SBE Turismo e Paisagens Cársticas

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SBE Turismo e Paisagens Cársticas

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Title:
SBE Turismo e Paisagens Cársticas
Series Title:
Tourism and Karst Areas
Alternate Title:
Revista Científica da Seção de Espeleoturismo da Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publisher:
Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
serial ( sobekcm )

Notes

General Note:
Capa, Expediente, Sumário e Editorial ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLESEfeitos do uso turístico sobre cavidades subterrâneas artificiais: subsídios para o uso antrópico de sistemas subterrâneos Effects of tourism on use of artificial subterranean cavities: subsidies for anthropogenic use of subterranean systems Leopoldo Ferreira de Oliveira Bernardi, Marconi Souza-Silva Rodrigo Lopes Ferreira The conservation of speleological tourist attractions in the central Amazon: situation and perspectives for the environmental protection and tourist management in the Maroaga Cave Conservação de atrativos turísticos espeleológicos na Amazônia central: situação e perspectivas para a proteção ambiental e gestão do turismo na Caverna do Maroaga João Rodrigo Leitão dos Reis, Julio César Rodríguez Tello, Alessandro Camargo Angelo Christina Fischer Turismo em Unidades de Conservação: resultados do plano de manejo da RPPN Fazenda Cabeceira do Prata - Jardim - MS Tourism in natural protected areas: results of the management plan of the private reserve of the natural heritage "Fazenda Cabeceira do Prata" - Jardim - MS Luiza Spengler Coelho, Maria Caroline Moron Urt, Samuel Duleba Vinicius Batistelli Lemos Macroinvertebrate community in recreational areas in a karst river (Bonito, Brazil): implications for biomonitoring of tourist activities Comunidade de macroinvertebrados em áreas recreacionais em um rio cárstico (Bonito, Brasil): implicações para biomonitoramento de atividades turistica Suzana Cunha Escarpinati, Fabio de Oliveira Roque, Paulino Barroso Medina-Jr Josué Raizer DADOS DO VOLUME 4 / DATA VOLUME 4Sumário de títulos; Índice de autores; Quadro de avaliadores; Gestão editorial
Restriction:
Open Access - Permission by Publisher
Original Version:
Vol. 4, no. 2 (2011)
General Note:
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Source Institution:
University of South Florida Library
Holding Location:
University of South Florida
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All applicable rights reserved by the source institution and holding location.
Resource Identifier:
K26-03703 ( USFLDC DOI )
k26.3703 ( USFLDC Handle )
12639 ( karstportal - original NodeID )
1983-473X ( ISSN )

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Capa, Expediente,
Sumrio e Editorial
ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLESEfeitos do uso
turstico sobre cavidades subterrneas artificiais: subsdios
para o uso antrpico de sistemas subterrneos Effects of
tourism on use of artificial subterranean cavities: subsidies
for anthropogenic use of subterranean systems Leopoldo Ferreira
de Oliveira Bernardi, Marconi Souza-Silva &Rodrigo Lopes
Ferreira The conservation of speleological tourist attractions
in the central Amazon: situation and perspectives for the
environmental protection and tourist management in the Maroaga
Cave Conservao de atrativos tursticos espeleolgicos na
Amaznia central: situao e perspectivas para a proteo
ambiental e gesto do turismo na Caverna do Maroaga Joo
Rodrigo Leito dos Reis, Julio Csar Rodrguez Tello,
Alessandro Camargo Angelo & Christina Fischer Turismo em
Unidades de Conservao: resultados do plano de manejo da RPPN
Fazenda Cabeceira do Prata Jardim MS Tourism in natural
protected areas: results of the management plan of the private
reserve of the natural heritage "Fazenda Cabeceira do Prata" -
Jardim MS Luiza Spengler Coelho, Maria Caroline Moron Urt,
Samuel Duleba & Vinicius Batistelli Lemos Macroinvertebrate
community in recreational areas in a karst river (Bonito,
Brazil): implications for biomonitoring of tourist activities
Comunidade de macroinvertebrados em reas recreacionais em um
rio crstico (Bonito, Brasil): implicaes para
biomonitoramento de atividades turistica Suzana Cunha
Escarpinati, Fabio de Oliveira Roque, Paulino Barroso Medina-Jr
& Josu Raizer
DADOS DO VOLUME 4 / DATA VOLUME 4Sumrio de ttulos;
ndice de autores; Quadro de avaliadores; Gesto
editorial



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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 65 EXPEDIENTE Sociedade Brasileira de Espeleologia ( Brazilian Speleological Society ) Endereo ( Address ) Caixa Postal 7031 Parque Taquaral CEP: 13076 970 Campinas SP Brasil Contatos ( Contacts ) +55 ( 19) 3296 5421 turismo@cavernas.org.br Gesto 20 11 201 3 ( Management Board 20 11 201 3 ) Diretoria ( D irection ) Presidente: Marcelo Augusto Rasteiro Vice presidente: Ronaldo Lucrcio Sarmento Tesoureir o : Pa vel Carrijo Rodrigues 1 Secretrio: Ro berto Rodrigues 2 Secretrio: Henrique Simo Pontes Conselho Fiscal ( Supervisory B oard ) Linda Gentry El Da sh Sibele Fernandes de Oliveira Sanchez Jefferson Esteves Xavier Luciano Emerich Faria su plente ( alternate ) Nilton Jos Duarte suplente ( alt ernate )

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 66 TOURISM AND KARST AREAS ( Formalmente/ F ormally : Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas ) Editor Chefe ( Editor in Chief ) Dr Heros Augusto Santos Lobo Sociedade Brasileira de Espeleologia Brasil Editor Associado ( Associated Editor ) Dr. C esar Ulisses Vieira Verssimo Universidade Federal do Cear UFC, Brasil Editor Executivo ( Executive Editor ) Esp. Marcelo Augusto Rasteiro Sociedade Brasileira de Espeleologia SBE, Brasil Conselho Editorial ( Editorial Board ) Dr. Andrej Aleksej Kra njc Karst Research Institute, Eslovnia Dr. Angel Fernndes Corts Universidad de Alicante, UA, Espanha Dr. Arrigo A. Cigna Interntional Union of Speleology / Interntional Show Caves Association, Itlia Dr. Edvaldo Cesar Moretti Universidade Federal da Grande Dourados UFGD, Brasil Dr. Jos Alexandre de Jesus Perinotto IGCE/UNESP, Brasil MSc. Jos Antonio Basso Scaleante Sociedade Brasileira de Espeleologia SBE, Brasil MSc. Jos Ayrton Labe galini Sociedade Brasileira de Espeleologia SBE, Brasil Dra. Linda Gentry El Dash Universidade Estadual de Campinas UNICAMP, Brasil MSc Lvia Medeiros Cordeiro Borghezan Universidade de So Paulo USP Brasil Dr Luiz Afonso Vaz de Figueiredo Cent ro Universitrio Fundao Santo Andr FSA, Brasil Dr Luiz Eduardo Panisset Travassos Pontifcia Universidade Catlica de Minas Gerais PUC/MG, Brasil Dr. Marconi Souza Silva Faculdade Presbiteriana Gammon Fagammon/Centro Universitrio de Lavras U NILAVRAS, Brasil Dr. Marcos Antonio Leite do Nascimento Universidade Federal do Rio Grande do Norte DG/UFRN, Brasil Dra. Natasa Ravbar Karst Research Institute, Eslovnia Dr. Paolo Forti Universit di Bologna, Itlia Dr. Paulo Cesar Boggiani Universi dade de So Paulo IGc/USP, Brasil Dr. Paulo dos Santos Pires Universidade Vale do Itaja UNIVALI, Brasil Dr Ricardo Jos Calembo Marra Centro Nacional de Estudo, Proteo e Manejo de Cavernas I CMBio/CECAV Brasil Dr. Ricardo Ricci Uvinha Universi dade de So Paulo EACH/USP, Brasil Dr. Srgio Domingos de Oliveira UNESP/Rosana, Brasil Dr. Tadej Slabe Karst Research Institute, Eslovnia Dra. rsula Ruchkys de Azevedo CREA MG, Brasil Dr. William Sallun Filho Instituto Geolgico do Estado de So Paulo IG, Brasil Dr. Zysman Neiman Universidade Federal de So Carlos UFSCAR, Brasil Comisso de T raduo ( Translation Committee ) Dra. Linda Gentry El Dash Ingls

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 67 SUMRIO (CONTENTS) Edito rial 68 ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES Efeitos do uso turstico sobre cavidades subterrneas artificiais: subsdios para o uso antrpico de sistemas subterrneos Effects of tourism on use of artificial subterranean cavities: subsidies for anthropo genic use of subterranean systems Leopoldo Ferreira de Oliveira Bernardi, Marconi Souza Silva & Rodrigo Lopes Ferreira 7 1 The conservation of speleological tourist attractions in the central Amazon: situation and perspectives for the environmental protecti on and tourist management in the Maroaga Cave Conservao de atrativos tursticos espeleolgicos na Amaznia central: situao e perspectivas para a proteo ambiental e gesto do turismo na Caverna do Maroaga Joo Rodrigo Leito dos Reis, Julio Csar Rodr guez Tello, Alessandro Camargo Angelo & Christina Fischer 89 Turismo em Unidades de Conservao: resultados do plano de manejo da RPPN Fazenda Cabeceira do Prata Jardim MS Tourism in natural protected areas: results of the management plan of the priv ate reserve of the Jardim MS Luiza Spengler Coelho, Maria Caroline Moron Urt, Samuel Duleba & Vinicius Batistelli Lemos 10 7 Macroinvertebrate community in recreational areas in a karst river (Bonito, Brazi l): implications for biomonitoring of tourist activities Comunidade de macroinvertebrados em reas recreacionais em um rio crstico (Bonito, Brasil): implicaes para biomonitoramento de atividades turistica Suzana Cunha Escarpinati, Fabio de Oliveira Roqu e, Paulino Barroso Medina Jr & Josu Raizer 12 1 DADOS DO VOLUME 4 / DATA VOLUME 4 Sumrio de ttulos / Summary of titles 13 1 ndice de a ssuntos / Index of subjects 13 2 ndice de autores / Index of authors 13 4 Quadro de avaliadores / Board of review 13 6 Gesto editorial / Editorial m anagement 13 7

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 68 EDITORIAL A Tourism and Karst Areas completa seu 4 volume com esta edio. So apenas 4 anos de circulao de uma jovem revista, mas que j tem feitos a comemorar. Completamos 40 artigos publicados, alm de resumos de teses e dissertaes. Os assuntos abordados neste intervalo de tempo foram os mais variados, desde compilaes tericas at propostas metodolgicas, predominando os estudos de caso. Predominam trabalhos de autores brasileiros, mas j com expr essiva insero de autores estrangeiros, da Europa, Amrica do Norte e sia. Neste caminho, a revista mudou de nome duas vezes, visando primeiramente a simplificao e, em um segundo momento, a internacionalizao do peridico. Todavia, o compromisso com a divulgao da produo tcnico cientfica do turismo relacionado s cavernas, ao carste e ao meio ambiente se mantm como propsito e foco maior do peridico. Para o ano de 2012, iniciaremos uma nova jornada, mais desafiadora, para o que mudanas no Corpo Editorial sero necessrias. Nosso quadro de colaboradores ser modificado, e estamos buscando uma editorao mais dinmica e de acordo com os padres vigentes dos principais peridicos cientficos de livre acesso do mundo. Como editor, aproveito a oportu nidade para agradecer publicamente a todos os colaboradores da primeira fase da revista (2008 2011), entre Conselho Editorial, avaliadores e demais colaboradores. Sem eles, alm de nossos autores e leitores, a Tourism and Karst Areas no existiria, nem ser ia to rapidamente reconhecida como um dos principais canais de divulgao da produo tcnica e cientfica sobre os temas que aborda, no Brasil e, quiss, em escala mundial daqui por diante. A edio que fecha o volume 4 nos brinda com 4 artigos de aborda gens totalmente distintas entre si, tornando este nmero bastante diversificado e instigante. O primeiro artigo, de autoria de Leopoldo Ferreira de Oliveira Bernardi, Marconi Souza Silva e Rodrigo Lopes Ferreira apresenta um estudo sobre os efeitos do turi smo em 15 cavidades subterrneas, naturais e artificiais, no estado de Minas Gerais. Em seguida, Joo Rodrigo Leito dos Reis, Julio Csar Rodrguez Tello, Alessandro Camargo Agnelo e Christina Fischer trazem consideraes sobre a situao atual e perspect ivas futuras para o uso turstico e proteo ambiental da gruta do Maroaga, localizada em Presidente Figueiredo, Amazonas. Os outros dois artigos deste nmero coincidentemente se referem locais na Serra da Bodoquena, no estado do Mato Grosso do Sul. No p rimeiro deles, Luiza Spengler Coelho, Maria Carolina Moron Urt, Samuel Duleba e Vinicius Batistelli Lemos relatam os principais resultados do Plano de Manejo da RPPN tes mananciais do carste da Serra da Bodoquena. Fechando este nmero, Suzana Cunha Escarpinati, Fabio de Oliveira Roque, Paulino Barroso Medina Jr. e Josu Raizer trazem os resultados de atividades de biomonitoramento no rio Formoso, outro manancial de ele vada importncia ambiental e turstica da regio. Desejamos a todos uma excelente leitura, e esperamos continuar tendo os como parceiros e colaboradores da Tourism and Karst Areas para o ano de 2012. Heros A. S. Lobo E ditor Chefe

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 69 EDITORIAL With this issu e, Tourism and Karst Areas completes its fourth year of publication. Four years is not long for a journal, but there are accomplishments to commemorate. We have published 40 articles, as well as summaries of various theses and dissertations. The topics co vered range from theoretical compilations to the proposal of methodologies, with most articles consisting of case studies. Most of the papers were written by Brazilians, but various foreigners from Europe, North America, and Asia have also contributed. D uring these years, the journal underwent two changes in name, the first designed to simplify the name, and the second to give it an international scope. However, the initial pledge to promote the divulgation of technical scientific information about caves karst, and the natural environment in relation to tourism has remained the focus of the periodical. In 2012 we are undertaking a new task, even more challenging, and for this we will be making some changes in the Editorial Board. The roster of collabora tors will be modified, and we are attempting to provide a more dynamic review process, in keeping with the procedures adopted by the major scientific periodicals of providing free access to the world. As editor, I would like to take this opportunity of pu blicly acknowledging the participation of all who participated in the first phase of the journal (2008 2011), including the Editorial Board, reviewers, and other collaborators. Of course the authors and readers are essential, but without these collaborator s, Tourism and Karst Areas would not have been possible. Nor would it have been able to obtain recognition as one of the main channels for the divulgation of technical and scientific information on the relevant topics, especially in Brazil, but hopefully in the world in general in the future. This issue concluding the fourth volume brings four articles with approaches varying greatly from each other. The first article, by Leopoldo Ferreira de Oliveira Bernardi, Marconi Souza Silva and Rodrigo Lopes Ferrei ra presents a study of the effects of tourism in 15 underground cavities, both natural and artificial, in the state of Minas Gerais. The second, by Joo Rodrigo Leito dos Reis, Julio Csar Rodrguez Tello, Alessandro Camargo Agnelo and Christina Fischer, presents considerations about the present day use and future perspectives of the cave of Maroaga, located in Presidente Figuiredo, in the state of Amazonas, as well as for its enviornmental protection. The other two articles of this issue both refer to lo cations in the Bodoquena Mountain Range in the state of Mato Grosso do Sul. The first of these, by Luiza Spengler Coelho, Maria Carolina Moron Urt, Samuel Duleba and Vinicius Batistelli Lemos, reports the main results of the Management Plan of the Private Natural Heritage Reserve (RPPN River provides one of the most important sources contributing to the development of the karst of the Serra da Bodoquena. The final article, by Suzana Cunha Escarp inati, Fabio de Oliveira Roque, Paulino Barroso Medina Jr. and Josu Raizer, presents the results of the biological monitoring on the Formoso River, which also plays an important role in the environment and tourism in the region. We hope you enjoy reading this issue of Tourism and Karst Areas and that you will continue with us both as readers and collaborators throughout the year of 2012 Heros A. S. Lobo Editor in Chief TOURISM AND KARST AREAS ( formally /formalmente: Pesquisas em Turismo e Paisagen s Crsticas) Brazilian Speleological Society / Sociedade Brasileira de Espeleologia ( SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 71 EFEITOS DO USO TURSTICO SOBRE CAVIDADES SUBTERRNEAS ARTIFICIAIS: SUBSDIOS PARA O USO ANTR"PICO DE SISTEMAS SUBTERRNEOS EFFECTS OF TOURISM ON USE OF ARTIFICIAL SUBTERRANEAN CAVITIES: SUBSIDIES FOR ANTHROPOGENIC USE OF SUBTERRANEAN SYSTEMS Leopoldo Ferr eira de Olivei ra Bernardi (1) Marconi Souza Silva (2) & Rodrigo Lopes Ferreira (3 ) (1) Universidade Federal de Lavras ( U F LA) Ps Graduao em Ecologia Aplicada, Bolsista Capes (2) Centro Universitrio de Lavras (Unilavras) Ncleo de Estudo em Sade e Biolgicas ( 3 ) Universidade Federal de Lavras ( U FLA) Setor de Zoologia/Departamento de Biologia Lavras MG leopoldobernardi@yahoo.com.br ; souzasilv amarconi@gmail.com ; drops@dbi.ufla.br Resumo O turismo tem se mostrado uma alternativa vivel para a manuteno do patrimnio natural. Entretanto, em alguns ecossistemas, tais como os ambientes subterrneos, aind a so necessrios muitos estudos para tornar esta atividade pouco impactante. O objetivo do presente trabalho foi avaliar as comunidades biolgicas (riqueza, diversidade, equitabilidade, similaridade e complexidade ecolgica), e as alteraes que podem vir a ocorrem nas condies ambientais (temperatura e umidade relativa) advindas do turismo no interior de cavidades subterrneas artificiais. A iluminao eltrica do tipo incandescente determinou alteraes na temperatura e umidade relativa de minas tursti cas. No entanto, as comunidades no apresentaram mudanas significativas na estrutura, uma vez que aquelas presentes em cavidades tursticas se mostram muito semelhantes quelas presentes em minas no tursticas. Embora estes estudos ainda sejam incipiente s no pas, os mesmos j demonstram a urgente necessidade de criao de propostas de uso turstico que causem o menor impacto possvel aos ambientes subterrneos quando da instalao do uso turstico Palavras Chave: Minas subterrneas, Conservao, Turism o, Invertebrados, Cavernas Abstract Tourism has shown to be a viable alternative for the maintenance of the natural patrimony. However, in some ecosystems such as the subterranean environments, many studies are still necessary studies to make this a low i mpact activity. The objective of the present work was to evaluate the biological community (richness, diversity, evenness equitabilidade, similarity and ecological complexity), and the alterations that can occur in the environmental conditions (temperature and humidity) stemming from tourism inside artificial subterranean cavities. The electric illumination of the incandescent type determined alterations in the temperature and humidity of tourist mines. However, the communities did not present significant c hanges in the structure, because those present in tourist cavities are shown very similar to those present in non tourist mines. Although these studies are still incipient in the country, they already demonstrate the urgent need for the creation of models for tourist use that cause the least possible impact to the subterranean environments when given over to the installation of tourist use K ey Words: Subterranean mines, Conservation, Tourism, Invertebrates, Caves 1. INTRODUO As cavidades naturais subte rrneas chamam a ateno do homem, desde tempos pretritos, quando as regies de entrada eram utilizadas para guardar alimentos, abrigo e/ou moradia. Ainda hoje, as cavernas compreendem ambientes nos quais so desenvolvidas diversas atividades, principalme nte cientficas, econmicas, de lazer e/ou cultura. Do ponto de vista turstico, estes ambientes podem ser considerados de grande potencial econmico (BOGGIANI et al., 2007). Apesar da importncia dos ambientes subterrneos para o uso antrpico, existem in meros exemplos onde seu uso inadequado, sem a elaborao prvia de planos de manejo, gerou impactos e degradaes irreversveis nas condies fsicas e biolgicas destes sistemas. Como exemplos podem ser citados a Gruta de Maquin

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 72 (Cordisburgo, MG), a Cav erna do Diabo (Eldorado, SP), a Gruta do Rei do Mato (Sete Lagoas, MG) e a gruta da Lapinha (Lagoa Santa, MG). Tais cavernas foram exploradas durante dcadas sem o adequado manejo, consequentemente sofreram alteraes irreversveis, principalmente em seus componentes fsicos (FERREIRA, 2004; BOGGIANI et al., 2007). As cavernas tursticas no Brasil atingem, anualmente, nmeros considerveis de visitantes. As cavernas inseridas no Parque Estadual Turstico do Alto Ribeira em So Paulo, a Gruta Lago Azul em Ma to Grosso do Sul e a Gruta de Ubajara no Cear, recebem milhares de turistas, que causam uma srie de impactos a estes patrimnios naturais (VERSSIMO, 2005; BOGGIANI, 2007; LOBO, 2008). Entretanto, poucos estudos tm enfocado esta situao a fim de revert er os impactos causados e prevenir futuras aes desordenadas que possam causar danos aos sistemas subterrneos (LINO, 2001; VERSSIMO, 2005; LOBO, 2006a; LOBO, 2006b; BOGGIANI, 2007; LOBO, 2008, LOBO et al., 2009; FERREIRA, 2004; FERREIRA et al., 2009). E m algumas situaes, o aperfeioamento ou a elaborao de critrios bsicos para o manejo de ecossistemas pode ser feito atravs de experimentaes (FERNNDEZ CORTS et al., 2006). Entretanto, em cavernas, algumas aes podem causar danos irreversveis, o que torna desaconselhvel a realizao de experimentos visando o melhor estabelecimento do turismo. No entanto, as cavidades subterrneas artificiais apresentam condies ambientais e biolgicas muito semelhantes s encontradas em cavernas (PECK, 1988; FER REIRA, 2004 ). Desta forma, estes sistemas podem compreender excelentes locais para se observar os impactos em ambientes subterrneos acarretados pelo turismo. Com o intuito de compreender os impactos causados pelo turismo nos ambientes subterrneos, o pres ente estudo teve como objetivos avaliar parmetros da estrutura das comunidades biolgicas (riqueza, diversidade, equitabilidade, similaridade e complexidade ecolgica), e as alteraes nas condies ambientais (temperatura e umidade relativa) decorrentes de modificaes causadas pelo turismo. 2. MATERIAL E MTODOS 2.1. Local de estudo Os municpios de Ouro Preto e Mariana so alvos de explorao mineral desde o perodo do Brasil colnia (FAUSTO, 2003). Algumas cavidades escavadas durante este perodo so consideradas, atualmente, importantes pontos tursticos do estado de Minas Gerais (GUIMARES et al., 2009). Nestes municpios foram localizadas diversas cavidades artificiais, que apresentam uso atual, seja ligado ao turismo histrico ou a explorao do mi nrio. Alm disso, existem centenas de cavidades abandonadas, onde no ocorrem visitas de cunho turstico. Algumas destas cavidades esto sujeitas apenas a exploraes espordicas, realizadas por curiosos e moradores locais. O presente trabalho foi realiza do em 15 cavidades: doze delas no eram tursticas, sendo 11 situadas no municpio de Mariana e uma no municpio de Ouro Preto. Outras trs cavidades tursticas inventariadas se localizam em Ouro Preto (Figura 1) (Tabela 1). 2.2. Procedimentos Para o estu do foi realizado o inventrio biolgico da fauna de invertebrados. Alm disso, mediu se a temperatura e umidade relativa no interior de cada cavidade, em sua poro mediana. Nas cavidades tursticas tambm foi realizado o monitoramento da temperatura e umi dade relativa, aps 30 minutos de influncia da iluminao eltrica sobre o meio hipgeo. 2.2.1. Inventrio biolgico Os invertebrados terrestres foram coletados em todos os bitopos potenciais (e.g. matria orgnica vegetal, depsitos de guano, espaos s ob rochas e locais midos) existentes em cada uma das cavidades (SHARRATT et al., 2000; FERREIRA, 2004). Cada organismo observado teve sua posio registrada em um mapa da cavidade. Desta forma, ao final de cada coleta, foram geradas informaes concernent es riqueza de espcies, s abundncias e distribuio espacial de cada populao presente nos sistemas (FERREIRA, 2004). As caractersticas fsicas dos microhabitats onde os espcimes foram observados e capturados foram registradas em um mapa esquemti co da cavidade. Todos os organismos foram identificados at o nvel taxonmico possvel e separados em morfo espcies.

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 73 Figura 1: Localizao das cavidades onde foi desenvolvido o estudo em questo. Cada cavidade foi representada por uma letra previamen te apresentada na tabela 1. Tabela 1: Cavidades subterrneas artificiais e suas localizaes geogrficas. N 0 Data de coleta Cavidade Municpio Extenso Amostrada Localizao Geogrfica A 01/05/2009 Casa Mariana 48 m E662883 N7748789 B 02/05/2009 Cavalo Mariana 91 m E662516 N7748549 C 02/05/2009 Crrego Canelas III Mariana 21 m E662321 N7748551 D 02/05/2009 Perereca Anorexia Mariana 60 m E662314 N7748557 E 02/05/2009 gua Mariana 70 m E662726 N7748591 F 02/05/2009 Canela Branca Mariana 68 m E662777 N7 748712 G 11/06/2009 Canela Sem Noo Mariana 221 m E662890 N7748749 H 11/06/2009 Conectada Mariana 68 m E662899 N7748731 I 11/06/2009 Poo Sem Fundo Mariana 98 m E662942 N7748641 J 12/06/2009 Meio do Mato Mariana 18 m E662039 N7749601 L 12/06/2009 Cac hoeira Mariana 30 m E662133 N7749568 M 13/06/2009 Volta do Crrego Ouro Preto 22 m E655469 N7745893 N 28/11/2009 Vila Rica Ouro Preto 96 m E657216 N7744909 O 27/11/2009 Chico Rei Ouro Preto 167 m E656608 N7745079 P 29/11/2009 Velha Ouro Preto 150 m E65 7406 N7744817 N 0 : cada cavidade recebeu uma letra de referncia para que seja possvel visualizar sua localizao no m apa representativo da Figura 1.

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 74 2.2.2. Caracterizao dos recursos presentes no meio hipgeo A caracterizao dos recursos presentes no i nterior das galerias artificiais foi realizada concomitantemente s coletas de invertebrados. Para isso, todos os tipos de recursos alimentares presentes nos sistemas foram qualificados. 2.2.3. Caracterizao e monitoramento da temperatura, umidade relati va e luminosidade A temperatura e umidade relativa foram medidas na poro mediana de cada uma das cavidades antes da realizao das coletas de invertebrados e de quaisquer atividades tursticas. A luminosidade emitida pelas lmpadas eltricas presentes no interior das cavidades tursticas foi medida com o auxlio de um luxmetro posicionado a 1,20 metro do piso, com a clula receptora voltada para cima. Para tal, todo o trajeto iluminado de cada sistema foi percorrido, tendo sido anotados somente os mximo s e mnimos valores de luminosidade encontrados em cada cavidade. O monitoramento das variaes na temperatura e umidade relativa foi realizado nas cavidades tursticas atravs de uma nova medida realizada 30 minutos aps o incio do funcionamento do siste ma de iluminao eltrica. Todas as medidas de temperatura e umidade relativa relativa foram feitas utilizando um termohigrmetro (que opera em uma faixa de 5 a 70 0 C e de umidade de 20 a 99%, com preciso de 1C e 2%) e para as medidas de luminosidade foi utilizado um luxmetro (que opera em uma faixa de 0 a 100000 lm com preciso de 4%) 2.2.4. Caracterizao das alteraes antrpicas Para a determinao de impactos foram consideradas todas aquelas alteraes secundrias, feitas a fim de se adaptar os sistemas ao desenvolvimento de atividades ligadas ao turismo. Alm disso, todo material recente deixado nas cavidades (como lixo) foi considerado um impacto potencial. Foi analisada a presena de organismos fotossintetizantes em regies originalmente a fticas das minas proporcionados pela iluminao artificial instalada nestas cavidades. Para a determinao da zona aftica de cada cavidade, o luxmetro foi posicionado a 1,20 metros do piso, com a clula receptora voltada para a entrada. Posteriormente, as luzes artificiais foram desligadas e o aparelho foi movimentado a partir da regio de entrada at a poro mais interior do sistema subterrneo, sendo o local onde foi registrado o valor zero pelo luxmetro considerado o ponto de transio entre a regi o ftica e aftica. A partir deste ponto a cavidade foi vistoriada em direo ao fundo, no intuito de se encontrar organismos fotossintetizantes que s poderiam estar crescendo em virtude da presena de luz artificial proveniente da iluminao eltrica. 2 .3. Anlise dos dados A riqueza de espcies foi obtida por meio do somatrio do total de espcies encontradas. ZAMPAULO (2009) props um mtodo de determinao de espcies acidentais em cavernas. Segundo este autor, em uma dada regio, espcies representad as por apenas um indivduo encontrado em uma nica cavidade podem ser definidas como acidentais (excetuando se, obviamente, espcies troglbias). Desta forma, todas as anlises do um considerando todas a s espcies encontradas e outro excluindo teve como objetivo determinar a importncia relativa de espcies acidentais (ou eventualmente raras) na estrutura das minas subterrneas na rea de estudo. Os clculos de diversida de e equitabilidade foram feitos por meio do ndice de Shannon Wiener (MAGURRAM, 2004). A similaridade entre os sistemas foi obtida utilizando se o ndice de Jaccard, atravs de matriz de presena e ausncia, sendo representada por meio de um dendrogramas de similaridade. Finalmente, foram construdos grficos de Escalonamento multidimensional no mtrico (n MDS) atravs do programa Past (verso 2.03) (HAMMER et al., 2003). Os valores riqueza, diversidade, equitabilidade, complexidade ecolgica foram compar ados atravs de um teste de mediana (Kruskal Wallis). A distncia geogrfica e a similaridade biolgica existente entre as cavidades foram correlacionadas atravs de uma regresso linear simples. Para estes clculos foram utilizados os programas Past (vers o 2.03) e BioEstat (verso 5.0) (AYRES et al., 2007 ). Os clculos de complexidade ecolgica foram feitos por meio do ndice de Complexidade Ecolgica de Cavernas elaborado por FERREIRA (2004).

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 75 3. RESULTADOS Foram encontradas 90 espcies pertencentes a 21 ordens e pelo menos 45 famlias. Tais organismos compreendem os seguintes taxa: Mesostigmata, Trombidiformes, Pseudoescorpiones, Araneae, Opiliones, Polydesmida, Spirostreptida, Isopoda, Blattaria, Coleoptera, Diptera, Hemiptera, Hymenoptera, Lepidopter a, Psocoptera, Orthoptera, Isoptera, Collembola, Shymphyla, Annelida, Platyhelminthes. Nenhum organismo com caractersticas troglomrficas foi encontrado (Anexo 1). Do total de espcies encontradas, 79 foram observadas em cavidades no tursticas e 25 em c avidades tursticas. Quinze espcies (16,6%) foram encontradas em ambos os sistemas, e 10 foram exclusivas de cavidades tursticas. Grande parte das espcies (60% ou 54 espcies) foi encontrada em apenas uma cavidade (Figuras 2 e 3). Figura 2: Dendrogr ama de similaridade entre a fauna das cavidades tursticas* (Chico Rei, Mina Velha e a Vila Rica) e no tursticas presentes nos municpios de Ouro Preto (OP) e Mariana (MA).

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 76 Figura 3: Escalonamento multidimensional no mtrico (n MDS) apresentando a sim ilaridade entre as cavidades subterrneas artificiais estudadas no municpio de Ouro Preto e Mariana. As cavidades que apresentam o uso turstico esto ressaltadas por um circulo vermelho.

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 77 Dentre as espcies inventariadas, 24 foram consideradas acidentais Deste total, 19 espcies foram observadas em cavidades no tursticas e 5 em cavidades tursticas. Desta forma, metade das espcies observadas exclusivamente em cavidades tursticas foi considerada acidental. Excluindo se os organismos acidentais, observ a se um total de 66 espcies encontradas em ambos os sistemas, elevado para 22,72% a porcentagem de espcies comuns entre as cavidades tursticas e no tursticas (Figura 4). O dendrograma de similaridade e a anlise de escalonamento multidimensional no m trica no mostraram a existncia de grupos distintos referentes s minas tursticas ou no tursticas (Figuras 2 e 3). Alm disso, no foi encontrada uma relao significativa entre os valores de similaridade e distncia geogrfica das cavidades. Os valor es de riqueza, riqueza relativa, equitabilidade, diversidade e complexidade ecolgica foram bastante variveis (considerando se o total de espcies presentes em cada cavidade e somente as espcies no acidentais) (Tabela 2). No foram encontradas diferena s significativas entre os valores de riqueza, riqueza relativa, equitabilidade, diversidade e complexidade ecolgica observados para as cavidades tursticas e no tursticas. A iluminao eltrica utilizada nas cavidades tursticas do tipo incandescente e com lmpadas de potncias que variavam de 60 a 100 watts. Os valores de intensidade luminosa variaram de 0,30 lm a 0,53 lm na Mina do Chico Rei, 53 lm a 103 lm na Mina de Vila Rica e 0,09 lm a 103 lm na Mina Velha (Tabela 3) Figura 4: Diagrama de Ven n representando o nmero de espcies compartilhadas e nicas em cada um dos dois tipos de sistemas. A, quando so consideradas todas as espcies; B, quando considerado somente as espcies que no apresentem um nico indivduo em uma nica cavidade. Tab ela 2: Parmetros biolgicos registrados nas cavidades subterrneas artificiais estudadas: riqueza total (S), riqueza relativa (SR), diversidade (H`), equitabilidade (E), ndice de complexidade ecolgica (ICE). Primeiro so apresentados os valores consider ando as espcies raras ou acidentais, e posteriormente excluindo estas espcies. Cavidade S SR E H` ICE Casa 27 23 0,562 0,479 0,698 0,71 2,3 2,23 0,83 0,708 Cavalo 11 11 0,12 0,121 0,717 0,72 1,72 1,72 0,39 0,398 Canelas III 9 8 0,428 0,381 0,579 0,60 1,27 1,24 0,34 0,292 Perereca Anorexia 15 11 0,25 0,183 0,564 0,70 1,52 1,67 0,23 0,304 gua 6 6 0,085 0,086 0,924 0,92 1,65 1,66 0,58 0,582 Canela Branca 9 7 0,132 0,103 0,558 0,56 1,22 1,10 0,06 0,038 Canela Sem Noo 25 21 0,113 0,095 0,649 0,67 2,0 9 2,03 1,32 1,070 Conectada 14 13 0,205 0,191 0,833 0,84 2,19 2,16 0,89 0,798 Poo Sem Fundo 14 14 0,142 0,143 0,845 0,85 2,23 2,23 0,6 0,604 Meio do Mato 12 11 0,666 0,611 0,85 0,86 2,11 2,06 1,36 1,184 Cachoeira 16 15 0,533 0,5 0,641 0,64 1,77 1,74 0 ,79 0,707 Volta do Crrego 16 12 0,727 0,545 0,807 0,83 2,23 2,05 0,54 0,341 Vila Rica 8 7 0,083 0,073 0,749 0,76 1,55 1,48 0,12 0,102 Velha 14 12 0,093 0,08 0,609 0,62 1,6 1,54 1,32 1,032 Chico Rei 15 13 0,089 0,078 0,753 0,77 2,04 1,99 1,324 1,091

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 78 Tabela 3: Variaes na umidade relativa e temperatura aps os efeitos da iluminao eltrica nas cavidades subterrneas artificiais tursticas. Cavidade Umidade relativa Temperatura Valores mximos e mninos de Lmen Inicial Aps iluminao Inicial Aps iluminao Vila Rica 86 89 19.3 20.4 53 104 lm Chico Rei 86 91 17.8 18.5 0,30 0,53 lm Velha 89 91 19 20.1 0,09 103 lm Na Mina do Chico Rei e na Mina de Vila Rica, todas as lmpadas estavam protegidas por uma redoma de vidro e os fios eltricos protegidos por tubos plsticos, evitando o contato direto do turista com o equipamento. J na Mina Velha, os equipamentos eltricos estavam expostos e no havia proteo que pudesse evitar acidentes envolvendo a rede eltrica (Figura 5). Na mina do Chico Rei e na Mina de Vila Rica foi constatada a presena de organismos fotossintetizantes em zonas que seriam naturalmente afticas (Figuras 5B e 5E). Nestas reas, a nica fonte de luz era proveniente da iluminao artificial Figura 5: Exemplos de ilumin ao eltrica presente no interior das cavidades tursticas Mina de Vila Rica (A e G), Mina do Chico Rei (B, C e F) e Mina Velha (G).

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 79 Dentre todas as 15 cavidades estudadas o maior valor de umidade relativa foi registrado na Mina Sem Noo (100% de umidad e relativa) e o menor valor na Mina da Casa (79%). Para a temperatura, a variao encontrada foi de 29,1 0 C e 17,5 0 C observados na Mina da Perereca Anorxica e na Mina da Volta do Crrego, respectivamente. No foram observadas diferenas significativas nos valores de umidade relativa e temperatura entre as cavidades tursticas (antes do inicio das visitaes) e as cavidades no tursticas. Observou se que houve variao na temperatura e umidade relativa aps 30 minutos de funcionamento das lmpadas eltricas nas minas tursticas (Tabela 3) (Figura 6) Os impactos observados no interior dos sistemas tursticos foram o lixo inorgnico e orgnico em pequena quantidade e instalaes eltricas (incluindo sistemas de iluminao e fiao). Tambm foi constatado que o piso das cavidades tursticas apresentava se compactado quando comparado s cavidades no tursticas. Esta compactao decorre do caminhamento dos visitantes e pela retirada de pedras ou qualquer outro obstculo encontrado no caminho que pode dificultar o percurso realizado no interior da cavidade. Alm disso, foram observadas modificaes na estrutura fsica das minas, como colocao de portes, construes de pontes e degraus de alvenaria, homogeneizao do piso atravs do despejo de cascalho e cimento a presena de grades no piso, desvios e barramentos de cursos de gua. No meio epgeo, foram observadas alteraes na vegetao externa (substituio por pastagens ou plantas exticas) ou at mesmo a total supresso desta, alm da construo de estrutura s fsicas que servem como apoio ao desenvolvimento do turismo (Figuras 5 e 7). Alteraes mais marcantes foram observadas somente em duas cavidades no tursticas, a Mina das Casas e Mina da Volta do Crrego. Ambas localizam se a menos de 20 metros de loca is onde existem residncias, estando a Mina da Volta do Crrego inserida na zona Urbana de Ouro Preto. Nestas cavidades, observou se principalmente lixo orgnico e inorgnico, espalhado por toda a extenso onde foi desenvolvido o trabalho de coleta. Dentre os objetos encontrados podem se citar embalagens de vidro e plstico, peas de vesturio, pedaos de mveis, dentre outros resduos domiciliares. Observou se tambm a obstruo parcial da entrada destas cavidades, bem como a supresso da vegetao do ento rno (Figura 8 ). Figura 6: Variao nos valores de temperatura e umidade relativa aps os efeitos da iluminao no interior das cavidades tursticas.

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 80 Figura 7: Exemplos de impactos potencias observados nas cavidades subterrneas artificiais turst icas em Ouro Preto (A, B, D, E, F, G, H). Dentre eles alteraes fsicas e instalaes eltricas, lixos inorgnicos e medidas de controle qumico para invertebrados. Alm disso o aspecto da regio do entorno de uma cavidade no turstica no municpio de Ma riana (C). A, D G Mina do Chico Rei; B e H Mina Ve lha; C Mina da Canela Branca; E e F Mina de Vila Rica.

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 81 Figura 8: Exemplos de impactos potencias observados na cavidade subterrnea artificial Mina da Volta do Crrego, localizada na zona urbana de Ouro Preto.

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 82 4. DISCUSSO Os estudos relacionados biologia de ambientes subterrneos so focados principalmente em cavidades naturais (CULVER; WHITE, 2005; ROMERO, 2009). No Brasil, apesar destes estudos terem se iniciado a pelo menos 100 anos, soment e no incio da dcada de 80 houve uma intensificao na produo de trabalhos voltados para essa rea (TRAJANO; BICHUETTE 2006; SOUZA SILVA, 2008). As cavidades subterrneas artificiais, que tambm podem abrigar um grande nmero de espcies, mereceram a at eno de poucos trabalhos cientficos at o momento (PECK, 1988; GNASPINI; TRAJANO, 1994; FERREIRA, 2004; ROMERO, 2009) Embora o grau de conhecimento acerca das cavidades artificiais seja ainda incipiente, j existem indicaes de que a composio da faun a e o funcionamento ecolgico so similares aos observados em cavernas (PECK, 1988; GNASPINI; TRAJANO, 1994; FERREIRA, 2004). Muitas cavernas no pas atraem a ateno de visitantes em funo da beleza cnica e misticismo. Algumas cavidades artificiais tamb m o fazem, mas principalmente em funo da sua importncia histrica (GUIMARES et al., 2009; ESTRADA REAL, 2010 ). Deste modo, mesmo cavidades artificiais inativas e que no esto mais sendo escavadas, podem receber impactos provenientes do uso antrpico atual. N este estudo, foi observado que, em cavidades artificiais tursticas, o nmero de espcies compartilhadas com os sistemas no tursticos foi sempre maior que o nmero de espcies raras ou acidentais. A maior riqueza de espcies compartilhadas pode decorrer da maior tolerncia destas espcies a variaes ambientais oriundas das alteraes antrpicas. Dentre as espcies compartilhadas, esto organismos bem distribudos em ambientes subterrneos brasileiros, e que provavelmente experimentam condies a mbientais diversas ( TRAJANO; GNASPINI NETTO, 1994; PINTO DA ROCHA, 1995; SOUZA SILVA, 2008; FERREIRA, 2004; FERREIRA et al., 2010). Como exemplo, temos Ctenidae ( Enoploctenus ciclotorax Isoctenus sp.), Pholcidae ( Mesabolivar sp.), Nesticidae ( Nesticus sp. ), Theridiidae ( Theridion sp.), Spirostreptida ( Pseudonannolene sp.) e Phalangopsidae ( Endecous sp.). Deste modo, o estabelecimento do turismo pode atuar como uma presso que seleciona preferencialmente espcies tolerantes a variaes no ambiente, como as anteriormente citadas. Alguns dos impactos observados em cavidades artificiais tursticas so exclusivos destes sistemas. Dentre eles, destacam se a depleo de recursos alimentares e a reduo da disponibilidade de habitats. Tais alteraes podem levar reduo na riqueza de espcies. De forma inversa, em cavidades no tursticas, observou se preferencialmente a deposio de recursos alimentares e criao de novos microhabitats (lixo e entulho domiciliar). Estas alteraes podem provavelmente atuar aumen tando os valores de riqueza relativa. Como exemplo pode se citar a Mina da Volta do Crrego e Mina da Casa, que apresentaram tais impactos e as maiores riquezas observadas. A condio imposta pelo turismo, relacionada depleo de recursos em sistemas su bterrneos, j foi observada em outros estudos. Na Gruta Kiogo Brado as atividades tursticas tm causado danos estrutura fsica, resultando na menor disponibilidade de habitat e diminuio de populao atravs da morte de invertebrados que pode ser caus ado pelo descuido ao ser realizar o caminhamento (FERREIRA et al., 2009). Entretanto algumas aes podem ser utilizadas para minimizar o impacto causado pelo turismo em cavidades artificiais. Segundo FERREIRA e colaboradores (2009), a determinao de rotas especficas para que seja realizado o caminhamento foi sugerido como ao para reduzir o impacto direto sobre a comunidade de invertebrados. Como observado por Eberhard (2001), a manuteno adequada do recurso disponvel para a fauna em algumas cavidades tursticas da Oceania pode ser um fator decisivo na manuteno de populaes de invertebrados, mesmo em sistemas que recebem milhares de visitantes. Alm de causar mudanas nos sistemas biolgicos, o turismo pode alterar as condies climticas de sistemas subterrneos. Em algumas cavernas j foram observadas a elevao da temperatura, mudanas na umidade relativa do ambiente e das taxas de CO 2 em funo do uso turstico (PULIDO BOSH et al., 1997; LINHUA et al., 2000; LOBO, 2006; LOBO, 2006a). PULIDO BOSCH e colaboradores (1997) observaram um aumento de 5 0 C na temperatura e reduo de 15% na umidade no ambiente da Caverna de Marvels causado pelo sistema de iluminao. Da mesma forma, nas cavidades artificiais aqui estudas, tambm foram registrados variaes nos parmetros ambientes decorrentes da iluminao. Entretanto, no presente estudo os valores de umidade foram elevados aps o distrbio. Mas, importante ressaltar que no estudo conduzido

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 83 por PULIDO BOSCH e colaboradores (1997), a coleta de dados foi re alizada durante 23 horas, ao contrrio deste estudo onde foi realizada apenas uma coleta aps 30 minutos de funcionamento da iluminao. Caso a coleta de dados deste estudo fosse realizada em longo prazo, provavelmente poderia ter sido observado padres se melhantes ao encontrado por PULIDO BOSCH e colaboradores (1997). Os ambientes subterrneos so espaos confinados, que tendem a ter uma baixa circulao de energia, quando comparado com meio epgeo. Desta forma, as interferncias causadas pelo turismo acab am resultando em impactos que podem persistir por um longo tempo at se dispersarem (FERNNDEZ CORTS et al., 2006; LOBO, 2006). No se sabe o tempo exato necessrio para que haja um retorno s condies de temperatura e umidade relativa observadas inicial mente nas cavidades subterrneas artificiais aps as visitas. Entretanto, os valores tomados inicialmente no interior destes ambientes so um indicativo de que as condies podem voltar a nveis semelhantes queles observados em cavidades em que no so re alizadas passeios tursticos. FERNNDEZ CORTES e colaboradores (2006) demonstraram que as alteraes causadas nas condies ambientais (temperatura e umidade relativa) aps visitas de turistas ao Geodo Pulp (Espanha) podem durar at 27 horas. Tal cavidade localiza se a mais de 300 metros de profundidade em relao ao meio epgeo O sistema de iluminao, alm de influenciar nas condies ambientais, tambm pode causar pequenas alteraes na comunidade biolgica. Estes equipamentos proporcionam o cresciment o de organismos fotossintetizantes no interior de sistemas hipgeos em zonas onde a nica fonte de iluminao a artificial. Desta forma, ao proporcionar o crescimento de algas e liquens em cavidades subterrneas, o sistema de iluminao promove o enrique cimento alimentar, podendo alterar os tamanhos populacionais de algumas espcies. Neste estudo foram observadas agregaes de certos invertebrados (colmbolos, grilos e psocpteros) sobre este tipo de recurso, evidenciaram um eventual consumo do mesmo por estes organismos. Portanto, antes da instalao de conjuntos de iluminao em cavidades subterrneas deve se ter em vista que estes equipamentos podem causar interferncias climticas, como j foi constatado por Bogianni e colaboradores (2007), e tambm, p odem vir a causar mudanas nas distribuies das populaes de invertebrados presentes nestes locais. Contudo, o impacto dos sistemas de iluminao pode ser minimizado. Como foi apresentado por LIMA e MORAES (2006) no plano de manejo da Gruta de Maquin, o funcionamento intermitente, somente quando o turista est presente no interior da cavidade, pode atenuar o efeito deste no microclima subterrneo. As cavidades artificiais compreendem um interessante modelo a ser estudado, pois podem auxiliar na proposi o de aes de manejo de sistemas subterrneos naturais. Desta forma, estes sistemas podem fornecer subsdios para tornar o turismo uma alternativa econmica vivel, conciliada com a preservao e o uso do patrimnio natural. 5. CONCLUS'ES Modificao n a estrutura fsica, principalmente na entrada das cavidades, diminui a quantidade de recursos que podem acessar o sistema subterrneo e servir de alimento para fauna. Lixos orgnicos carreados pelos turistas, alm da estrutura fsica de apoio ao visitante, so as principais fonte de recurso para a fauna. Parte das espcies que compem as comunidades de sistemas tursticos subterrneos so organismos tolerantes, que experimentam condies ambientais diversas. O sistema de iluminao altera os valores de umi dade e temperatura de ambientes subterrneos, alm proporcionar o crescimento de organismos fotossintetizantes em zonas afticas, onde estes espcimes no deveriam ser encontrados A GRADECIMENTOS Aos colegas Marcus Paulo de Oliveira, Amanda M. Teixeira e Matheus Brajo, pelo auxilio durante o desenvolvimento das atividades de campo. Antnio Brescovit (Aranae), Adriano Kury (Opiliones), Marcelo Ribeiro (Orthoptera) e Thas G. Pellegrini (Coleoptera), auxiliaram nas identificaes de invertebrados. Epamig EcoCentro Lavras por permitir que fossem utilizados os equipamentos pertencentes a instituio, durante a identificao do material acarolgico. A realizao deste trabalho s foi possvel devido o auxilio financeiro concedido pela Fundao de Amparo a Pes quisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig Processo N o : APQ 4189 5 03 07). Este trabalho contou com a anuncia do IBAMA e ICMbio (SISBIO 14758 1 e 19637 1).

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 86 Anexo 1: Composio, abundncia e distribuio da fauna em Cavidades Subterrneas Artificiais de Ouro Preto e Mariana. *co: colnia; ac :espcies que foram consideradas raras ou acidentais Ordem/Fanlia Gnero/Espcie Casa Cavalo Canelas III Perereca Anorexia gua Branca Sem Noo Conectada Poo Sem Fundo Meio do Mato Cachoeira Mesostigmata Laelapidae Androlaelaps sp. 100 Laelapidae Stratiolaelaps sp 202 Macrochelidae sp1 18 Macrochelidae sp2 5 3 Trombidiforme Anystidae Erythracarus nasutus 26 6 Araneae Palpimanidae Otithops sp. ac 1 Ctenidae Ancylometes concolor 5 Ctenidae Enoploctenus cyclothorax 1 1 3 7 Nesticidae Nesticus sp. 3 1 1 Oonopidae Oonops sp. 3 Ochyroceratidae Ochyrocera sp. 2 Pholcidae Mesabolivar sp3 3 10 63 38 10 43 142 18 14 2 Tetragnathidae sp1 2 Trechaleidae Trechaleoides sp. 2 1 Theridiidae sp1 ac 1 Theridiidae Theridion sp1 2 1 2 17 50 2 2 4 Theridiosomatidae Plato sp1 76 189 4 2 1 Salticidae sp1 ac 1 Segestridae Ariadna sp. 2 Sicariidae Loxosceles similis 6 3 Opiliones Gonyleptidae Eusarcus sp. 1 3 4 Gonyleptidae Mitogoniell indistincta 2 6 5 3 Gonyleptidae sp1 3 Gonyleptidae Goniosoma sp. ac 26 3 2 12 2 Spirostreptida Spirostreptidae Pseudonannolene sp1 2 3 4 1 Spirostreptida Pseudonannolene sp2 1 Isopoda Phylosiidae sp1 1 7 3 8 Isopoda sp1 1 Blattaria Blattaria sp1 2 Blattaria sp2 ac 1 Blattaria sp3 ac 1 Blattaria sp5 9

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 87 Coleoptera Carabidae sp1 1 4 Carabidae sp2 7 Gyrinidae sp1 6 2 Pselaphidae sp3 2 Pselaphidae sp4 ac 1 Staphilinidae sp1 1 4 Staphilinidae sp2 20 larva sp1 4 larva sp2 ac 1 Diptera Cecidomyiidae sp1 6 Culicidae Culex sp. 6 1 1 Tipulidae sp1 ac 3 Tipulidae sp2 ac 1 sp1 1 sp2 1 1 1 Chironomidae Larva 2 1 Keroplatidae Larva 9 Pupa ac 1 Larva 2 Hemiptera Reduviidae Zelurus sp1 2 2 1 Reduviidae Zelurus sp2 4 Reduviidae sp1 1 1 1 2 Veliidae sp1 8 sp1 ac 1 Hymenop tera Formicidae Hypopomera sp. 6 Formicidae Solenopsis sp1 6 1 Formicidae Solenopsis sp2 1 2 5 Formicidae Brachymyrmex sp. ac 1 Lepidoptera Noctuidae sp1 5 Noctuidae sp2 5 Noctuidae Latebraria sp 2 Psocoptera Psocoptera sp1 ac 1 Psocoptera sp2 1 Orthoptera Phalangopsidae Endecous sp 56 5 4 3 1 13 1 Phalangopsidae Strinatia sp. 14 38 47 1 5 6 56 19 1 18 8 I soptera Termitidae Nasutitermes sp. *co Collembola sp3 42 3 6 52 sp4 116 27 100 1 24 2 10 Symphyla sp2 ac 1 Annelida sp1 3 1 1 5

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B ernard i, Souza Silva & Ferreira E feitos do uso turstico sobre cavidades .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 88 Anexo 2: Composio, abund ncia e distribuio da fauna em Cavidades Subterrneas Artificiais localizadas no municpio de Mariana. *co: colnia; ac :espcies que foram consideradas raras ou acidentais Ordem/ Fanlia Gnero/ Espcie Volta do Crrego Rica Velha Rei Trombidiforme Anystidae Erythracarus nasutus 1 Pseudoescorpiones Chernetidae sp1 2 Araneae Ctenidae Ancylometes concolor 1 Ctenidae Isoctenus sp. 2 1 Nesticidae Nesticus sp. 2 Ochyroceratidae Ochyrocera sp. Pholcidae Mesabolivar sp 3 14 2 1 11 Theridiidae Theridion sp1 1 1 Theridiosomatidae Plato sp1 3 17 Sicariidae Loxosceles sp. 8 Scytodidae Sytodes sp. 1 1 Opiliones Gonyleptidae Goniosoma sp1 ac 1 Gonyleptidae Eusarcus sp. 3 Gonyleptidae Mitogoniell ind istincta 6 3 Gonyleptidae sp1 2 9 Polydesmida Paradoxosomatidae sp1 ac 1 Spirostreptida Spirostreptida Pseudonannolene sp2 1 Isopoda Isopoda sp1 2 Blattaria Blattaria sp4 ac 1 Coleoptera Pselaphidae sp1 2 Pselaphidae sp2 ac 1 Pselaphidae sp3 3 Diptera Culicidae Culex sp. 5 Sciaridae sp1 ac 1 Hemiptera Reduviidae Zelurus sp1 1 sp2 8 Lepidoptera Tineidae sp1 ac 1 sp1 ac 1 Psocoptera Psocoptera sp3 12 Orthoptera Phalangopsidae Endecous sp 10 16 23 Phalangopsidae Strinatia sp. 15 3 1 1 Collembola sp1 29 sp2 5 sp3 1 sp4 9 19 58 51 Symphyla sp1 ac 1 Platyhelmintes sp1 ac 1

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 89 THE CONSERVATION OF SPELEOLOGICAL TOURIST ATTRACTIONS IN THE CENTRAL AMAZON: SITUATION AND PERSPECTIVES FOR THE ENVIRONMENTAL PROTECTION AND TOURIST MANAGEMENT IN THE MAROAGA CAVE CONSERVAO DE ATRATIVOS TURSTICOS ESPELEOL"GICOS NA AMAZNIA CENTRAL: SIT UAO E PERSPECTIVAS PARA A PROTEO AMBIENTAL E GESTO DO TURISMO NA CAVERNA DO MAROAGA Joo Rodrigo Leito dos Reis (1) Julio Csar Rodrguez Tello (1) Alessandro Camargo Ang elo (2) & Christina Fischer (3) (1) Forest and Environment Science Federal University of Amazonas ( UFAM ) (2) Center of Forest Sciences and Wood Federal University of Paran (UFPR) (3) State C enter of Amazonas Conservation Units Secretary of the State of Environment and Sustainable Development (CEUC SDS ) Manaus AM jrlreis@gmail.com Abstract The conservation of natural tourist attractions, even when considered under a certain regime of special protection or typology of legally protected areas, with the goal of curing the inappropr iate use of these areas, needing discussion about the administrative and legal premises regarding its being an effective area. In this context, the actions and perspectives for the protection of the Maroaga Cave, which originated the institution of a state Environmental Protection Area (APA) that takes its denomination in the city of Presidente Figueiredo, AM were discussed in this article. The method of Exploratory Research was used, having been developed from a Case Study, with bibliographic and document investigation. It was concluded that despite the biophysical characteristic of this cavity that makes it possible to include them in the environmental legislation under distinctive typologies of protected areas (Area of Permanent Preservation, Conservation Unit, and Protected Cavity), their official restrictive protection and order for tourist and public use has not yet been secured. This and for the other natural attraction of the APA and the Maroaga Cave depend on their permanent conservation, done throu gh management measures foreseen for the Special Eco tourist Interest Zone and for the APA Management Plan of Public Use Program, connected to the transformation of its area inclusion in an Integral Protection Conservation Unit and the planning and biophysi cal of tourism in the location Key Words : Maroaga Cave, Protected Area, Tourism Resumo A conservao de atrativos tursticos naturais, mesmo quando enquadrados sob algum regime de proteo especial ou tipologias de reas legalmente protegidas, com o obj etivo de sanar o uso inadequado desses locais, carecem de discusso sobre as premissas administrativas e legais de sua efetividade. Nesse contexto, as aes e perspectivas para a proteo da Caverna do Maroaga, que originou a instituio de uma rea de Pro teo Ambiental (APA) estadual que leva sua denominao, no municpio de Presidente Figueiredo/AM, foram discutidas neste artigo. Utilizou se o mtodo da Pesquisa Exploratria desenvolvida a partir de um Estudo de Caso, com investigao bibliogrfica e doc umental. Concluiu se que apesar da caracterstica biofsica da referida cavidade possibilitar seu enquadramento pela legislao ambiental sob a forma de distintas tipologias de reas protegidas (rea de Preservao Permanente, Unidade de Conservao, Cavid ade Protegida), ainda no esto garantindo sua proteo oficial restritiva e ordenamento de turismo e uso pblico. Assim como, para os demais atrativos naturais da APA, a Caverna do Maroaga depende para sua conservao efetiva da execuo das medidas de ge sto previstas para a Zona Especial de Interesse Ecoturstico e para o Programa de Uso Pblico do Plano de Gesto da APA, aliada a transformao da sua rea de abrangncia em uma Unidade de Conservao de Proteo Integral e o planejamento e ordenamento bi ofsico do turismo no local Palavras Chave : Caverna do Maroaga, reas Protegidas, Turismo

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 90 1. INTRODUCTION The official policy of protection/conservation of natural areas in Brazil is connected to distinctive administrative ladders performance (city, sta te, and national); the specific and complementary laws (Forest Code, National System of Conservation Units, among others); different typologies and categories of protected areas, being able to put itself or complement (MORSELHO, 2001; MEDEIROS et al 2004; MEDEIROS & GARAY, 2005; BENSUSAN, 2006). According to MEDEIROS et al (2004), the conception of a system integrated to the creation and management of protected natural Brazilian areas resulted in a model composed of only two separate typologies of spaces destined toward the protection of natural recourses: a) the protected areas territorially demarcated, with well defined dynamics of use and management and generically called the Conservation Units (UC); making part of the National Nature Conservation Units System (SNUC Statute 995/00); b) spaces protected by legal means and through its attributes and services, above all ecologic ones, but without a previous territorial marking, as happened in the later, to which the Permanent Preservation Areas (APP) and Legal Reservation (RL) included in the second version of the Forest Code of 1965 (Statute 4771/65). Besides these typologies cited above, the Underground Cavities are highlighted, whose jurisdiction are currently in the reform, discussion and controversi al process. In this context under effective management acknowledgeably the most efficient form of guaranteeing the preservation of the natural resources and biological diversity (MORSELLO, 2001; BENSUSAN, 2006), highlighting other typologies of protected Brazilian areas for having the most possible acknowledgement and visibility (MEDEIROS & GARAY, 2005). However, to gain success, they must fill the requirements in their stages of creation and be managed ef fectively (MORSELHO, 2001), in order to reach the goals for which they were created (BENSUSAN, 2006). The simple creation or implementation of a UC does not supply sufficient elements to effectively guarantee the maintenance of this biodiversity (MORSELLO, 2001; BENSUSAN, 2006). The natural and/or wild areas can be thought of as the physical or geographical space where characteristic elements and/or autochthonous species are found. Opposing the concept of urban areas, SILVA (1996), they are defined as virg in, destroyed, altered, abandoned, or marginal lands, used for urban, industrial, or agricultural means, being able to be forests, mountains, deserts, or marshes. They could yield benefits to men (resources and environmental services) if they are conserved to a more or less degree, restoring its original wild composition when they are in degraded areas or if they suffer the presence of exotic species. As such, environmental sustainability is connected to perception, understanding, and respecting of developm ent of processes that add value to nature and human beings, related to the capacity of a process or form of acquiring natural resources to continue to exist for a long period of necessary to identify, charac terize, and propose ways of use and access to these resources, by means of elaborating and applying public policy and managerial norms. In this case, the UC were highlighted. The UC creation, implementation, and management process in Brazil follows the pro cedures placed forth by Statue 9985 of July 18, 200, which instituted the National System of Natural Conservation Units (SNUC) together with their regulatory executive orders, resulting in the directives and mechanisms that align management and criteria de finition for putting these spaces to practical use. According to SNUC, the state of Amazonas instituted the State National Conservation Unit System (SEUC), under Statute no. 53 of June 5, 2007. The Maroaga Cave is situated in a state Environmental Protection Area (UC of sustainable use) with the same name. This UC was founded by state executive order no. 99556 of 10/01/1990, the goal of its creation being to protect the speleological cavities of the city of Presidente Figueiredo, WI, b esides protecting the relevant scenic beauties and environmental attributes therein, especially the Maroaga Cave. Despite the 21 years that have passed since its founding, the APA has not yet received a published and official Management Plan, neither have effective actions for implementation of management measures linked to the Public Use Program for its Ecotourism Special Interest Zone (ZEIE). The Zone is comprised of 47 natural tourist attractions, 22 of them for tourist use and 25 potential areas (ones t hat had not yet been identified or mapped by 2010 and are totally lacking tourist visits), categorizing them in 16 isolated attractions and 15 natural complexes, detailed here: a) Remapping of ten

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 91 1998CPRM/PRIMAZ attractions, three of them having new area increments and the other seven being isolated; b) Mapping seven areas registered by SEMMA/SEMTUR (2004 2007), being five isolated attractions and two other new areas; and c) mapping 30 new attractions in the field, seven of them currently in use and the ot her 23 potential areas, containing ten natural complexes and four isolated attractions 30 (REIS e TELLO, 2011). It was detected that over a long period of time that APA did not receive appropriate administrative management, natural tourist attractions were gained spontaneously or by executive order and incorporated into a process of intensified tourist visitation with no control and sparse administration, causing environmental impacts that compromised the ecologic integrity of the locations and, consequentl y, limited its time use, characterizing the process caused by mass or predatory tourism (REIS e TELLO, 2011). However, without complete management at the APA, as was in the past, the natural tourist attractions resist the absence of environmental control o rder, and public use. The Maroaga Cave is an integral part of the ZEIE at APA and is an underground sandstone cavity, legally protected and also an APP ope legis However, as remembered by SESSEGOLO et al (2004), the group of existing cavities in the Maroa ga Cave is also deprived of protection and disciplinary policy, for which comes forth the creation of an integrally protected UC. With all this, the article presents the current state of management and use of the Maroaga Cave and the incongruence of the of ficial protection mechanisms adopted for its preservation together with the previous ones justifying the creation of APA that gives its denomination and the state of the art of the planned management actions carried out for the UC in question. 2. MATERIAL AND METHODS 2.1. A rea of Study The Maroaga Cave (AM 002) is located on the sixth kilometer of state highway AM 240 (Balbina District Highway) in the city of Presidente Figueiredo, 111 kilometers away from Manaus, in the state of Amazonas (Fig. 01). Its lo cation can be of 120 meters (SESSEGOLO et al 2004). This cave is registered in the Brazilian Speleological Society he cave from Manaus is available by interstate BR174 (Manaus Cacara), running about 105 km until it meets state highway AM 240 on the right. One can go 6 km along AM 240 up to the entrance of the cave that is duly identified with signs. 500 meters from th ere, the trail continues to the forest. The APA Maroaga Cave is about 374,700 hectares, equivalent to 14% of the city of Presidente Figueiredo, AM. The UC is located on the geographical coordinates from to are the BR 174 (west) interstate, the Waimiri Atroari/Roraima (north) Indigenous Reservation, the Balbina Dam Lake (east), the Uatum River by AM 24 0 on the south section. Sandstone rocks in the Trumpet Group Nhamund Formation are predominant in the Maroaga Cave (Lower to Middle Silurian), recovered by the Lateritic Covers unit (Thirdly), and the Torrent Flood Deposits (Thirdly/Fourthly). The region is included in the Morph structural Domain of the Sedimentary Basin Plateau of Amazonas, in the context of which the differences of the Recent Flood Plain can be seen, Sandstone Plateau, and Lateritic Plateaus. The sandstone rocks are notably the sandston e quartz ones pointed out as deposits of Foreshore and subordinately those related to Shore face deposits ( NOGUEIRA et al 1997). They are medium to large granulated sandstone quartz, being very finely chosen and round, exhibiting parallel plain stratifica tion with low angled bases, having their origin linked to the flow and refluxes in a wavy zone, while the trunked part materializes in changes in the group of waves and sediments. The sandstone quartz related to Shore face are fine to thick granulated ones showing table crossed, parallel plain, solid, and crossed hummocky stratification ( NOGUEIRA et al 1997). According to the diagnosis of AMAZONASTUR/PROECOTUR (2004), the face of the tubular river connections is materialized by huge abrupt vertical to sub vertical sandstone walls, locally with downward inclinations and the heights can be over 30 meters tall, an approximate figure found from the entrance base of the Maroaga Cave to the top of the wall. The average height is 25 ere the existing cavity entrances are carved in the Maroaga System. The elliptic (Fig. 02).

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 92 Fig. 01 Maroaga Cave and its location in relation to the APA. Source: REIS, J.R.L., 2010. Fig. 02 Maroaga Cave : a) and b) outer area of the Maroaga Cave waterfall and a section of its geological structure; c) Identification signs. Sources: MORAIS, Pedro R., 2010. According to the Kppen classification, the ra iny, humid, hot, and tropical climate. The average total volume of precipitation is 2,075 mm. The predominance is formed by recent alluvium plains, sandstone plateaus. The soils are the type of Garlic Yellow Latusoil, Red Yellow Garlic, and Red region, there are Hydro morphological Podzol soils. In the APA there is a certain predominance of Dense Ombrophyle Forest that occupies areas where Paleozoic and Pre C ambrian, and Low Altitude Forest rocks are dominantly present, located in the youngest lands of the Quaternary and some plateaus of the Third plain (IBGE, 1978). In the region of the Maroaga cave, deep fields are predominant and the network of tributary dr ainage on the left bank is from the Urubu River, composed of courses of Urubu, Mutum, and Ona water (creeks). The Maroaga and Judea Canals make up the fluvial channels of great interest for the cave, both being first class tributaries (AMAZONASTUR/PROECO TUR, 2004). In the middle of the APA are 26 rural communities with around 2,193 families (CEUC/SDS, 2011). Among factors potentially responsible for the economic growth of Presidente

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 93 Figueiredo observed in the past years are the paving of the BR 174 inters tate highway, which makes the largest part of land drainage possible, the mineral jades in the Pitinga region, and the Balbina Hydroelectric Dam and its attached infrastructure. 2.2. M aterials First and second hand information, like those from letters sp ecifying vegetation, soil, hydrography, public and/or private Conservation Units, agrarian situations, geomorphology, deforrestation in the context of Maroaga Cave and APA conservation priority areas, and reports and bibliographies were obtained The follo wing materials and equipment were used: Cartographic database (IPAAM/SIPAM) APA Maroaga Cave. Year 2009; ITEAM and INCRA databases Glebes, private areas and properties. TM/Landsat 5 images 231/61, 230/62, and 230/61 orbit/point and 2009 data. 30 mete r space resolution. 0.63 0.69, 0.76 0.90 and 1.55 1.75 spectral bands ESRI ArGIS 9.3 software that was used to elaborate cartographic and space data treatment products. GARMIN 3 navigating GPS used to identify geographic coordinates of the area, rural land s, and other relevant environmental aspects; Photographic camera and camcorder to film in and around the Maroaga Cave, as well as other aspects necessary in the research. 2.3. Method The method used was that of exploratory to get to know the variable of study that was shown, its meaning and problem forming, with a triple purpose: developing the environment, fact or ph enomena, and clarifying or changing concepts (MARCONE, 2002). In general, case studies (GRESSLER, 2004; YIN, 2005) or bibliographic research (SANTOS, 2005) were used. Exploratory research involves: a) finding bibliographical material; b) interviewing peopl e who experienced the problem research on a practical level; and c) analyzing examples that stimulated the understanding of the facts studied. A case study is an empirical investigation carried out to find out and understand a contemporary phenomenon in i ts real life context, especially when the boundaries between the phenomenon and the context are not clearly defined and exhaustive study of a single or very few objects in a way that allows the investigat ion of its broad and detailed knowledge, making distinguishing and detailing the case, data collection, analysis, and data interpretation and report writing possible (GRESSLER, 2004). The purpose of library or secondary source research is to explain a prob lem from theoretical references published in documents, those articles of the subject of study made public (MARCONI, 2002). It can be done independently or as part of descriptive or experimental research as well, when done with the intuition of gathering p revious information and knowledge about a problem to which one seeks an answer or about a hypothesis that one wishes to experiment (SANTOS, 2005). Bibliographies offer means to define and solve, not only already known problems, but explore new areas where problems have not yet been sufficiently crystallized (MANZO, 1971 apud MARCONI, 2002). Documental research methods act as an original information source of documents that had not received analyses and syntheses (SANTOS, 2005). The advantages of this kind o f research are trustworthiness of the documented sources essential to any study the low cost and contact of the researcher with original documents. Among the disadvantages is the lack of objectivity, representation, and document subjectivity. Obtaining d ocuments and information on the APA Maroaga Cave remained faithful to verifying library collections, whether online or printed in conjunction with its administrating organization and those others that work in the field. Three technical visits to the Maroag a Cave Field were made, as well as sixty to the APA in order to recognize and note the biophysical and photographic features of the locations. An integrated analysis of the data by means of interactive matrix and control lists was done, according to the me thods proposed by SANTOS (2004, in which is the information obtained by primary and secondary surveys through graphs, spreadsheets, or structure diagrams of an interactive template.

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 94 3. R ESULTS AND DISCUSSION 3.1. T he history of the use and occupation of t he Maroaga Cave region The antecedents connected to the use and appropriation of the Maroaga Cave are linked to the beginning of the city of Presidente Figueiredo and to the discovery of the environmental potential of the region with a specific interest in exploitation. The idealization and labor of constructing the interstate highway BR 174 Manaus Caracara was what sparked the pioneer front that took over the region, threw out and decimated its native dwellers. This s natural resources and by mass projects in the implantation BECKER, 2001; REIS, 2010; REIS e TELLO, 2011). In this stage, the exploratory cycle began on various scales of the natural resources (flora and fauna), nudged on by well articulated parts and with obvious goals of removing environmental goods. This scale is divided in steps. Initially, intensified exploitation was carried out of noble wood vegetal species until they ran out, in which were informally instituted true businesses that began rural area occupation and exploited it at the same time, which would root the origins of the communities existing today. Parallel to this process is the capture, hunt, and killing off of wild animals, both for trafficking and mea t marketing. As a result of resource stifling, wildlife tamers migrated to other areas, starting the process of clandestine forest exploitation. The people who settled in the land can be divided into two categories: ge entrepreneurs that camouflaged secret wood exploitation by opening pastures for bovine cattle and/or outer fields for large scale agriculture; The unemployed people of big entrepreneurships who had already settled in the city and the adventurers attract life. These folks, who had no idea of the financing opportunities nor the proper level of professional training for agriculture trades according to the environmental parameters of the Amazon, (DIEGUES, 1999; FEARNSIDE, 2005; REIS e PINHEIRO, 2010 ), began and continued to implement a new illegal wood exploitation process, as well as the appearance and constant broadening of new areas and jobs in the region, mainly on the banks of AM 240, the state highway of the Balbina District (OLIVEIRA, 2000; REIS, 2010; REIS e PINHEIRO, 2010); After 1990, the pioneer and new inhabitants (very wealthy and learned) are geared back to taking advantage of intensified tourism without any environmental beauty, originated from the environmental and geomorphologic traits of the area (REIS e TELLO, 2010; REIS e TELLO, 2011). However, the true interest was sparked thanks to pioneering through the purchase of lengthy areas with t he presence of waterfalls and waterslides by entrepreneurs coming from other regions of Brazil (REIS, 2010), who transformed them into credited hotel touristic businesses, qualified under the means of private reserves under the category of Natural Private Asset Reservations (RPPN), making them a model to follow. This aspect brought forth the interest of rural owners and other local and regional agents and attention migrated to a new way of exploring natural resources that of public use of waterfalls, caves, and other speleological and geomorphic formations. Through its discovery, the Maroaga Cave has always been the highlighted and disputed natural attraction, noting acquisition and management by different parties, both public and private having distinct int entions for enjoyment and administration, public and touristic campaigns, from the Amazonas state government itself, or in acts of ownership. It was exactly like that the Rogrio Gribel, an INPA (National I nstitute of Amazon Research) researcher elaborated the first known proposal to environmental reserve in the area of the Maroaga Cave Refuge, city of President e Figueiredo, state of relevance of the region and the degrading environmental scenario done at the time, geared toward the protection of the cavity for means of conservation, research, and education are highligh ted. In this document, GRIBEL (1988) highlights that deforestation done at the time had been catalyzed by government initiatives, such as the creation of the Manaus Duty Free Trade Zone substituting the forest for pastures; colonization projects of INCRA, divvying and settling families down on the sides of the highways; constructing neighborhoods adjacent to interstate BR 174 just like the several DAS neighborhoods and a access road to Balbina, among others; an d the final construction stages of the Uatum River dam. Also add onto all those entrepreneurships the uncontrolled

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 95 private and land invading acts of stifling wild vegetal, flora, and fauna. The author emphasizes that up until that time no government measu res (neither state nor federal) had been taken to contain the degradation process. Remembering that creation the conservation units by the government of the state of Amazonas was scientifically based on the report called Units in the State of Amazonas, with educational, scientific, researcher Bruce Walker Nelson (NELSON, 1989). After this, the cited researcher criticized the initiative of the Amazonino Mendes Administrat ion (1987 Inventory in the Amazon and the rational choice of having created 9 reservations and parks at the start NELSON (1991) hi ghlighted that the state created conservation areas were done, but not implanted, being broadly exploited for their publicity worth and that they were chosen mainly on the basis of a simple report (Nelson, 1989) without an appropriate study of the situatio n of land use at the time and not even having consulted with society without obtaining information consistent with the use of remote censorship. As a conclusion, greater dialogue and cooperation among INPA researchers, experts, and state government authorities (IMA and SUFRAMA) appeared to be important in the choice and management of such conservation areas. NELSON (1989) suggests that the location adjacent to the protected not only those areas surrounding the cave, but instead an entire transect of the many geological substrates found from the Urubu River (kilometer 104 of BR 174) until the crystalline shield (at km 148), on the res ervation border (to be created), established some kilometers east of the highway, far away from the influence of humans. This way, preserving a transect of high fauna and flora heterogeneity within a small area, being important to identify the existence of other caves and deep fields over the same sandstone that probably continued in the southeast direction of the Balbina highway. He highlighted that the caves near the road (BR 174 and AM 240) had already been disfigured, which compromised the fauna. Biophy sical, agrarian, and biological aspects of the Maroaga Cave are reported by Gribel (1988), who also highlighted important factors to ensure the integrity of this area: agrarian legalization and means for educational and research goals. In this context, he indicates INPA as an institution capable of acquiring and managing it. away the interest brought forth by Gribel (1989), mainly due to political instability and agrarian complexity of the time, which still remain around a concrete position about the restrict use of the region it has been a target for a wide variety of arguments and conflicts related to its protection since its creation (IMA AM, 1993). The APA Maroaga Cave was initially instituted with an area equal to 2,562 square kilometers. However, in 1994, its dimensions were expanded to 3,747 square km. Accordi ng to the report written about the APA Maroaga Cave (IMA AM, 1993) by experts from the Amazonas Institute of Natural Resource and Environmental Protection Development (IMA AM), Eletronorte had put together a proposal to create a reservation around the Balb ina reservoir/Lake to adhere to National Environmental Council (CONAMA) Resolution no. 010/87, called the Biological Reserve (REBIO), instituted by the federal government on the Uatum create another REBI O on the left bank because the APA Maroaga Cave had already been established. Overall, the embryonic creation process of the APA Maroaga Cave was lined on: Environmental and agrarian organization of the region between BR 174 and the Balbina Reservoir; Prot formations; Focusing on the protection of the Maroaga Plans, management, and control of tourism in the natural areas of the APA. To reach this horizons, action plans regarding ecological zoning were discussed throughout its existence, as well as elaborated Emergency Management Plans; its Management Plan; and the agreement with Presidente Figueiredo City Hall.

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 96 3.1.1. The kinds of official protection adopted for Maroaga Cave 3.1 .1.1. State APA In spite of having been founded twenty years back, the APA Maroaga Cave does not yet have a management plan that would lay out the land use and occupation, would restrict activities contrary to its purposes, would carry out environmental, a grarian organization, as well as natural attraction public use planning and control, highlighting the Maroaga Cave. Through the Legal Amazon Ecotourism Development Program (PROECOTUR), the Ecosystem Environmental Consulting company won the government contr act bids and put forth Speleological Management Plan and Specific Projects on Infrastructure and Signs for the Maroaga Cave (AMAZONASTUR/PROECOTUR, 2004) and a short time later the Speleological Management Plan and Specific Projects on Infrastructure and S igns for the Baptism Cave, located on the outskirts of Balbina ( AMAZONASTUR/PROECOTUR, 2005). 3.1.1.2. Permanent Preservation Area The region of the Maroaga Cave is an APP because its biophysical traits are adept to the criteria described in the New Feder al Forest Code: Statute 4,771, of 09/15/1965 and in CONAMA Resolution no. 303, of 03/20/2002, making known: Around the start of the water, even if intermittent with a 50 meter line; 30 meter distances from the river banks for less than 10 meter wide water courses (creeks); Slopes over 45, equal to 100% on the line of the most incline. 3.1.1.3. Protected Underground Cavity The Maroaga Cave is a speleological asset of the state of Amazonas, legally protected by Executive Order no. 99,556, of 10/01/1990 that provides protection of existing natural and underground cavities in Brazil and, according to Section 20, Subsection 10 of the 1988 Federal Constitution, it is property of the Federal Mendes Biodiversity Con National Research and Cave Conservation Center (CECAV/ICMBio), whose goal is to do scientific research and management acts to conserve cave environments and associated species (CECAV/ICMBio, 2009; CECAV/ICMBio, 2011). It was discovere d in 1983 during the speleological survey work for implanting the Balbina Dam was under way; and was registered in the Brazilian Speleological Society as the Maroaga Refuge Cave (AM 002) (KARMANN 1986). It has a topographic map made by the ELETRONORTE S.A topography team and adapted by KARMANN (1986) and complement mapping done by the Environmental Ecosystem Consultants when they did their Speleological Management Plan (AMAZONASTUR/PROECOTUR, 2004) considered the largest cave in the state of Amazona s, with 387 meters and the third greatest difference in height (SBE, 2009). The potentiality of Cave Occurrences in regions made up of sandstone formations is classified as average (CECAV/ICMBio, 2009), a fact which favors the Maroaga Cave according to its exceptionality on a regional level and of High Relevance according to Normative Instruction no. 2, of August 2, 2009, instituting methods for classifying the degree of relevance of underground natural cavities. 3.1.1.4. Park creation proposal As remember ed previously, since the start of the discussion about its official protection in the eighties, the creation of a restricted conservation area geared toward research and education had already been discussed. Anyhow, in 2004 the an and Specific Projects on Infrastructure and Signs for the Maroaga the work of PROECOTUR in that city, grabbed them aware of the necessity of the crea tion of a fully integrated conservation unit as a park, preferably a city one, having it in the region where the Maroaga Cave is located, with the purpose of building a touristic infrastructure and avoiding environmental degradation. The current institutio nal, technical, and legal discussion about the protection of caves in Brazil could favor full and restrictive conservation for the Maroaga Cave, once the Speleological Management Plan has technical subsidies for relevance and perspective at a regional leve l in order to environmentally and administratively be organized. Recap that the CECAV is one of approximately 50 places propitious for conservation, depending on occupation in order to identify which protecte d

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 97 those of the Maroaga Cave. 3.1.2. Jurisdiction and current management scenario of the Maroaga Cave The CEUC/SDS, managing agency of the APA Maroaga Cave, through a Consulting office, is in the planning stages of socioeconomic, biological diagnosis, as well as mapping the use of natural resources, with the objective of making its Management Plan. The APA counts on a Conservation Unit Head placed in the city of Presidente Figueiredo, specifically in the C ity Environmental Department (SEMMA). However, besides insufficient human resources, there is no infrastructure as vehicles, offices, etc. that can supply demand and carry out immediate management measures for the UC, depending on the availability of the a located in Manaus. Through Administrative Regulation no. 114/2009, of 06/05/2009, its Deliberating Council was established and holds quarterly meetings after two years without activity. Inspectorial acts and environmental w atch happen daily with the support of SEMMA or through technical visits done by the Amazon Environmental Protection Institute (IPAAM), the agency responsible for environmental supervision in monitoring of credited entrepreneurships located in the APA, specifically as a requirement for issuing new Environmental Licenses or for renewing current ones, or when requested by CEUC/SDS to investigate criminal information on local th noting the institutional fragility of the agencies, mainly in regards to the lack of personnel to work as inspectors throughout the state as a whole. This APA was the first state conservation unit to have a co management agreement (Contract no. 001/2003 IPAAM), signed by the administrating agency (IPAAM CEUC) and Presidente Figueiredo City Hall, in effect from 07/17/2003 to 07/17/2008. Its goal was to share management for means of environmental supervision, inspection, watch and monitoring, professiona l training and disseminating technology made for sustainable management and the contract agreement was in effect during the alignment of relations between the state and city, as well as for APA management, intending to take action for constituting and forming its managing council. Currently, a new Technical Cooperation and Support Agreement are being formed in conjunction of local acts. One of the main factors that makes the APA fragile as far as its actua l implantation is the discredit that this conservation unit category suffers upon being granted outside financial resources. No donor or financer believes in its permanence for biodiversity conservational means (PADUA, 2001; REIS, 2010). Another point is t he absence of a public budget whose funds are for the implementation and management of the state conservation units, made evident by the following items: Lack of permanent public funds for implantation and management of the conservation units currently the implementation process and state of Amazonas UC management is runs on the condition of periodic donations from outside resources and there are no permanent public funds. This leaves a fragile institutional environment and shakes up the regulations of Amaz Non regulated ecosystem values the initial stimulus to raise the value of environmental experimental stage and finances over the services are in the stage of speculation and regulation; Political mobility of Conservation interests the acts done on a political level demonstrate the not been any institutional establishments from the managing agency (civil service exams, etc.) and UC implantation. As such, the planned actions for the APA Maroaga Cave management are in progress. However, in light of unique approaches on the evolution of the technical legislative tools, the APA has a positive consolidate perspective of its Management Plan until the end of the first semester of 2010. The agrarian regulatory acts are in the initial phase with work by the Amazonas Land Institute (ITEAM) on registering and delivering titles to the communities established in state glebes. In some cases, there should probably be damage payments made to the real owners of those areas occupied by squatters. The occupations located in federal glebes, whether they were grabbed or not, will be covered carrying out Statute no. 11,95 2, of June 25, 2009, which establishes provisions about the agrarian regulation of the incident occupation of estates situated on federal land in the Legal Amazon.

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 98 One of the key points in the perspective of the establishment of the Management Programs for the UC, as well as the Income Generation Programs. The Public Use Policy on the existing environments in the APA will be traced in both of these programs through mapping the use of natural resources and defi ning the UC zones (REIS and FREITAS, 2008). However, agrarian conflict mainly those originating from public real estate speculation is one of the factors that most worry administrators of the protected areas. The case of the APA is no different, even thoug h its creation executive order had highlighted it as a state agrarian asset for environment conservation means, the perimeter of the Maroaga Cave is still enclosed by properties. According to GRIBEL (1988), at the end of the sixties, and the beginning of t he seventies, the extinct Amazonas State Secretary of Rural Production the agency that had been substituted by the Amazonas Colonization and Land Institute, ITERAM, and currently ITEAM distributed hundreds of lots of land to people who lived in the souther n/south region of the country. These lots were approximately 3,000 hectares each and were located in the basin of the Urubu and Uatum from the old city of Itapiranga (Presidente Figueiredo). Its title w as written to Mrs. Marisa lima de Barros on February 16, 1971. The Maroaga Cave is near the south edge of this triangular lot. The region of the Maroaga Cave is currently under federal domain and is considered an area of agrarian instability because it is neither registered nor on file and cannot be found in any glebe of the federal of state governments. Since it is being disputed in a lawsuit, federal procedure is followed and therefore the land belongs to the federal government until the matter of which jurisdiction should preside over it is solved. The owners of private lands have no legal ownership of estates around the area of the cave and have been living there for over 15 years. Because of this, INCRA is responsible for agrarian regulation, the pro perties that envelope the attraction, as well as for the entire surrounding community, also called Maroaga, and federal land solutions possible. I t will also make use of class or individual petitions if the lands belong to private owners. In general, the management of the Maroaga Cave is treated under the following aspects: The understanding of its importance as a primary target for the city tourist marketing and its vocation for tourist exploration; The perception of the lack of decisions on in what administrative sphere its real administrator government; and in a more specific case if the lot owner s are where they currently live or acquired it by purchase. management measures and carrying them out; The indecision or absence of protagonist over what planning and future decision perspective should be establish ed to the area for conservationist, practical, or camouflaged means under the approach of tourist exploration. This is the current management scenario: The results of the Speleological Management Plan, which suggested creating a park in the region of the c ave, mobilized the three levels of government, receiving more attention from the state and city; The tasks suggested came up against the criteria of public possession of the proposed area, excluding private properties, which would result in damage payments land loss; Faced with this, public agent stabilized this proposal, betting on differentiated moves. While the state betted on restructuring the APA Council and on task articulation to put together their Management Plan, the city divided area administratio n into two state secretariats: Tourism (SEMTUR) and Environment (SEMMA). SEMTUR works with the area tourist administration and coordinating tour guides who take visitors to the cave. SEMMA works with visit monitoring and timely environmental supervisory ac tions. An important point was the adoption of the measures suggested in the Speleological Management Plan as far as public use goes, such as the quantity of tourists, trail design, and prohibiting access to the inside of the cave. The tourist activity of t he Maroaga Cave counseled by the city does not promote any support to the property owners where the cave is, also being inhibited and coerced to not pursue any form of use geared toward the cave. The owners are people with a elementary level school and pro fessional education. They are farmers who live off perennial plantations and raise small animals to survive (SESSEGOLO et al. 2004), but they can also cause

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 99 environmental impacts in the attraction (REIS, 2010), mainly as a consequence of deforestation (REI S and PINHEIRO, 2010). It can be observed that there is no local public authority intervention as far as impeding exploration of the natural attraction for tourism or even inspecting and monitoring the possible impacts by intensified tourism in other areas with the same biophysical traits whose owners are capitalized and possess bargaining power. Another aspect is the large third party interest in trading land in and around the Maroaga Cave. SESSEGOLO et al ( 2004) points out that cave administration run b y local dwellers was not making appropriate management possible as far as public service goes, as well as tourist visitation control, especially on commemorative dates. He highlights the fact that administration occurred with an agreement between the city manager and the Maroaga Community President and not between the is located. On the other hand, he notes that both state and city officials did not pay attention to technical support to these owners, be it t raining them professionally and counsel on private reservation care, or even on signing a formal agreement addressing the form of use and most adequate management style to conserve the environment and to enjoy social fairness. 3.1.3. Pressure and threats to the Maroaga Cave According to GADELHA & ALECRIM (2006), the cave is the most visited one in Presidente Figueiredo, bearing serious degradation risks by speleological formation, containing species threatened with extinction inside, like the mountain cock ( Rupicola rupicola Linaeus 1766, Cotingidae ). The vulnerability of the cave increases because of natural phenomenon, such as the intense chemical intemperance, lixiviation, water, ionic, and induced erosions: laminate is, the lack of inspections and maintenance, strong allies to impacting intensification, besides the impacts caused by the flow of visitors. Tourist visits to the Maroaga Cave was done without any control, follow up, or real supervision whatsoever; only ti mely events were held in the area. This way, the tourist activity was being conducted in an abnormal way by people who did not have the necessary qualification to act as guides (GADELHA & ALECRIM, 2006). The Presidente Figueiredo city Environment Secretari at Administrative Regulation no. 12/2005, from 12/19/2005, prohibits access to the inside of the Maroaga Cave due to the detection of pathogenic from bat feces, however it is currently cancelled, calling fo r the tour guides to let visitors know about access denial. The Maroaga Cave in within the Expansion Zone of the Presidente Figueiredo city headquarters. In 2006, city Ordinance no. 562 lay out the Presidente Figueiredo Urban and Environmental Developmenta 563/06 regulates the urban perimeter and expansion within the city zone, defining 13 disperse urban centers. boundaries cover the city of Presidente Figueiredo, on the right side of BR 174 on the Manaus Caracara stretch, containing four urban sections (expansion and urban consolidation). The advancing of urban expansion flow, accompanied by the consolidation and condensation, could still be advised and planned because there is a bundle of passive urban forest areas and lots, which would avoid the communities near the city to play the role of catalysts and complement embryo to the expansion flow, whose link happens through neighborhoods built inside the APA and that outline the city headquar ters, provided by colonists and squatters in the process of clandestine wood exploitation and in the wrongful appropriation of areas whose geomorphologic characteristics are exceptional. Note that possession and selling of properties right in front of the area surrounding the Cave constantly goes on in the Maroaga Community. Presidente Figueiredo urban expansion should dispense with identifying areas propitious of lot dividing with the zoning and protection of the permanent preservation areas, the green are as in residential condominiums/legal reservations, and whether superimposed or not over these areas. According to REIS et al (2008), in 2006, around 8.8% of the APA was deforested (figure 3). The areas that suffered the most defore station are found along the AM 240 state and BR 174 interstate highways, where most of the APA residents live. Family installations, lots, and deforestation associated with pastures, agriculture, tourist use, burnings, and opening up land were observed in

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 100 these locations ( MULLER e CARVALHO, 2003) However, one of the main threats is to the environmental integrity of the existing natural tourist resources in the APA. Clandestine forest exploitation has advanced upon species as the Redwood, Angeline Rock, and other noble rocks. Evidence of this pioneer time period of exploitation is the existence of abandoned re growth. According to NELSON (1991), the installed ability for Redwood processing (oil extraction) i the opening of new roads to the north (referring to the location of Presidente Figueiredo and highways BR 174 and AM 240), penetrating unexplored happened predat orily. Most of the deforestation in the region began to implant pastures (IMA AM, 1993; IPAAM, 1998), but for several reasons, among them economic and management problems, along with many projects of which were not actually implemented and whose areas were abandoned, containing exotic and invasive species, categorizing them as degraded areas where wild vegetation recuperation techniques are not applied. Currently, an initiative on behalf of the public sector has been the incentive to create private reservat ions imposed on the conservation unit, but this fact does not guarantee the protection of areas affected by the creation of these reservations. It can be noticed that this factor is an important element to provide more restrictive use protection and a way for the owners to be able to use the land for scientific research and tourist activities. There should also be usage regulation for this situation, with the goal of avoiding environmental degradation. Fig. 03 Deforestation in the area proposed for creating the Maroaga Cave Park. 3.2. Solutions for efficient protection of the Maroaga Cave For REIS & FREITAS (2008), the possible solutions for effective conservation of the Maroaga Cave, with an impasse brought on by agrarian and administrative instab ility, are tied down to negotiations between several public organizations and the owners/squatters of private areas, being up to the following proposals: APA zoning to institute the region of the Maroaga Cave as an intangible zone or restricted use area; N egotiation between the owners and volunteer private federal or state reservations institution in the region where the cave is located;

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 101 Negotiation and/or legal imposition upon owners to institute legal reservations in the region where the cave is located; Instituting the park on a state or city level, indemnifying and/or exchanging lands to the current owners of the private areas on which the proposed land is located. Implementation of the Management Plan of the APA Maroaga Cave will provide the carrying ou t of managerial measures foreseen in the Public Use Program for ZEIE. ZEIE was defined by the presence of exceptional natural attributes in use or potentially for tourist activities and those considered fragile and in need of more protection, such as arch eological sites and underground cavities. This zone imposes itself over others in this sense and the usage and activities done in it should meet their own norms ( MARKSTEIN e REIS, 2011 ). ZEIE corresponds to 1.5% (5,710 hectares) of the UC and is formed of three different attraction typologies: a) waterfalls and waterslides; b) underground cavities (caves and flowers); and c) archeological sites. This was temporarily a buffer of 1 kilometer around each attraction, indicating its influence. This area should f ollow the norms previously defined in the Management Plan and thereafter in the UC Public Use Plan ( MARKSTEIN e REIS, 2011 ) However, zone boundary creation obeyed the agrarian situation (lands belonging to people are abandoned as pastures or are instead o ccupied by squatters) of which natural tourist attractions they were incorporated for. On the other hand, the lack of a Management Plan implementation has made environmental difficult and affects, as ha s already been explained, the management of the Maroaga Cave. What could be done is make appropriations for social means, such as the public authority creating parks and reservations. The Method Outline for elaborating the Management Plans for the state UC (AMAZONAS, 2006), establishes restricted zones for use of natural resources, but applying this criterion in private areas must make functional legislative parameters compatible for area protection, meaning complement use or imposed official protection. Administrative Norm that establishes disciplinary measures on activities developed in its surroundings which are related to cattle raising, vegetal coverage, tourism, mining, industry, dividing soil, among others (Norm no. 2 of 05/28/1993 IMA AM). Once constitutional boundaries are respected, norms and restrictions can be established to utilize a local private estate located on the APA grounds. However, the norm has no current enforcement. The Intangible Zone, where reinforced intervention does not result is any sort of influence, is among the zones (AMAZONAS, 2006), scientific research, environmental monitoring, and natural resource protection is permitted, given that means of transportation does not cau se impacts or need specific installations for such in small groups. Parallel to this, the Restricted Use zone is of little importance, neither being grave nor dangerous and it adds to recreational activities, environmental interpretation and education, the se needing to be done via means of transportation that do not cause impacts or need specific installations for such in small groups According to SEUC Ordinance, the intangible areas of the sustainable use UC must be computed in ea under a fully protected regime. It also highlights that as a criterion for UC creation and functioning, the sustainable use facilities may be totally or partially transformed in fully protected units by means of administrative regulation from the same h ierarchical level that created them, as long as the publicly known procedures are followed. In this case, reclassification or re categorization could happen to this APA regarding possibility of realigning its polygon, having the understanding of incoherence in superimposing protected areas are calculated. The APA could be superimposed, as well as the fully protected units on a city level, National Private A sset Reservations RPPN and Private Sustainable Development Reservations. creating the Maroaga Cave in the region are: Lack of ownership of land by squatters on lots they grabbed Impossibility of financial in vestments or institutional political articulation of squatters, mainly from of the lack of information and qualification; Squatter insistence on not selling their lots to third parties. These wealthy and educated people would absolutely transform the regio n into a

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 102 same time. As a result of this process, another suggestion would be instituting a legal reservation that, according to the New Forest Code of 1965 (Federal Statute 4771/65) and the Provisional M easure no. 2166/67 of 08/24/2001, is 80% of the property to the Amazon biome. However, this measure is only adopted when the necessary procedures are followed for requesting an environmental license for doing any activity impacting the environment for whic h land ownership is essential, depending on the level legal reservation should be recorded in a Real Estate Registry Office, having its descriptive summation and the Complementary Registration signed i n the duly qualified environmental agency. For the Maroaga Cave, this measure is far from being enforced because of the start of agrarian regulation and the lack of action by squatters for attraction usage that which does not use an environmental license, except those guides qualified by the City who work in the area in the tourist trade. So, licensing private areas would serve third party interests, but not those of the true occupants. The misappropriation proposal of the areas in order to build a park has found resistance in the indemnity process, which will trigger what for the state exchequer or the city will not have budgetary plans to back this kind of action up. However, there still is the possibility of having land exchanges, bartering current occupa tion for another estate chosen by the squatter and donate it for consideration of the public authority. In any case, this decision is linked to the goodwill of the squatter in wanting to accept the proposal. This way, if there is not feasible solution, the public authority should expropriate the property for social means, collective, and environmentally protective means. 4. CONCLUSIONS One can observe that ordering and monitoring the use of natural resources in areas, whether with or without official prote ction, is linked to diffuse interests, lacking coordination and political determination to the interests of conserving the biodiversity, which refers to the understanding that these planned and widespread actions are nothing but political speeches for a re alistic scenario. However, such process reflects the fragmentation of the environmental management policies, corresponding and reiterating, on one side, to the ever growing specialization of the State machine and to departmentalization of plans, programs, projects, and others that are only finished because of several conflicting demands. The Maroaga Cave is connected to the institutional articulation process, whether for its real protection or not, and the definition of which means will be adopted for this end, considering possible agreements or understandings to be made among varying public levels in their legal approach and community involvement and participation, serving as a mirror and scenario of the vehicle of the political vision about organizing publ ic usage of natural areas in the Central Amazon. The factors that made the management of the APA attractions a challenge are the lack of: a) qualification, technical support, and fomentation to landowners; b) studies on supporting qualification; c) visitat ion control, administration and monitoring; and d) infrastructure and adequate management measures according to the biophysical conditions of each location. Besides this, there are no regulations of public usage that involve environmental licensing, inspec tion and supervision. This aspects cause the limitation or maximization of time usage of the areas before the advancing of deforestation in the middle of the UC and the express degradation of the APP, making a compact for the continuous spontaneous acquisi tion and clandestine tourist use of the attractions. fits into some typology of legally protected areas, only being able to reassure its real protection institution which are more restrictive than the APA negligence in organizing, regulating, and environmentally managing natural attraction use is the main threat to conserving the natural areas. Faced with the compli cated set off of proposals for actual conservation of the Maroaga Cave, this area can be highlighted as the prime display of institutional work. Whatever is decided will either serve as the model for official protection of other similar areas distributed b y the APA or will be the matrix for what will happen if there are not unified acts between organized civil society and public authorities. Society through demand and popular pressure, suggesting solutions for decision making about full maintenance of the n atural environments of this conservation unit and public authorities enforcing permanent management of environmental assets within their jurisdiction.

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 103 REFER ENCES AMAZONAS Governo do Estado do. Roteiro para elaborao de planos de gesto para as Unidade s de Conservao Estaduais do Amazonas Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentvel. Manaus: SDS, 2006. 44p. BECKER, Bertha Koiffmann. Sntese do processo de ocupao da Amaznia Lies do passado e desafios do presente. In: FLEIS CHFRESSER, V. (Org.) Causas e dinmica do desmatamento na Amaznia Braslia: Ministrio do Meio Ambiente, 2001. p. 5 28. BENSUSAN N. Conservao da Biodiversidade em reas Protegidas Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2006. 176p. CABRAL N. R. A. J.; SOUZA M. P. rea de Proteo Ambiental: Planejamento e gesto de paisagens protegidas 2 ed. So Carlos: RIMA, 2005. 158p. Centro Nacional de Pesquisa e Conservao de Cavernas (CECAV) do Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade ( ICMBio ). 2009. http://www.icmbio.gov.br/cecav/index.php Acesso em 01 de outubro de 2009. CENTRO ESTADUAL DE UNIDADES DE CONSERVAO DA SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTVEL DO AMAZON AS (CEUC/SDS). Plano de Gesto da rea de Proteo Ambiental (APA) Caverna do Maroaga Verso 1.0 CEUC/SDS. Manaus: SDS/Governo do Estado do Amazonas, 2011. 400p. CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAO DE CAVERNAS (CECAV) DO INSTITUTO CHICO MENDES DE CONSERVAO DA BIODIVERSIDADE (IBCMBIO). Apostila do III Curso de Espeleologia e Licenciamento Ambiental 23/05 a 03/06/2011. Braslia DF: CECAV/ICMBIO, 2011. DIEGUES, A. C.; MILLIKAN, B.; CASTRO, E.M.R.; HEBETTE, J. e F.I. Desmatamento e modos de vida na Amaznia Ncleo de Apoio Pesquisa sobre Populaes Humanas e reas midas Brasileiras (NUPAUB). Universidade de So Paulo. So Paulo/SP: Alves, 1999. EMPRESA ESTADUAL DE TURISMO. PROGRAMA PARA O DESENVOLVIMENTO DO ECOTURISMO NA AMAZNIA LEGAL ( AMAZONAST UR/PROECOTUR ). Plano de Manejo Espeleolgico e Projetos Especficos de Infra Estrutura e Sinalizao da Gruta do Batismo Ecossistema Consultoria Ambiental, Presidente Figueiredo/AM. 2005. 413p. FEARNSIDE, P. M. Desmatamento na Amaznia brasileira: histri a, ndices e conseqncias. Megadiversidade v.1, n.1, p.113 123, 2005. GADELHA, E. M.; ALECRIM, J. D. Turismo: impactos nos aspectos geomorfolgicos da rea de Proteo Ambiental Presidente Figueiredo Caverna do Maroaga/ AM. Caderno de Turismo Virtual IS SN: 1677 6976. Vol. 6, N 2, 2006. p 19 24. GRESSLER, L. A. Introduo pesquisa: projetos e relatrios 2 ed. So Paulo: Loyola, 2004. 295p. GRIBEL, R. nicpio de Presidente Figueiredo, Estado do Amazonas Relatrio. Manaus: Departamento de Ecologia/INPA, 1988. 13p. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATSTICA (IBGE). Projeto RADAMBRASIL. Folha AS. 20 Manaus: geologia, geomorfologia, pedologia, veget ao e uso potencial da terra Departamento Nacional da produo Mineral. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE) Rio de Janeiro RJ, 1978.

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Reis, Tello, Ang elo & Fischer T he conservation of speleological tourist attractions .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 104 INSTITUTO DE DESENVOLVIMENTO DOS RECURSOS NATURAIS E PROTEO AMBIENTAL DO AMAZONAS (IMA AM). Realiz ao de estudos e levantamentos tcnicos relacionados com a Situao atual e recomendaes Relatrio Final. Portaria/IMA AM/P/n 225/92. Processo 1182/92. Manaus, 1993. 16p. INSTITUTO DE PROTEO AMBIENTAL DO ESTADO DO AMAZONAS (IPAAM). rea de Proteo Relatrio Tcnico. Diretoria de Cincia e Tecnologia. Gerncia de Gesto Territorial. Manaus, 1998. KARMANN, I. Caracterizao geral e aspectos genticos AM 02. Espeleo Tema 15 1986. p. 09 18. MARCONI, M. A. Tcnica de pesquisa: planejamento execuo de pesquisas, amostragens e tcnicas de pesquisas, elaborao, anlise e interpretao de dados 5 Ed. So Paulo: Al tas, 2002. MARKSTEIN, N.; REIS, J.R.L. Programa de Uso Pblico do Plano de Gesto da APA Caverna do Maroaga, Presidente Figueiredo/AM. In: Controle e gesto ambiental dos atrativos tursticos naturais da rea de Proteo Ambiental (APA) Caverna do Maroaga, Presidente Figueiredo AM: Encarte Cientfico Manaus/AM: UFAM/FCA/PPG CIFA, 2011. v. 1. p. 98 107. MEDEIROS R. e GARAY I. Singularidades do sistema de reas protegidas para a conservao e uso da biodiversidade brasileira. In: GARAY, I. e BECKER, B. (or gs.) Dimenses Humanas da Biodiversidade Petrpolis: Vozes, 2005. p 159 184. MEDEIROS R. Evoluo das tipologias e categorias de reas protegidas no Brasil. Revista Ambiente e Sociedade Campinas, v. 9, n. 1, 2006. p 41 64. MEDEIROS, R.; IRVING, M.; GARAY, I. A proteo da natureza no Brasil: evoluo e conflitos de um modelo em construo. RDE Revista de Desenvolvimento Econmico Ano VI. N 9. Salvador, BA: Janeiro de 2004. P 83 93. MORSELLO, C. reas Protegidas Pblicas e Privadas: Seleo e Mane jo So Paulo: Annablume: Fapesp, 2001. 343p. MULLER, A. J.; CARVALHO, A. S. Uso de produtos CERBS para o zoneamento geoambiental de Presidente Figueiredo, no Amazonas. In: SIMP"SIO BRASILEIRO DE SENSORIAMENTO REMOTO (SBSR), 12., Goinia, 2005. Anais... S o Jos dos Campos: INPE. p 1035 1044. NELSON, B. W. Inventrio Florstico na Amaznia e a escolha racional de reas prioritrias para conservao. In: VAL, Luis Adalberto; FIGLIUOLO, Roberto & FELDBERG, Eliana (org.). Bases cientficas para estratgias de preservao e desenvolvimento da Amaznia: fatos e perspectivas Vol. 1. Manaus: INPA/Secretaria de Cincia e Tecnologia, 1991. p 173 183. NELSON, B. W. Unidades de Conservao existentes e propostas no Estado do Amazonas, com valores educativos, cientfic os, paisagsticos e tursticos Relatrio. Manaus: Departamento de Botnica/INPA, 1989. 14p. NOGUEIRA, A. C. R.; SOARES, E. A. A.; SOUZA, V. S.; TRUCKENBRODT, W. H. W.; CAPUTO, M. V. Estruturas glaciotectnicas na Formao Nhamund, Siluriano da Bacia Amaz nica Simpsio Nacional de Estudos Tectnicos 6. Boletim de Resumos Expandidos. Pirinpolis: SBG, 1997. p. 153 155. OLIVEIRA, Jos Aldemir de. Cidades na Selva Manaus: Valer, 2000. 224p. PDUA M.T.J.. rea de Proteo Ambiental. In: Direito Ambiental d as reas Protegidas: O Regime Jurdico das Unidades de Conservao Antnio Herman Benjamin (org.). Rio de Janeiro: Forense Universitria, 2001. 560p.

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 107 TURISMO EM UNIDADES DE CONSERVAO: RESULTADOS DO PLANO DE MANEJO DA RPPN FAZENDA CABECEIRA DO PRATA JARDIM MS TOURISM IN NATURAL PROTECTED AREAS: RESULTS OF THE MANAGEMENT PLAN OF THE JARDIM MS Luiza Spengler Coelho Maria Caroline Moron Urt Samuel Duleba & Vinicius Batistelli Lemos Pesquisadores independentes Campo Grande M S luiza@gruporiodaprata.com.br ; urt.turismo@yahoo.com.br ; samuelduleba@hotmail.com ; viniciusblemos@gmail.com Resumo O Recanto Ecolgico Rio da Prata um atr ativo de ecoturismo localizado na cidade de Jardim, no Mato Grosso do Sul, a atividade tur stica acontece dentro da RPPN F azenda Cabeceira do Prata, categoria de unidade de conservao privada, que permite proteo perptua de uma rea natural. O Plano de Manejo da Reserva foi concludo em 2006, realizado por um grupo de oito pesquisadores, e contempla todos os aspectos ambientais da RPPN e as diretrizes para o uso turstico e conservao. Este trabalho tem por objetivo apresentar os principais resultados d o plano de manejo da RPPN em questo, norteando se em dois mtodos, um deles de carter bibliogrfico, com o intuito de contextualizar o trabalho buscando apresentar fatores que incentivem aes semelhantes, principalmente em reas de interesse turstico; o outro priorizou apresentar os dados de maior relevncia, e interesse obtidos na elaborao do plano, alm das aes propostas e suas aplicaes na prtica. Entre os resultados do Plano est a elaborao do zoneamento ambiental, que facilitou o planejamen to e gesto consciente da zona de visitao, alm de evidenciar reas para reflorestamento e recuperao, e a definio das normas de uso de cada zona, delimitando o acesso e a utilizao Palavras Chave: RPPN; Plano de Manejo; Ecoturismo; Mato Grosso do Sul Abstract Recanto Ecolgico Rio da Prata is an ecotourism attraction in the city of Jardim, Mato Grosso do Sul, the tourist activity takes place within the RPPN (private reserve of natural heritage) Fazenda Cabeceira do Prata, category of a private con servation unit, which allows perpetual protection of a natural area. The Management Plan for the reserve was completed in 2006 by a group of eight researchers, and consider all environmental aspects of the private reserve of natural heritage and guidelines for tourist use and conservation. This paper aims to present the main results of the management plan of the RPPN in question, guided by two methods, one characterized by the literature research, in order to contextualize the study aims to present factors that encourage similar actions, especially in touristic areas, the other prioritized to present the data of greatest relevance and interest obtained in the preparation of the plan, and proposed actions and their applications in practice. Among the results of the Plan is the development of an environmental zoning, which facilitated the planning and management of the visitation area, also highlighting areas for reforestation and setting the standards of use of each area K ey Words: Private Reserve of the Natu ral Heritage; Management Plan; Ecotourism, Mato Grosso do Sul 1. INTRODUO A Reserva Particular do Patrimnio Natural (RPPN) uma categoria de unidade de conservao da legislao ambiental brasileira,de carter privado, que permite a proteo perptua de uma rea sem a necessidade de desapropriao, sendo criada por iniciativa do proprietrio. De acordo com o Sistema Nacional de Unidades de Conservao/SNUC (Lei Federal N o 9985/2000), devem ser elaborados planos de manejo para nortear a gesto das RPP Ns, que se constituem em um documento tcnico mediante o qual, com fundamento nos objetivos gerais de uma unidade de conservao, se estabelece o seu zoneamento e as

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 108 normas que devem presidir o uso da rea e o manejo dos recursos naturais, inclusive a impl antao das estruturas fsicas necessrias gesto da unidade. No caso da RPPN Fazenda Cabeceira do Prata o Plano de Manejo torna se ainda mais necessrio devido a atividade turstica desenvolvida no local, com alta demanda e em ambiente de relevncia a mbiental. A Fazenda Cabeceira do Prata est localizada no municpio de Jardim sudoeste de Mato Grosso do Sul, distante 34 km da zona urbana da cidade e 270 km de Campo Grande, capital do Estado. Localiza se nas proximidades do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, dentro do Corredor de Biodiversidade Miranda Serra da Bodoquena, regio que faz parte das reas prioritrias para a conservao de biodiversidade nos biomas do Cerrado, Pantanal e da Mata Atlntica (MMA, 1999, 2000). Em 1995, teve incio ati vidade turstica na propriedade, sob o nome fantasia Recanto Ecolgico Rio da Prata, seguindo uma srie de diretrizes para assegurar o desenvolvimento sustentvel da operao. Uma destas diretrizes era a criao de uma RPPN para proteger as nascentes e tod a a mata ciliar do Assim, em 27 de abril de 1999 foi criada oficialmente a RPPN Fazenda Cabeceira do Prata (Deliberao CECA/MS n 001 99), protegendo 307,53 hectares (21,5% da rea total da Fazenda). Em 2005, o Programa de Incentivo s Re servas Particulares do Patrimnio Natural, lanado pela parceria entre a Conservao Internacional do Brasil (CI Brasil) e a Associao das RPPNs de Mato Grosso do Sul (REPAMS) viabilizou a captao de recursos para a elaborao do Plano de Manejo da Fazen da RPPN Cabeceira do Prata. Alm desta parceria inicial, os pesquisadores tiveram apoio em seu trabalho do Instituto das guas da Serra da Bodoquena (IASB), Associao dos Atrativos Tursticos de Bonito e Regio (ATRATUR) e Fundao Manoel de Barros, parce rias fundamentais na viabilizao do documento. O Diagnstico e Plano de Manejo da RPPN Fazenda Cabeceira do Prata foi finalizado em 2006 e submetido para aprovao na Gerncia de Unidades de Conservao do IMASUL/SEMAC/MS. A aprovao foi concedida em 05 de Junho de 2009 pela Portaria do IMASUL n 104/2009. O objetivo deste artigo descrever como foi realizado o desenvolvimento, e os resultados obtidos na elaborao do Plano de Manejo RPPN Faz. Cabeceira do Prata (Jardim, MS), e sua influncia no sistema de gesto da atividade turstica realizado no local. 2. METODOLOGIA ADOTADA PARA O DESENVOLVIMENTO DO PLANO DE MANEJO O delineamento do Plano de Manejo da RPPN Cabeceira do Prata seguiu as recomendaes de Ferreira et al. (2004), cujo roteiro metodolgico tem como principal objetivo facilitar e incentivar o planejamento das RPPNs, de acordo com a realidade e singularidade de cada unidade. A premissa do trabalho era a elaborao de um texto de fcil entendimento, sem comprometer a qualidade tcnica, consi derando os resultados obtidos durante o diagnstico e os objetivos da equipe tcnica e dos proprietrios da RPPN. A indicao dos pesquisadores envolvidos na elaborao do Plano de Manejo ficou a cargo dos coordenadores, que priorizaram tcnicos que j atu avam na regio e possuam conhecimentos relevantes sobre o ambiente estudados. A equipe executora do Plano de Manejo foi composta por: Daniel De Granville Mano (coordenador geral), Jos Sabino (ictilogo), Kellyn Negri (estagiria ictiologia), Luciana Pae s de Andrade (entomloga), Janana Couto Mainchein (turismloga), Maria Antonietta Castro Pivatto (coordenadora, ornitloga), Vivian Ribeiro Batista Maria (botnica), Marja Zattoni Milano (mastozologa), Samuel Duleba (herpetlogo), e Eduardo Folley Coelho (proprietrio da RPPN e superviso Geral). Cada pesquisador ficou responsvel pelo levantamento de dados preliminares relacionados sua rea de pesquisa (figura 1), sendo que os dados gerais para a composio do documento ficaram sob responsabilidade dos coordenadores de equipe, que juntamente com o proprietrio fizeram levantamentos de dados histricos da propriedade e tambm da regio, assim como aspectos fsicos e scio econmicos. Os dados obtidos em campo seguiram metodologia prpria de cada rea de pesquisa, estando descritos no Diagnstico Ambiental (Parte 1) do documento 1 A Coordenao de Equipe elaborou um roteiro para relatrio de atividades de forma a padronizar o formato das informaes repassadas pelos pesquisadores, facilitando a construo do texto principal. Os seguintes itens foram solicitados no relatrio: introduo, metodologia, cronograma, resultados, discusso, conservao, zoneamento sugerido de acordo com os resultados, recomendaes, referncias e consulta bibliogrficas, glossri o e anexos.

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 109 a b c d e f g h Figura 1 Pesquisadores durante pesquisa de campo. a. Registros fotogrficos ( Foto: Tietta Pivatto) b. Estudos da flora ( Foto: Jos Ramo) c. Biometria de pequenos mamferos ( F oto: Natacha Sobanski ) d. Observao de avifauna ( Foto: Daniel De Granville) e. Estudo da herpetofauna ( Foto: Carol Urt) f. Registro de ictiofauna ( Foto: Luciana Paes de Andrade) g. Estudo dos invertebrados aquticos ( Foto: Jos Sabino) h. Equipe de ex ecuo do Plano de Manejo da RPPN Cabeceira do Prata. ( Foto: Heriberto Gimenes Junior).

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 110 O texto final do Plano de Manejo foi dividido em trs partes distintas: 1. Diagnstico Ambiental; 2. Caracterizao Scio econmica e 3. Planejamento e Gesto. O zone amento e os programas de manejo foram planejados seguindo trs linhas bsicas: resultados e recomendaes resultantes durante o diagnstico, manejo e uso turstico da RPPN antes da elaborao deste documento e as expectativas dos proprietrios. 3. RESULT ADOS E DISCUSS'ES 3.1 Resultados do Diagnstico Ambiental 3.1.1. Meio Fsico A Fazenda Cabeceira do Prata est inserida na Depresso de Aquidauana Bela Vista, entre os Piemontes da Serra de Maracaju (leste) e a Depresso de Bonito (oeste). Esta regio apr esenta continuidade altimtrica com relao s unidades vizinhas e formas modeladas planas ou de dissecao do tipo tabular com drenagem incipiente (AMARAL, 1989) (Figura 2). Possui arenitos com granulometria varivel de fina a grosseira, cores vermelho ti jolo, esbranquiadas, cinza arroxeadas, de origem permo carbonferas (Formao Aquidauana, Grupo Itarar, Supergrupo Tubaro) (AMARAL, 1989). Estes arenitos esto sobre camadas de rocha carbontica, oriunda dos blocos que formam a Serra da Bodoquena (Grupo Corumb) e que, como estas, sofrem processo de dissoluo (Figura 3). Segundo Sallun Filho (2005) a Serra da Bodoquena constitui uma das reas crsticas mais extensas do Brasil, com formas tpicas de relevo crstico e cavernas. Uma das caractersticas da s cavernas dessa regio que algumas apresentam condies de mergulho ou flutuao destacando a Gruta do Lago Azul, o Abismo Anhumas, a Lagoa Misteriosa e o Buraco das Abelhas. Boggianni et. al, 2011 (p. 55), complementa a Bodoquena caracterizado por sales e condutos submersos e nascentes e rios com ampla formao de tufas calcrias que continuam em crescimento, na forma de cachoeiras e represas naturais ao longo das O relevo da regio composto por rochas arenticas, tratando se de litologias mais recentes, onde no se observam diferenas estruturais marcantes, sendo a gnese ligada a atividades tectnicas que favoreceram a ao erosiva, promovendo sua escavao (AMARAL, 1989). A Fazenda Cabeceira do Prata est dentro de cotas altimtricas que variam entre 365 metros em sua poro sul a 294 metros em direo ao leito do rio da Prata (ALMEIDA, 2004), sendo que a altitude encontrada no rio da Prata de 260 metros. A propriedade est localizada na margem dire ita do rio da Prata, pertencente Sub bacia do rio Miranda e Bacia Hidrogrfica do rio Paraguai (Figura 4). O rio da Prata constitui o limite Norte da fazenda e da RPPN, fazendo divisa tambm com o municpio de Bonito (extenso de aproximadamente 3.300 me com aproximadamente 1.450 metros de extenso, localiza se inteiramente dentro da RPPN, sendo afluente do rio da Prata. Logo abaixo das nascentes localiza se um lago fluv ial de aproximadamente 600 m 2 se inicia a atividade de flutuao. Figura 2 Geomorfologia da regio da Fazenda Cabeceira do Prata (FCP), sendo: 1. Depresso Aquidauana Bela Vista; 2. Depresso de Bonito; 3 reas de Inundao; 4. Piemontes da Serra de Maracaju; 5. Planalto de Maracaju; 6. Serra da Bodoquena e 7. Depresso do Miranda (Fonte: AMARAL, 1990). Figura 3 Geologia da regio da Fazenda Cabeceira do Prata (FCP), sendo 1. Formao Aquidauana (Gru po Itarar); 2. F. Botucatu (G. So Bento); 3. F. Serra Geral (G. So Bento); 4. G. Cuiab; 5. F. Cerradinho (G. Corumb); 6. Formao Bocaina (G. Corumb) e 7. depsitos Detrticos (Fonte: AMARAL, 1990).

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 111 Figura 4 Rio da Prata (em vermelho), dentro d a sub bacia do rio Miranda (em laranja), na Bacia do Rio Paraguai em Mato Grosso do Sul. Em azul: rio Formoso. Escala: 1: 1.450.000. Fonte: MS, 2005. Figura 5 a (Jardim, MS). Foto: Jos Sabino Ao longo desse rio observam se diversos braos menores, formados pelas nascentes laterais, que tambm ocorrem no leito principal, como o principalmente por areia, encontrando se tambm sedimentos argilosos e calcrios. Observam se afloramentos rochosos em alguns trechos do rio. Na regio sob influncia do Planalto da Bodoquena, os rios possuem suas cabeceiras sobre rochas calcrias, constitudas por carbo nato de clcio. Os calcrios da regio so muito puros, com pouco ou nada de argila. Por isso, ao se dissolverem, no turvam as guas dos rios, mantendo as com transparncia e caracterstico gosto salobro (SCREMIN DIAS et al., 1999). Este fato muito contr ibui para o desenvolvimento do turismo na regio, principalmente por sua localizao estar inserida numa rea de terreno crstico, que constitui se uma rea de solo frgil, chamada informalmente de dolina s e drenagens subterrneas, comumente desenvolvidas em rochas calcrias. Figura 6 RPPN Cabeceira do Prata (Jardim, MS) a. Nascente localizada em brao lateral do rio Olho Foto: Tietta Pivatto b O acumulo de calcrio, que por sua vez sofre processos fisioqumicos naturais que acabam lapidando as rochas e o solo, criando sistemas de drenagem de guas pluviais essenc ialmente subterrneos em conjunto com a vegetao arbrea densa (IBAMA, 2004) proporciona um ambiente com peculiaridade e grande beleza cnica (CAMARGO E LOURENO, 2007). A visibilidade metros na regio do lago fl uvial e de 20 a 25 metros nos demais pontos do rio, de acordo com dados obtidos nos relatrios de monitoramento ambiental do empreendimento. A variao da visibilidade da gua est relacionada maior ou menor incidncia de luz sobre o rio e tambm quant idade de matria orgnica em suspenso no rio, varivel conforme o ndice de chuvas. 23 e 24 C ao longo do ano, enquanto a oscilao a. b

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 112 mais ampla no trecho do rio da Prata (mdia entre 16 e 26 C), conforme dados dos relatrios de monitoramento ambiental do empreendimento. A variao no nvel da gua durante as estaes de seca e chuvas inferior a um metro, sendo que a maior elevao registrada na cabeceira do rio Olho se aumento do nvel de gua apenas durante chuvas fortes e prolongadas, quando o rio da Prata aumenta de dura apenas algumas horas ou dias, chegando a elevar o nvel do rio em at dois metros no trecho entr e as corredeiras e o trecho de encontro da nascente com o Rio da Prata. Embora no existam cavidades naturais dentro da Fazenda Cabeceira do Prata, cabe destacar que nas proximidades existem diversas dolinas de pequenas dimenses e duas maiores: Lagoa M isteriosa : com 76 metros de profundidade at o nvel da gua, com 25 x 70 metros de largura, localiza se a 1,5 km da RPPN Faz. Cabeceira do Prata. uma dolina alagada, com profundidade desconhecida. Cadastrada no CNC/SBE sob o nmero MS 043. Aps finaliza o do licenciamento ambiental, a Lagoa Misteriosa foi reaberta para visitao turstica em julho de 2011, oferecendo flutuao e mergulho com cilindro nas categorias recreacional e tcnico. Buraco das Araras : com 100 metros de profundidade e 160 metros de dimetro, localiza se a 5 km da RPPN Faz. Cabeceira do prata. A dolina est dentro da RPPN Buraco das Araras, e usada apenas em atividades tursticas de contemplao (observao de aves) nas bordas externas. 3.1.2. Flora e Fauna O Diagnstico Ambiental da RPPN Cabeceira do Prata demonstrou que a mesma abriga uma surpreendente riqueza de espcies. Foram identificadas 43 espcies vegetais aquticas e 406 terrestres; 37 espcies de mamferos no voadores; 228 espcies de aves; 17 espcies de anfbios; 23 e spcies de rpteis; 56 de peixes e 29 de invertebrados aquticos (figura 7). Destas, diversas espcies de plantas, aves, mamferos e um rptil esto ameaados de extino em mbito nacional e internacional. Alm disso, dentro da RPPN foram registradas uma nova espcie de mamfero do gnero Rhipidomys, duas novas espcies de peixes, trs espcies de aves inditas para a regio (Fruxu do cerrado, Tijerita e Tico Tico de Mscara Negra, e seus nomes cientficos respectivamente, Neopelma pallescens, Xenopsaris albinucha e Coryphaspiza melanotis ) e 22 espcies de aves migratrias. Figura 7 Nmero de espcies encontradas na RPPN Faz. Cabeceira do Prata durante a elaborao do Plano de Manejo. As pesquisas realizadas para o Plano de Manejo indicaram que a bi odiversidade local rica e bem conservada, e destacam a RPPN como um local potencial para novas descobertas importantes. A partir dos resultados do Diagnstico Ambiental a RPPN Fazenda Cabeceira do Prata foi considerada como portadora de grau elevado de significncia, desempenhando um importante papel tanto para a conservao de um fragmento do ecossistema regional, como para a disseminao da prtica de conservao da natureza para os visitantes e moradores da regio, a qual realizada principalmente po r meio do ecoturismo. 3.2 ATIVIDADE ECOTURSTICA NA RPPN A operao turstica do Recanto Ecolgico Rio da Prata baseada na beleza singular da regio, que associa uma grande biodiversidade presena de guas transparentes, permitindo uma atividade de co ntemplao e educao ambiental, configurando se como atividade de ecoturismo. Portanto, o passeio tem o objetivo de proporcionar o contato de visitantes do Brasil e exterior com esse ambiente exuberante, promovendo sua conscientizao e inspirando formado res de opinio a divulgar a importncia das RPPNs para a conservao de outras reas naturais, alm de fomentar o desenvolvimento do turismo na regio, uma alternativa para a gerao de renda sem destruio dos recursos naturais. A atividade de Ecoturismo na RPPN constitui se basicamente por um percurso de trilha da Prata. A trilha interpretativa leva ao lago fluvial as

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 113 nascentes verdadeiras no so visitadas pel o pblico) neste lago fluvial onde a atividade de flutuao iniciada, sendo percorridos aproximadamente 1450 metros seguindo o curso do metros pelo rio da Prata. Este ltimo percurso pode ser realiza do flutuando ou pelo barco. Existe ainda opo de mergulho autnomo, com uso de cilindros, que pode ser praticada somente neste ltimo trecho. Tambm so oferecidas as atividades de passeio a cavalo pelos campos da fazenda e observao de aves. Desde seu i ncio, a operao turstica na propriedade licenciada pelo IMASUL Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul/MS. Para alguns autores o ecoturismo surgiu como uma opo para a prtica do turismo priorizando a educao ambiental, e popularizou com ele a idia do turismo consciente, no predatrio e bem ecoturismo no apenas um turismo tradicional em reas naturais. uma atividade que tem de estar indissoluvelmente ligada ao trabalho de educao am J Pires (2002, p. 104) afirma que: em que a paisagem o principal varivel como ponto de confluncia dos fatores ambientais e antrpicos. O objetivo a interao do visitante com o meio natural e humano, e a populao local participa dos servios prestados aos turistas. O ecoturismo prioriza a preservao do espao natural em que realizado e seu projeto contempla a conservao antes de qualquer outra Este segmento do turismo importante no c ontexto das questes ambientais e scio ambientais que esto presentes nas discusses atuais, pois alm de ser uma atividade econmica importante para uma localidade com potencial, permite servir de instrumento de educao ambiental, tanto para o turista, como para a comunidade receptora. Focesi e Philipe ( 2005, p. 753) ressaltam: instrumentos para o desenvolvimento da educao ambiental no deve ocorrer de forma pontual e caracterizada apenas pelos aspectos ecolgicos. necessrio que ocorra como atividades permanentes, que enfatizem tambm aspectos econmicos, sociais, polticos, culturais e ticos, abrindo um espao para a gerao de novos valores de A operao turstica dentro da RPPN Cabeceira do Prata, busca a sustentabilidade da atividade, atravs do controle de capacidade de carga diria, limitando o nmero de pessoas por grupo, que so acompanhadas por um guia treinado e cadastrado pela EMBRATUR. O atrativo tambm se preocu pou em criar um sistema de coleta seletiva do lixo produzido no local, alm disso a fazenda possui um sistema de compostagem e minhocrio para a reciclagem dos nutrientes e produo de adubo e hmus para ser usado na horta, quintal, jardim e no plantio de mudas de espcies de rvores nativas dentro e fora da rea da RPPN. Na mesma rea da sede, encontra se um viveiro de mudas nativas, com sementes coletadas na rea da fazenda, com o objetivo de reflorestar reas da RPPN e ao redor dela, criando um corredor ecolgico ampliando a rea de ocorrncia de diversas espcies de animais. Vale ressaltar que, essas aes so apresentadas aos visitantes do Recanto, proporcionando conhecimentos sobre o ambiente que visitam. Alm disso, a presena da trilha antes da flutu ao importante e fundamental, pois uma oportunidade de preparar e educar o visitante ao contribuir para a preservao da reserva, o perodo onde o guia tem maior contato com o turista a fim de impor mais segurana e incentivar a interpretao ambien tal por parte do visitante. O atrativo trabalha com capacidade de carga de 150 pessoas/dia para a atividade de flutuao, sendo que os grupos so constitudos por no mximo 09 turistas, acompanhados por 01 guia credenciado no atrativo respeitando a Licen a Ambiental de Operao. Aes para a minimizao do impacto causado pela atividade turstica, devido ao grande fluxo de visitantes so importantes para o desenvolvimento da atividade ecoturstica, principalmente em reas de grande relevncia ecolgica co mo a unidade caso deste estudo, alm disso, ver a natureza conservada a principal motivao do ecoturista (SWARBROOKE, 2002), fator este que incentiva a organizao a buscar a sustentabilidade da atividade turstica na RPPN. Ressaltando que, para que a a tividade tenha um baixo ndice de impactos negativos ao ambiente, o atrativo teve de adotar algumas regras e normas de condutas, inclusive para os visitantes, algumas delas so: proibio do uso de protetor solar, repelente ou qualquer outro produto qumic o antes e durante da flutuao; a apnia durante a flutuao s permitida em pontos pr determinados; fazer silencio durante a caminhada por trilha e durante o percurso de flutuao; no permitido alimentar os peixes e animais silvestres; limite de tam anho e

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 114 Intervalo entre os grupos; obrigatoriedade do passeio ser guiado; controle do tempo de durao do passeio; andar em fila indiana e no sair da trilha; obrigatoriedade do uso de equipamentos especficos durante o passeio; entres outras restries e r ecomendaes a fim de conservar a zona de visitao. Quando questionado aos visitantes sobre a influncia destes controles e regras durante o passeio obteve se um resultado satisfatrio. Quase metades dos entrevistados assinalaram que colaboram em muito pa ra o aproveitamento pleno do passeio, 43% disseram que no interferem, 11% responderam que colaboram um pouco e 2% que atrapalham um pouco, no sendo citado por nenhum dos entrevistados que os controles e regras atrapalham muito no aproveitamento do passei o (Figura 08). Visto que a aplicao de procedimentos para controle da visitao turstica fundamental para uma prtica consciente do turismo, este resultado bastante positivo, pois demonstra a viabilidade da aplicao dos controles adotados. 3.3 Plan ejamento e gesto da RPPN Foram elencados os seguintes objetivos para o Plano de Manejo da RPPN da Fazenda Cabeceira do Prata: 1. Contribuir para o conhecimento e a conservao da biodiversidade local;. 2. Dotar a RPPN de diretrizes para o seu desenvolvimento; 3. D efinir aes especficas para o manejo da RPPN; 4. Estabelecer a diferenciao e a intensidade de uso mediante o zoneamento, visando proteo de seus recursos naturais; 5. Orientar e contribuir para a captao e aplicao de recursos na RPPN; 6. Viabilizar a pesq uisa cientfica dentro da RPPN e seu entorno; 7. Viabilizar a explorao turstica de mnimo impacto que promova educao ambiental aos seus visitantes; 8. Definir aes que contribuam na conectividade da RPPN com demais UCs. Figura 8 O pinio dos entrevist ados sobre a influncia de se estar em uma RPPN para o aumento da satisfao no passeio. (Fonte: Plano de Manejo RPPN Cabeceira do Prata, 2007)

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 115 O Artigo 21 do SNUC (MMA, 2002) especifica que o objetivo maior de uma RPPN a conservao da diversidade bi olgica, sendo permitidos apenas a pesquisa cientfica e visitao com objetivos tursticos, recreativos e educacionais dentro de seus limites. Desta maneira, os objetivos especficos do Plano de Manejo da RPPN da Fazenda Cabeceira do Prata foram definidos como: 1. Proteo de uma amostra do Bioma Cerrado onde ocorrem Florestas Estacionais e Savanas; 2. fauna e flora associadas; 3. Proteo de toda a fauna e flora encontradas em seus limites e arredores, com especial at eno s espcies ameaadas de extino de acordo com MMA (2003); 4. Recuperao ambiental das reas onde foram identificadas alteraes do meio natural por ao humana, seja ela anterior ou posterior aquisio da rea pelos atuais proprietrios; 5. Incentivo e viabilizao da pesquisa cientfica dentro de seus limites e arredores, promovendo maior conhecimento de sua biodiversidade; 6. Promoo e utilizao de prticas de mnimo impacto em seus limites e arredores; 7. Promoo de educao e interpretao ambiental p or meio do uso turstico, de forma a valorizar os recursos naturais visitados; 8. Promoo de prticas de mnimo impacto durante a visitao turstica. Para a definio do zoneamento da RPPN Cabeceira do Prata optou se em seguir a estrutura proposta por Ferr eira et al. (2004), fazendo apenas algumas adequaes com base nas caractersticas da rea. Assim, com base nas propostas destes autores, nos resultados e recomendaes obtidos nas Partes 1 e 2 do documento (Diagnstico Ambiental e Caracterizao Scio Eco nmica), e em consulta a Andrade (1995), Morsello (2001) e outros Planos de Manejo de RPPNs disponveis, desenhou se o zoneamento para a RPPN Fazenda Cabeceira do Prata (Figura 09). Os programas de manejo visam cumprir os objetivos definidos em cada zona d e uso e estabelecer normas e diretrizes para o desenvolvimento de todos os projetos da Unidade de Conservao (MILANO, 1994), e para a RPPN Fazenda Cabeceira do Prata encontram se divididos nas seguintes categorias: administrao; sustentabilidade econmic a; manejo de recursos naturais; proteo; fiscalizao e segurana; pesquisa e monitoramento; visitao e comunicao. A oficializao do zoneamento e a execuo dos programas de manejo propostos no Plano de Manejo comearam a ser implantados a partir da a provao do projeto pelo rgo responsvel, de forma a cumprir o prazo estabelecido pelo prprio documento. Sua reviso em cinco anos indicar a necessidade de alteraes ou complementaes dos programas propostos. A elaborao anual de relatrios parciais acerca da implementao do Plano de Manejo, conforme j foi realizado para o Ano 01 (2009 2010) e Ano 02 (2010 2011) de implementao, ajudar a detectar possveis adaptaes/modificaes futuras. 4. DISCUSS'ES FINAIS De acordo com o objetivo inicial de ste trabalho de apresentar os principais resultados do plano de manejo da Unidade de Conservao em questo, podemos afirmar que os dados obtidos com o estudo como, por exemplo, a elaborao do zoneamento ambiental, facilitaram o planejamento e gesto cons ciente da zona de visitao, alm de evidenciar reas para reflorestamento e recuperao dentro da RPPN. A definio das normas de uso de cada zona, delimitando o acesso e a utilizao, permitiu organizao realizar aes pontuais em cada zona pr defi nida, utilizando como base o estudo tcnico cientfico. O zoneamento ambiental uma ao bastante importante para a correta utilizao do espao natural para fins tursticos, pois ajuda a minimizar o impacto negativo causado pela presena intensa de visit antes na rea da unidade de conservao. A metodologia utilizada para a elaborao do Plano de Manejo mostrou se eficiente, visto que todas as informaes dos relatrios foram adequadamente encaixadas dentro do trabalho, ajudando a compor o zoneamento e os programas de manejo AGRADECIMENTOS REPAMS e CI. Aos pesquisadores que elaboraram o Plano de Manejo da RPPN Faz. Cabeceira do Prata. Ao IASB Instituto das guas da Serra da Bodoquena, ATRATUR, Fundao Manoel de Barros. equipe do Recanto Ecolgico Rio da Prata. Aos tcnicos da GUC/IMASUL/SEMAC/MS.

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 116 Figura 9 Zoneamento Ambiental, RPPN Cabeceira do Prata (Jardim, MS). Fotografia area sobre imagem Google Earth (Google, 2006). (Fonte: Plano de Manejo RPPN Cabeceira do Prata, 2007)

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 117 Tabela 1 Defi nies das zonas do Plano de Manejo d a RPPN Faz. Cabeceira do Prata. (Fonte: Plano de Manejo RPPN Cabeceira do Prata, 2007) Zona Definio Zona Silvestre reas com maior grau de integridade destinam se essencialmente conservao da biodiversidade, possu em caractersticas ambientais especiais e espcies raras ou ameaadas. Zona de Proteo reas naturais que receberam um grau mnimo de interveno antrpica, podendo ocorrer pesquisa, monitoramento e visitao de baixo impacto, com infra estrutura mnima instalada. Zona de Visitao rea destinada conservao e visitao turstica, dotada de atributos naturais que justifiquem sua visitao e com maior grau de resilincia aos impactos da visitao. Permite instalao de infra estrutura com baixo impact o ambiental para apoio ao visitante. rea utilizada para promover pesquisa, educao ambiental e ecoturismo. Zona de Recuperao rea com status temporrio, indicada em locais com alteraes antrpicas e que necessitem de recuperao de suas caracterstic as originais. Pode haver visitao turstica desde que esta no comprometa o processo de regenerao. Zona de Amortecimento Faixa ao longo do permetro externo da RPPN, com largura pr determinada pelo Plano de Manejo, com funo bsica de filtrar e amort ecer os impactos provenientes da rea externa da UC e que possam resultar em prejuzos aos recursos da RPPN. Pode receber infra estrutura quando for necessrio. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS ALMEIDA, R. R. Planta de Imvel Rural N 03 021 01, escala 1:10. 000. Fazenda Cabeceira do Prata. Campo Grande: Progeo Geoprocessamento e Meio Ambiente Ltda. 2004. AMARAL FILHO, Z. P. [coord] Macrozoneamento geoambiental do Estado de Mato Grosso do Sul. Secretaria de Planejamento e Coordenao Geral, Fundao Instituto de Apoio ao Planejamento do Estado, Coordenadoria de Geografia e Cartografia, Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica. Campo Grande: IBGE. 242p. 1989. AMARAL FILHO, Z. P. [coord] Atlas Multireferencial de Mato Grosso do Sul. Secretaria de Planejamento e Coordenao Geral, Fundao Instituto de Apoio ao Planejamento do Estado, Coordenadoria de Geografia e Cartografia, Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica. Campo Grande: IBGE. 1990. ANDRADE, V. J. Estrutura e Manejo de Unid ades de Conservao. Centro de Estudos de Administrao em Turismo e Hotelaria. So Paulo: Senac, 1995. 62p. BENI, M. C. Anlise Estrutural do Turismo So Paulo: Senac So Paulo Editora, 2001. 531 p. BOGGIANI, P. C.; TREVELIN, A. C.; SALLUN FILHO, W.; OLI VEIRA, E. C.; ALMEIDA, L. H. S. Turismo e Conservao de Tufas Ativas da Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul. Campinas, SETur/SBE. Tourism and Karst Areas 4(1), 2011. CAMARGO, R. R.; LOURENO, M. L. F. Levantamento Espeleolgico da Serra da Bodoquena. In: RASTEIRO, M.A.; SILVA, L.A. da.; LEVY, M. de O.P.; LUCON, T.N.; REN", R. (Eds). CONGRESSO BRASILEIRO DE ESPELEOLOGIA, 29, Ouro Preto. Anais. Ouro Preto: SBE/SEE, 2007 COELHO, E. F. C.; Mano, D. D. G. (coord.); Pivatto, M. A. C.; Maria, V. R. B.; D uleba, S.; Milano, M. Z.; Mainchein, J. C.; Sabino; J.; Andrade, L. P. Diagnstico e Plano de Manejo da Reserva Particular do Patrimnio Natural Cabeceira do Prata, Jardim MS Programa de Incentivo s Reservas Particulares do Patrimnio Natural. Conserv ao Internacional do Brasil Associao dos Proprietrios das RPPNs de MS Recanto Ecolgico Rio da Prata. Jardim, MS, 2006. 350p.

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 118 FERREIRA, L. M.; Castro, R. G. S. e Carvalho, S. H. C. Roteiro metodolgico para elaborao de Plano de Manejo pra Reserva s Particulares do Patrimnio Natural. Ministrio do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis. Braslia: MMA. 95p. 2004. FERREIRA, L. M.; Castro, R. G. S. e Carvalho, S. H. C.. Roteiro metodolgico para elabora o de Plano de Manejo pra Reservas Particulares do Patrimnio Natural. Ministrio do Meio Ambiente, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis. Braslia: MMA, 2004. 95p. FOCESI, M. C. PHILIPE, A.. Educao Ambiental e Sustent abilidade Barueri: Manole Editora, 2005. 890 p. KOHLER, H.C. 2003. Geomorfologia Crstica In: Teixeira Guerra, A. J. & Cunha, S. B. da. Geomorfologia: uma atualizao de bases e conceitos. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. 309 334. MILANO, M. S. Manejo de reas naturais protegidas. Em: Curso sobre Manejo de reas naturais protegidas Curitiba: Universidade Livre do Meio Ambiente, 1994. p. 28 42 MINISTRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA). Aes prioritrias para a conservao da biodiversidade do Cerrado e Pantanal. Braslia: Ministrio do Meio Ambiente. 1999. 26p. MINISTRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA). Avaliao e aes prioritrias para a conservao da biodiversidade da Mata Atlntica e Campos Sulinos. Braslia: Ministrio do Meio Ambiente. 2000. 40p. MINISTRIO DO M EIO AMBIENTE (MMA). Lei N 9.985, de 18 de julho de 2000, com regulamentao do Decreto N 4.340, de 22 de agosto de 2002. Sistema Nacional de Unidades de Conservao da Natureza. Braslia: Ministrio do Meio Ambiente. 2002. 52 p. MINISTRIO DO MEIO AMBIEN TE (MMA). Lista nacional das espcies da fauna brasileira ameaadas de extino Braslia: Ministrio do Meio Ambiente, 2003. Disponvel em http://www.mma.gov.br/port/sbf/fauna/index.cfm Ace sso em out/02006. MINISTRIO DO MEIO AMBIENTE (MMA) Lei N 9.985, de 18 de julho de 2000, com regulamentao do Decreto N 4.340, de 22 de agosto de 2002. Sistema Nacional de Unidades de Conservao da Natureza. Braslia: Ministrio do Meio Ambiente. 2002. 52 pp. MORCELLO, C. reas Protegidas Pblicas e Privadas, seleo e manejo. So Paulo: Annablume Editora, 2001. 343p. PIRES, P. S. So Paulo: Editora SENAC So Paulo, 2002. SALLUN FILHO, William. Cavernas da Serra da Bodoquena Mato Grosso do Sul. Campinas: Informativo SBE, n. 91, p.43 47. 2005. SCREMIN DIAS, Edna; Pott, Vali J.; Hora, Regis C. e Souza, Paulo R. Nos jardins submersos da Bodoquena. Guia para identificao de plantas aquticas de Bonito e r e gio Campo Grande: Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. 1999. 160p. SWARBROOKE, J. Turismo Sustentvel: conceitos e impacto ambiental. 3 ed. So Paulo: Aleph, 2002.

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Coelho, Urt, Duleba & Lemos Turismo em Unidades de Conserva o: resultados .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 119 Editorial flow / Fluxo editorial : Received / Recebido em: 25.02. 2011 Corrected / Corrigido em: 28.10. 2011 Accepted / Aprovado em: 04 11 .2011 TOURISM AND KARST AREAS ( formely /formalmente: Pesquisas em Turismo e Paisage ns Crsticas) Brazilian Speleological Society / Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp 1 D isponvel para download em: http://www.bonitoweb.com.br/riodaprata/ecologia.php

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Escarpinati, Roque, Medina Jr & Raizer M acroinvertebrate community in .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 121 MACROINVERTEBRATE COMMUNITY IN RECREATIONAL AREAS IN A KARST RIVER (BONITO, BRAZIL): IMPLICATIONS FOR BIOMONITORING OF TOURIST ACTIVITIES COMUNIDADE DE MACROINVERTEBRADOS EM REAS RECREACIONAIS EM UM RIO CRSTICO (BONITO, BRASIL): IMPLICA'ES PARA BIOMONI TO RAMENTO DE ATIVIDADES TURISTICA Suzana Cunha Escarpinati (1) Fabio de Oliveira Roque ( 2 ) Paulino Barroso Medina J r ( 3 ) & Josu Raizer (3) (1) Programa de Ps Graduao em Entomologia e Conservao da Biodiversidade, Universida de Federal da Grande Dour ados ( UFGD ) (2) Departamento de Biologia, Universidade Federal de M ato Grosso do Sul ( UFMS ) (3) Faculdade de Cincias Biolgicas e Ambientais, Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD ) Dourados MS scescarpinati@yahoo.com.br Abstract Tourism has increased in several natural areas of the world, and the scenic beauty, uniqueness and biodiversity are the main attractions. Little is known about the consequences of tourism impacts in the biodiversity of freshwater systems. In this study, we investigate how the macroinvertebrate community is spatially distributed, especially between reference and recreational areas in a karst river in the second largest tourist destination in Brazil Bonito, Mato Grosso do Sul. No clear macroinvertebrate distributional patterns between areas were revealed by NMDS analysis; however it shows that recreational areas have more inter sample macroinvertebrate diversity variability than the reference areas. Some non exclusive re asons could explain these results, such as management strategies, public behavior, invasive and attractive species, and historic aspects Key Words : Bonito; Environmental Impact; Tourism; Bioindicator; Aquatic Insects Resumo O turismo tem aumentado em v rias reas naturais do mundo, sendo a beleza cnica, a singularidade e a biodiversidade os principais atrativos. Pouco se sabe sobre as conseqncias dos impactos do turismo na biodiversidade dos sistemas de gua doce. Neste estudo, investigamos como a com unidade de macroinvertebrados espacialmente distribuida entre reas de referncia e reas recreacionais em um rio no segundo maior destino turstico do Brasil Bonito, Mato Grosso do Sul. A anlise de NMDS no detectou claro padro de distribuio dos m acroinvertebrados entre as reas, no entanto a anlise mostra maior variao na composico de macroinvertebrados entre as reas de recreao, quando comparado com reas de referncia. Algumas razes no exclusivas podem explicar estes resultados, tais como estratgias de gesto, comportamento do pblico, espcies invasoras, espcies atraentes aos visitantes e aspectos histricos Palavras Chave : Bonito; Impacto Ambiental; Turismo; Bioindicador; Insetos Aquticos 1. INTRODUCTION Tourism has increased in s everal natural areas of the world (FENNELL; WEAVER, 2005), with scenic beauty and biodiversity being the main attractions (TURTON, 2005). Despite this growth in some environments, little is known about of the environmental impacts that are associated with the visiting public in terrestrial and aquatic ecosystems. Despite the possible contribution of tourism to nature conservation, researches conducted in terrestrial systems such as forests ( COLE; LANDRES, 1996; TALBOT et al., 2003), mountains ( HEIL et al., 2005; GENELETTI; DAWA, 2009 ), and polar areas ( AYRES et al., 2008 ) have shown that these activities cause a loss of local biodiversity. In aquatic systems, studies have also shown deleterious impacts on algae (FLETCHER; FRID, 1996; DAVENPORT;

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Escarpinati, Roque, Medina Jr & Raizer M acroinvertebrate community in .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 122 DAVENPORT, 20 06 ), invertebrates (LIDDLE, 1975; CHANDRASEKARA; FRID, 1996; CASU et al., 2006; BONTE; MAES, 2008), and fish communities (SABINO et al., 2005). Because of their high biodiversity, the propensity for anthropogenic impacts and the demand for multiple uses, freshwaters are among the most fragile environments and are a priority for worldwide conservation (RAMSAR CONVENTION, 1975; CONVENTION OF BIOLOGICAL DIVERSITY, 1992; MILLENIUM ECOSYSTEM ASSESSMENT, 2005). Although there are an increasing number of conserva tion strategies and monitoring systems of freshwaters in the world, they all depend upon access to basic information regarding the distribution of organisms that are facing anthropogenic impacts (BALMFORD et al., 2005). Since the early 1800's, with studies initially performed in Europe, there has been an increasing number of studies that evaluate the effects of environmental changes, such as the increased amounts of heavy metals (FRSTNER; WITTMANN, 1983), different land uses (ALLAN, 2004), organic pollutio n (DAHL et al., 2004), climate change (WALTHER et al., 2002), and sedimentation (RUNDE; HELLENTHAL, 2000), on aquatic communities particularly on macroinvertebrates (BONADA et al., 2006). However, little is know about the responses of macroinvertebrates that are exposed to activities related to public recreational areas, such as the use of vessels, diving, rafting and tubing (LIDDLE; SCORGIE, 1980). Several freshwater areas in the world may be facing loss of biodiversity due to tourism impacts. Among the tropical areas with a high scenic beauty and tourist potential, which are mainly based on natural freshwater systems, the Bonito karst region in Brazil stands out in South America. In the year 2010 the Bonito region receives 276,164 visitors (BOGGIANI, 20 11). The scenic beauty of the Bonito region is due to the presence of pure and soluble limestone that, as it dilutes, absorbs and decants the few impurities present, turning the waters highly crystalline and promoting the formation of unique and sensitive habitats, which are appropriate for the implementation of recreational areas (BOGGIANI, 2011). These areas are under potential impact, related to activities such as diving and swimming, which involve movement and trampling (CASU et al., 2006). Considering that multiple recreational activities can change the structure of the aquatic macroinvertebrate community by crushing, redistributing, increasing drift, changing habitats, and favoring the species most pleasing to visitors, we expect that the taxonomic com position of macroinvertebrates will discriminate between reference areas and public recreational areas in the most visited river in Bonito. Additionally, given the growing demand for efficient methods of rapid bioassessment in tropical rivers (MELO, 2005), based on criteria representing optimal cost benefit trade offs (JONES, 2008; MARSHALL et al., 2006), we evaluated the response of the aquatic macroinvertebrate community using high taxonomic resolution (genus and tribe) and low taxonomic resolution (famil y). Our focus on aquatic macroinvertebrates is justified by their widespread recognition in biomonitoring programs worldwide (ROSENBERG; RESH, 1993; CALLISTO, 2001; BONADA et al., 2006), including programs in tropical countries like Brazil (BAPTISTA, 2008 ). Among the many advantages for this use, we highlight those that are related to rationality (e.g., a greater potential for impact discrimination and a more predictive power that is grounded in ecological theory, as compared to the use of other aquatic or ganisms), implementation (low cost and simple protocols) and performance (easy interpretation of the results and wide applicability). 2. METHODS 2.1. Study area We conducted fieldwork in the karst region of the Bodoquena Plateau in southwestern Mato Gross o do Sul, Brazil, a water division between the hydrographic basin of the Paraguay River (west) and the sub basins of the Apa (south) and Miranda (east) rivers. The main waterways of the Bodoquena Plateau are Formoso, Prata, Perdido and Salobra rivers. The draining land is known as a limestone karst, and it is the predominant formation on the region ( BOGGIANI, 2011 ). The basin area is 1,334 km 2 Rio Formoso is 1,334 km 2 and it is located in the central region of the Bonito municipality in Mato Grosso do Sul, Brazil. The Formoso River is approximately 100 km long, from spring to mouth, and flows through rural areas of the Bonito municipality. 2.2. Sampling areas To characterize the sampling sites and evaluate the distribution of the aquatic macroinvertebrate c ommunity, we sampled five public recreational areas (RcAs) and five reference

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Escarpinati, Roque, Medina Jr & Raizer M acroinvertebrate community in .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 123 areas (RfAs) in the Formoso River (Figure 1). The sampling stations are at least 1.5 km away from each other, with the RcA and their respective RfA being separated by at least 50 m. All sampled areas correspond to a 10 m long stretch of the river across its width. 2.3. Macroinvertebrate sampling and identification The macroinvertebrates were collected using a D frame aquatic net (250 m) during 3 minutes. We identified the specim ens with the aid of identification keys and we confirmed the identifications by consulting experts (see acknowledgments). The specimens were deposited at the Museu da Biodiversidade of the Universidade Federal da Grande Dourados in Dourados/MS, Brazil. 2. 4. Environmental characterization To measure the conductivity, pH, temperature, dissolved oxygen, water velocity, number of submersed woods, and organic matter we selected three sections of each sampling area with the highest uniformity and the lowest poss ible irregularity of the river floor were selected. We measured the conductivity, pH, temperature and dissolved oxygen using the Hanna HI9828 multiparameter sensor. We measured the water velocity using the float method (MARQUES; ARGENTO, 1988). We measure d the number of submersed woods and organic matter, as these are considered to be good indicators of the heterogeneity, habitat complexity and food availability for aquatic macroinvertebrates (WALLACE et al., 1997). To measure the number of woods, we consi der, only submersed woods with a diameter greater than 8 cm, regardless of length. We count the number of submerged wood in each sampling area. Organic matter was collected using the same method applied to macroinvertebrates. Dry weight values of fine (<5 mm) and course (>5 mm) organic matter were measured. We also considered the proportion of the coarse organic matter in relation to the fine organic matter as a variable. Figure 1 Location of the Hydrographic Basin of the Rio Formoso, Region of Bonito Mato Grosso do Sul, Brazil, highlighting the location of each of the sampling sites. Adapted project: GEF Rio Formoso (Final Report). Graphic design by Raquel Taminato.

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Escarpinati, Roque, Medina Jr & Raizer M acroinvertebrate community in .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 124 Considering that the macroinvertebrate abundance may respond to the amount of the f ish Brycon hilarii Valenciennes, in the Formoso river, we measured the number of fish for a period of 3 min at each sampling site using visual survey of belt transect (10 m length 3 m width, one observer). A number of biases may influence the accuracy and precision of density estimates when using the visual transect technique (CHEAL; TOMPSON, 1997), however it is important to note that we are interested only in a general estimation for comparative analysis. 2.5. Data analysis We used a PCA to reduce envi ronmental data dimensionality. Subsequently, we used the PCA scores in a multivariate analysis of variance (MANOVA) to determine if they discriminate RcAs vs. RefAs. To ordinate samples according to taxa composition and abundance, at high and low taxonom ic level, using only a few dimensions, we used non metric multidimensional scaling (NMDS). The number of dimensions was chosen by considering the proportion of the variance (r) that was explained by the final distances between the samples in the ordinatio n and the distances between the samples in the Bray Curtis distance matrix. We considered the relative abundance of each taxa for the calculation of Bray Curtis distances. 3. RESULTS We recorded 2379 individuals in 109 taxa (for the complete community dat aset, contact the first author). Diptera and Gastropoda represented 91% of the fauna. The samples in reference sites resulted in 1712 individuals in 92 taxa, and the most abundant taxa were: Goeldichironomus (Diptera: Chironomidae); Polypedilum (Diptera: Chironomidae); Ablabesmyia (Diptera: Chironomidae), and Heleobia (Gastropoda: Cochliopidae). The samples in public recreational areas summed 667 individuals for 70 taxa. The most abundant taxa were: Cricotopus (Diptera: Chironomidae); Ablabesmyia (Diptera: Chironomidae); Goeldichironomus (Diptera: Chironomidae); and Melanoides tuberculatus (Gastropoda: Cochliopidae). The first three axes of the principal component analysis (PCA) recovered 74.01% of the variance in the sample set of environmental variables (First axis = 38.03%, second 20.65%, and third 15.33%). We can distinguish the samples from the RcAs vs. RfAs by ordination from the PCA (Figure 2, MANOVA: Pillai Trace =0.83; F=9.61; gl=3 and 6; p=0.01). Considering the correlations of the variables with the PCA axes (Table 1), we expected to find more B. hilarii in the faster waters in RcA and more submersed woods, larger amounts of organic matter, a higher pH and higher conductivity in RfA. The environmental structure is more variable between the RfAs th an it is among the RcAs (Figure 2). Table 1 Correlation of environmental variables with the first three axes of principal component analysis for 10 samples. Featuring bold values greater than 0.5. PC1 PC2 PC3 Number of Brycon hilarii 0.80 0.24 0.09 Water velocity (m/min) 0.70 0.14 0.13 Coarse particulate organic matter (%) 0.48 0.52 0.53 Average depth (m) 0.21 0.79 0.32 0.02 0.79 0.52 Temperature (C) 0.28 0.06 0.86 0.57 0.28 0.12 pH 0.67 0.61 0.27 Organic mat ter (g) 0.85 0.11 0.13 Number of submersed woods 0.91 0.07 0.09

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Escarpinati, Roque, Medina Jr & Raizer M acroinvertebrate community in .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 125 No clear patterns between areas were revealed by NMDS analysis applied to the dataset at low taxonomic resolution (Figure 3), however it shows that the RcAs, pos itioned around the RfAs, have more inter sample macroinvertebrate diversity variability (high taxonomic resolution) than the RfAs (Figure 4). Figure 2 Ordination of samples of environmental variables by principal components analysis (PCA). Filled poin ts correspond to samples taken in reference sites (without visitation) and empty spots on samples in public recreational sites. Figure 3 Ordination of macroinvertebrate samples at low taxonomic resolution by non metric multidimensional scaling (NMDS). Filled points correspond to samples taken in reference sites (without visitation) and empty spots on samples in public recreational sites. The vectors indicate the loadings of each family (r > 0.5) for the configuration of the plan ordination. Figure 4 Ordination of macroinvertebrate samples high taxonomic resolution by non metric multidimensional scaling (NMDS). Filled points correspond to samples taken in reference sites (without visitation) and empty spots on samples in public recreational sites. The vectors indicate the loadings of each taxa (r > 0.5) for the configuration of the plan ordination. 4. DISCUSSION AND CONCLUDING REMARKS Recreational activities may have multiple effects on aquatic biological communities. These impacts can act in isol ation or synergistically; examples include the collection of organisms by visitors (WYNBERG; BRANCH, 1997), the death of individuals by crushing (CASU et al., 2006), the redistribution of the organisms (GARCA CHARTON et al., 2008), a propensity to invasio n by exotic species (FOIN et al., 1998), an increase in the abundance of the species preferred by the visitors (SABINO et al., 2005), a change in the habitat structure (KAY; LIDDLE, 1989) and a change in the organism behavior (BROSNAN; CRUMRINE, 1994). Our results, showing a greater variability of macroinvertebrates, at high resolution identification, in the areas under different levels of recreational impacts when compared to RfAs is consistent with recent studies in marine environments, especially in coas tal regions (NEWTSON, 2003; AIROLDI et al., 2005; CASU et al 2006; ROSSI et al., 2007). Some non exclusive reasons could explain this higher variability of macroinvertebrates in RcAs, such as management strategies, public behavior, invasive and attractiv e species, and historic aspects. Changes in the light intensity, wind, anthropic disturbances (ex. visitor moviments), rain and predators are often factors that influence the process of macroinvertebrate drift in lotic systems

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Escarpinati, Roque, Medina Jr & Raizer M acroinvertebrate community in .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 126 (ANDERSON; SEDELL, 1979; MATH OOKO; MAVUTI, 1994). Visitors who use the stretches of the river where the depth does not exceed 2 m, as sampled in this study, generally have contact with the river floor, may cause the death of organisms by trampling, as has been documented in experiment al studies with marine macroinvertebrates ( BROSNAN; CRUMRINE, 1994; BONTE; MAES, 2008). In our case, the activities associated with visitor movement recorded at RcAs may favor the process of invertebrate drift and trampling, resulting in changes in macroin vertebrate communities in the RcAs. The local problem of increased food supply to B. hilarii by visitors has led to a greater concentration of fish in RcAs as well as about a 19% increase in fish weight (SABINO et al., 2005) and consequent enrichment in o rganic fecal substrate. This organic enrichment, associated with substrate compaction from the pressure exerted by tourists and visitors, may favor taxa that occur in substrates that are consolidated with high amounts of organic matter, such as the chirono mid Cricotopus, commonly find in this type of environment (WOLFRAM, 1996). The accumulation of feces may have also favored the greatest abundance of the invasive species Melanoides tuberculatus (Gastropoda: Thiaridae) in RCAs, as these mollusks feed on or ganic matter particles embedded in the substrate and are usually more abundant in altered areas (RADER et al., 2003). Organic matter values, submersed woods and fish numbers contributed greatly to the discrimination of RcAs vs. RfAs; however, we cannot co nsider these variables to be good surrogates of macroinvertebrate diversity, because our results did not show congruence between the two datasets (environmental characterization and fauna). The clear separation of RcAs vs. RfAs, based on environmental char acterization data, is due to entrepreneur management strategies aiming to increase visitor comfort at RcAs (e.g. they clean the riverbed, remove tree trunks and organic matter, and feed the B. hilarii ). The history of the sampling sites, especially when ev aluating natural systems in the absence of sampling units standardized by intensity, type and frequency of public visitation, makes it difficult to interpret the current patterns of biodiversity because it is not possible to separate the influence of each component on the historical context (here, it was not possible to rescue quantifiable information about the history of the enterprises). In other words, our data are subject to the ghost effects of the past on contemporary ecological patterns (HARDING et a l., 1998). Furthermore, studies that categorically evaluate multiple anthropogenic stressors (e.g., the division of reference area versus recreational ones) may express environmental simplifications resulting in a low response of biological metrics (HEINO, 2009). In our case, this may also partially explain the low discriminatory capacity of macroinvertebrate community. Implications for the development of biomonitoring systems Monitoring strategies for natural systems depend on classifications that are bas ed on the environment and the biological community. Classification is, therefore, a critical component in many bioassessment programs designed to assess the condition of aquatic systems (BAILEY et al., 1998). Our results show that the macroinvertebrate com munity, regardless of taxonomic refinement, is not in concordance with a priori dicotomic classification of the RcAs vs. RfAs. However, more variability in the distribution of macroinvertebrates at high taxonomic resolution is evident between the RcAs. Wit hin the context of elaborating the biomonitoring programs in the region, it becomes imperative to understand the underlying mechanisms and their relationships to the multiple impact factors of visitor activities (GRANTHAM et al., 2010), based on the more d etailed knowledge of the type, magnitude and variability of these disturbances. The taxonomic resolution used in our analysis has consequences for the implementation of biomonitoring programs. Only the fauna identified at high taxonomic resolution were dis tributed differently between the areas under activities of the recreation. These results do not agree with previous studies that show clear ecological patterns based on family information (MARCHANT et al., 1995; MELO; FROEHLICH, 2001; FEIO et al., 2006), s uggesting that this level of identification is not enough for the detection of ecological patterns with regard to the types of impacts studied here. In other words, the recreacional activities may exert less conspicuous impacts that result in a more subtle response of the aquatic macroinvertebrate community than those that are usually measured in environmental impact studies (e.g., the effect of heavy metals, intense sedimentation, and organic pollution). In summary the approach considered here (distribu tional patterns), although is a pre requisite to understand the influences of anthropogenic impacts on natural systems, it is too exploratory for untangling the mechanisms behind recreational

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Escarpinati, Roque, Medina Jr & Raizer M acroinvertebrate community in .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 127 influences on macroinvertebrate community in aquatic systems and more research is needed to provide solid evidences to meet rationale criteria for biomonitoring systems. ACKNOWLEDGEMENTS We are grateful to Fundao O Boticrio de Proteo Natureza for their financial support (Project n. 0791_20081). We are grateful also to the entrepreneurs and the Municipal Secretary of Tourism of Bonito/MS Brasil. This work was partly supported by Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientfico e Tecnolgico (Project n. 476484/2008 1) and Coordenao de Aperfeioamento de Pessoal de Nvel Superior. We express our thanks for the helpful identification specimens from Melissa O. Segura, MsC, Coleoptera; Dr. Frederico Falco Salles, Ephemeroptera; Rafael Moretto, MsC, Trichoptera; Dr. Silvana Thiengo, Molusca; Lucas Lecci, MsC, Plecop tera; and Juliana Freires, MsC, Hemiptera. F.O. Roque receives a productivity grant from CNPq (process no. 303293/2009 8) REFER ENCES ANDERSON, N.H.; SEDELL, J.R. Detritus processing by macroinvertebrates in stream ecosystems. Annual Review of Entomolog y, v. 24, p. 351 377, 1979. AIROLDI, L.; BACCHIOCCHI, F.; CAGLIOLA, C.; BULLERI, F.; ABBIATI, M. Impact of recreational harvesting on assemblages in artificial rocky habitats. Marine Ecology Progress Series v. 299, p. 55 66, 2005. ALLAN, J.D. Landscape and riverscapes: the influence of land use on stream ecosystems. Annual Review of Ecology, Evolution and Systematics v. 35, p. 257 284, 2004. AYRES, E.; NKEM, J.N.; WALL, D.H.; ADAMS, B.J.; BARRETT, J.E.; BROOS, E.J.; PARSONS, A.N.; POWERS, L.E.; SIMMONS B.L.; VIRGINIA. R.A. Effects of human trampling on populations of soil fauna in the McMurdo Dry Valleys, Antarctica. Conservation Biology v. 22 p. 1544 1551, 2008. BAILEY, R.C.; KENNEDY, M.G.; DERVISH, M.Z.; TAYLOR, A.R.M. Biological assessment of fre shwater ecosystems using a reference condition approach: comparing predicted and actual benthic invertebrate communities in Yukon streams. Freshwater Biology v. 39, p. 765 774, 1998. BALMFORD, A.; BENNUN, L.; BRINK, B.T.; COOPER, D.; CTE, I.M.; CRANE, P .; DOBSON, A.; DUDLEY, N.; DUTTON, I.; GREEN, R.E.; MARTIN, J.; PAUL, J.; VALMA, J.; JOAH, M.; KAT, M.; NORMAN, M.; SHAHID, N.; JOUNI, P.; MATTHEW, R.; SERGIO, R.; JOAN, R.; KATE, T.; Scien ce v. 307, p. 212 213, 2005. BAPTISTA, D.F. Uso de macroinvertebrados em procedimentos de biomonitoramento em ecossistemas aquticos. Oecologia Brasiliensis, v. 12 p. 425 441, 2008. BOGGIANI, P.C.; TREVELIN, A.C.; SALLUN FILHO, W.; OLIVEIRA, E.C.; ALMEI DA, L.H.S. Turismo e Conservao de Tufas Ativas da Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas v.4, p. 55 63, 2011. BONADA, N.; PRAT, N.; RESH, V.H.; STATZNER, B. Developments in aquatic insect biomonitoring: a comp arative analysis of recent approaches. Annual Review of Entomology v. 5, p. 495 523, 2006. BONTE, D.; MAES, D. Trampling affects the distribution of specialized coastal dune arthropods. Basic and Applied Ecology v. 9, p. 726 734, 2008. BROSNAN, D.M.; CRU MRINE, L.L. Effects of human trampling on marine rocky shore communities. Journal of Experimental Marine Biology and Ecology v. 177, p. 79 97, 1994.

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Escarpinati, Roque, Medina Jr & Raizer M acroinvertebrate community in .. Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 201 1 130 RADER, R.; BELK, M.; KELEHER, M. The introduction of an invasive snail ( Melanoides tuberculata ) to spring ecosystems of the Bonneville Basin, Utah. Journal o f Freshwater Ecology v. 18, p. 647 657, 2003. ROSENBERG, D.M.; RESH, V.H. Introduction to freshwater biomonitoring and benthic macroinvertebrates, 1 9. In Rosenberg, D. M., & Resh, V. H. (eds.) Freshwater biomonitoring and benthic macroinvertebrates Chap man & Hall, New York p. 1 9, 1993. ROSSI, F.; FORSTER, R.M.; MONTSERRAT, F.; PONTI, M.; TERLIZZI, A.; YSEBAERT, T.; MIDDELBURG, J.J. Human trampling as short term disturbance on intertidal mudflats: effects on macrofauna biodiversity and population dynami cs of bivalves. Marine Biology v. 151, p. 2077 2090, 2007. RUNDE, J.M.; HELLENTHAL, R.A. Behavioral responses of Hydropsyche sparna (Trichoptera: Hydropsychidae) and related species to deposited bedload sediment. Environmental Entomology v. 29, p. 704 70 9, 2000. SABINO, J.; MEDINA JR, P.B.; ANDRADE, L.P. Visitantes mal comportados e piraputangas obesas: a presso da visitao pblica sobre B. hilarii no Balnerio municipal de Bonito. Mato Grosso do Sul. Anais do encontro nacional de inovao cientfica p ara o homem do sculo XXI v. 1, p. 321 332, 2005. TALBOT, L.M.; TURTON, S.M.; GRAHAM, A.W. Trampling resistance of tropical rainforest soils and vegetation in the wet tropics of north east Australia. Journal of Environmental Management v. 69, p. 63 69, 2 003. TURTON, S.M. Managing environmental impacts of recreation and tourism in rainforests of the Wet Tropics of Queensland World Heritage area. Geographical Research v. 43, p. 140 151, 2005. WALLACE, J.B.; EGGERT, S.L.; MEYER, J.L.; WEBSTER, J.R. Multipl e trophic levels of a forest stream linked to terrestrial litter inputs. Science v. 277, p. 102 104, 1997. WALTHER, G.R.; POST, E.; CONVEY, P.; MENZEL, A.; PARMESANK, C.; BEEBEE, T. J. C.; FROMENTIN, J. M.; HOEGH GULDBERG, O.; BAIRLEIN, F. Ecological resp onses to recent climate change. Nature v. 416 p. 389 395, 2002. WOLFRAM, G. Distribution and production of chironomids (Diptera: Chironomidae) in a shallow, alkaline lake (Neusiedler See, Austria). Hydrobiologi a v. 318, p. 103 115, 1996. WYNBERG, R.P.; BRANCH, G.M. Trampling associated with bait collection for sandprawns Callianassa kraussi Stebbing: effects on the biota of an intertidal sandflat. Environmental Conservation v. 24, p. 139 148, 1997 Editorial flow / Fluxo editorial : Received / Recebido em: 13.09. 2011 Accepted / Aprovado em: 02 12 .2011 TOURISM AND KARST AREAS ( formely /formalmente: Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas) Brazilian Speleological Society / Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 131 SUMRIO DE TTULOS VOLUME 4 (SUMMARY OF TITLES VOLUME 4 ) ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES S how cave development with special references to active caves D esenvolvimento de cavernas tursticas com especial destaque s cavernas ativas Arrigo A. Cign a 07 Water as a focus of ecotourism in the karst of northern Puerto Rico A gua como recurso ecoturstico no carste do norte de Porto Rico Andrea B. Hall & Michael J Day 17 Hongs o f Phang Nga Bay, Thailand Hongs d a Baa Phang Nga, Tailndia Liz Price 27 M onitori ng of water temperature of the R oncador river: contribution to speleoclimate analysis and tou rist management of the cave of S antana (Iporanga, Brazil) Monitoramento da temperatura da gua no rio R oncador: contribuio anlise espeleoclimtica e ao manejo turstico da caverna de S antana (Iporanga S P Brasil) Heros Augusto Santos Lobo 33 O registro fotogrfico apl icado em estudos ambientais na G ruta do Lago Azul em Bonito/MS: retrospectiva de duas dcadas 1989 a 2010 The photographic record app lied in environmental studies at t he Gruta do Lago Azul in Bonito /MS: retrospective of two decades from 1989 to 2010 Maria de Ftima Bregolato Rubira de Assis; Maria de Ftima Lessa Bell; Marina Brun Bucker; Mercedes Abid Mercante & Silvio Carlos Rodrig ues 45 Turismo e conservao de tufas ativas da S erra da Bodoquena, Mato Grosso d o Sul Tourism and conservation of active tufas of the Bodoquena Plateau, Mato Grosso d o Sul state Paulo Csar Boggiani; Ana Cristina T revelin ; William Sallun F ilho; Emiliano Castro de Oliveira & Luis Henrique Sapiensa Almeida 55 Efeitos do uso turstico sobre cavidades subterrneas artificiais: subsdios para o uso antrpico de sistemas subterrneos Effects of tourism on use of artificial subterranean cavities: subsidies for anthropogenic use of subterranean systems Leopoldo Ferreira de Oliveira Bernardi, Marconi Souza Silva & Rodrigo Lopes Ferreira 7 1 The conservation of speleological tourist attractions in the central Amazon: situation and perspectives for the environmental protection and tourist management in the Maroaga Cave Conservao de atrativos tursticos espeleolgicos na Amaznia central: situao e perspectivas para a proteo ambiental e gesto do turismo na Caverna do Maroaga Joo Rodrigo Leito dos Reis, Julio C sar Rodrguez Tello, Alessandro Camargo Angelo & Christina Fischer 89 Turismo em Unidades de Conservao: resultados do plano de manejo da RPPN Fazenda Cabeceira do Prata Jardim MS Tourism in natural protected areas: results of the management plan of the private reserve of the Jardim MS Luiza Spengler Coelho, Maria Caroline Moron Urt, Samuel Duleba & Vinicius Batistelli Lemos 10 7 Macroinvertebrate community in recreational areas in a karst river (Bonit o, Brazil): implications for biomonitoring of tourist activities Comunidade de macroinvertebrados em reas recreacionais em um rio crstico (Bonito, Brasil): implicaes para biomonitoramento de atividades turistica Suzana Cunha Escarpinati, Fabio de Olive ira Roque, Paulino Barroso Medina Jr & Josu Raizer 12 1

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 132 NDICE DE ASSUNTOS VOLUME 4 ( INDEX OF SUBJECTS VOLUME 4 ) A Aquatic Insects 121 reas Protegidas 89 B Balano energtico 7 Bioindicador, 121 Bioindicator 121 Bodoquena Plateau 55 Bonito, 1 21 C Caribbean 17 Caribe, 17 Carste, 17 Carste costeir o 27 Cave management 33 Caves 71 Caverna do Maroaga, 89 Cavernas 71 Cavernas de mars, 27 Conservao 71 Conservation 71 D Diretrizes de Gesto 7 Dolina, 27 Doline 27 E Ecological tourism 4 5 Energy balance 7 Ecotourism 17 107 Ecoturismo, 17 107 Energy flow 33 Environmental Impact 121 Environmental monitoring 33 E nvironmental preservation 45 Espeleoturismo, 33 G Geopark 55 Geop arque 55 Geotourism 55 Geoturismo, 55 H Hong 27 I I luminao 7 Imagem fotogrfica 4 5 Impacto Ambiental, 121

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 133 Insetos Aquticos, 121 Invertebrados, 71 Invertebrates 71 K Karst 17 L Lighting 7 M Management guidelines 7 Management Plan, 107 Manejo de Cavernas, 33 Marine karst 27 Maroaga Cave 89 Mato Grosso do Sul 55 107 Mato Grosso do Sul State 55 Microclima, 33 Microclimate 33 Minas subterrneas 71 Monitoramento Ambiental, 33 N Nveis de Circulao de Energia 33 P Pathways 7 Photographic image 45 Plano de Manejo, 107 Porto Rico, 17 P reserva o ambiental 45 Private Reserve of the Natural Heritage 107 Protected Area 89 Puerto Rico 17 R Roteiros de visitao 7 RPPN, 107 S Serra da Bodoquena 55 Southeast Asia 27 Speleotourism 33 Subterranean mines 71 Sudoeste asitico 27 T Tailndia 27 Thailand, 27 Tidal cave 27 Tourism 55 71 89 121 T ufa 55 Turismo, 55 71 89 121 T urismo ecolgico 45 W Water 17

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 134 NDICE DE AUTORES VOLUME 4 (INDEX OF AUTHORS VOLUME 4 ) A Almeida 55 Angelo 89 Assis, 45 B Bell 45 Bernardi, 71 Boggian i, 55 Bucker 45 C Cigna 07 Coelho, 107 D Day 17 Duleba 107 E Escarpinati 121 F Fischer 89 F erreira 71 H Hall 17 L Lemos 107 Lobo, 3 3 M Medina Jr 121 Mercante 45 O Oliveira 55 P Price 27 R Raizer, 121 Reis 89 Rodrigues, 45 Roque, 121 S Sallun F ilho 55 Souza Silva, 71

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 135 T Tello 89 T revelin 55 U Urt, 107

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 136 QUADRO DE AVALIADORES VOLUME 4 ( BOARD OF REVIEW VOLUME 4 ) No ano de 20 11 os originais recebidos foram avaliados pelos seguintes pesquisadores: Andrej Kranjc Karst Researc h Institute ( Eslovnia ) Angel Fernndez Corts Museo Nacional de Ciencias Naturales (Espanha) Edvaldo Cesar Moretti Universidade Federal da Grande Dourados ( UFGD ) Emerson Galvani Universidade de So Paulo (USP) Gisele Sessegolo Ecossistemas Consultoria Ambiental Heros Augusto Santos Lobo Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) Lvia Medeiros Cordeiro Borghezan Universidade de So Paulo (USP) Luiz Afonso Vaz de Figueiredo Centro Universitrio Fundao Santo Andr ( CUFSA) Luiz Eduardo Panisset Trav assos Pontifcia Universidade Catlica de Minas Gerais (PUCMG) Maria Elina Bichuette Universidade Federal de So Carlos ( UFSCAR ) Rodrigo Lopes Ferreira Universidade Federal de Lavras ( UFLA ) Ricardo Jos Calembo Marra Centro Nacional de Estudo, Proteo e Manejo de Cavernas (CECAV/ICMBio)

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 137 GESTO EDITORIAL 20 1 1 ( EDITORIAL MANAGEMENT 2011 ) Durante o ano de 20 1 1 a revista Turismo e Paisagens Crsticas apresentou o seguinte fluxo editorial de avaliao de originais: Originais recebidos em 201 1 : 1 2 Or iginais publicados em 201 1 : 10 Originais reprovados em 201 1 : 0 1 Originais recebidos em 201 1 em processo de avaliao: 0 1 Procedncia dos trabalhos publicados *: Brasil: 07 sendo: Mato Grosso do Sul: 03 So Paulo: 02 Amazonas: 01 Minas Gerais: 01 Tailndi a: 01 Itlia: 01 Estados Unidos: 01 Considerando o vnculo institucional do primeiro autor de cada trabalho. Inclui todas as sees da revista. Web site (no perodo de 01/01/20 1 1 a 31/ 12 /20 1 1 ) Total de page views (pgina da revista): 4.204 Total de page views (pgina de cada nmero) Volume 4 Nmero 1: 561 Volume 3 Nmero 2: 732 Volume 3 Nmero 1: 1.018 Volume 2 Nmero 2: 650 Volume 2 Nmero 1: 707 Volume 1 Nmero 2: 1. 009 Volume 1 Nmero 1: 638 Total de downloads (revista completa): Volume 4 Nmero 1 : 591 Volume 3 Nmero 2: 816 Volume 3 Nmero 1: 771 Volume 2 Nmero 2: 712 Volume 2 Nmero 1: 708 Volume 1 Nmero 2: 1.548 Volume 1 Nmero 1: 1.191 Total de downloads (por artigo): Volume 4 nmero 1 p. 000 00 6 : 61 Volume 4 nmero 1 p. 00 7 01 6 : 1 82 Volu me 4 nmero 1 p. 01 7 0 25 : 157 Volume 4 nmero 1 p. 02 7 03 1 : 15 0 Volume 4 nmero 1 p. 03 3 04 4 : 1 26 Volume 4 nmero 1 p. 045 0 53 : 220 Volume 4 nmero 1 p. 0 55 0 63 : 175 Volume 3 nmero 2 p. 0 49 0 53 : 88 Volume 3 nmero 2 p. 0 55 0 65 : 271

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 138 Volume 3 nmero 2 p. 0 67 0 77 : 421 Volume 3 nmero 2 p. 0 79 0 89 : 230 Volume 3 nmero 2 p. 0 91 0 92 : 1 26 Volume 3 nmero 1 p. 0 93 0 97 : 81 Volume 3 nmero 1 p. 000 004: 109 Volume 3 nmero 1 p. 005 010: 202 Volume 3 nmero 1 p. 011 019: 167 Volume 3 nm ero 1 p. 021 030: 243 Volume 3 nmero 1 p. 031 043: 243 Volume 3 nmero 1 p. 045 046: 202 Volume 3 nmero 1 p. 047 048: 101 Volume 2 nmero 2 p. 097 100: 88 Volume 2 nmero 2 p. 101 112: 441 Volume 2 nmero 2 p. 113 129: 211 Volume 2 nmero 2 p. 131 137: 1 22 Volume 2 nmero 2 p. 139 145: 121 Volume 2 nmero 1 p. 000 004: 2 05 Volume 2 nmero 1 p. 005 015: 973 Volume 2 nmero 1 p. 017 025: 213 Volume 2 nmero 1 p. 027 039: 490 Volume 2 nmero 1 p. 041 055: 963 Volume 2 nmero 1 p. 057 068: 699 Volume 2 nmero 1 p. 069 077: 1 29 Volume 2 nmero 1 p. 079 096: 1. 078 Volume 1 nmero 2 p. 093 105: 120 Volume 1 nmero 2 p. 107 120: 9 94 Volume 1 nmero 2 p. 121 129: 228 Vol ume 1 nmero 2 p. 131 144: 537 Volume 1 nmero 2 p. 145 164: 790 Volume 1 nmero 2 p. 165 172: 2. 392 Volume 1 nmero 2 p. 173 182: 1.052 Volume 1 nmero 2 p. 183 187: 3 00 Volume 1 nmero 2 p. 189 190: 1 17 Volume 1 nmero 2 p. 191 191: 80 V olume 1 nmero 1 p. 000 005: 213 Volume 1 nmero 1 p. 007 017: 1 35 Volume 1 nmero 1 p. 019 028: 261 Volume 1 nmero 1 p. 029 042: 280 Volume 1 nmero 1 p. 043 055: 3 24 Volume 1 nmero 1 p. 057 065: 294 Volume 1 nmero 1 p. 067 076: 597 Volume 1 nmero 1 p. 077 088: 4.227 Volume 1 nmero 1 p. 089 090: 152 Volume 1 nmero 1 p. 091 092: 272 Heros Augusto Santos Lobo Editor Chefe Marcelo Augusto Rasteiro Editor Executivo

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Campinas, SeTur/SBE. Tourism and Karst Areas 4 ( 2 ), 20 1 1 139 TOURISM AND KARST AREAS ( formally /formalmente: Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas) Brazilian Speleological Soci ety / Sociedade Brasile ira de Espeleologia (SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp


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