulo so as que tm o maior nvel do contr ole e a visitao segue normas oficiais definidas por decr etos e portarias federais. "T odas as cavernas tursticas so visitadas, exclusivamente, com monitor es ambientais cadastrados, em horrios r estritos, e com equipamentos de segurana obrigatrios. explica. IBAMA Segundo o Ibama, a explorao turstica das cavernas do V ale do Ribeira ocorr e h muitos anos, sem os devidos planos de manejo. Desde 2001, Ibama e Cecav (Cen-tr o Nacional de Estudo, P r oteo e Manejo de Cavernas, antes Ibama e hoje vinculado ao Instituto Chico Mendes) vm r ealizando vistorias nas principais cavernas tursticas da r egio. Nessas vistorias foram identificados pr ocessos de deteriorao, falhas na conser vao e irr egularidades diversas, como barragens de rios subtr errneos, construo de passar elas, lixeiras, fiaes expostas, iluminao interna inadequada (emitindo luz e calor em excesso e pr oduzindo alterao no ecossistema local, sur gem plantas inexistentes em cavernas, como samamba-ias, por exemplo). T ambm constataram falta de limite de visitantes por dia e acesso alm dos cha-mados “tr echos tursticos” em r eas que deveriam ser r estritas a pesquisador es e tcnicos pois so pontos sensveis e ofer ecem risco de morte. CONSEQNCIAS Independente da r esponsabilidade de cada or go envolvido, a comunidade local quem mais sofr e com o r esultdo do embar go. O turismo foi praticamente paralizado, hotis e agncias esto sendo obrigados a cancelar r eser vas e os monitor es ambientais esto sem sua fonte de sustento. P ra evitar conseqncias ainda mais graves, a SBE j se disps a ajudar e assinou um P r otocolo de Intenes com a F undao Flor estal no sentido de colaborar com os estudos necessrios. Emerson Gomes P edr o, pr esidente da SBE destaca: “ T emos que trabalhar para que estas intenes saiam do papel e se transformem em aes prticas visando a abertura definitiva dos par ques e a pr oteo ambiental da r egio.” Fontes: Agncia Est ado 25/02/2008 Ascom IBAMA 28/02/2008 APROVADA A LEI QUE INSTITUI O MOSAICO DE JACUPIRANGA O V ale do Ribeira, no sul do Estado de So P aulo, ter em br eve novas possibilidades de conser vao ambiental e desenvolvimento sustentvel. Acaba de ser sancio-nada a de 21 de fever eir o de 2008. L ei que institui o Mo saico de Unidades de Conser vao de Jacupiranga e transforma o ncleo Caverna do Diabo em P ar que Estadual, entr e outras medidas. O Mosaico substitui o ento P ar que Estadual de Jacupiranga (PEJ) e r ene vrias unidades de conser vao que sero administradas de for-ma integrada, destacando trs par ques estaduais, o que r epr esenta um acrscimo de 15 mil hectar es em r eas de pr oteo integral. O novo conjunto incluir, alm dos par ques, 11 unidades de conser vao de uso sustentvel, que juntos somaro mais de 240 mil hectar es. SOLUO DE CONFLIT OS Segundo Jos Amaral W agner Neto, dir etor executivo da F undao Flor estal (FF), r go da Secr etaria do Meio Ambiente (SMA) que administrar o mosaico, a L ei Estadual N12.810 r econfigurao das r eas do P ar que de Jacupiranga, com a criao de novas unidades de conser vao, traz novas perspectivas de conser vao ambiental e desenvolvimento sustentvel r egional. Cer ca de 1,8 mil famlias da r egio que sofriam com dificuldades para a manuten-o de estradas, escolas, instalao de luz e uma srie de outr os ser vios, por estar em vivendo dentr o da r ea do par que, sero beneficiadas com a r eclassificao de algumas r eas em novas unidades, como R eser vas de Desenvolvimento Sustentvel (RDS) por exemplo. A nova configurao de toda a r ea foi um trabalho construdo de fato em conjun-to, destaca Clayton F err eira Lino (SBE 0029), assessor de gabinete do secr etrio do Meio Ambiente e pr esidente do Conselho Nacional da R eser va da Biosfera da Mata Atlntica, segundo ele, um dos aspectos favorveis do mosaico que ele assegura a participao de todos os envolvidos. CA VERNA DO DIABO O novo P ar que Estadual Caverna do Diabo conta com uma r ea de 40.219,66 ha inserida na maior con-centrao de Mata Atlntica do Brasil, mas a sua importncia vai alm disso. A r egio r elevante tambm em termos tursticos, histricos, ar queolgicos, entr e outr os. Alm da famosa Caverna do Diabo e de muitas cachoeiras, dentr o da unidade, encontra-se ainda o mais antigo stio ar queolgico paulista, o Sambaqui da Capelinha. A r ea tem tambm importncia histrica, foi nessa r egio que se escondeu Carlos Lamar ca, um dos principais opositor es da ditadura militar r Fonte: Di io Oficial SP 26/02/2008 Gruta da T apagem (SP-2) tambm conhecida como Caverna do Diabo G u i a o n l i n e U O L

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3 N ot c ia s N ot c ia s DIAGN"STICO DAS COMUNIDADES CAVERNCOLAS NA CAATINGA T ecnolgico (CNPq) e tem como objetivo geral estabelecer um diagnstico das comu-nidades caverncolas do bioma Caatinga, bem como listar as principais ameaas e incidentes a que as cavernas esto sujeitas, subsidiando pr opostas de aes para a conser vao destes ambientes. A equipe foi composta pelo coor denador do pr ojeto, Dr R odrigo L opes F err eira, pelo executor Msc. Xavier P r ous, pelos bilogos rika T aylor L eopoldo Bernar di (SBE 1584) e Andr V ieira, alm dos espelelogos Linda El-Dash (SBE 0845) e Sibele San-chez (SBE 1625). Alm de um grande nmer o de espcies r egistradas, foram obser vados pelo menos 10 espcies potencialmente tr oglbias. Nesta etapa do pr ojeto visitamos as cavernas da Bahia, mas j foram amostra-das cavernas nos estados do Ser gipe, Alagoas, Cear, P ernambuco, P araba e Rio Grande do Norte. O pr esente trabalho ser o primeir o a ENCANTOS DE UBAJARA Por Marcelo Andr O P ar que Nacional de Ubajara encanta qualquer um. Ubajara quer dizer "senhor da canoa" para alguns e "canoa da me d'gua" para outr os. A primeira verso vem com a lenda de que um velho cacique, dono de uma canoa teria sido o primeir o habitante da gruta. S pelo nome, j se per cebe a importncia da gua para o local. A r egio do par que pode ser considerada um ver dadeir o osis no meio do serto cear ense. L ocalizado na Serra de Ibiapaba, na divisa com o P iau, e formado por uma chapada cer cada por um vale ver dejante. Na Baixada, a caatinga e sua vegetao espinhenta dominam a paisagem onde se destacam varias espcies de cactos, cedr os, angicos e juazeir os. Nas encostas da serra, a mata conta com samambaias e br omlias. J no alto da chapada a vegetao densa, com r vor es de at 15 metr os de altura. Consta que a gruta de Ubajara – origem e essncia do par que – e conhecida desde o incio do sculo 18, quando os portugueses r ealizaram expedies na r egio em busca de minrio, especi-almente prata, mas sem sucesso. No incio do sculo 20, a gruta passou a ser utili-zada por r omeir os habitantes da vila de Araticum. Durante anos, a caverna sofr eu com visitantes que arrancavam estalactites e pichavam suas par edes. O par que foi criado especialmente para garantir a integridade e o pr ocesso de evoluo das formaes geolgicas existentes na r egio. abor dar de forma abrangente e sistemtica a biodiversidade da fauna caverncola do bioma Caatinga, bem como os riscos potenciais existentes. As informaes que se espera obter iro contribuir para a ampli-ao do conhecimento, ainda extr emamente incipiente no pas, acer ca da fauna subterrnea associada s cavernas deste bio-ma, possibilitando uma primeira abor dagem a r espeito de aes de conser vao destes ambientes. Por Xavier Prous (SBE 1640) Bilogo e Mestre em Ecologia No final de dezembr o e princpio de janeir o estivemos coletando fauna em nove cavernas na r egio centr o e norte da Bahia para o pr ojeto "Estrutura das comunidades caverncolas na Caatinga brasileira: subs-dios para a conser vao", componente da tese de doutorado de Xavier P r ous. O pr ojeto financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Prous documentando a vida associada ao guano A coletini a albi na de 2 cm, parente da traa, uma das espcies tr oglbias encontr adas L i n d a E l D a s h L i n d a E l D a s h T elefrico d acesso a Gruta de Ubajar a Gruta de Ubajar a (CE-1): 1. 120 metros de desenvolviment o M a r c e l o A n d r M a r c e l o A n d r GROTA DO ANGICO PROTEGIDA POR DECRETO F oi criado dia 20 de fever eir o, por meio de decr eto governamental, o Monumento Natural da Gr ota do Angico, localizado em Canind do So F rancisco e P oo R edondo, s mar gens do Rio So F rancisco, em Ser gipe. A Unidade de Conser vao (UC) possui uma r ea de 2 mil hectar es e r eceber investimentos da or dem de R$ 539 mil. Sua criao, alm de atender as dir etrizes do P r ograma de R evitalizao da Bacia Hidr ogrfica do So F rancisco, contribuir para a pr eser vao de importante r emanescente do bioma Caatinga, de grande diversidade biolgica e riqueza cultural. O monumento tambm de importncia histrica, pois nele est localizada a r ea onde Lampio, Maria Bonita e outr os cangaceir os foram mortos (leia mais no ). A criao desta UC contou com o apoio do MMA que, alm de participar das consultas pblicas r ealizadas no ano passado, colabor ou na elaborao dos estudos tcnicos para a criao da UC, disponibili-zando r ecursos do P r ograma de R evitalizao. F oi tambm assinado um convnio de cooperao ao Plano Estadual de R egionalizao da Gesto dos R esduos Slidos de Ser gipe. O convnio ter investimentos de R$ 277.885,36. SBE Notcias n70 Fonte: Agncia Brasil 21/02/2008

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4 N ot c ia s N ot c ia s Os mor cegos r ecorr em s mesmas tcnicas aer odinmicas dos insetos para se manter no ar durante vos lentos ou esta-cionrios, r evela um estudo publicado, na ltima quinta-feira, nos Estados Unidos. Quando estes mamfer os agitam suas asas totalmente abertas e inclinando -as para baix o pr oduzem um deslocamento de ar idntico a um pequeno r edemoinho, que gera um empux o ascendente. Os insetos pr oduzem estes r edemoinhos permanentemente com suas asas quando voam, mas os pesquisador es se per guntavam se o mesmo mecanismo poderia ser utilizado por animais de maior peso, como os mor cegos. P esquisador es americanos e suecos estudaram trs mor cegos Glossophaga que medem cinco centmetr os e voam da Ar gentina ao Mxico. O estudo mediu o flux o de ar em torno das asas destes animais em vo, por meio de imagens digitais, e os pesquisador es concluram que o r edemoinho formado sob o bor do de ataque das asas pr oduz 40% da fora ascendente, permitindo que os mor cegos se mantenham no ar Estes mor cegos, que tm uma capacidade de vo dez vezes superior aos demais, se alimentam de nc-tar e plen durante a estao seca e de insetos e frutas durante a estao chuvosa. O estudo foi publicado na edio de 29 de fever eir o da r evista cientfica Science. Fonte: Correioweb 28/02/2008 EMBAIXADOR DA DINAMARCA VISITA CAVERNAS EM MG O embaixador da Dinamar ca no Brasil, Christian Konigsfeldt, conheceu, dia 15 de fever eir o, as unidades de conser vao estaduais onde esto localizados alguns dos s-tios ar queolgicos mais importantes do Estado: o P ar que Estadual do Sumidour o, em Lagoa Santa, e o Monumento Natural P eter L und, em Cor disbur go. A r egio, na parte central do Estado, foi local dos estudos do ar quelogo dinamar qus P eter L und que descobriu, no sculo 19, os vestgios mais antigos da pr esena humana no continente americano, bem como da pr esena de mamfer os gigantes. A visita de Christian Konigsfeldt, tem o objetivo de iniciar entendimentos entr e o Governo de Minas e o da Dinamar ca para identificar as possveis par cerias para a conser vao das r eas. O embaixador conheceu atrativos do P ar que e a sede da F azenda do P oo Azul, que ser r eformada e funcionar como Centr o de V isitantes da unidade de conser vao e sede operacional do P r ojeto Estruturador para R evitalizao do Rio das V elhas, que pr etende possibilitar navegar pescar e nadar no rio at o ano de 2010. O embaixador destaca a beleza natural da r egio, especialmente a Gruta da Lapinha e a P oo Azul. Ele obser va que achou impr essionantes as pinturas rupestr es existentes no P ar edo da Lagoa do Sumidour o. "O tesour o histrico da r egio e o trabalho r ealizado por P eter L und no importante apenas para o Brasil ou a Dinamar ca, mas para todo o mundo e para o prprio futur o da humanidade", afirma. O grande potencial turstico do P ar que Estadual do Sumidour o objeto de par ceria entr e o Instituto Estadual de Flor estas (IEF) e a Secr etaria de Estado de T urismo (Setur). A r ea crstica de Minas Gerais considerada pela Setur como um dos dez cir cuitos tursticos mais estratgicos para o incentivo atividade no Estado. O cir cuito abrange 14 municpios que possuem uma populao total de 500 mil pessoas. NEM TUDO SO FLORES A Associao Mineira de Defesa do Ambiente (Amda) e o P r ojeto Manuelzo entr egaram uma carta ao embaixador durante sua visita Gruta de Lapinha, soli-citando que ele no apie nenhum empr eendimento na r egio crstica de Lagoa Santa at que o Governo de Minas garanta, de fato, a pr oteo do local, implantando as medidas listadas como condicionantes dos pr ocessos de licenciamento ambiental do Centr o Administrativo do Estado e do Anel V irio de Contorno Norte da R egio Metr opolitana de Belo Horizonte, o R odoanel. O texto destaca a necessidade de garantias por parte do Estado de que a riqueza da r egio no ser destruda pelo cr escimento desor denado do local, alavancado por empr eendimentos como o Centr o Administrativo e o R odoanel. A superintendente da Amda, Maria Dalce Ricas, r essalta o atraso na publicao dos decr etos que criam normas especficas para supr esso de vegetao e fixam r eas onde o licenciamento ambiental ser sus-penso na r egio crstica de Lagoa Santa, at que se tenha definido e implantado medi-das de pr oteo do Sistema de r eas P r otegidas – SAP T ais decr etos esto pr ontos para ser em publicadas, porm o prazo para que isso ocorr esse era novembr o de 2007. Com esses atrasos, os ambientalistas temem que o governo per ca contr ole sobr e a r egio, pelo aumento da pr esso imobiliria r esidencial e industrial. “Se isso acontecer as medidas pr evistas para pr oteger o patrimnio natural e cientfico corr em risco de se tornar em cada vez mais difceis ou at impossveis de ser em implantadas”, diz Maria Dalce Ricas. Fontes: IEF-MG 14/02/2008 Amda 18/02/2008 A mineradora MBR e a Companhia V ale do Rio Doce esto pr oibidas de r ealizar trabalhos de sondagem mineral na Serra da Calada, na R egio Metr opolitana de Belo Horizonte. A deciso da Segunda Cmara Cvel do T ribunal de Justia de Minas Gerais (TJMG), que manteve liminar concedida em 1 Instncia pela juza Maringela Meyer O Ministrio Pblico (MP) estadual que ajuizou a ao civil pblica com pedido de liminar r equer endo a paralisao das atividades das empr esas na r egio, que considerada r ea de P r eser vao P ermanente, e a suspenso dos efeitos das A utorizaes para Explorao Flor estal (Apefs), concedidas pelo Instituto Estadual de Flor estas (IEF). O MP alegou que essas autorizaes no eram suficientes para permitir que as mineradoras trabalhassem na r egio. Fonte: Ascom/TJMG 19/02/2008 MORCEGOS IMITAM TCNICAS DE INSETOS TJ PROBE ATIVIDADE MINERRIA NA SERRA DA CALADA Lund retrat ado pelo desenhist a Andreas Brandt N a t i o n a l G e o g r a p h i c O es tudo mediu o f luxo de ar em t orno das asas do morcego

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5 sbe@sbe.com.br : www .sbe.com.br SBE Notcias Comisso Editorial uma publicao eletrnica da SBE-Sociedade Brasileira de Espeleologia T elefone/fax. (19) 3296-5421 Contato: Marcelo A. R asteiro e Delci K.Ishida T odas as edies esto disponveis em A reproduo deste permitida, desde que citada a fonte. Antes de imprimir pense na suaresponsabilidadecom o meioambiente Apoio: Visite Campinas e conhea a Biblioteca Guy-Christian Collet Sede da SBE. Filie-se SBE S o c i e d a d e B r a s i l e i r a d e E s p e l e o l o g i a C l i q u e a q u i p a r a s a b e r c o m o s e t o r n a r s c i o d a S B E T e l ( 1 9 ) 3 2 9 6 5 4 2 1 Filiada t s N o c ia t s N o c ia R Unio Internacional de Espeleologia FEALC-Federao Espeleolgica da Amrica Latina e Caribe C A M P I N A S P R I M E I R O O S Q U E M A I S P R E C I S A M P R E F E I T U R A M U N I C I P A L D E VENHA P ARA O MUNDO D A S CA VERNA S VENHA P ARA O MUNDO D A S CA VERNA S Cav ernas do Caribe Data: 04/2007 Autor: Adalber to Bisi Quadirikiri Caves Aruba Caribe O local, conhecido como Quadirikiri Caves ou F ontein possui duas cavernas acessveis aos visitantes. So cavernas rasas, com 10 a 15 m de desnvel, em muitos pontos o teto ruiu formando comunicao com o exterior e permitindo a entrada de luz. Morcegos e seus predadores, as cobras (sendo algu-mas peonhentas), so os mais comuns habitantes do local. Man de sua f oto com n ome data e local par a: sbe@sbe .com.br As edies i m p r e s s a s esto disponveis para consulta na Biblioteca da SBE Os arquivos eletrnicos podem ser solicitados via e-mail. N ovas Aquisies Boletim NSS News N01, National Speleologicl Society : Jan/2008. Boletim Spelunca N108, Fdra tion F ranaise de Splologie: Dez/2007. Boletim Endins N31, F ederaci Balear DEspeleologia: Nov/2007. Boletim The Journal of the Sydney Speleological Society N01, SSS: Jan/2008. R evista de la F aculdad de Ingenie ra N01, Universidad Central de V enezuela: 2007. R evista de la F aculdad de Ingenie ra N02, Universidad Central de V enezuela: 2007. Boletim eletrnico Endins N31, F ederaci Balear DEspeleologia: Nov/2007. Boletim eletrnico El Explorador N46, GEDA / Sociedad Espeleolo gica de Cuba: F ev/2008. Boletim eletrnico Espeleotema N3, Grupo Espeleolgico de Mara b: F ev/2008. Boletim eletrnico Cone xo Sub terrnea N61, R edespeleo Brasil: F ev/2008. SSI. Stage Speleo -Secours: Chala in F rance (nov 2006); 11 Interna tional Cave R escue Conference: Aggtelek Hongrie (mai 2007). DVD. Speleo Secours Internatio nal. 19 a 23/05/2008 IV SAP Simpsio de reas P rotegidas Canela-RS sap.ucpel.tche.br 19 a 26/07/2009 15 Congresso Internacional de Espeleologia UIS K err ville, T exas, EU A www .ics2009.us 29/03/2008 P alestra: AKAK OR na Amaznia Sede SBE Campinas SP www .sbe.com.br/aber ta.asp A d a l b e r t o B i s i


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