SBE Turismo e Paisagens Cársticas

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SBE Turismo e Paisagens Cársticas

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Title:
SBE Turismo e Paisagens Cársticas
Series Title:
Tourism and Karst Areas
Alternate Title:
Revista Científica da Seção de Espeleoturismo da Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publisher:
Sociedade Brasileira de Espeleologia
Publication Date:
Language:
Portuguese

Subjects

Genre:
serial ( sobekcm )

Notes

General Note:
SUMÁRIO / (CONTENTS) Editorial ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES Geoturismo na APA Carste Lagoa Santa/MG: breve reflexão sobre a identidade do espaço / Geotourism in the Lagoa Santa Karst / MG: a brief reflection on the identity of the space Tiago Silva Alves de Brito, Renata Ferreira Campos Fernanda Carla Wasner Vasconcelos Protocolo de avaliação e inventariação de lugares de interesse geológico e mineiro / Inventory and evaluation protocols used in geological and mining heritage sites Suzana Fernandes de Paula Paulo de Tarso Amorim Castro Avaliação multicritério da vulnerabilidade ambiental e natural na identificação de áreas prioritárias para conservação do patrimônio espeleológico / Multicriteria assessment of the environmental and natural vulnerability in identify priority areas for geoconservation of speleological herigage Darcy José Santos, Úrsula Ruchkys Mauro Gomes Carste, história, geografia e cultura na Cracóvia: séculos de interação humana na paisagem polonesa / Karst, history, geography and culture in Krakow: centuries of human interaction in the polish landscape Luiz Eduardo Panisset Travassos RESUMOS DE TESES E DISSERTAÇÕES / MASTER AND DOCTORAL THESIS: ABSTRACTS Estudo microclimático do ambiente de cavernas, Parque Estadual Intervales, SP / Microclimate study of caves environment, Parque Estadual Intervales, SP Bárbara Nazaré Rocha Parque Estadual do Ibitipoca/MG: potencial geoturístico e proposta de leitura do seu geopatrimônio por meio da interpretação ambiental / The state park of Ibitipoca (PEI)/MG: geotouristic potential and proposal for your reading geopatrimony through the environmental interpretation Lilian Carla Moreira Bento
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Open Access - Permission by Publisher
Original Version:
Vol. 7, no. 1/2 (2014)
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Source Institution:
University of South Florida Library
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University of South Florida
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K26-03706 ( USFLDC DOI )
k26.3706 ( USFLDC Handle )
21092 ( karstportal - original NodeID )
1983-473X ( ISSN )

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SUMARIO / (CONTENTS)
Editorial
ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL
ARTICLES
Geoturismo na APA Carste Lagoa Santa/MG:
breve reflexao sobre a identidade do espaco /
Geotourism in the Lagoa Santa Karst / MG: a
brief reflection on the identity of the space
Tiago Silva Alves de Brito, Renata Ferreira
Campos & Fernanda Carla Wasner
Vasconcelos
Protocolo de avaliacao e inventariacao
de lugares de interesse geologico e mineiro /
Inventory and evaluation protocols used in
geological and mining heritage sites
Suzana Fernandes de Paula & Paulo de
Tarso Amorim Castro
Avaliacao multicriterio da
vulnerabilidade ambiental e natural na
identificacao de areas prioritarias para
conservacao do patrimonio espeleologico /
Multicriteria assessment of the environmental
and natural vulnerability in identify priority
areas for geoconservation of speleological
herigage
Darcy Jose Santos, Ursula Ruchkys &
Mauro Gomes
Carste, historia, geografia e cultura na
Cracovia: seculos de interacao humana na
paisagem polonesa / Karst, history, geography
and culture in Krakow: centuries of human
interaction in the polish landscape
Luiz Eduardo Panisset Travassos
RESUMOS DE TESES E DISSERTACOES /
MASTER AND DOCTORAL THESIS: ABSTRACTS
Estudo microclimatico do ambiente de
cavernas, Parque Estadual Intervales, SP /
Microclimate study of caves environment, Parque
Estadual Intervales, SP
Barbara Nazare Rocha
Parque Estadual do Ibitipoca/MG: potencial
geoturistico e proposta de leitura do seu
geopatrimonio por meio da interpretacao
ambiental / The state park of Ibitipoca
(PEI)/MG: geotouristic potential and proposal
for your reading geopatrimony through the
environmental interpretation
Lilian Carla Moreira Bento



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Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 1 EXPEDIENTE Sociedade Brasileira de Espeleologia ( Brazilian Speleological Society ) Endereo ( Address ) Caixa Postal 7031 Parque Taquaral CEP: 13076 970 Campinas SP Brasil Contatos ( Contacts ) +55 ( 19) 3296 5421 turismo@cavernas.org.br Gesto 20 1 3 201 5 ( Management Board 20 1 3 201 5 ) Diretoria ( D irection ) Presidente: Marcelo Augusto Rasteiro Vice presidente: Pa vel Carrijo Rodrigues Tesoureir o : Fernanda Cristina Loureno Bergo 1 Secret rio: Teresa M aria da Franca M oniz de Arago 2 Secretrio: Luciano Emerich Faria Conselho Fiscal ( Supervisory B oard ) Delci Kimie Ishida Leonardo Morato Duarte Jefferson Esteves Xavier Alexandre Jos Felizardo suplente ( alternate ) Flavio Scalabrini Sen a suplente ( alternate )

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Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 2 Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas ( Tourism and Karst Areas ) Editor Chefe ( Editor in Chief ) Dr Heros Augusto Santos Lobo Sociedade Brasileira de Espeleologia Brasil Editors Convidados ( Guest Editors ) Dra. Jasmine C ardozo Moreira Universidade Estadual de Ponta Grossa, Brasil Esp Carlos Neto de Carvalho Geopark Naturtejo Portugal Editor Associado ( Associated Editor ) Dr. Cesar Ulisses Vieira Verssimo Universidade Federal do Cear UFC, Brasil Editor Executivo ( Executive Editor ) Esp. Marcelo Augusto Rasteiro Sociedade Brasileira de Espeleologia SBE, Brasil Conselho Editorial ( Editorial Board ) Dr. Andrej Aleksej Kranjc Karst Research Institute, Eslovnia Dr. Angel Fernndes Corts Universidad de Alicante, UA, Espanha Dr. Arrigo A. Cigna Interntional Union of Speleology / Interntional Show Caves Association, Itlia Dr. Edvaldo Cesar Moretti Universidade Federal da Grande Dourados UFGD, Brasil Dr. Jos Alexandre de Jesus Perinotto Universidade Estadual P IGCE/UNESP, Brasil MSc. Jos Antonio Basso Scaleante Sociedade Brasileira de Espeleologia SBE, Brasil MSc. Jos Ayrton Labegalini Sociedade Brasileira de Espeleologia SBE, Brasil Dra. Linda Gentry El Dash Universi dade Estadual de Campinas UNICAMP, Brasil MSc Lvia Medeiros Cordeiro Borghezan Universidade de So Paulo USP Brasil Dr Luiz Afonso Vaz de Figueiredo Centro Universitrio Fundao Santo Andr FSA, Brasil Dr Luiz Eduardo Panisset Travassos Pont ifcia Universidade Catlica de Minas Gerais PUC/MG, Brasil Dr. Marconi Souza Silva Faculdade Presbiteriana Gammon Fagammon/Centro Universitrio de Lavras UNILAVRAS, Brasil Dr. Marcos Antonio Leite do Nascimento Universidade Federal do Rio Grande d o Norte DG/UFRN, Brasil Dra. Natasa Ravbar Karst Research Institute, Eslovnia Dr. Paolo Forti Universit di Bologna, Itlia Dr. Paulo Cesar Boggiani Universidade de So Paulo IGc/USP, Brasil Dr. Paulo dos Santos Pires Universidade Vale do Itaja UNIVALI, Brasil Dr Ricardo Jos Calembo Marra Centro Nacional de Estudo, Proteo e Manejo de Cavernas I CMBio/CECAV Brasil Dr. Ricardo Ricci Uvinha Universidade de So Paulo EACH/USP, Brasil Dr. Srgio Domingos de Oliveira Universidade Estadual P UNESP/Rosana, Brasil Dr. Tadej Slabe Karst Research Institute, Eslovnia Dra. rsula Ruchkys de Azevedo CREA MG, Brasil Dr. William Sallun Filho Instituto Geolgico do Estado de So Paulo IG, Brasil Dr. Zysman Neim an Universidade Federal de So Carlos UFSCAR, Brasil Comisso de T raduo ( Translation Committee ) Dra. Linda Gentry El Dash Ingls

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Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 3 SUMRIO (CONTENTS) Editorial 04 ARTIGOS ORIGINAIS / ORIGINAL ARTICLES G eoturismo na APA Carste Lagoa Santa/MG: brev e reflexo sobre a identidade do espao Geotourism in t he Lagoa Santa Karst / MG: a brief reflection on the identity of the space Tiago Silva Alves de Brito, Renata Ferreira Campos & Fernanda Carla Wasner Vasconcelos 0 7 P rotocolo de avaliao e inventaria o de lugares de interesse geolgico e mineiro I nventory and evaluation protocols used in geological and mining heritage sites Suzana Fernandes de Paula & Paulo de Tarso Amorim Castro 19 A valiao multicritrio da vulnerabilidade ambiental e natural na i dentificao de reas prioritrias para conservao do patrimnio espeleolgico M ulticriteria assessment of the environmental and natural vulnerability in identify priority areas for geoconservation of speleological herigage Darcy Jos Santos rsula Ruchk ys & Mauro Gomes 29 C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia: sculos de interao humana na paisagem polonesa Karst, history, geography and culture in Krakow: centuries of human interaction in the polish landscape Luiz Eduardo Panisset Travassos 43 RESUMOS DE TESES E DISSERTA'ES / MASTER AND DOCTORAL THESIS: ABSTRACTS Estudo microclimtico do ambiente de cavernas, Parque Estadual Intervales, SP Microclimate study of caves environment, Parque Estadual Intervales, SP Brbara Nazar Rocha 59 Par que Estadual d o Ibitipoca/MG: potencial geoturstico e proposta de leitura do seu geopatrimnio por meio da interpretao ambiental The state park of Ibitipoca (PEI)/MG: geotouristic potential and proposal for your reading geopatrimony through the environm ental interpretation Lilian Carla Moreira Bento 61

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Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 4 EDITORIAL A revista Turismo e Paisagens Crsticas completa, com esta edio, seu stimo ano de existncia. Desde 2008, com o apoio da Sociedade Brasileira de Espeleologia, j forma publicados 51 artigos 9 resumos de teses e dissertaes e 1 resenha de livro at o Volume 7, com autores de diversos pases, como Brasil, Eslovnia, Itlia, Estados Unidos, Malsia, Indonsia e Costa Rica. Sem sombra de dvidas, um amplo acervo de textos de qualidade, que ver sam sobre diversos aspectos que relacionam o Turismo com as cavernas, as paisagens crsticas ou mesmo o Geoturismo e o Espeleoturismo em reas no crsticas. Durante este perodo, a revista passou por diversas mudanas, como em seu quadro de editores e no processo de seleo de manuscritos. Tentativas de internacionalizao foram e continuam sendo feitas, no somente em benefcio da Turismo e Paisagens Crsticas, mas sobretudo em funo da internacionalizao e integrao do conhecimento, em um mundo que pa ssa por constantes mudanas e onde as atualizaes desenvolvidas em um contexto podem ajudar no desenvolvimento sustentvel do turismo tambm em outras realidades. Nesse sentido, as mudanas continuam. Temos orgulho em anunciar a mais nova alterao no esc opo da Turismo e Paisagens Crsticas: o peridico, desde o Volume 7, passa a ser tambm um canal oficial da Associao de Cavernas Tursticas Ibero Americanas, a ACTIBA, fundada em 2011 durante o 31 Congresso Brasileiro de Espeleologia, em Ponta Grossa, P aran, Brasil. A honraria foi proposta e aceita durante o I Congreso Iberoamericano y V Espaol sobre Cuevas Turisticas (CUEVATUR), realizado em Aracena, Huelva, Espanha, em outubro de 2014. Novidades sero percebidas nas novas edies, como novas altera es no Conselho Editorial, maior participao de pesquisadores de lngua espanhola e ampliao do fluxo de trocas de conhecimento e experincias, privilegiando aspectos cientficos e gerenciais para o desenvolvimento adequado do turismo subterrneo e do geo turismo. Na atual edio algumas das alteraes j podem ser percebidas: a insero do logo da ACTIBA na capa e artigos, o retorno do nome do peridico para o portugus e o acrscimo da verso do nome em espanhol. J na prxima edio, teremos tambm artig os selecionados do CUEVATUR, em uma edio especial. Tudo isso para melhorar ainda mais o carter tcnico e cientfico da Turismo e Paisagens Crsticas, privilegiando pesquisadores, gestores e demais interessados nos temas publicados. O Volume 7 composto por 4 artigos originais e 2 resumos. Abrindo a edio, Brito, Campos e Vasconcelos apresentam uma abordagem de caracterizao das potencialidades tursticas da rea de Proteo Ambiental (APA) do Carste de Lagoa Santa, Brasil, com enfoque no Geoturismo. O segundo artigo, assinado por de Paula e Castro, traz uma metodologia de avaliao e inventariao de lugares de interesse geolgico e mineiro, com anlise de geosstios. Na sequncia, Santos, Ruchkys e Gomes trazem novamente a APA do Carste de Lagoa Santa em evidncia, apresentando uma anlise multicritrios de sua vulnerabilidade ambiental e natural. O ltimo artigo, de Travassos, traz um relato sobre o carste e seus aspectos geogrficos, histricos e culturais da Polnia, derivado da participao do auto r em um evento neste pas. Fecham a edio o resumo da dissertao de mestrado de Rocha, sobre o microclima de cavernas no Parque Estadual Intervales, Brasil; bem como da tese de doutorado de Bento, sobre a interpretao ambiental e o potencial geoturstic o do Parque Estadual de Ibitipoca, Brasil. Desejamos excelentes leituras e reflexes aos colegas, bem como os convidamos para submeterem vossas futuras produes para a publicao n a Turismo e Paisagens Crsticas Heros Lobo Editor Chefe

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Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 5 EDITORIAL La r evista Turismo e Paisagens Crsticas (Turismo y Paisajes Krsticos) completa, con esta edicin, su sptimo ao de existencia. Desde el ao 2008, se han publicado, incluyendo este sptimo volumen, con el apoyo de la Sociedad Brasileira de Espeleologa, 51 a rtculos, 9 resmenes de tesis y disertaciones y la resea de un libro, firmados por autores de pases tan diversos como Brasil, Eslovenia, Italia, Estados Unidos, Malasia, Indonesia y Costa Rica. Constituyen, sin duda alguna, un amplio conjunto de textos de gran calidad, que tratan de diversos aspectos que relacionan el turismo con las cavidades, los paisajes krsticos o incluso el Geoturismo y el Espeleoturismo en regiones no krsticas. Durante este perodo, la revista ha pasado por diversos cambios, tant o relativos a su equipo editorial como al proceso de seleccin de originales. Las iniciativas de internacionalizacin han sido continuas, no solamente en beneficio de la propia revista, sino sobre todo en funcin de la internacionalizacin e interpretacin del conocimiento, en un mundo que se caracteriza por los continuos cambios y en el que las actualizaciones que se desarrollan en un contexto determinado pueden ayudar tambin al desarrollo sostenible del turismo en otras realidades muy diferentes. En este sentido, los cambios an continan. Estamos orgullosos de iniciar un nuevo cambio de rumbo en Turismo e Paisagens Crsticas: la revista, desde el volumen 7, pasa a ser tambin un canal oficial de la Asociacin de Cuevas Tursticas Iberoamericanas, ACTIBA, fundada en 2011 durante el 31 Congreso Brasileo de Espeleologa, en la ciudad de Ponta Grossa (Paran, Brasil). Este honor fue propuesto y aceptado durante el I Congreso Iberoamericano y V Espaol sobre Cuevas Tursticas (CUEVATUR 2014), que tuvo lugar en Aracena (Huelva, Espaa) durante el pasado mes de octubre de 2014. Las novedades sern percibidas en las sucesivas ediciones en distintos mbitos, como algunos cambios en el Consejo Editorial, una mayor participacin de investigadores de lengua espaola y en la ampliacin del flujo de intercambio de conocimiento y experiencias, impulsando aspectos cientficos y de gestin para el desarrollo adecuado del turismo subterrneo y del geoturismo. En este volumen ya se pueden observar algunos de estos nuevos ca mbios: la insercin del logotipo de ACTIBA en la cubierta de la revista y en los artculos, el regreso de la denominacin portuguesa de la revista y la adicin de la versin del nombre en espaol. Ya en el prximo volumen se publicarn artculos selecciona dos del Congreso CUEVATUR 2014, en una edicin especial. Todo ello con el objetivo de mejorar el carcter tcnico y cientfico de Turismo e Paisagens Crsticas, ofreciendo as un mejor producto a investigadores, gestores y otros interesados en los temas pu blicados. El volumen 7 est compuesto por 4 artculos originales y 2 resmenes. Abriendo la edicin, Brito, Campos y Vasconcelos presentan un ensayo de la caracterizacin de las potencialidades tursticas del rea de Proteccin Ambiental (APA) del karst de Lagoa Santa, Brasil, con un enfoque hacia el Geoturismo. El segundo artculo, firmado por de Paula y Castro, traza una metodologa de clasificacin e inventariado de lugares de inters geolgico y minero, con un anlisis de los principales geositios. Post eriormente, Santos, Ruchkys y Gomes realizan nuevamente en el APA del karst de Lagoa Santa un anlisis multicriterio de su vulnerabilidad ambiental y natural. El ltimo artculo, de Travassos, versa sobre el karst de Polonia y sus aspectos geolgicos, hist ricos y culturales, derivados de la participacin del autor en un evento en dicho pas. Cierran la edicin un resumen de la disertacin de Roche, sobre el microclima de Las Cuevas del Parque Estadual Intervales, en Brasil; y otro de la tesis doctoral de B ento, sobre la interpretacin ambiental y el potencial geoturstico del Parque Estadual de Ibitipoca, tambin en Brasil. Deseamos a nuestros lectores unas excelentes lecturas y reflexiones, as como les invitamos a someter sus futuros trabajos para su publ icacin en Turismo e Paisagens Crsticas Heros Lobo Editor em jefe Traduo Dr. Juan Jos Durn Valsero Instituto Geolgico y Minero de Espaa (IGME) PESQUISAS EM TURISMO E PAISAGENS CRSTICAS Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp R efrendada por la Associacin de Cuevas Tursticas Iberoamericanas

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 7 GEOTURISMO NA APA CARSTE LAGOA SANTA/MG: BREVE REFLEXO SOBRE A IDENTIDADE DO ESPAO GEOTOURISM IN THE LAGOA SANTA KARST / MG: A BRIEF REFLECTION ON THE IDENTITY OF THE SPACE Tiago Silva Alves de Brito (1 ,2 ) ; Renata Ferreira Campos ( 1, 3 ) & Fernanda Carla Wasner Vasconcelos ( 1 ) (1 ) Centro Universitrio UNA Belo Horizonte, MG (2) Faculdade de Estudos Administrativos de Minas Gerais (FEAD) Belo Horizonte, MG ( 3 ) Universidade Federal de Lavras (UFLA) Lavras MG E mail : tiagobrito1987@gmail.com ; renata001@gmail.com ; fernanda.wasner@prof.una.br Resumo O presente artigo tem por objetivo caracterizar as potenc ialidades tursticas apresentadas pela rea de Proteo Ambiental APA Carste Lagoa Santa e analisar os impactos, relatados na literatura cientfica, sobre as reas de Carste. A rea de estudo est localizada na regio metropolitana de Belo Horizonte/MG e conta com diversos stios arqueo paleontolgicos, cavernas e demais formaes crsticas, que vm sofrendo interferncias das atividades antrpicas. Devido sua importncia cientfica, seu relevante patrimnio geolgico e suas belezas cnicas, a regio po ssui grande potencial para o turismo, em especial para o geoturismo. Para dar base pesquisa foi utilizada, como metodologia, a reviso de literatura sobre o geoturismo, impactos ambientais e as potencialidades e fragilidades da APA Carste Lagoa Santa. Os resultados apontam que os impactos ambientais so propiciados pela expanso urbana, crescimento demogrfico e desenvolvimento econmico das regies limtrofes, potencializados pela falta de fiscalizao e polticas pblicas exequveis Palavras Chave: Ca rste ; Geoturismo ; Impactos Ambientais ; rea de Proteo Ambiental ; Patrimnio Geolgico Abstract This paper aims to characterize the tourism potential presented by the Environmental Protection Area APA Lagoa Santa Karst and analyze the impacts reported in the scientific literature on the areas of karst. The study area is located in the metropolitan region of Belo Horizonte / MG and has many archaeological paleontological sites, caves and other karst formations, which have suffered interference of human activities. Due to its scientific importance, its important geological heritage and its scenic beauty, the region has great potential for tourism, especially for geotourism. To underpin the research was used as a methodology, review of literature on geoto urism, environmental impacts and the strengths and weaknesses of the Lagoa Santa Karst APA. The results indicate that environmental impacts are enabled by the urban sprawl, population growth and economic development in neighboring areas, exacerbated by the lack of oversight and enforceable policies Key Words : Karst ; Geotourism ; Environmental Impacts ; Environmental Protection Area ; Geological Heritage 1. INTRODUC O A rea de proteo ambiental (APA) Carste est localizada no municpio de Lagoa Santa, Conf ins, Funilndia, Matozinhos, Pedro Leopoldo e Prudente de Morais, a Norte de Belo Horizonte. Criada no ano de 1990, como Unidade de Conservao da natureza, a regio destaca se como o bero da paleontologia e espeleologia do Brasil com stios arqueolgicos de extrema relevncia cientfica, alm de representar uma importante rea natural de transio de Cerrado e Floresta estacional semidecidual (BERBERT BORN, 2002; IBGE, 1993). A cidade de Lagoa Santa est inserida na Regio Metropolitana de Belo Horizonte e recebe um contingente elevado de pessoas, provindas das regies limtrofes. As rodovias que interligam o municpio e seus arredores servem de suporte ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, ao Parque

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 8 Nacional da Serra do Cip e a regio norte do Estad o de Minas Gerais (BRITO, 2012). Em decorrncia do intenso fluxo de veculos e pessoas, a regio entrou em processo de degradao ambiental e cultural. As reas prximas a APA foram tomadas por condomnios fechados, atividade mineradoras, principalmente no que diz respeito a extrao de areia, movimentao turstica para visitao das reas de carste e atividades agrcolas. Pereira e Caldeira (2011) enfatizam que a falta de fiscalizao do ordenamento pblico colocou em risco o patrimnio cultural, ambienta l e cientfico da APA Carste. Os impactos ambientais como degradao do solo, supresso da vegetao, assoreamento de rios e loteamentos tornaram se recorrentes na APA Carste. Diante dos fatos apresentados, o objetivo deste trabalho caracterizar as poten cialidades apresentadas pela APA Carste, ressaltando a importncia da preservao enquanto Unidade de Conservao que abriga recursos do patrimnio natural e cultural do Brasil. Ainda como objetivo, configura se analisar os impactos ambientais relatados na literatura cientfica sobre a regio de Carste e os geostios. Na perspectiva de conformar arcabouo terico conceitual consistente, foi adotado como metodologia rigorosa reviso e incurso bibliogrfica acerca das temticas centrais desta pesquisa, tais como, patrimnio cultural, natural, impactos ambientais e turismo. 2. OBJETO DE ESTUDO A cidade de Lagoa Santa est localizada na regio sudeste do Brasil, no estado de Minas Gerais, a cerca de 40km da capital Belo Horizonte. Suas principais atividades ec onmicas baseiam se na extrao mineral, indstrias de cimento para construo civil e agricultura (FLEISCHER, 2006). O municpio apresenta uma populao estimada em mais de 50 mil habitantes, divididos em reas rurais, onde ocorre a produo da agricultur a, e em reas urbanas, em que h a especulao imobiliria das terras (IBGE, 2010). Lagoa Santa faz parte do Circui to Turstico das Grutas, que inclui, ainda, os municpios de Baldim, Caetanpolis, Capim Branco, Cordisburgo, Juquitib, Matozinhos, Paraop eba, Sete Lagoas e Vespasiano. A Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (SETUR) ressalta que existem inmeras grutas para visitao na regio, entretanto, algumas delas necessitam de autorizao expressa do IBAMA, IEPHA MG e IPHAN. O municpio tam bm possui outros atr ativos, como o Mu seu Arqueolgico de Lagoa Santa, tambm conhecido como Museu da Lapinha; O Parque de Material Aeronutico de Lagoa Santa; o Parque Estadual do Sumidouro, alm de ser rota do Parque Nacional da Serra do Cip, que se si tua no municpio de Santana do Riacho e est circundado por outra rea de proteo am biental, a APA Morro da Pedreira, adjacent e APA Carste de Lagoa Santa. A cidade est inserida em uma regio com a fitofissionomia de Cerrado e Floresta Estacional s emidecidual (IBGE, 1993). Gillieson (1996) apud Hardt (2008, p. 1296) expe que geomorfologia do relevo, h predominncia das regies crsticas, definidas como depresses fechadas, drenagens subterrneas e 013) define o relevo como formaes rochosas carbonticas com propenso a processos de dissoluo em contato com a gua. Estas formaes ocorreram a milhares de anos e propiciaram o surgimento de cavernas com seus espeleotema s, as surgncias e o sumidouro. Figura 1 Circuito Turstico das Grutas Fonte: SETUR, 2014.

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 9 Para a Fundao Biodiversitas (1998) o resultado da predominncia de calcrio na formao das rochas que compem o grupo carbontico originando um grande nmero de grutas que abrigam uma variedade de stios arqueolgicos e paleontolgicos. Pereira et al. (1985) expem que a Regio Metropolitana de Belo Horizonte aprese nta trs complexos ambientais: Quadriltero Ferrfero, Depresso Perifrica ou Embasamento Cristalino e Bacia Sedimentar, sendo a ltima o compartimento ambiental do objeto de estudo em questo, sendo que apr esenta: uma originalidade em termos de forma e processos, emprestando paisagem caractersticas totalmente diversas dos padres normais. A morfologia oriunda da dissoluo de calcrio caracterizada por grandes macios, dolinas, grutas, cavernas, ptons e paredes rochosos com o aparecimento de estalactites, estalagmites e diversas outras microformas (PEREIRA et al ., 1985, p.434). Pelo fato de possuir paisagens com raras e diferentes formaes, Becheline e Medeiros (2010) avaliam que o carste apresenta uma grande vocao para a prtica das atividades tursticas. tambm uma regio bastante explorada cientificamente, apresenta pesquisas no campo da arqueologia, paleontologia, espeleologia e geomorfologia, formando um extenso laboratrio natural (PEREIRA et al., 1985). Guedes (2009) lembra que a rea tambm abriga componentes da megafauna pleistocnica extinta e vestgios da ocupao humana pr histrica no Brasil, encontrados nos stios paleontolgicos e arqueolgicos de suas diversas grutas. Berbert Bo rn (2002) relata que a regio possui stios com ossadas, artefatos indgenas em pedra e cermica, alm de vestgios de fogueiras, gravuras e pinturas rupestres, a maioria deles protegidos nas cavernas (abrigos sob rochas). O local foi ainda, palco de uma importante descoberta o esqueleto de Luzia, que viveu h cerca de 12.000 anos atrs, sendo uma legtima representante do que ganhou destaque internacional porque modificou as teorias de ocupao do continente Americano e corr oborou significativamente para as pesquisas do naturalista dinamarqus Peter W. Lund, considerado pai da paleontologia brasileira (BERBERT BORN, 2002; NEVES e HUBBE, 2005). Alm disso, feies geomorfolgicas desenvolvidas sobre rochas calcrias aliadas a uma vegetao bastante peculiar conferem regio uma beleza nica (SAMPAIO, 2010). Por conseguinte, vrias de suas associaes de formas, vegetao e Patrimnio Histrico e Artstico Nacional IPHAN e pelo Instituto Estadual do Patrimnio Histrico e Artstico IEPHA, pois alm de sua notvel beleza cnica, possuem ainda, importncia histrica e cultural (GUEDES, 2009). Stios como o da Cerca Grande e o da Lapa do Ba so tombados pelos rgos mesmo sendo d e propriedade privada, com diferena de que devem realizar limitaes acerca das atividades praticadas no local (BECHELENI e MEDEIROS, 2010). Com o intuito de garantir uma relao harmoniosa entre as intervenes humanas e a preservao do patrimnio crst ico de Lagoa Santa, foi criada a rea de Proteo Ambiental (APA) Carste Lagoa Santa (DEUS et al., 1997). Criada atravs do Decreto n 98.881, de 25 de janeiro de 1990, a rea de Proteo Ambiental de Lagoa Santa, alm de garantir a conservao do conjunt o paisagstico e da cultura regional, tem por formaes crsticas, stios arqueo paleontolgicos, a cobertura vegetal e a fauna silvestre, cuja preservao de fundamental importncia para o ecossistema A APA Carste de Lagoa Santa abrange os municpios de Confins, Funilndia, Lagoa Santa, Matozinhos, Pedro Leopoldo e Prudente de Morais, tendo rea estima de 39.269ha (Figura 2). Esta Unidade de Conservao , tambm, resguardada por um complexo cdigo de Zoneamento Ambiental, que dividiu a APA em diferentes zonas com usos. O Zoneamento Ambiental teve como objetivo regularizar as normas de uso e ocupao do solo, planos de manejo dos recursos naturais, a expanso urbana, alm de r ealizar um controle do estabelecimento das atividades industriais (FLEISCHER, 2006).

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 10 F igura 2 rea de abrangncia da APA Carste de Lagoa Santa Fonte: BERBERT BORN, 2002. A APA Carste constitui se, ainda, em uma regio com condies naturais e c ulturais propcias realizao do turismo. A Fundao Biodiversitas (1998, p.1) destaca que: Seus macios calcrios, paredes, torres, dolinas, sumidouros e ressurgncias fazem desta rea de proteo um dos mais importantes stios espeleolgicos do pas, contendo uma riqueza cientfica e cultural de valor imensurvel, alm de grandes belezas cnicas. As suas grutas constituem uma especial atrao para o turismo (FUNDAO BIODIVERSITAS, 1998, p.1). 3. TURISMO A partir da dcada de 50 houve um aumento sig nificativo nos deslocamentos tursticos para todas as regies do mundo. Isso se deve ao fator do aumento do poder de consumo, o que permitiu a intensificao dos fluxos de pessoas se locomovendo e consumindo o espao. Tal premissa possibilitou degradao de inmeros recursos tursticos em todo o mundo, causando impactos de ordem ambiental e sociocultural (FREITAS, 2010). A existncia de diferentes enfoques da prtica do turismo e os diversos interesses dos viajantes abre oportunidade, segundo Becheleni e Medeiros (2010) para o uso do patrimnio cultural arqueolgico com fins tursticos. Insere se a uma nova modalidade, conhecida como geoturismo. O Geoturismo compreende um novo segmento do turismo de natureza que surge com a inteno de divulgar o patri mnio geolgico e incentivar sua conservao (NASCIMENTO et al. 2007). Os autores o menciona como uma ferramenta til para promover a associao com as atividades de ecoturismo, unindo, assim, a bio e a geodiversidade.

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 11 A primeira definio de geoturismo foi realizada, em 1995, pelo pesquisador ingls Thomas Hose. Na poca, o autor considerou geoturismo como sendo: A proviso de servios e facilidades interpretativas que permitam aos turistas adquirirem conhecimento e entendimento da geologia e geomorfolog ia de um stio (incluindo sua contribuio para o desenvolvimento das cincias da terra), alm de mera apreciao esttica (Hose, 1995 apud Nascimento et al ., 2007, p.1). Posteriormente, o termo novamente definido por Ruchkys (2007). Para a autora, geotu rismo um segmento da atividade turstica que tem o patrimnio geolgico como seu principal atrativo e busca sua proteo por meio da conservao de seus recursos e da sensibilizao do turista, utilizando para isto, a interpretao deste patrimnio torn ado o acessvel ao pblico leigo, alm de promover a sua divulgao e o desenvolvimento das cincias da Terra (RUCHKYS, 2007, p. 22) Ambos os autores citam a interpretao do patrimnio como estratgia para aquisio de conhecimento e de sensibilizao d os turistas, o que, consequentemente, acarretar na divulgao, proteo e conservao de tais reas, alm de incentivar o desenvolvimento cientfico. um novo produto de turismo direcionado a pessoas motivadas po r conhecimento intelectual e por atividades que envolvam aprendizado, explorao, aparece como meio eficiente para a promoo da informao em uma linguagem que seja acessvel a todos, o que acaba por gerar o aumento do interesse na geologia e na conservao de seu patrimnio. A National Geographic Society (NGS) acrescenta ainda ao conceito de geoturismo a preocupao com os impactos culturais e ambientais sofridos pelas comunidades de locais tursticos, apr oximando o geoturismo do conceito de turismo sustentvel. No relatrio elaborado em 2011, a NGS define geoturismo como um tipo de turismo que se preocupa com a manuteno das caractersticas ambientais, culturais, estticas e do patrimnio do local a ser visitado, sem esquecer o bem estar de seus residentes (BRILHA, 2005). Lobo et al. (2007) acreditam que o geoturismo possui ligao direta com o ecoturismo no que diz respeito aos aspectos filosficos, ao planejamento, gesto e conservao ambiental. A diferena est apenas no foco de ateno e na proposta de uso, pois enquanto o geoturismo enfoca o meio fsico, o ecoturismo j trabalha com a natureza como um todo. Segundo Bento e Rodrigues (2010), o geoturismo despertou um novo conceito de visitao t urstica baseada no somente na contemplao, mas, principalmente, no entendimento dos locais visitados, surgindo, assim, como uma possibilidade de conservao do patrimnio geolgico. O Brasil, devido sua histria geolgica e grande extenso territorial possui diversos tipos de stios geolgicos, geomorfolgicos, mineralgicos, paleontolgicos, arqueolgicos e espeleolgicos, que so locais propcios prtica da atividade geoturstica (GUIMARES et al., 2009). Para Ruchkys (2007), o turismo nestas rea s, alm da contemplao da beleza cnica, pode ser uma opo de lazer, educao, recreao e ainda promover a divulgao, a proteo e a conservao de uma maneira eficiente e interessante. Dessa forma, a autora v no geoturismo, um grande potencial para a conservao do patrimnio geolgico e destaca o estado de Minas Gerais, em especial a rea de Proteo Ambiental Carste de Lagoa Santa, como um dos principais locais para a prtica desse novo tipo de turismo. Dessa forma, Becheleni e Medeiros (2010) acred itam que para se desenvolver o turismo na regio, seria necessrio, primeiramente, motivar os proprietrios para a incluso do patrimnio que est localizado em suas terras em um roteiro ou projeto turstico. Entretanto, devido falta, tanto de informao como de conhecimento a respeito da relevncia destes patrimnios e dos possveis benefcios do turismo, os proprietrios de tais terras, no se interessam pelo desenvolvimento e planejamento de atividades tursticas e acabam utilizando o espao para agri cultura ou pecuria. Outro fator relevante que para execuo de atividades tursticas em cavernas, implica se os estudos em acordo com os termos de referncia e planos de manejo espeleolgico, documentao obrigatria para implantao das atividades de v isitao em cavernas e que geram despesas ao proprietrio (ICMBIO/CECAV, 2014). Na APA Carste de Lagoa Santa, de acordo com Pereira e Caldeira (2011), as atividades tursticas aliadas a expanso do Vetor Norte da Regio Metropolitana Belo Horizonte, tem i mpactado negativamente os stios geolgicos. Apesar de a rea ser legalmente protegida, muitas das atividades ali praticadas podem abalar e

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 12 comprometer as pesquisas cientficas e a qualidade ambiental da regio (Deus et al., 1997). Portanto, nota se que a s atividades geotursticas na APA Carste ocorrem com pouco (em alguns casos sem) planejamento ou anlise aos termos de referncia e planos de manejo espeleolgico, comprometendo toda diversidade estrutural apresentada pelos stios geolgicos. 4. IMPACTOS AMBIENTAIS A APA Carste possui expressiva ocupao antrpica, o que implica em risco sua integridade. A expanso urbana torna se fator determinante no entendimento dos impactos na regio de Lagoa Santa. A construo do Aeroporto Internacional Tancredo Neves em Confins, a abertura e restaurao das rodovias BR 040, MG 424, MG 010, MG 238, com a consequente expanso do Vetor Norte da Regio Metropolitana de Belo Horizonte potencializou a movimentao de turistas pela regio do carste, despertando a curios idade para esta fisionomia que nos liga ao passado (BIODIVERSITAS, 1998; SHINZATO, 1998; BRITO, 2012). Segundo Fleischer (2006), em Lagoa Santa, os stios arqueolgicos a cu aberto esto vulnerveis degradao ambiental e at mesmo, ao vandalismo e ao s aque. Para Caldeira e Pereira (2011) e Brito (2012) a minerao, as atividades agropecurias e a expanso urbana so as ati vidades que mais colocam em risco os stios ar queolgicos da regio. Berbert Born (2002) relata os agentes impactantes da minerao como o trnsito de maquinrio pesado, as detonaes, as emisses de poluentes atmosfricos e os prprios abalos provenientes das detonaes. Eles resultam em impactos negativos como compactao do solo, suspenso de particulados, instabilizao do solo co m possibilidade de atuao dos processos geomorfolgicos. A autora tambm aponta as atividades agrcolas como uma das mais impactantes na regio, pois facilita no processo de compactao do solo e carreamento dos nutrientes para o ambiente caverncola. Al m disso, a supresso vegetal deixa as entradas das cavernas mais expostas, modificando as condies atmosfricas do ambiente caverncola. Assim, sem a proteo natural da vegetao, os elementos de dentro das cavernas tornam se mais sujeitos ao do inte mperismo. Cigna e Burri (2000) mencionam algumas consequncias das atividades humanas prximo a ambiente caverncolas: supresso da vegetao permitindo entrada de luz nas cavernas, disperso de poeiras dentro do ambiente e aumento da temperatura nas entr adas. Pereira e Caldeira (2011) mencionam a expanso urbana/industrial como fator determinante para exausto das reas da Cartse na APA Lagoa Santa. Entre os empreendimentos construdos esto a Cidade Administrativa de Minas Gerais, o Aeroporto de Confins, o Parque Tecnolgico PRECON park e BH Tec. As consequncias aos ambientes caverncolas esto relacionadas a contaminao dos urbano/industrial e a mudana de temperatura da gua que compromete a estrutura dos stios geo lgicos. Brito (2012) menciona a restruturao das rodovias MG 010 e MG 424 como obras virias que contribuem para degradao ambiental da APA Carste uma vez que aumenta o fluxo de veculos circulando pela regio. As consequncias so processos erosivos co mo a formao de ravinas e voorocas, alm da supresso da vegetao local. Entretanto, os impactos ambientais ocasionados pelas atividades de minerao, indstria e agricultura so passveis de fiscalizao, avaliao e monitoramento, o que permite a ampl iao e destruio das reas prximas e at mesmo na APA Carste Lagoa Santa, demonstrando todo a fragilidade deste tipo de ambiente. Existem leis que auxiliam nesta fiscalizao, como Deliberao Normativa n04/74 do Conselho de Poltica Ambiental (COPAM) que apresenta a classificao dos impactos originados por estas atividades nas listagens: A (Atividades Minerarias), B (Atividades Industriais Metalrgicas e outras) e G (Atividades Agrossilvipastoris). J as prticas de geoturismo no so contempladas e n em classificadas quanto ao seu potencial de degradao do ambiente, colocando assim, o patrimnio cultural em risco (COPAM, 2004). importante salientar no que diz respeito ao patrimnio arqueolgico existem leis que ajudam a preservar as caractersticas histrico culturais como o Decreto n025/1937 que dispe sobre a proteo do patrimnio histrico e artstico do Brasil (BRASIL, 1937).

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 13 F igura 3 Extrao de areia s margens do ribeiro da Mata Fonte: PEREIRA e CALDEIRA, 2011. F igura 4 Ocupa o urbana prximo a lagoa do Sumidouro Fonte: PADOAN e SOUZA, 2013. F igura 5 Formao de vooroca na MG 010 Fonte: BRITO, 2012. Alm disso, os planos de manejo espeleolgicos so utilizados para manuteno e controle dos stios arqueolgicos, o qu e de fato minimiza os impactos adversos no ambiente e traa diretrizes para o zoneamento das cavidades. Marra (2000) e Fundao Florestal (2010) apresentam a eficincia dos planos de manejo espeleolgico ressaltando a eficincia e aplicabilidade deste inst rumento na busca pela conservao dos ambientes caverncolas. Algumas regies no Brasil comearam a pontuar os impactos ambientais e estabelecer limites de visita por meio da capacidade de carga, que segundo Oliveira (2003), a capacidade que o meio ambie nte consegue tolerar perante as atividades humanas sem sofrer danos irreversveis. Nesta perspectiva, merecem destaque os trabalhos de Boggiani et al. (2007) e Melo et. al (2008) que retratam, respectivamente, o caso do municpio de Bonito, no estado do Ma to Grosso do Sul e o do arquiplago de Fernando de Noronha, no estado de Pernambuco. Para Figueiredo (2009) o planejamento para o uso do geoturismo e a abertura para visitao de uma determinada rea, deve enfatizar critrios de minimizao de impactos, pa ra que a conservao dos patrimnios geolgicos, arqueolgicos, biolgicos e de todo o patrimnio natural ali existente realmente ocorra. Nesse sentido, Deus et

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 14 al. (1997) acreditam que a partir da valorizao do patrimnio possvel alcanar uma prote o maior do mesmo. Assim, IBAMA (1998) e Guedes (2009) concluem que a APA Carste Lagoa Santa apresenta uma fragilidade ambiental peculiar dos terrenos crsticos, e merece, portanto, a ateno de rgos de proteo ambiental (IBAMA, WWF e CPRM), do poder p blico e da sociedade como um todo, a fim de promover a conservao e o manejo sustentvel da regio. 5 CONCLUSO O estudo do carste torna se imprescindvel no Brasil e no mundo. As riquezas encontradas nos stios arqueolgicos contam a histria de nossos antepassados e nos ajudam a entender os tipos de interaes ambientais e humanas existentes. Pelas caractersticas que o so prprias (formas originadas da dissoluo de calcrio caracterizada por grandes macios, dolinas, grutas, cavernas, ptons e par edes rochosos e outras microformas), as reas de Carste apresentam se como um sistema frgil, de fcil degradao devido aos materiais de que composto e os processos erosivos que sofre. A interao entre homem e natureza na APA possibilitou a explora o econmica dos recursos naturais e assumiu um novo contexto dentro das relaes de produo da vida humana que, acelerado pelo processo de urbanizao, minerao e industrializao, refora ainda mais a necessidade da APA. A APA Carste de Lagoa Santa poss ui um expressivo potencial turstico, pois alm de contar com stios arqueolgicos, riquezas histrico culturais, formaes geomorfolgicas nicas e beleza mpar, est localizada prximo capital de Minas Gerais, dispondo de fcil acesso. Dessa forma, a regio uma das reas que deveria valer se do geoturismo como forma de proteo de seu patrimnio. Portanto, torna se explcito que os constantes impactos ambientais nas reas de Carste so obra da ordem de produo capitalista, que se apropria do espao paisagem para obteno de lucro. Na APA Carste Lagoa Santa explicitado pelas atividades urbanas, industriais e da agricultura que ao expandiram pelas RMBH adentram os limites da APA, comprometendo o patrimnio geolgico local. As atividades tursticas n o geostios tambm contribuem em parcela menor para a degradao dos ambientes caverncolas. Cabe ressaltar, que este modelo se prevalece da ineficcia das polticas pblicas, fiscalizao e legislao, que em boa parte das localidades afetadas, no entra m em consonncia com a realidade do ambiente. "rgos como o CPRM, IBAMA, ICMBIO e WWF ressaltam constantemente a importncia de preservao da APA Casrte Lagoa Santa devido aos seus stios arqueolgicos e geolgicos, que demonstram peculiaridades da histr ia humana. Assim, deve se pensar em polticas pblicas claras e exequveis bem como na conscientizao da populao e dos visitantes. Leis como a do patrimnio (n 025/1937), dos impactos ambientais (n 001/1986), da Poltica Nacional do Meio Ambiente (n 6938/1981) e do turismo (n 11.771/2008) devem servir de alicerce para conservao da APA Carste e para produo de uma conscincia coletiva que englobe a comunidade local, visitantes e empreendimentos impactantes (BRASIL, 1937; BRASIL, 1981; BRASIL, 198 6 e BRASIL, 2008) REFERNCIAS BIBLIOGRAFI C A S BECHELENI, D. G.; ME DEIROS, M. DE L. O turismo como ferramenta para a proteo do patrimnio cultural arqueolgico: um estudo na APA Carste de Lagoa Santa MG. Turismo e Paisagens Crsticas. v.3, n.1, p. 21 30. 2010. Disponvel em: < http://www.cavernas.org.br/ptpc/tpc_v3_n1_021 030.pdf >. Acesso em 20 de mai. 2011. BENTO, L.C.M.; RODRIGUES, S.C. O geoturismo como instrumento em prol da divu lgao, valorizao e conservao do patrimnio natural abitico: uma reflexo. Turismo e paisagens crsticas v.3, n.2, p.55 65. 2010. Disponvel em: < http://www.cavernas.org.br/ptpc/tp c_v3_n2_055 065.pdf >. Acesso em: 10 jun. 2011. BERBERT BORN, M. Carste de Lagoa Santa, MG: bero da paleontologia e da espeleologia brasileira In : Schobbenhaus,C.; Campos,D.A. ; Queiroz,E.T.; Winge,M.; Berbert Born,M.L.C. ( Edits .) Stios Geolgicos e Pal eontolgicos do Brasil Brasilia: DNPM/CPRM SIGEP. v. 1, p. 415 430. 2002. Disponvel em: < http://sigep.cprm.gov.br/CapaSumarioVol1.pdf >. Acesso em 10 mai. 2011.

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 16 FLEISCHER, D. I. R. So Tom das Letras e Lagoa Santa: minerao, turismo e risco ao patrimnio histrico e natural. Cadernos de campo So Paulo, n. 14/15, p. 21 39. 2006. Disponvel em: < http://www.fflch.usp.br/da/cadcampo/ed_ant/revistas_completas/14 15.pdf#page=11 >. Acesso em 10 mai. 2011. FREITAS, C.L. Planejamento e Organizao Turstica. Belo Horizon te: FEAD, 2010. 184p. FUNDAO FLORESTAL. Plano de manejo espeleolgico. Governo do Estado de So Paulo. Secretaria do Meio Ambiente. Disponvel em: < http://fflore stal.sp.gov.br/files/2012/01/1_Introducao_Carste_Metodologia.pdf >. Acesso em: 05 abr. 2014. GUEDES, B. de F. P. Gesto participativa dos recursos hdricos : uma anlise da formao, da consolidao e do funcionamento do subcomit da bacia hidrogrfica do Ribeiro da Mata. 2009. 143 f. Dissertao (Mestrado em Engenharia Ambiental) Universidade Federal de Outro Preto, Outro Preto MG, 2009. GUIMARES, R. L.; TRAVASSOS, L. E. P.; CUNHA, L. I. D. da; AVEZEDO, U. R. de, VINTI, M. O geoturismo em espaos sagra dos de Minas Gerais Espeleo Tema v. 20, n. 1/2, p. 49 58. 2009. Disponvel em: < http://www.cavernas.org.br/espeleo tema/espeleo tema_v20_n1 2.pdf >. Acesso em 18 mai. 2011. HARDT, R. Sistema Crstico e Impactos Antrpicos: consideraes sobre o manejo. UNESP, Rio Claro SP. Simposio de Ps Graduao em Geografia do Estado de So Paulo SIMPGEO. p. 1295 1309, 2008. IBAMA. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renovveis. Gesto ambiental ; organizado por Gisela Herrmann, Heinz Charles Kohler, Jlio Csar Duarte, Patrcia Garcia da S. Carvalho. Belo Horizonte: IBAMA/Fund. BIODIVERSITAS/CPRM, 1998. 40p. IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estats tica. Censo demogrfico, 2000 2010 Disponvel em: < http://www.censo2010.ibge.gov.br/dados_divulgados/index.php?uf=31 >. Acesso em: 09 jun. 2011. ICMBIO/CECAV, 2014. Centro Nacional de Pesquisas e Conservao de Cavernas. Orientaes bsicas a realizao de estudos espeleolgicos Disponvel em: < http://www.icmbio.gov.br/cecav/o rientacoes e procedimentos/termo de referencia.html >. Acesso em: 28 mar. 2014. IEF. Instituto Estadual Florestal. Parque Estadual do Sumidouro, 2013 Disponvel em: < http://www.ief.mg. gov.br/areas protegidas/215?task=view >. Acesso em: 16 fev. 2014. LOBO, H.A.S. et al. Potencial Geoturstico da Paisagem Crstica. Global Tourism v.3, n.2, p. 1 20. 2007. Disponvel em: < http://www.periodicodeturismo.com.br/site/artigo/pdf/Potencial%20Geotur%C3%ADstico%20da%2 0Paisagem%20C%C3%A1rstica2.pdf >. Acesso em 10 jun. 2011. MARRA, R.J.C. Plano de manejo para cavern as tursticas: procedimentos para elaborao e aplicabilidade. 2000. 115 f.Dissertao (Mestrado em Desenvolvimento Sustentvel), Universidade de Braslia, Braslia, 2000. MELO, F.L.S.; DANTAS E.; SANTOS, L.A. R AMOS, W.L.A.; FERREI RA, L.F. Importncia da s polticas pblicas no desenvolvimento do turismo sustentvel no arquiplago de Fernando de Noronha. Anais do II Seminrio Internacional de Turismo Sustentvel Fortaleza, CE, Maio de 2008. Disponvel em: < http://sispub.oktiva.com.br/sispub/image data/1893/sits/files/IMPORTANCIA%20DAS%20POLITICAS%20PUBLICAS.pdf >. Acesso em: 24 mai. 2011.

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Brito, Campos & Vasconcelos. Geoturismo na APA Carste de Lagoa Santa/MG Campinas, SeTur/ SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 17 MINISTRIO DO MEIO A MBIENTE MMA. C adastro Naci onal de Unidades de Conservao Disponvel em: < http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/index.php?ido=relatorioparametrizado.exibeRelat orio&relatorioPad rao=true&idUc=20 >. Acesso em 20 mai. 2011 NASCIMENTO, M. A. L. do; AZEVEDO, U.R. de; MANTESSO NETO, V. Geoturismo: um novo segmento do turismo. Revista de Turismo v. 2. n. 3. p. 1 12. 2007. Disponvel em: < http://redeapasul.com.br/quadrilatero_ferrifero/Geoturismo_Um_Novo_Segmento_do_Turismo.pdf >. Acesso em 15 mai. 2011. NEVES, W. A.HUBBE, M.; Cranial morphology of early Americans from Lagoa Santa, Brazil: implications for the sttlement of the New World. PNAS. V. 102, n.51, p.18309 14, 2005. Disponvel em: < http://www.pnas.org/content/102/51/18309.full >. Acesso em 19 mar 2014 OLIVEIRA, F.V. Capacidade de carga nas cidades histricas Campinas, SP: Papirus, 2003. 179 p. PADOAN, L.L.F; SOUZA, L.V. Contexto socioambiental no Parque Estadual do Sumidouro, APA de Carste Lagoa Santa, MG. Anais Uso pblico em Unidades de Cons ervao, n.1, v.1, Niteri, RJ, 2013 Disponvel em: < http://www.uff.br/var/www/htdocs/usopublico/images/Artigos/2013/Artigo_OL_27.pdf >. Acesso em 04. Abr. 2014 PEREIRA, J.A.B et al. Macrozoneamento da R.M.B.H. In: Simpsio Ambiental e Qualidade de Vida Na Regio Metropolitana de Belo Horizonte MG Associao Brasileira de Geologia de Engenharia e Instituto de Geocincias UFMG. Belo Horizonte MG, 28 a 31 d e Maio de 1985. PEREIRA, R. G.; CALDEIRA, A. B. Impactos antrpicos no patrimnio cultural do Vetor Norte da Regio Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Revista de Biologia e Cincais da Terra. v. 11. n.11 p. 22 31.2011. Disponvel em: < http://eduep.uepb.edu.br/rbct/sumarios/pdf/Artigo_BioTerra_V11_N1_2011_03.pdf >. Acesso em 16 fev. 2014. RUCHKYS, U. de A. Patrimnio geolgico e geoconservao no Quadriltero Ferrfero, Minas Gerais: potencial para a criao de um Geoparque da UNESCO. 2007. 211 f. Tese ( Doutorado em Geocincias ) Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2007. SAMPAIO, J. L. D Inventrio digital da APA (rea de Proteo Ambiental) Carste Lagoa Santa e algumas implicaes. 2010. 195 f. Tese (Doutorado em Geografia) Pontifcia Universidade Catlica de Minas Gerais, Belo Horizonte. 2010. SHINZATO, E. M. S. O Carste da rea de Proteo Ambiental de Lagoa Santa (MG) e a sua influnci a na formao dos solos 1998. 100 f. Dissertao (Mestrado em Produo Vegetal) Universidade Estadual do Norte Fluminense, Rio de Janeiro, 1998. VIEIRA, M.C.W. A contribuio das RPPN pesquisa cientfica e conservao da biodiversidade. In : MESQUITA C.A.B Reservas particulares do patrimnio natural da mata atlntica So Paulo: Conselho Nacional da Reserva da Biosfera da Mata Atlntica, 2004, 41 49p. Disponvel em: < http://www.rbma.org. br/rbma/pdf/Caderno_28.pdf >. Acesso em: 24 mai. 2011. Editorial flow / Fluxo editorial : Received / Recebido em: Out .201 1 Accepted / Aprovado em: Jul .201 4 PESQUISAS EM TURISMO E PAISAGENS CRSTICAS Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp Refrendada por la Associacin de Cuevas Tursticas Iberoamericanas

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Paula & Castro. P rotocolo de avaliao e inventariao de lugares de interesse.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 19 PROTOCOLO DE AVALIAO E INVENTARIAO DE LUGARES DE INTERESSE GEOL"GICO E MINEIRO INVENTORY AND EVALUATION PROTOCOLS USED IN GEOLOGICAL AND MINING HERITAGE SITES Suzana Fernandes de Paula & Paulo de Tarso Amorim Castro Escola de Minas, Universidade Feder al de Ouro Preto (UFOP) Ouro Preto MG E mail : suzanageotur@yahoo.com.br ; ptacastro@gmail.com Resumo A difuso de informaes sobre a realidade geolgica a q ual fazemos parte ainda deficiente, dificultando seu entendimento pe la grande maioria das pessoas. P or isso, foi elaborado, no Departamento de Geologia da Universidade Federal de Ouro Preto, o Protocolo de Avaliao e Inventariao de Lugares de Inte ress e Geolgico e Mineiro. Este mtodo baseia se na descrio e quantificao de aspectos e variveis relativas aos geosstios selecionados possibilitando a identificao, qualificao e comparao entre determinadas localidades e/ou variveis Palavras Chave : Patrimnio Geolgico; Patrimnio Mineiro; Geoconservao; Protocolo; Inventrio Abstract The dissemination of information on the geological reality to which we belong is still deficient, hindering their understanding by most people In order to change t his, it was prepared a protocol that can be used for assesment, inventory, and evaluation of geological and mining heritage places. This method is based on the description and quantification of aspects and variables on the selected geosites enabling the id entification, classification and comparison between certain locations and / or variables Key Words : Geological Heritage; Mining Heritage; Geoconservation; Protocol; Inventory 1. INTRODUC O Conceitos geolgicos ainda so pouco entendidos e trabalhados pe la grande maioria das pessoas, limitando a difuso das informaes sobre a realidade geolgica da qual fazemos parte. Porm, essas informaes so fundamentais no s para entender a evoluo da Terra e os processos que ocorreram at chegarmos a atual cond io como tambm para pensarmos em aes e consequncias futuras. Diante disso torna se de suma importncia a divulgao mais ampla da geologia e a necessidade de entend la como parte do patrimnio natural de uma regio, pois o conhecimento pode ser uma m edida conservacionista de sucesso de feies e afloramentos reconhecidos como importantes pela comunidade cientfica (Brilha 2005). O patrimnio geolgico composto por stios com relevncia cultural, turstica, cientfica ou didtica e, em regies, onde a ocupao humana se deu em funo da atividade extrativa mineral, h de se referir aos registros relevantes da minerao como patrimnio mineiro, englobando bem mais que os recursos minerais extrados, ele pode tambm incorporar as intervenes oriundas d esta atividade como as minas, galerias, escavaes e construes. Assim, justifica se a necessidade de desenvolver uma metodologia capaz de inventariar, qualificar e quantificar os Lugares de Interesse Geolgico e Mineiro (LIGEMs), que consistem em locais que possuam caractersticas geolgicas e ou mineiras que possam ser utilizadas para o desenvolvimento de atividades geotur sticas. A apropriao e o entendimento destas novas informaes, aprendizado e conceitos tanto pelo trade turstico quanto pela comu nidade um desafio, que pode ser superado atravs da utilizao de uma linguagem mais acessvel (no simplista). Esse mtodo de inventariao, tem como finalidade valorizar e envolver as comunidades, a partir do conhecimento minerrio, geolgico, geoturs tico e geoconservacionista, recorrendo atitudes sustentveis e corretivas, para a utilizao deste patrimnio a fim de diminuir a distncia do pblico em relao ao conhecimento das geocincias, esclarecer e envolver as comunidades sobre necessidade de valorizao da geodiversidade local atravs da disponibilizao de informaes e atividades prticas. Alm disto, o turismo geolgico e mineiro poder oferecer uma oportunidade de nova abordagem aos guias e operadores de turismo locais.

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Paula & Castro. P rotocolo de avaliao e inventariao de lugares de interesse.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 20 2. METODOLOGIA Na literatura possvel encontrar Protocolos de Avaliao Rpida em diversas reas e com objetivos distintos, porm nenhuma metodologia que estabelea, de forma eficiente, mtodos de avaliao e quantificao de diversas variveis relacionadas geodiversid ade. J, quando se trata de modelos de inventrios sobre o patrimnio geolgico, possvel encontrar um nmero considervel de autores, com propostas diferentes, mas com a mesma finalidade. A partir de ento, utilizando como referncia os Protocolos de Av aliao Rpida: Instrumentos Complementares no Monitoramento dos Recursos Hdricos (Rodrigues & Castro, 2008) e inventrios de Patrimnio Geolgico de autores como Brilha (2005), Carcavillha (2007) e Ostanello (2012), foi criado, no Departamento de Geologi a da Universidade Federal de Ouro Preto, o Protocolo de Avaliao e Inventrio de Lugares de Interesses Geolgico e/ou Mineiro. 2.1 Protocolo de Avaliao e Inventariao de Lugares de Interesses geolgicos e/ou Mineiro Com o desenvolvimento do Protocolo de Inventariao do Patrimnio Geolgico e Mineiro pretende se demonstrar que o conhecimento deste tipo de patrimnio indissociado e pode ser apresentado, catalogado e inventariado a partir de uma mesma plataforma com a finalidade valorizar e envolver as comunidades, difundindo informaes minerrias, geolgicas, geotursticas e geoconservacionistas, utilizando de atitudes que diminuam a distncia do pblico em relao ao conhecimento das geocincias. Ao utilizar este inventrio possvel desenvolver est udos e trabalhos condizentes com a divulgao do patrimnio geolgico e mineiro atravs de uma ferramenta que proporciona um maior conhecimento sobre a prpria histria e resgate da identidade local permitindo a integridade desse patrimnio como forma de g arantir a transmisso para as geraes futuras desses bens coletivos. Outro aspecto importante desta metodologia sua interface com o geoturismo, viabilizando a aproximao dos turistas e da comunidade local s Cincias da Terra. Nestas fichas, numa prime ira etapa, foram utilizados textos explicativos em um nvel de compreenso acessvel a qualquer grupo de pessoa, justificando, categorizando e descrevendo a importncia do patrimnio de cada geosstio selecionado, alm disto, foram levantados diversos dado s importantes como nome, gestor, regio turstica, localizao, acessos, estado de conservao, tipo de visitao, sinalizao, informaes, equipamentos disponveis, legislao, potencialidades e fotografias. Num segundo momento foram criados critrios qu e possibilitassem a avaliao quantitativa, numa pontuao de 20 (condio tima) 0 (condio ruim), destes geosstios. Nestas variveis so avaliados os seguintes aspectos: Localizao turstica: Nvel de qualidade turstica e espacial em que o geossti o est localizado. Para isto so percebidos critrios como outras possibilidades tursticas (em diversos segmentos) na regio onde o sitio se encontra, infraestrutura urbana, segurana, leis regulamentadoras aplicadas ao desenvolvimento destas atividades; Acessibilidade: Possibilidade de acesso fsico e financeiro tanto dos espaos quanto das informaes, transportes, equipamentos e meios de comunicao. Sinalizao: Nvel de sinalizao presente no geosstio. Para isto, avalia a presena de placas, smbolo s, funcionrios ou guias e se a forma de sinalizao existente atende s necessidades de organizao e indicao aos usurios. Informaes: Nvel de informao e entendimento destas pelos usurios. Para isto, percebe se critrios como presena de placas, s mbolos, funcionrios, guias e a forma como so repassadas informaes essenciais sobre as peculiaridades do local, funcionamento, regras, deveres, segurana e utilizao dos geossitios, modificando ou reafirmando o conhecimento das pessoas ao se apropriar em das informaes disponveis. Estado de Conservao: Estado de Conservao dos geosstios, analisando as condies de limpeza, coleta ou existncia de resduos, intervenes humanas que degradam ou descaracterizam o local. Legislao: Existncia, conheci mento e conformidade com leis regulamentadoras, de segurana, de utilizao e regulamentos internos. Visitao e Atividades Realizadas: Existncia do controle de nmero de pessoas que tem acesso ao geosstio, das atividades que so realizadas no local, do cumprimento do regulamento interno ou das leis regulamentadoras do local, esta varivel pretende pontuar o nvel da qualidade de visitao e das atividades realizadas.

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Paula & Castro. P rotocolo de avaliao e inventariao de lugares de interesse.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 21 Servios e Equipamentos: Presena de infraestrutura local e no entorno, a competncia e existncia dos servios prestados. Segurana: Pontos relacionados segurana, analisando o conhecimento e conformidades de normas de segurana s possveis prticas de turismo de aventura, ao regulamento interno ou leis regulamentadoras e presena e cap acidades de profissionais que garantam a integridade dos usurios, caso seja necessrio. Vulnerabilidade: Grau de vulnerabilidade do geosstios. Para isto, pontua o nvel de proteo, o grau de vulnerabilidade de acordo com sua localizao, atual condio ou potenciais interaes e/ou intervenes. Caractersticas Intrnsecas: Caractersticas intrnsecas do geosstio valorando caractersticas de abundancia, utilidade como modelo para ilustrar processos geolgicos, quantidade de estudos cientficos sobre a l ocalidade, associao com elementos distintos ou beleza local. Uso Potencial: Condies de observao, relao e oportunidades que podero ser geradas a partir da utilizao do geosstio como contedo didtico, pedaggico e turstico, o Uso Potencial das l ocalidades. Necessidade de Proteo: Nvel de preservao atual e as presses que os geosstios sofrem em relao sua proteo. Assim, o inventario ficou configurado da seguinte maneira: I NVENTRIO DE LUGARES DE INTERESSE GEOL"GICO E MINEIRO. DEPARTAME NTO DE GEOLOGIA UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO 1. NOME 2. MANTENEDOR/GESTOR/ ASSOCIA'ES DE BAIRRO: 3. REGIO TURSTICA 4. LOCALIZAO 5. DESCRIO DO ATRATIVO 6. SINALIZAO E INFORMA'ES 7. MEIOS DE ACESSO 8. LEGISLA'ES DE PROTEO AO ATR ATIVO 9. EST LOCALIZADO EM UNIDADES DE CONSERVAO? Sim ( ) No ( ) 10. ESTADO DE CONSERVAO/PRESERVAO DO ATRATIVO: ( ) Muito Preservado/Conservado ( ) Preservado/Conservado ( ) Pouco Preservado/Conservado. 11. TIPO DE VISITAO E N ECESSIDADE DE AUTORIZAO PARA O ACESSO 12. SERVIOS E EQUIPAMENTOS 13. ATIVIDADES REALIZADAS 14. INTERESSES ( ) Geomorfolgico ( ) Sedimentolgico ( ) Estrutural ( ) Espeleolgico ( ) Estrtigrfico ( ) Petrolgico ( ) Mineralgico ( ) Mineiro ( )Arqueolgico ( ) Paleontolgico ( )Ambientes Fluviais 15. INSCRIO NO SIGEP? Sim ( ) No ( ) 16. ENQUADRAMENTO E CARACTERIZAO GEOL"GICA 17. FEICOES DO RELEVO 18. FOTOGRAFIAS 19. REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

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Paula & Castro. P rotocolo de avaliao e inventariao de lugares de interesse.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 22 Descritor: Aspectos Gerais Pontos: Varivel 1: Localizao "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Localidade com diversas possibilidades tursticas em atrativos naturais, histrico culturais preservados, com infraestrutur a urbana eficiente, segurana, leis regulamentadoras aplicadas. Localidade com possibilidades tursticas em atrativos naturais, histrico culturais preservados, com infraestrutura urbana bsica, segurana, leis regulamentadoras aplicadas. Localidade com po ssibilidades tursticas em atrativos naturais, histrico culturais, com infraestrutura urbana bsica, leis regulamentadoras. Localidade sem possibilidades tursticas em atrativos naturais, histrico culturais, com infraestrutura urbana precria, sem segura na, leis regulamentadoras no aplicadas. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Varivel 2: Acessibilidade "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Possibilidade e condio de ac esso fsico e/ou financeiro, com segurana e autonomia, tanto dos espaos, quanto dos equipamentos, transportes, informaes e dos meios de comunicao, para qualquer pessoa. Possibilidade de acesso fsico e/ou financeiro, com segurana, tanto dos espaos, quanto dos equipamentos, transportes, d as informaes e dos meios de comunicao, para qualquer pessoa. Possibilidade de acesso fsico ou financeiro, com segurana, tanto dos espaos, quanto dos equipamentos, transportes, das informaes e dos meios de c omunicao, para um determinado grupo de pessoas. Impossibilidade e condio de acesso fsico e financeiro, com segurana e autonomia, tanto dos espaos, quanto dos equipamentos, transportes, informaes e dos meios de comunicao, para a maioria das pesso as. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Varivel 3: Sinalizao "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Placas ou smbolos, internos e externos, funcionrios ou guias que cons igam orientar, numa linguagem universal e adaptada inclusive, s pessoas com necessidades especiais os aspectos de segurana, acesso, localizao, trnsito Placas ou smbolos, internos ou externos, e funcionrios que consigam orientar, numa linguagem univ ersal, aspectos de s egurana, acesso, localizao, trnsito. Placas, smbolos internos ou funcionrios que consigam orientar sobre aspectos de segurana, acesso, localizao, trnsito para um determinado grupo de pessoas. Ausncia de placas ou smbolos que consigam orientar, n aspectos de segurana, acesso, localizao, trnsito. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

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Paula & Castro. P rotocolo de avaliao e inventariao de lugares de interesse.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 23 Varivel 4: Informaes "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Placas ou smbolos, internos, externos, funcionrios ou guias que consigam informar, de forma eficiente, numa linguagem universal e adaptada, inclusive s pessoas com necessidades especiais, os aspectos naturais, histricos e culturais do stio. Informa es sobre funcionamento, deveres e direitos dos visitantes, regulamento interno do estabelecimento ou leis regulamentadoras, utilizao de equipamentos, tarifas. Placas ou smbolos, internos, externos ou funcionrios que consigam informar, numa linguagem un iversal, os aspectos naturais, histricos e culturais do stio. Informaes sobre funcionamento, deveres e direitos dos visitantes, regulamento interno do estabelecim ento ou leis regulamentadoras, util izao de equipamentos, tarifas Placas, smbolos inter nos ou funcionrios que consigam informar, os aspectos naturais, histricos e culturais do stio. Informaes sobre funcionamento, deveres e direitos dos visitantes, regulamento interno do estabelecimento ou leis regulamentadoras, utilizao de equipamen to s, tarifas Ausncia de placas, smbolos, funcionrios ou guias que consigam informar os aspectos naturais, histricos e culturais do stio, informaes sobre funcionamento, deveres e direitos dos visitantes, regulamento interno do estabelecimento ou leis regulamentadoras, util izao de equipamentos, tarifas 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Varivel 5: Estado de Conservao "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Ausncia d e vestgios de lixo, pichao, depredao ou necessidade de restaurao. Coleta seletiva de resduos. Intervenes antrpicas benficas que no ameacem a integridade de espcies e estrutural do stio. Ausncia de vestgios de lixo, pichao, depredao. In tervenes antrpicas benficas que no ameacem a integridade de espcies e estrutural do stio. Ausncia de vestgios de lixo, pichao, depredao. Vestgios de lixo, pichao, depredao ou necessidade de restaurao. Intervenes antrpicas que ameaa m a integridade de espcies e estrutural do stio. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Varivel 6: Legislao "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Conhecimento e conformida de com as leis de utilizao pelos usurios, e das leis de proteo e segurana dos stios pelos administradores guias ou funcionrios. Conhecimento e conformidade parciais as leis de utilizao pelos usurios, e das leis de proteo e segurana dos stios pelos administradores, guias ou funcionrios. Conhecimento das leis de utilizao pelos usurios, e das leis de proteo e segurana do s stios pelos administradores, guias ou funcionrios. Desconhecimento e desconformidade com as leis de utilizao pelos usurios, e das leis de proteo e segurana do s stios pelos administradores, guias ou funcionrios. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

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Paula & Castro. P rotocolo de avaliao e inventariao de lugares de interesse.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 24 Varivel 7: Visitao e Atividades Realizadas "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Re gular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Controle do nmero ou cadastro de visitantes que tiveram acesso ao stio, respeitando a capacidade de carga e especificidades de atividades que podem ser desenvolvidas no local. Cumprindo com o regulamento interno do estabelecimento ou leis regulamentadoras do sitio. Controle do nmero de acessos ao stio, respeitando a capacidade de carga e especificidades de atividades que podem ser desenvolvidas no local. No possui regulamento interno ou leis regulamenta doras. Controle das especificidades de atividades que podem ser desenvolvidas no local. No possui regulamento interno ou leis regulamentadoras. Nenhum controle do nmero, sem cadastro de visitantes que tiveram acesso ao stio, desrespeitando a capacidade de carga e as especificidades de atividades que podem ser desenvolvidas no local. No possui regulamento interno ou leis regulamentadoras. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Varivel 8: Servios e Equipamentos "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Infraestrutura completa para receptivo no local ou no entorno: restaurante, sanitrios, hospedagem, comrcio, bancos, hospitais. Funcionrios capacitados. Equipamentos de segurana Conhecimento e conformidade com as normas da ABNT. Infraestrutura bsica para receptivo no entorno. Funcionrios capacitados. Equipamentos de segurana. Conhecimento e conformidade com as normas da ABNT. Infraestrutura bsica para receptivo no entorno. F uncionrios capacitados. Equipamentos de segurana No possui infraestrutura bsica para receptivo no entorno. Sem funcionrios capacitados equipamentos de segurana. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Varivel 9: Segurana "tim o (Pon tuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Conhecimento e conformidade com as normas da ABNT, regulamento interno ou leis regulamentadoras. Presena de profissionais Capacitados, inclusive com cursos de prime iros socorros. Equipamentos de segurana para visitantes, guias ou funcionrios. Intervenes antrpicas benficas que no ameacem a integridade de espcies e estrutural do stio. Conhecimento e conformidade com as normas da ABNT, regulamento interno ou le is regulamentadoras. Presena de profissionais Capacitados. Equipamentos de segurana para visitantes, guias ou funcionrios. Intervenes antrpicas benficas que no ameacem a integridade de espcies e estrutural do stio. Conhecimento das normas da ABNT regulamento interno ou leis regulamentadoras. Profissionais Capacitados. Equipamentos de segurana para visitantes, guias ou funcionrios. Intervenes antrpicas. Desconhecimento e desconformidade com as normas da ABNT, regulamento interno ou leis regul amentadoras. Ausncia de profissionais capacitados e equipamentos de segurana para visitantes, guias ou funcionrios. Intervenes antrpicas que ameaam a integridade de espcies e estrutural do stio. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

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Paula & Castro. P rotocolo de avaliao e inventariao de lugares de interesse.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 25 Varivel 10: Vulnerabilidade "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Stios mineralgicos ou paleontolgicos preservados, com proteo fsica e indireta. Sem ameaas antrpicas e as reas rec reao no causam agresso. Nenhum interesse de explorao mineraria. Regime de propriedade local. Feies preservadas. Stios paleontolgicos ou mineralgicos susceptveis de destruio. Local sem proteo fsica ou indireta. Densidades de populao (agre sso potencial). Proximidades de rea recreativas (agresso potencial). Feies vulnerveis. Stios paleontolgicos ou mineralgicos susceptveis de destruio. Local sem algum tipo de proteo fsica ou indireta. Densidades de populao (agresso potencia l). Proximidades de rea recreativas (agresso potencial). Ameaas antrpicas. Interesse para explorao mineira. Feies afetadas. Stios paleontolgicos ou mineralgicos destrudos. Local sem algum tipo de proteo fsica ou indireta. Densidades de popul ao agressora. Proximidades de rea recreativas agressoras. Intervenes antrpicas. Explorao mineira. Regime de propriedade do local excludente. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Varivel 11: Caractersticas Intrnsecas "tim o (Pon tuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Raridade. Com grau de conhecimento cientfico produzido elevado. Excelente modelo para ilustrao de processos geolgicos. Possui diversidade de elementos de interes se. Associa elementos naturais com histricos culturais. Beleza espetacular. Pequeno grau de abundncia. Com relativo grau de conhecimento cientfico produzido. Utilidade como modelo para ilustrao de processos geolgicos. Associao com elementos natura is Fauna e/ou flora, histricos e culturais. Beleza espetacular. Abundante. Com relativo grau de conhecimento cientfico produzido. Utilidade como modelo para ilustrao de processos geolgicos. Associao com elementos naturais Fauna e/ou flora, histric os e culturais. Abundante. Sem expressivo grau de conhecimento cientfico produzido. Utilidade como modelo para ilustrao de processos geolgicos. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Varivel 12: Uso Potencial "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) Condies de observao. Proximidade de povoao que ser beneficiada com a utilizao/divulgao do geosstio. Oportunidades de otimizar as condies socioeconmicas das comunida des. Contedo didtico e pedaggico. Condies de observao. Proximidade de povoao que ser beneficiada com a utilizao/divulgao do geosstio. Contedo didtico ou pedaggico. Condies de observao. Proximidade de povoao que ser beneficiada co m a utilizao/divulgao do geosstio. Ausncia de contedo didtico ou pedaggico. Condies inapropriadas para observao, distante de populaes sem fornecer oportunidades a estas. Ausncia de contedo didtico e pedaggico 20 19 18 17 16 15 14 13 1 2 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 Varivel 13: Necessidade de Proteo "tim o (Pontuao 20 a16) Bom (Pontuao 15 a 11) Regular (Pontuao 10 a 6) Ruim (Pontuao 5 a 0) rea preservada, sem explorao mineral. Regime de propriedade definido. reas recreativa s e com densidade populacional distantes ou sem agresses. rea preservada, interesse em explorao mineral. Regime de propriedade. reas recreativas e com densidade populacional distantes ou sem agresses. Interesse para explorao mineral. Regime de prop riedade Proximidade de reas recreativas e de populaes. Explorao mineral. Regime de propriedade. reas recreativas e de populaes degradantes. 20 19 18 17 16 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1

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Paula & Castro. P rotocolo de avaliao e inventariao de lugares de interesse.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 26 3. CONSIDERA'ES FINAIS Embora existam geosstios em regies tursticas distintas, qualquer deles pode ser inventariado, utilizando deste protocolo proposto que privilegia suas caractersticas especificas. Assim ser possvel catalogar localidades com caractersticas geomorfolgicas, sedimentolgicas, est ruturais, estratigrficas e/ou mineiras importantes, com relevo, enquadramentos e caractersticas geolgicas que comprovam as vrias possibilidades que geodiversidade oferece ao desenvolvimento do geoturismo. Desta forma, uma das primeiras providncias par a a serem tomadas a identificao, catalogao e inventariao destes aspectos geolgicos e mineiros nos locais aptos ao desenvolvimento de atividades tursticas. A partir de todos dados levantados possvel qualificar, dimensionar e comparar geosstio s, alm de utilizar valores que quantificam suas caractersticas, resultando pontuaes especficas a cada localidade. Esses valores no pretendem avaliar a relevncia de cada local, visto que, cada um, possui caractersticas igualmente importantes no que tange ao seu valor geolgico e suas especificidades, a inteno em valorar e compar los dimensionar quais so os geosstios com maior potencialidade para desenvolver atividades que atinjam de forma mais incisiva as especificidades de determinado projeto Alm disto, o turismo geolgico e mineiro poder oferecer uma oportunidade de nova abordagem aos guias e operadores de turismo locais que esto direta e indiretamente ligados s atividades tursticas mas que no utilizam ou desconhecem tal abordagem REFER NCIAS BRASIL. Lei n 9.985, de 18 de julho de 2000. Regulamenta o art. 225, § 1, incisos I, II, III e VII da Constituio Federal, institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservao da Natureza e d outras providncias. Braslia: Senado Federal, 2000. BRILHA, J. Geoconservation and protected areas. Environmental Conservation 29 (3), 273 276. 2002. BURLANDO, M.; FIRPO, M.; QUEIROLO, C.; ROVERE, A.; VACCHI, M. From geoheritage to sustainable development: strategies and perspectives in the Beigua Ge opark (Italy). Geoheritage v. 1, n. 1, October, 2010. CASTRO, P.T.A. Pico do Itacolomi Proposta de Stio Geolgico. Disponvel em: www.sigep.cprm.gov.br/sitios.htm Acesso em: 12 Abr. 2013. CASTRO, P.T.A.; PAULA, S.F. O patrimnio geolgico e mineiro dos municpios de Ouro Preto e Mariana, sul do Quadriltero Ferrfero (MG): bases para o turismo cientfico e aes sustentveis em pequenas comunidades. In: 46. CONGRESSO BRASILEIRO DE GEOLOGIA 2012, Santos. Anais. Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de Ge ologia, 2012. v. 1. CASTRO, P.T.A.; PAULA, S.F.; QUEIROZ, Y.S. Turismo Mineral: possibilidades na feirinha de pedra sabo de Ouro Preto. In: I SIMPOSIO BRASILEIRO DE PATRIMONIO GEOLOGICO 2011, Rio de Janeiro. Anais. Rio de Janeiro: Simpsio Brasileiro de Patrimnio Geolgico, 2011a. v. 1. p. 146 146. CASTRO, Paulo T.A. ; N ALINI JNIOR, H.A.; LIMA, H. M. Entendendo a Minerao no Quadriltero Ferrfero 1. ed. Belo Horizonte: Ecolgico, 2011b. v. 1. 93p. CASTRO, P.T.A. (Coord.). mnio geolgico e mineiro de Ouro Preto (MG) : bases para o turismo cientfico e proposta de circuito geoturstico urbano. Ouro Preto: Departamento de Geologia/Pr Reitoria de Extenso, 2012.CPRM. DOWLING, R.; NEWSOME, D. Geotourism: a Global Activity. In: Global Geotourism Perspectives Oxford: Goodfellow Publishers, cap.1, 2010, p. 1 18. EVANGELISTA, H.J. Mineralogia Conceitos Bsicos. Ouro Preto: Universidade Federal de Ouro Preto, 2002. 62p.

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Paula & Castro. P rotocolo de avaliao e inventariao de lugares de interesse.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 27 FIGUEIREDO, M.A.; FONSECA FILHO, R.E.; VARAJO, A.F.D.C. Qual idade do solo como geoindicador para o manejo de uma trilha no Parque Nacional da Serra do Cip, MG, Brasil. Anurio. Rio de Janeiro. Instituto de Geocincias (UFRJ. Impresso), v. 35 p. 199 208, 2012. IEF. reas Protegidas Disponvel em: http://www.ief.mg.gov.br/areas protegidas Acesso em: 12 Abr. 2013. MOREIRA, J.C.; FONSECA FILHO, R.E. Geoturismo e Conservao do Patrimnio Natural em reas Crsticas Brasileiras. In: IX SEMINARIO DA ASSOCIACAO N ACIONAL DE PESQUISA E POS GRADUACAO EM TURISMO 2012, So Paulo, SP. Anais So Paulo, SP: ANPTUR, 2012 v. 1 p. 1 15. MOREIRA, J.C. Geoturismo e interpretao ambiental. Ponta Grossa, PR:Editora da UEPG, 2011. NASCIMENTO, M.A.L.; AZEVEDO, U.R.; MANTESSO NETO, V. Geodiversidade, geoconservao e geoturismo : trinmio importante para a conservao do patrimnio geolgico. So Paulo: SBGeo, 2008. OSTANELLO, M.C.P. Patrimnio geolgico do Parque Estadual do Itacolomi (Quadriltero Ferrfero, MG): inventariao e anlise de lugares de interesse geolgicos em trilhas geotursticas 2012. 229p. (Mestrado em Evoluo Crustal e Recursos Naturais). Departamento de Geologia, Escola de Minas, Universidade Federal de Ouro Preto. Ouro Preto. PIETRO, C. A minerao e o no vo mundo. So Paulo: Cultrix, 1968. RODRIGUES, A.S.L. CASTRO P.T.A. 2008. Protocolos de Avaliao Rpida: Instrumentos Complementares no Monitoramento dos Recursos Hdricos. RBRH Revista Brasileira de Recursos Hdricos. Volume 13, n.1, p.161 170, 2008. RUCHKYS, U.A. Patrimnio geolgico e geoconservao no Quadriltero Ferrfero,Minas Gerais: potencial para a criao de um Geoparque da UNESCO. 2007. 233p. (Doutorado em Geologia) Instituto de Geocincias, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizon te. 2007. 233p. SCHOBBENHAUS, C.; CAMPOS, D.A.; QUEIROZ, E.T.; WINGE, M.; BEBERT BORN, M.L.C. Stios Geolgicos e Paleontolgicos do Brasil DNPM/CPRM Comisso Brasileira de Stios Geolgicos e Paleobiolgicos. SIGEP. Braslia, 2002. SOUZA, A.; MIRANDA, M.L.C. A produo cientfica acerca do patrimnio geolgico : anlise das referncias bibliogrficas brasileiras e portuguesas. VIII ENANCIB ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM CIENCIA DA INFORMACAO. Anais. 2007. Salvador. Editorial flow / Fluxo editorial : R eceived / Recebido em: Jul .201 3 Accepted / Aprovado em: Set .201 4 PESQUISAS EM TURISMO E PAISAGENS CRSTICAS Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp Refrendada por la Associacin de Cuevas Tursticas Iberoamericanas

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 29 AVALIAO MULTICRITRIO DA VULNERABILIDADE AMBIENTAL E NATURAL NA IDENTIFICAO DE REAS PRIORITRIAS PARA CONSERVAO DO PATRIMNIO ESPELEOL"GICO MULTICRITERIA ASSESSMENT OF THE ENVIRONMENTAL AND NATURAL VULNERABILITY IN IDENTIFY PRIORITY AREAS FOR GEOCO NSERVATION OF SPELEOLOGICAL HERIGAGE Darcy Jos Santos (1) ; rsula Ruchkys (2) & Mauro Gomes ( 1 ) (1 ) Centro Nacional de Pesquisa e Conservao de Cavernas, do Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade Nova Lima MG (2) Instituto de Geocin cias, da Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte MG E mail : darcy.santos@icmbio.gov.br ; tularuchkys@yahoo.com.br ; mauro.gomes@icmbio.gov.br Resumo O Brasil um pas rico em geodiversidade e apresenta vrias regies crsticas bem expostas e significativas. Embora o patrimnio espeleolgico seja contemplado em diferentes aspectos legais, devido a questes polticas e econmicas a proteo deste patrimnio no foi uma prioridade durante muitos anos. Mas, em 2009, a conservao do patrimnio espeleolgico foi includa no mbito de uma poltica pblica federal: o Plano de Ao Nacional para Conserv ao do Patrimnio Espeleolgico nas reas Crsticas da Bacia do Rio So Francisco PAN Cavernas do So Francisco (2009) do Centro Nacional de Pesquisas e Conservao de Cavernas CECAV. Neste contexto, o artigo aplica uma metodologia de anlise multicri trio para avaliar a vulnerabilidade natural e ambiental de uma das reas piloto definidas neste plano. Como resultado indica as reas prioritrias para geoconservao do patrimnio espeleolgico, contribuindo para o planejamento e gesto dos recursos natu rais Palavras Chave: vulnerabilidade ambiental; patrimnio espeleolgico; geoconservao Abstract Brazil is a country rich in geodiversity and presents many significant and well exposed karstic regions. Although speleological heritage is looked at under many legal aspects, due to economical and political questions the protection of this heritage, for many years, was not considered a priority. But, for the first time, in 2009, the conservation of speleological heritage was included in the scope of a feder al public policy: the National Plan of Action for Conservation of Speleological Heritage at the Karstic Areas of the Basin of River So Francisco PAN Caverns of So Francisco (2009) of National Center of Research and Caverns Conservation CECAV. In this context the article applies a methodology of multicriterion analyses to analyze the environmental and natural vulnerability of one of the pilot areas defined in this plan. As a result, it indicates the priority areas for geoconservation of speleological h eritage, contributing for the planning and management of values and natural resources Key Words : environmental vulnerability; speleological heritage; geoconservation 1. INTRODUC O O territrio brasileiro apresenta uma grande diversidade natural tanto re lacionada sua componente bitica (biodiversidade) como sua componente abitica (geodiversidade). Para Gray (2004) a geodiversidade pode ser entendida como a diversidade natural dos elementos geolgicos e geomorfolgicos incluindo os minerais, fsseis, solos, a paisagem e seus processos. Quando a geodiversidade apresenta valores especiais do ponto de vista cientfico, educativo, turstico, esttico, ou outro, a ela se relaciona o conceito de patrimnio, constitudo pelo conjunto de geosstios de uma dete rminada regio. Em termos de geodiversidade, o Brasil abriga vrias feies caractersticas do carste. Segundo Travassos (2010), o termo Karst tem sua origem na regio do planalto de Kras, rea de ocorrncia de rochas carbonticas, entre a Eslovnia e a I tlia. A partir de 1840, estudos cientficos passam a incorporar o termo karst para identificar um tipo especfico de relevo. Como o carste clssico foi descrito e caracterizado em uma regio calcria, a utilizao deste termo deve estar condicionada a est a

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 30 litologia, embora feies associadas dissoluo possam ocorrer tambm em outros tipos de rochas. Em rochas carbonticas, alm das cavernas, vrias feies superficiais ou subterrneas tpicas podem ser encontradas tais como: lapis, caneluras, dolinas uvalas, poljes, vales fechados, paredes calcrios, torres e pontes de pedra. Estas feies e principalmente as cavidades subterrneas integram o chamado patrimnio espeleolgico brasileiro. O patrimnio espeleolgico definido pelo artigo 5, inciso I do Decreto n. 99.556/90 como: o conjunto de elementos biticos e abiticos, socioeconmicos e histrico culturais, subterrneos ou superficiais, representados pelas cavidades naturais subterrneas ou a esta associad a s Segundo Souza (2012), na sua atua l redao, aps as alteraes feitas pelo Decreto n. 6.640, de 7 de novembro de 2008, a norma no mais define o Todavia, o inciso III do art. 2. da Res. CONAMA n. 347/2004 mantm conceito idntico ao da reda o original do decreto. Ainda no campo do Direito, Miranda (2006) define o patrimnio espeleolgico como sendo constitudo pelo conjunto de ocorrncias geolgicas que criam formaes especiais e cavidades naturais no solo tais como grutas, cavernas, lapa s, abrigos sobre rochas etc. Souza (2012) prefere o uso do termo patrimnio ambiental espeleolgico, que definido pelo autor como: o conjunto de ecossistemas formados pelas cavidades, pelas guas, pelo ar e pelas rochas que as integram (elementos naturai s abiticos) e pela fauna e flora que as habitam (elementos naturais biticos). O autor coloca ainda que, sob o prisma cultural, este patrimnio pode trazer relevantes referncias identidade, tais como as manifestaes culturais associadas s cavidades n aturais subterrneas, a beleza cnica das cavidades e os vestgios de animais e de seres humanos. Do ponto de vista da formao das cavidades e das feies a ela associadas, o patrimnio espeleolgico tem intima relao com o patrimnio geolgico e com o p atrimnio geomorfolgico. O patrimnio geolgico definido por Brilha (2005) como o conjunto de geosstios de um local e inclui todos os recursos naturais no renovveis, quer sejam formaes geolgicas ou geomorfolgicas, paisagens, afloramentos mineral gicos e paleontolgicos. Para Ruchkys (2007), o patrimnio geolgico, representado pelos geosstios, pode ser definido como recurso documental de carter cientfico, de contedo importante para o conhecimento e estudo da evoluo dos processos geolgicos e que constitui o registro da totalidade da evoluo do planeta. Alguns autores apresentam uma definio especfica para patrimnio geomorfolgico como (Panizza; Piacente, 1993, 2003) que colocam que este patrimnio constitudo pelas geoformas (e tambm pelos respectivos processos morfogenticos passados ou atuais) s quais foi conferido valor cientfico, cultural, esttico e/ou econmico. Para Pereira et al. (2007) o patrimnio geomorfolgico diz respeito a determinadas geoformas em vrias escalas e u ma das categorias do patrimnio geolgico, tal como os patrimnios paleontolgico; mineralgico; vulcanolgico. Assim, patrimnio espeleolgico e as feies a ele associadas, integra o patrimnio geolgico e geomorfolgico e apresenta importncia ligada a vrias reas do conhecimento: biolgica (Trajano; Bichuette, 2006; Ferreira, 2010); religiosa e cultural (Travassos, 2010); paisagstica (Lino, 2001); paleontolgica (Cartelle, 1994); turstica (Ruchkys, 2001; Lobo et. al., 2007; Marra, 2001); arqueolgic a (Prous, 2002); geomorfolgica e geolgica (Kohler, 1989; Pil, 2002; Auler, 1994, 1995), dentre outras. O reconhecimento da importncia dos patrimnios geolgico, geomorfolgico e espeleolgico tm ganhado destaque nos ltimos anos tanto em nvel nacio nal como internacional e, de certa forma, eles vm sendo tratados nas polticas de conservao da natureza. As aes ligadas valorizao e conservao especficas destes tipos de patrimnio so genericamente conhecidas como geoconservao. Para Degrandi e Figuer (2012) a geoconservao sintetiza os esforos para a conservao do patrimnio natural geolgico geomorfolgico, englobando aspectos e processos geolgicos, geomorfolgicos e de solo, que se individualizam pelo seu valor cientfico, cultural, edu cativo ou de interesse cnico e recreativo. A geoconserv a o implica na identificao de reas prioritrias para conservao da geodiversidade sendo necessrio o desenvolvimento de pesquisas e metodologias que promovam a identificao destas reas facilit ando a gesto e planejamento. Para Maran (2008) a escolha de reas prioritrias para geoconservao deve ser baseada em critrios cientficos Segundo este autor, os pases que tm redes de reas geoconservadas tm diferentes meios de selecionar locais, de ntre eles est a vulnerabilidade que pode ser considerada uma das metodologias a ser utilizada para auxiliar na identificao de reas prioritrias para geoconservao.

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 31 Para Adger (2006) citado por Figueiredo (2010), exposio, sensibilidade e capacidad e adaptativa ou de resposta de um sistema so conceitos interligados definio de vulnerabilidade. A avaliao destes fatores determina o grau de vulnerabilidade do sistema diante de elementos/alteraes ambientais. A durao ou extenso do contato entre o sistema e a perturbao dada pela exposio. A capacidade do sistema em absorver presses e manter se inalterado dada pela sensibilidade. J a habilidade do sistema em absorver os impactos, ajustando se s mudanas ambientais dada pela capacidade adaptativa. Desta forma, quanto maiores forem s presses e a sensibilidade do meio e menor sua capacidade adaptativa, mais vulnervel ser o sistema. Para Santos (2007), vulnerabilidade est relacionada resposta do meio diante de uma perturbao. A gran deza dos efeitos resultantes depender da interao entre as caractersticas locais, naturais e humanas, intrnsecas a cada frao do territrio e o tipo e magnitude da perturbao sofrida. Aponta ainda que duas outras questes devem ser consideradas para a compreenso de vulnerabilidade: persistncia e resilincia. A persistncia representa a capacidade do sistema em absorver a perturbao, afastando se de sua estabilidade ou equilbrio sem, no entanto, alterar essencialmente seu estado. E a resilincia re presenta a capacidade do sistema em retornar sua estabilidade ou equilbrio, aps ter sofrido determinada perturbao. Assim, a vulnerabilidade ser mais alta, quanto mais baixas forem a persistncia e a resilincia do territrio. Pesquisas envolvendo a vulnerabilidade ambiental vm sendo desenvolvidas com uso de Sistema de Informaes Geogrficas (SIG) que definido por Teixeira (1997) como a combinao de sistemas computacionais (hardware e software), metodologias, dados e recursos humanos que operam p ara produo e anlise de informaes geogrficas. Meneses (2003) destaca que a utilizao de ferramentas computacionais propicia executar anlises complexas, com a interao de dados de fontes distintas e a criao de banco de dados georreferenciados. A p artir destas consideraes, este artigo tem como principal objetivo mapear e avaliar a vulnerabilidade ambiental da rea 9 (assim denominada pelo Plano de Ao Nacional para Conservao do Patrimnio Espeleolgico nas reas Crsticas da Bacia do Rio So Fr ancisco), que estende se do municpio de Lagoa Santa at o municpio de Monjolos, em relao ao patrimnio espeleolgico, por meio da metodologia proposta por Jansen (2013), utilizando ferramentas de geoprocessamento. Busca se com isto indicar reas priori trias para aes de geoconservao do patrimnio espeleolgico da regio estudada. 2. CARACTERIZAO DA REA A rea da pesquisa tem 872.058 hectares e est localizada na poro central do Estado de Minas Gerais, estende se do municpio de Lagoa Santa at o municpio de Monjolos e engloba trinta e quatro municpios da regio do Alto/Mdio So Francisco (Figura 1). Muitos destes municpios compartilham semelhanas geomorfolgicas onde esto exumadas as rochas calcrias do Supergrupo Bambu. Na definio das reas crsticas prioritrias para execuo de aes do Plano de Ao Nacional para Conservao do Patrimnio Espeleolgico nas reas Crsticas da Bacia do Rio So Francisco PAN Cavernas do So Francisco (2009) do Centro Nacional de Pesquisas e Conserva o de Cavernas CECAV, esta regio recebeu a denominao de rea 9 Lagoa Santa Monjolos. Destaca se a importncia desta rea em especial da paisagem crstica da APA Carste de Lagoa Santa, tanto pelo nmero de cavernas existentes com grandes riquezas m inerais e fossilferas, quanto pelo significado histrico presente no local e do carste da regio de Cordisburgo onde existem muitas cavernas relevantes e que merecem ateno por possurem significativa riqueza de espcies da fauna (BRASIL, 2012). A APA Ca rste de Lagoa Santa descrita como stio espeleolgico do Brasil pela Comisso Brasileira de Stios Geolgicos e Paleontolgicos (SIGEP) tendo sido caracterizada, nesta obra, por Berbert Born (2002). Travassos (2010) elaborou um mapa de fenmenos crstico s da regio de Cordisburgo. O autor aponta que, devido s caractersticas geolgicas, geomorfolgicas, hidrolgicas e geogrficas, esta regio apresenta um carste intertropical brasileiro dinmica ta nto em superfcie, como em subsuperfcie Para Teixeira Silva et al. (2005) a rea crstica de Monjolos apresenta rico potencial espeleolgico em termos de qualidade e quantidade de cavernas e outras feies crsticas como grandes paredes calcrios, lapi s, dolinas, sumidouros e ressurgncias. Guimares (2012) apresenta um mapa exploratrio dos fenmenos crsticos para a regio de Monjolos, ressaltando a presena de vrias feies e cavidades.

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 32 Figura 1 : Mapa de localizao d a rea da pesquisa (Gomes et al., 2013)

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 33 Geologicamente, a rea caracterizada por diversas unidades litoestratigrficas e estruturais, do Pr Cambriano Indiferenciado e por sedimentos e coberturas inconsolidados do Quaternrio. As rochas mais antigas do Pr Cambriano Indiviso esto presentes na maior parte da rea. Em menor proporo, embora tambm muito bem distribudas por toda a rea, aparecem as sequncias carbonticas e pelticas do Grupo Bambu, Supergrupo So Francisco, principal unidade respons vel pelos processos de carstificao e, consequentemente, para ocorrncia do patrimnio espeleolgico, na rea. Sedimentos Tercirio Quaternrios esto presentes na parte aluvional do rio das Velhas (BRASIL, 2006). A geomorfologia apresenta reas aplainad as, reas dissecadas e formas crsticas. As reas aplainadas ocorrem na forma de superfcies tabulares ou onduladas sobre planaltos e, tambm, na forma de vales, no interior de amplas depresses. Os compartimentos intermedirios dos planaltos, as depresse s e os macios antigos caracterizam se pelas formas dissecadas. As rochas calcrias propiciam a evoluo de morfologia especfica, condicionada por processos de dissoluo e corroso, gerando formas crsticas, como cavernas, uvalas, dolinas, poljes e outro s. A Figura 2 representa um modelo de elevao do terreno da rea de estudo. Como se pode observar, as maiores elevaes encontram se na poro leste, na Serra do Espinhao. A poro central apresenta as menores altitudes, coincidentes com as bacias de dre nagem do rio das Velhas e, em menor escala, com a bacia do rio Cip. As precipitaes pluviomtricas apresentam carter sazonal, onde junho, julho e agosto so os meses mais secos. A umidade relativa do ar varia entre 70 e 80%. Figura 2 : Modelo de elevao do terreno da rea de estudo 3. MATERIAIS E MTODOS Para a gerao dos mapas de vulnerabilidade natural e vulnerabilidade ambiental, foram utilizadas as seguintes bases: geologia (CPRM/SBG (2003) em escala 1: 2.500.000); so los (EMBRAPA/IBGE (2001) em escala 1:5.000.000); clima (IBGE em escala de 1:1.000.000); potencialidade de ocorrncia de cavernas (Jansen, Cavalcanti, Lamblm, 2012, na escala 1:2.500.000); uso do solo e cobertura vegetal (classificao da imagem do satlit e Landsat TM5, rbita ponto 218 73 e 218 74, de 21/09/2011, resoluo espacial de 30m, escala (sem ampliao) de 1:250.000, obtidas junto ao Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE)). Alm disto, foram utilizadas imagens SRTM (Shuttle Radar Topography

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 34 Missi on) Cartas SE 23 Z A, C e D, obtidas junto EMBRAPA, com resoluo de 90m, escala de 1:250.000; dados digitais das cavidades naturais subterrneas, do CECAV, de setembro de 2013; dados digitais de hidrografia, vias de acesso e os limites, da base cartog rfica digital do IBGE, 1998, na escala de 1:1.000.000 e a malha municipal do IBGE de 2007. O processamento e classificao das imagens foram realizados no software Sistema de Processamento de Informaes Georrefenciadas (SPRING), verso 5.1.8, do Institut o de Pesquisas Espaciais (INPE); e os mapas temticos e de vulnerabilidade ambiental e natural foram gerados no ArcGis, verso 9.3, da empresa ESRI, licena do Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade (ICMBio). A primeira etapa do trabalho c onstou da seleo das variveis a serem utilizadas para gerao do mapa de vulnerabilidade natural conforme proposto por Jansen (2013) com base nos trabalhos de Meneses (2003) e Gomes (2010): geologia, pedologia, geomorfologia, potencial de ocorrncia de c avernas e clima. Para estas variveis foram elaborados mapas temticos convertidos em formato raster e reclassificados em clulas de 30x30m. Posteriormente, foram atribudas notas para cada classe de feio das variveis analisadas, que representam ponder aes relativas, considerando a importncia de cada classe de feio no contexto da vulnerabilidade natural. Foram atribudas notas entre 1 a 3, do mais ao menos estvel, a cada uma das clulas, de acordo com seu atributo, conforme proposto por Jansen (20 13). A geologia considerada a varivel principal no contexto deste trabalho. Para esta varivel foram utilizadas 16 classes de feies que descrevem as diferentes litologias ou associaes litolgicas encontradas nas diferentes unidades geolgicas presen tes na rea de estudo. As notas atribudas para cada classe de feies so apresentadas na tabela 1. Para pedologia foram utilizadas quatro classes de feies associadas aos diferentes tipos de solo. Segundo Lepsch (2010) solos mais jovens tendem a ser mai s rasos e mais suscetveis aos processos erosivos, enquanto solos mais desenvolvidos, como Latossolos, apresentam maior profundidade e porosidade e, portanto, tendem a ser mais estveis. Com base nestas questes foram atribudas as notas para esta varivel apresentadas na tabela 2. Tabela 1 : Notas de vulnerabilidade para as diferentes classes de feies (litotipos) da varivel geologia. Geologia Classe de feies (Litotipos) Vulnerabilidade (notas) Areia, Argila 1 Arenito, Metaconglomerado 2,4 Argilit o, Quartzito 1 Calcario, Metapelito 2,9 Calcario, Siltito 2,9 Filito, Metassiltito, Quartzito 2,1 Filito, Quartzito 1,6 Folhelho, Siltito 2,8 Gnaisse 1,3 Metaconglomerado, Quartzito 2,5 Metassiltito 2,1 Quartzito, Xisto 2 Rocha Carbonatica, Sedim ento Siliciclastico 2,9 Sedimento Detrito Lateritico 1 Xisto 2 Tabela 2 : Notas de vulnerabilidade para as diferentes classes de feies (tipos de solo) da varivel pedologia. Pedologia Classe de feies (tipos de solo) Vulnerabilidade (notas) Solos l itolicos 2,5 Cambissolos 2,0 Latosolos 1,0 Solos podzolicos 1,5 Para a varivel geomorfologia utilizou se o ndice de concentrao da rugosidade (ICR) que representa as ondulaes do terreno, influenciando sua capacidade de reter e armazenar gua na s uperfcie, reter sedimentos e auxiliar no processo de absoro de gua pelo solo. Jansen (2013) aponta que este ndice comumente trabalhado em estudos que envolvem escalas pequenas para representar a varivel geomorfologia. A tabela 3 apresenta os ndice s de concentrao da rugosidade e as notas atribudas aos graus de vulnerabilidade natural de cada um destes ndices. Tabela 3 : Notas de vulnerabilidade para as diferentes classes de feies (concentrao de rugosidade) associada a varivel geomorfologia. Geomorfologia Classe de feies (concentrao de rugosidade ndice) Vulnerabilidade (notas) Muito baixo 1,0 Baixo 1,5 Mdio 2,0 Alto 2,5 Muito alto 3,0

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 35 Crepani et al. (2001) consideram que a Intensidade Pluviomtrica (IP) a principal caracter stica fsica da chuva, envolvida nos processos erosivos. Esta caracterstica est relacionada com as outras duas importantes caractersticas fsicas da chuva, quantidade e distribuio. A Intensidade Pluviomtrica o resultado da diviso do valor da pluvi osidade mdia anual em mm pela durao do perodo chuvoso em meses. A erosividade da chuva proporcional aos valores da IP. A tabela 4 apresenta os dados pluviomtricos das cartas que cobrem a rea 9 e as respectivas notas atribudas para os nveis de vul nerabilidade natural. A varivel denominada cavidades naturais subterrneas est representada pelo potencial de ocorrncia de cavidades, mapa que classifica as reas estudadas com base na potencialidade de sua ocorrncia considerando principalmente as cara ctersticas geolgicas. A tabela 5 apresenta os graus de potencialidade para a ocorrncia de cavidades naturais, na rea 9, bem como os valores (notas) atribudos para a vulnerabilidade natural destes. A etapa final para gerao do mapa de vulnerabilidade natural constou da atribuio de pesos (tabela 6) para as variveis j ponderadas. Esta atribuio foi realizada por meio de comparaes pareadas obtendo se a importncia relativa de cada varivel analisada na determinao da vulnerabilidade. Por lgebra de mapas, considerando as variveis j reclassificadas (notas) e com peso atribudo, foi gerado o mapa final. Tabela 4 : Dados de intensidade pluviomtrica da rea 9 e respectivas notas para a vulnerabilidade Intensidade pluviomtrica Carta Nmero Class e de feies mm/ms) Vulnerabilidade (notas) Curvelo mir439 150 175 1,5 Belo Horizonte mir452 175 200 1,6 Ipatinga mir453 150 175 1,5 Tabela 5 : Potencial para ocorrncia de cavernas e respectivas notas atribudas vulnerabilidade associada Po tencial para ocorrncia de cavidades Unidade (nome) Litotipo Classe de feies (potencial) Vulnerabilidade (notas) Belo Horizonte Gnaisse Baixo 1,5 Crrego dos Borges Filito, Quartzito Mdio 2,0 Rio Pardo Grande Metassiltito Mdio 2,0 Santa Rita Filit o, Metassiltito, Quartzito Mdio 2,0 Paraopeba Rocha Carbonatica, Sedimento Siliciclastico Muito Alto 3,0 Lagoa do Jacar Calcrio, Siltito Muito Alto 3,0 Serra de Santa Helena Folhelho, Siltito Alto 2,5 Sete Lagoas Calcrio, Metapelito Muito Alto 3,0 Macabas, indiviso Xisto Alto 2,5 Depsitos detrito lateriticos Sedimento Detrito Lateritico Baixo 1,5 Galho do Miguel Argilito, Quartzito Mdio 2,0 Sopa Brumadinho Arenito, Metaconglomerado Mdio 2,0 Rio Preto Quartzito, Xisto Mdio 2,0 Serra do Lo bo Metaconglomerado, Quartzito Mdio 2,0 Depsitos aluvionares e de terraos Areia, Argila Ocorrncia Improvvel 1,0 Tabela 6 : Pesos das variveis analisadas para gerao do mapa de vulnerabilidade natural Peso das variveis analisadas Varivel Peso ( %) Geologia 35 Geomorfologia (ndice de Concentrao da Rugosidade) 25 Pedologia 15 Potencial de ocorrncia de cavidades 15 Clima (Intensidade Pluviomtrica) 10

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 36 O mapa de vulnerabilidade ambiental foi gerado a partir da anlise integrada do mapa de vulnerabilidade natural com o mapa de uso do solo e cobertura vegetal. Para elaborao do mapa de uso e cobertura vegetal foram classificadas duas imagens Landsat 5, rbitas ponto 218 73 e 218 74, de 21 de setembro de 2011, conforme metodologia propost a por Gomes et. al. (2013). As classes de feies mapeadas foram adaptadas do Manual Tcnico de Uso da Terra (IBGE, 2006). A atribuio das notas para as classes de feies do mapa de uso do solo e cobertura vegetal baseou se na proposta de Jansen (2013) apresentada na tabela 7. A ltima etapa do trabalho consistiu na gerao do mapa de vulnerabilidade ambiental. Esta foi determinada pela integrao do mapa de uso do solo e cobertura vegetal reclassificado (com atribuio de notas) com o mapa de vulnerabil idade natural utilizando anlise multicritrio. Para atribuio dos pesos (tabela 8) foi avaliada a importncia relativa das variveis. Tabela 7 : Notas atribudas s classes de feies do mapa de uso do solo e cobertura vegetal USO DO SOLO E COBERTURA V EGETAL Tema Fisionomia Classe de feies Vulnerabilidade (Notas) gua gua gua Eucalipto Arborizada Reflorestamento (eucalipto) 1,4 Vegetao natural Extrato arbreo Floresta Formaes arbreas naturais, tais como floresta densa, floresta estacional sem decidual e savana florestada (cerrado) 1,4 Floresta estacional decidual (mata seca) Vegetao natural Extrato arbustivo Arborizada Savana arborizada (cerrado stricto sensu ) 1,8 Floresta de Candeia Vegetao natural Extrato herbceo Parque / Gramneo lenhosa Savana parque (campo cerrado) 2,5 Savana gramneo lenhosa (campo limpo, campo sujo, campo rupestre, afloramento de rocha reas antropizadas Antropizado Agrcola agricultura, pecuria 3,0 No agrcola reas urbanizadas, comerci ais, industriais, extrativismo mineral. Tabela 8 : Pesos das variveis analisadas para gerao do mapa de vulnerabilidade ambiental Peso das variveis analisadas Varivel Peso (%) Uso do solo e cobertura vegetal 30 Vulnerabilidade natural 70 4. RES ULTADOS E DISCUSS'ES As anlises dos mapas de vulnerabilidade natural (Figura 3) e de vulnerabilidade ambiental (Figura 4) permitem indicar regies onde o patrimnio espeleolgico est mais vulnervel, o que pode contribuir para o estabelecimento de polti cas de proteo especfica. Da anlise do mapa de vulnerabilidade natural (Figura 3) pode se constatar que as regies classificadas como de mais alta vulnerabilidade coincidem com reas onde a litologia aflorante corresponde a carbonatos e sedimentos silic iclsticos, em especial calcrio, metapelito e siltito. Entretanto, nestas mesmas reas, a cobertura pedolgica foi determinante na avaliao da vulnerabilidade. Ou seja, aquelas reas que apresentaram uma base geolgica mais vulnervel, mantiveram este c arter quando combinadas com cambissolos. Por outro lado, reas com litologia mais vulnervel, combinadas com solos mais desenvolvidos e estveis, latossolos, mostraram se menos vulnerveis. A geomorfologia analisada por meio da concentrao da rugosidade no foi determinante para a vulnerabilidade natural da rea. Possivelmente porque a base geolgica, nas reas de maior rugosidade do terreno, apresenta rochas menos susceptveis aos efeitos do intemperismo. A varivel clima, analisada pela pluviosidade, apresentou se de forma praticamente homognea em toda a rea de estudo, variando entre 150 a 200 mm/ms. Devido a esta homogeneidade, pode se supor que sua influncia acabou por reforar as outras variveis, no se constituindo em fator de destaque. A vari vel potencial de ocorrncia de cavernas foi analisada com base na constituio geolgica do terreno e, portanto reforou a varivel geologia.

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 37 Figura 3 : Mapa de Vulnerabilidade Natural da rea 9

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 38 Figura 4 : Mapa de Vulnerabilidade Ambiental da rea 9

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 39 Comparando o mapa de vulnerabilidade ambiental com o de vulnerabilidade natural, pode se observar uma grande distino entre eles. As reas de maior vulnerabilidade ambiental se estendem por praticamente toda a poro central e oeste da rea, denotando a grande influncia do uso do solo e da cobertura vegetal sobre a vulnerabilidade. A intensa presso antrpica, alterando reas naturais, seja para expanso urbana, formao de pastagens, atividade minerri a, ou outras formas de uso, praticamente eliminou o fator de proteo apresentado no mapa de vulnerabilidade natural pelas reas onde ocorre latossolo. Com exceo da parte leste da rea, onde est a Serra do Espinhao, cujos aspectos geolgicos so fatore s atenuantes para vulnerabilidade, em todo restante da rea o fator atenuante a presena esparsa de vegetao de porte arbreo. A maior parte do patrimnio espeleolgico identificado na rea 9, evidenciado pela presena de cavernas, coincide com as reas de unidades de conservao federais. 182 cavernas (17,5% do total) esto na APA Morro da Pedreira e no Parque Nacional (PARNA) da Serra do Cip, na poro sudeste e 554 cavernas (53,4% do total) esto na APA Carste de Lagoa Santa, na poro sul. Entretant o, no existe prospeco espeleolgica sistemtica em toda a rea e, portanto, no se conhece todo o patrimnio a presente. Mas, analisando os mapas de potencial de ocorrncia de cavernas e de vulnerabilidade ambiental, pode se inferir que uma parte do pa trimnio, ainda desconhecido, pode estar extremamente susceptvel ocorrncia de impactos ambientais negativos. Dentro dos limites da APA Carste de Lagoa Santa foram criadas nove unidades de conservao estaduais, sete das quais de proteo integral: Monu mento Natural (Mona) Santo Antnio, Mona Vargem da Pedra, Mona Experincia da Jaguara, Mona Lapa Vermelha, Mona Vrzea da Lapa, Parque do Sumidouro e Parque da Cerca Grande. Estas unidades de conservao contem, juntas, 88 cavidades naturais subterrneas. Cabe ainda destacar que dentre estas unidades de conservao, estaduais e federais, as de proteo integral so as nicas, onde, pela legislao, o patrimnio est efetivamente protegido. Nas demais unidades de conservao, a proteo do patrimnio espele olgico coexiste com diversos usos impactantes, inclusive com a minerao de calcrio que ocorre na APA Carste de Lagoa Santa. Alguns municpios concentram a maior parte do patrimnio conhecido at o momento: Matozinhos, Funilndia e Prudente de Morais tm parte de seu territrio no interior da APA Carste de Lagoa Santa. Entretanto, possuem, respectivamente, 38, 39 e 74 cavidades conhecidas fora dos limites desta unidade de conservao. Cordisburgo possui 47 cavidades conhecidas, destas 33 encontram se prot egidas pelo Monumento Natural Estadual Peter Lund, inclusive a Gruta de Maquin, uma das mais visitadas de Minas Gerais. O municpio de Sete Lagoas est parcialmente contido na rea de estudo. Ao todo, este municpio tem cadastradas 86 cavidades naturais. A poro contida na rea de estudo cont m 22 cavidades, das quais 18 esto protegidas pelo Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato. Outro municpio que se destaca Monjolos, no norte da rea, que possui 22 cavidades cadastradas na base de dados do CE CAV. Entretanto, nenhuma delas em unidade de conservao. 5. CONCLUS'ES A geoconservao tem ganhado destaque mundial nos ltimos anos no contexto da conservao da natureza e novos regulamentos tm sido desenvolvidos no sentido de resolver alguns dos pro blemas que afetam a integridade do patrimnio geolgico. No Brasil, medidas legais tm sido especificamente desenvolvidas para o patrimnio espeleolgico, que, por apresentar uma clara relao com outras tipologias de patrimnio natural e cultural, acaba p or ser mais contemplado na legislao. A importncia do patrimnio espeleolgico associada biodiversidade e a geodiversidade e sua fragilidade e vulnerabilidade, implica na necessidade de medidas que garantam sua conservao para geraes presentes e fu turas. Neste sentido imprecindivel selecionar reas prioritrias para geoconservao com base em critrios cientificos. Neste contexto, a utilizao de Sistemas de Informao Geogrfica (SIGs) se mostra adequada e permite a manipulao de um grande volu me de dados e anlises espaciais complexas, a partir do tratamento de dados geogrficos e seus atributos inseridos na base de dados. Assim, com base em uma anlise multicritrio realizada em ambiente SIG, foi feita a avaliao da vulnerabilidade natural e ambiental das reas crsticas da regio entre os municpios de Lagoa Santa e Monjolos. A incluso de diferentes variveis no modelo permitiu uma analise sistmica e integrada e evidenciou reas com grande extenso onde o patrimnio espeleolgico encontra se muito vulnervel. O substrato geolgico propcio ocorrncia de cavidades naturais e a supresso da cobertura vegetal foram os principais fatores determinantes da alta vulnerabilidade. As reas de

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Santos Ruchkys & Gomes A valiao multicritrio da vulnerab ilidade ambiental .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 40 maior vulnerabilidade so aquelas indicadas como priori trias para geoconservao do patrimnio espeleolgico, que pela sua importncia deve ser um tema considerado no ordenamento do territrio. Neste sentido, sugere se que nos municpios onde a vulnerabilidade maior sejam desenvolvidos mapeamentos e invent rios sistemticos do patrimnio espeleolgico em escalas maiores. Importante destacar que, nas reas protegidas (em especial na APA Carste de Lagoa Santa) as iniciativas de valorizao e proteo deste patrimnio so um pouco mais privilegiadas. Neste asp ecto, destaca se o Parque Estadual do Sumidouro unidade de conservao de proteo integral que, embora tenha sido oficialmente criado na dcada de 1980, somente recentemente foi preparado para visitao turstica, com valorizao do patrimnio espeleo logico, por meio de trilhas interpretativas dispostas em circuitos e por uma exposio permanente no centro de visitantes que aborda temas diversos associados riqueza do carste. No obstante, fora das unidades de conservao, o patrimnio espeleolgico encontra se desprotegido. importante que sejam tomadas medidas que garantam o conhecimento e proteo mais efetiva do patrimnio espeleolgico brasileiro apostando no seu potencial educativo na compreenso de processos tpicos de reas crsticas e valori zando ainda mais sua beleza esttica e espetacularidade das geoformas a ele associados. Sem dvida os avanos na legislao nacional e o Programa Nacional apontam para um futuro promissor para a geoconservao no Brasil REFERNCIAS BIBLIOGRAFI C A S AULER, A.S. Hydrogeological and hydrochemical characterization of the Matozinhos Pedro Leopoldo Karst, Brazil 1994. 110 p. Thesis (Master of Science), Faculty of the Department of Geography and Geology, Western Kentucky. AULER, A.S. Lakes as a speleogenetic ag ent in the Karst of Lagoa Santa, Brazil. Cave and Karst Science v.21, n.3, p.105 11, 1995. BERBERT BORN, M.L.C. Carste de Lagoa Santa, MG: Bero da paleontologia e da espeleologia brasileira. In: SCHOBBENHAUS, C.; CAMPOS, D.A.; QUEIROZ, E.T.; WINGE, M.; B ERBERT BORN, M.L.C. (Edit.). Stios Geolgicos e Paleontolgicos do Brasil. DNPM/CPRM Comisso Brasileira de Stios Geolgicos e Paleobiolgicos(SIGEP): Braslia, 2002, p. 415 430. BRASIL, Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade ICMBio Plano de ao nacional para a conservao do patrimnio espeleolgico nas reas crsticas da Bacia do Rio So Francisco. Organizadores Lindalva Ferreira Cavalcanti [et al.]. Braslia: Instituto Chico Mendes de Conservao da Biodiversidade, 2012. 140 p. BRASIL, Ministrio do Meio Ambiente, Caderno da Regio Hidrogrfica do So Francisco / Secretaria de Recursos Hdricos. Braslia: MMA, 2006. BRILHA, J. Patrimnio geolgico e geoconservao: a conservao da natureza na sua vertente geolgica. Viseu: Pa limage Editores, 2005.190p. CARTELLE, C. Tempo Passado : Mamferos do Pleistoceno em Minas Gerais. Belo Horizonte: Editora Palco, 1994. 132p. CENTRO NACIONAL DE PESQUISA E CONSERVAO DE CAVERNAS. Base de dados de cavidades naturais subterrneas. CECAV. Dis ponvel em: http://www.icmbio.gov.br/cecav/downloads/mapas.html Acesso em outubro, 2013 CREPANI, E. et al. Sensoriamento remoto e geoprocessamento aplicados ao zoneamento ecolgico econ mico e ao ordenamento territorial So Jos dos Campos: INPE, 2001. DEGRANDI, S.; FIGUEIR", A.S. Patrimnio natural e geoconservao: a geodiversi dade do municpio gacho de Caapava do Sul. Revista Brasileira de Ecoturismo v. 5, p. 173 196, 2012.

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 43 CARSTE, HIST"RIA, GEOGRAFIA E CULTURA NA CRAC"VIA: SCULOS DE INTERAO HUMANA NA PAISAGEM POLONESA KARST, HISTORY, GEOGRAPHY AND CULTURE IN KRAKOW: CENTURIES OF HUMAN INTERACTION IN THE POLISH LANDSCAPE Luiz Eduardo Panisset Travassos Programa de Ps Gr aduao em Geografia da PUC Minas Belo Horizonte MG E mail : luizepanisset@gmail.com Resumo O trabalho foi realizado em funo da participao do autor em uma seo temtica da Comisso de Carste da Uni o Internacional de Geografia (IGU) durante o Congresso Internacional de Geografia ocorrido em agosto de 2014. O evento ocorreu na cidade de Cracvia (Polnia) entre os dias 18 e 22 de agosto e como a maioria dos eventos dessa natureza contou com excurses tcnicas antes, durante e depois do congresso. Assim sendo, para a elaborao do trabalho, que tambm serviu como um relatrio tcnico para o CNPq, o autor contou com o apoio do material disponibilizado pela comisso organizadora do evento bem como de out ras fontes bibliogrficas e suas prprias percepes de campo. Por fim, objetivou se demonstrar como o carste da cidade sede e seu entorno foram a base no desenvolvimento daquela cidade Palavras Chave: Carste, Cultura, Polnia, Interao humana na paisag em Abstract The study was conducted due to the participation of the author in a thematic section of the Karst Commission from the International Geographical Union (IGU) during the International Geographical Congress held in August 2014. The event took pla ce in Krakow (Poland) between 18 and August 22 and like most events of this nature included technical excursions before, during and after the congress. Thus, for the preparation of this paper work, which also served as a technical report for the CNPq, the author had the support of the material provided by the organizing committee of the event as well as other bibliographical sources, together with its own field perceptions. Finally, the paper aimed to demonstrate how the karst landscape of the host city and its surroundings were the base for developing the city Key Words : Karst, Culture, Poland, Human interaction in the landscape 1. INTRODUC O As consideraes reunidas neste trabalho foram feitas com base na participao do autor no Congresso Internaciona l da Unio Internacional de Geografia (IGU) ocorrido no ano de 2014. O evento aconteceu entre os dias 18 e 22 de agosto e foi realizado na cidade de Cracvia, Polnia. Como de costume em tais eventos, o evento contou com trabalhos de campo pr e ps congre sso e que foram pensados de maneira a ilustrar, na prtica, as caractersticas fsicas e culturais da Europa Central e de pores do leste do continente. Outros trabalhos de campo foram realizados durante o evento e tiveram como foco principal a geografia e as relaes espaciais urbanas, bem como aspectos do entorno da cidade. Tais excurses e visitas tcnicas foram outra grande chance de aumentar a percepo de campo dos participantes sobre a regio. 2. A TEMTICA DO IGU 2014 O tema principal da confernc ia deste ano relao aos acontecimentos que ocorrem a nossa volta. A escolha do tema por parte da comisso organizadora do evento indicou o fato de que a geogr afia moderna enfrentou e tem enfrentado desafios significativos em vrios dos seus campos de anlise. Alm disso, com a escolha da temtica buscou se identificar, reconhecer e compreender as respostas s mudanas contemporneas do ambiente, sociedade e eco nomia, pois sabemos que o mundo entrou na segunda dcada do sculo XXI com srios problemas nestas esferas. possvel, portanto, observar numerosas mudanas tanto nos sistemas naturais quanto nos antrpicos que influenciam o bem estar presente e futuro da s sociedades. Alm dos links e interaes j conhecidos entre estes dois sistemas, novos emergiram. possvel destacar

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 44 entre eles o desenvolvimento econmico desigual que contribui, alm da degradao ambiental, para o aumento de problemas sociais e polt icos que tambm se manifestam espacialmente. Dentre os vrios desafios da geografia moderna, destaca se o fato de que um de seus objetivos apoiar os cidados a melhor compreender o mundo em que vivem. Por essa razo, desejvel que as pesquisas sejam se mpre quanto possveis, interdisciplinares. Dessa forma, acredita se ser possvel combinar uma abordagem holstica com os conhecimentos e tcnicas de determinados ramos da geografia e cincias a fins. Alm disso, destaca se o fato de que para o apoio aos ci dados deve se buscar resultados da atividade cientfica que sejam acessveis a todos, pois somente assim os debates pblicos locais, regionais e globais sero apoiados por fatos cientficos e efetivamente contribuiremos para o processo de formao de cons cincia crtica das pessoas sobre as questes ambientais tambm a nvel local, regional e global. Para a comisso organizadora do evento, uma das tarefas mais fundamentais da geografia moderna parece ser a de auxiliar os cidados a reconhecerem sua respons abilidade para o futuro comum. Alcanar essa meta est ligado, por exemplo, divulgao dos resultados das pesquisas de forma mais acessvel aos no especialistas. O Congresso contou com cerca de 1.400 resumos que foram enviados por participantes de 65 p ases, representando todos os continentes. Uma rpida anlise permite dizer que as pesquisas de professores, alunos e pesquisadores se encaixam perfeitamente nas consideraes das mudanas que ocorrem nos ambientes natural e socioeconmico como os desafios e as responsabilidades mencionadas como tema central do evento. 3. A GEOGRAFIA POLONESA, A CIDADE DE CRAC"VIA E A UNIVERSIDADE SEDE DO EVENTO Antiga capital da Polnia, a cidade de Cracvia foi escolhida para sediar o evento, entre outros motivos, por p ossui r a segunda mais antiga universidade da Europa Central. Fundada em 1364 durante o reinado de Cassimiro, o Grande ( Kazimierz ), a Universidade Jagiellonian completou neste ano 650 anos de tradio, tendo sido responsvel pela criao da primeira ctedra de geografia na Polnia, em 1849. Embora a geografia como disciplina tenha sido oficializada no pas somente no sculo XIX, to antiga quanto a prpria nacionalidade polonesa. Para o autor, a obra geo grfica escrita mais antiga que se tem notcia teria sido composta entre os anos de 1112 1113 por um monge beneditino sob o pseudnimo de Gallus Anonymous A obra, como vrias outras do tipo na Idade Mdia, apresentava eventos histricos e caractersticas especficas do pas. Um relato de viagens foi realizado pela primeira vez em 1247 por um monge franciscano e desde ento as descries geogrficas e a elaborao de mapas passaram a ser mais comuns no pas a partir da segunda metade do sculo XV. Mesmo com 1480) que anos mais tarde mais contribuiu para o desenvolvimento da geografia durante o perodo com a publicao de seu trabalho Chorographia Regni Poloniae A obra era uma grande de scrio da Coroa Polonesa e do Grande Ducado da Litunia e, mesmo tendo sido publicada somente em 1615, graas aos seus seguidores, geraes e geraes de gegrafos passaram a ser educados de acordo com seus preceitos. Sua importncia reforada quando s e registra o fato de que os primeiros mapas da Polnia foram baseados nas informaes que foram registradas na Chorographia de Matthias de Miechw, originalmente Maciej z Miechowa (1455 1523), reitor e professor da Universidade de Cracvia. Em 1517 publicou um trabalho que lidava com descries detalhadas da poro oeste d o Mar Cspio e dos Urais, bem como a descrio das pessoas que moravam nestas regies e seus costumes. Importante destacar que tais registros corrigiram a forma como muitos gegrafos ocidentais percebiam esses povos, alm de outras questes da geografia f sica, por exemplo. Nos dois sculos seguintes, enquanto as naes do oc idente obtinham sucesso com exploraes e descobertas, a participao polonesa ocorria apenas em pequenas exploraes sobre o mar. Entretanto, de acordo com Nove sculos de geografia polonesa ) no existiu a falta de gegra fos poloneses e sim, o fato de que ocorriam reimpresses de trabalhos devido a demandas 2014). Como cidade medieval, Cracvia possui vrias experincias, entre elas, o fato de apresentar uma dinmica espacial c omum s vrias cidades europeias. Fez (e ainda faz) parte de importantes rotas migratrias e de troca de matrias primas desde a pr histria. Sua praa central considerada a maior da Europa Central e funciona desde a poca como um centro gravitacional s ocial (Figura 1).

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 45 Antes mesmo desta antiguidade medieval, evidncias arqueolgicas comprovam que a ocupao da Cracvia j ocorria em perodos to remotos quanto a cerca 50.000 anos B.P. Tais vestgios foram encontrados na colina carbontica de Wawel, loca l onde hoje se localiza o Castelo da cidade. A tradio oral atribui a fundao da cidade a um governante mtico ( Krakus ) que teria derrotado o Drago de Wawel, que vivia em uma caverna neste afloramento (Figura 2). Historiadores, no entanto, datam a ocupa o formal da rea onde se localiza o centro antigo da cidade um pouco depois do sculo VIII quando uma tribo eslava pag, os Vistulanos, teriam se assentado no local. Por volta do ano 966, poca em que pela primeira vez se tem conhecimento de um registro escrito do nome da cidade (Krakw), ela j se destacava como um centro comercial graas, em parte, ao comrcio de mbar. Figura 1 desde 125 7. Nesta praa foram realizadas celebraes diversas, paradas, protestos e execues. Juramentos de lealdade estrangeiro em 1794 e durante a oc Figura 2 A) O Drago de Wawel, na Cosmographia Universalis de Sebastian Mnster (1 544). B) Sada da pequena caverna que visitada por aqueles que chegam ao Castelo de Wawel (Foto: L.E.P. Travassos) A B

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 46 Desde o final do sculo IX, a regio era controlada pelos Morvios, depois pelos Bomios at ser incorporada ao principado da Dinastia Pi ast na dcada de 990. Foi neste perodo que ocorreu a criao do Reino da Polnia. A cidade passou a se desenvolver rapidamente e em 1038, tornou se capital da Polnia com o Castelo Real de Wawel a residncia oficial dos reis poloneses. Incessantes invase s mongis marcaram o sculo XIII e em 1241 ocorreu a primeira. A cidade foi quase totalmente destruda, reconstruda e invadida novamente em 1259 e 1287. Aps a ltima invaso foi tomada a deciso de cercar a cidade com cerca de 3 km de muros de proteo, bem como torres e portes (Figura 3). Figura 3 Vistas gerais das estruturas defensivas medievais no entorno do centro antigo da cidade. As primeiras duas fotos (A e B) mostram o Barbakan, obra de engenharia militar medieval importante. A estrutura conta com paredes de 3 metros de espessura e 130 aberturas que poderiam ser utilizadas po r arqueiros na defesa da cidade (Fotos: L.E.P. Travassos). Como dito anteriormente a cidade floresceu particularmente sob o reinado de Cassim iro, o Grande (1333 1370) e se desenvolveu at o sculo XVII que foi marcado pelas pilhagens ocorridas A B C D

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 47 Destaque deve ser dado ao sculo XVIII quando a Polnia aprovou a segunda constituio democrtica do mundo (a primeira sendo a dos Estados Unidos). Entretanto, a Rssia, Prssia e ustria invadiram o territrio e impuseram a Primeira Partio da Polnia (1772 1773), enfraquecendo o pas. Vinte anos mais tarde uma seg unda partio ocorreu e a Cracvia passou a ser conhecida como um foco de resistncia dominao estrangeira. A conhecida Insurreio da Cracvia foi liderada por Tadeusz Prssia. Pela terceira vez a Polnia foi dividida (1795) e a cidade passou a fazer parte da provncia austraca da Galcia. Graas a Napoleo, a cidade de 1809 a 1846, antes de ser incorporada ustria, cuja ocupao foi menos traumtica do que aque las impostas por Prussianos e Russos. Quando a Primeira Guerra Mundial teve incio, a cidade foi rapidamente cercada por tropas russas que foraram muitos residentes a fugir. Em 31 de outubro de 1918 foi a primeira cidade a se libertar do comando austraco Foi o Tratado de Versalhes que garantiu pela primeira vez a soberania da Polnia como uma nao independente. O Museu Nacional da Polnia na Cracvia apresenta uma chance nica do visitante compreender essa complexa evoluo histrica (Figura 4). Figura 4 O Museu Nacional conta com vasto acervo histrico que ilustra os vrios perodos blicos da Polnia. Destaque dado Primeira Guerra Mundial que, cujo trmino, reconheceu a soberania do Territrio Polons. Uma rplica da s trincheiras da Grande Guerra pode ser visitada e o turista tem a chance de interagir com a exibio (Fotos: L.E.P. Travassos). Em 1939, a Alemanha Nazista invadiu a Polnia e atingiu a Cracvia em 6 de setembro daquele ano para se tornar um Governo Ger al, cuja sede foi estabelecida no Castelo de Wawel sob o comando de Hans Frank. Piro (2012) destaca que em 1940 o Governador Geral ordenou a priso de cerca de 150 professores da Universidade de Jagiellonian que foram presos e deportados para campos de co ncentrao. Para o Governador, a ordenou o reassentamento dos cerca de 16.000 judeus residentes, parte de uma populao de 68.482 nazista (a conhecida co mo Gestapo) instalou seu

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 48 Quartel General na rua Pomorska, que hoje abriga destaca que as salas dos andares superiores do prdio tornaram se os locais de onde se iniciavam as investigaes da Gestapo e os pore s foram convertidos em celas para os prisioneiros. Tais espaos guardam, at hoje, as inscries feitas pelos presos polticos nas paredes (Figura 5). A populao de judeus residentes no bairro de Kazimierz foi deslocada e forada a viver em um Gueto no di strito de Podgrze (Figura 6), prximo foi construdo nas proximidades de uma jazida de calcrio, a Mina de Liban. Consideramos isso um claro exemplo da repetio de padro que ocorria em muitos campos de tr abalho forado nazista: o valor econmico do patrimnio geolgico acabava por determinar sua proximidade. Piro (2012) destaca que o Governo Geral Por mais absurdo que possa parecer, a ordem foi cumprida rapidamente e muros de cerca de 2 a 3 metros foram const rudos para conter a populao reassentada. Cerca de 11.000 judeus foram enviados deportao a rea do Gueto diminua e acredita se que a populao oscilava entre 15.000 e 18.000 residentes. Em 1942, o espa o foi dividido em um para os demais. O espao continuou assim dividido ista de como os inmeros museus da cidade mostram aos turistas as atrocidades cometidas naquele perodo (Figura 6). Em resumo, o processo de liquidao teve por objetivo exterminar a populao do local, envian do aqueles aptos ao trabalho forado para o Campo de nazistas (doentes, idosos, mulheres e crianas) para os Campos de Auschwitz e Birkenau (Figura 7). Figura 5 Antigas instala es da Gestapo. Hoje abriga um museu que registra a ocupao nazista na cidade. Aspectos da geografia da cidade que foi modificada pela ideologia de ento so expostas em um museu interativo. possvel visitar parte das celas em que prisioneiros eram tor turados e deixavam registros nas paredes (Fotos: L.E.P. Travassos).

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 49 Figura 6 Fragmentos originais do muro do Gueto de Cracv ia (A), rplica do muro prxima a afloramento calcrio (B) e aspectos gerais da arquitetura do bairro judeu (Kazimierz), em C. Na praa onde aparecem cadeiras (D), judeus eram separados para serem levados ao campo de e outros para o extermnio em Auschwitz Birkenau (Fotos: L.E.P. Travassos) Figura 7 Entrada dos infam es Auschwitz I, em A, e de Auschwitz II (Birkenau) em B (Fotos: L.E.P. Travassos). Piro (2012) destaca que o processo ocorreu aszw. No dia seguinte, aproximadamente 3.000 residentes foram mortos e muitos outros enviados aos campos de extermnio. (2013) afirmam que foi criado pelos nazistas no outo no de 1942 para servir somente como campo de trabalhos forados. Foi construdo sobre dois cemitrios judeus e as lpides foram utilizadas para pavimentao das estradas e caminhos do campo. Em janeiro de 1944 sua funo inicial foi substituda para se tor nar um campo de concentrao que abrigasse, alm de judeus poloneses, cidados A B A B C D

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 50 hngaros e eslovacos. Muitos prisioneiros trabalhavam em fbricas fora dos limites do campo e talvez a mais famosa seja a de Oskar Schindler. Ao falar de Auschwitz Birkenau, Smo (2014) afirma que seu nome espalhava o terror por todos os territrios ocupados pelos nazistas por longos cinco anos. Fundado em 1940 tinha como objetivo principal abrigar presos polticos poloneses e se tornou sinnimo de instrumento de terror e exter mnio dos poloneses. Com o passar dos anos abrigou, tambm, prisioneiros de guerra soviticos e presos polticos de vrias nacionalidades at se tornar local de extermnios em massa de judeus a partir da primavera de 1942. Atualmente, os campos localizados em Brzezinka (KL Auschwitz II Birkenau) esto abertos visitao e possvel observar as provas do horror nazista. O visitante pode ver os remanescentes de quatro crematrios, cmaras de gs e os locais onde os internos eram se lecionados para a morte. O tamanho de Birkenau impressiona. So mais de 300 barraces distribudos em uma rea de cerca de 175 hectares que chegou a receber cerca de 100.000 internos em agosto de 1944 (Figura 8). Lech e Mensfelt (2014) apresentam descries acerca do perodo histrico no qual os campos foram criados, alm dos detalhes de sua expanso desde Auschwitz I at o Campo em Monowitz, conhecido como Auschwitz III ou Buna. Este ltimo tornou se um campo independente em novembro d e 1944 sob o nome de KL Monowitz. Os autores chamam a ateno, ainda, para o fato de que entre 1942 e 1944 o campo principal de Auschwitz campos que utilizavam primariamente mo de obra escrava para o esforo de guerra nazi sta em minas de carvo e indstrias diversas. Com o fim da guerra, Cracvia viveu um perodo de Sovietizao e a cidade de Nowa Huta foi criada como a materializao do ideal Comunista (Figura 9). Seguiram se quase 45 anos de um perodo comunista, inclusiv e com um ano e meio de Lei Marcial, antes da independncia do domnio sovitico em 1989. Para Sibila (2007), a geografia plana do stio favoreceu o desenvolvimento urbano, conferindo cidade o ttulo de ter sido a primeira da Polnia do ps Guerra virtual mente construda do zero. Originalmente foi planejada para abrigar cerca de 100.000 pessoas, mas hoje conta com cerca de 250.000 moradores. Se comparada a outras cidades europeias construdas durante o perodo Stalinista (Magnitogorsk na antiga Unio Sov itica, Stalinstadt hoje Eisenhttenstadt na Alemanha e Stlinvros hoje Dunajvros na Hungria), Nowa Huta apresenta se como aquela de layout urbano mais compacto que tentou representar na prtica a utopia sovitica de uma cidade industrial. Devido a seu valor histrico, listada no Registro de Monumentos Histricos da Cracvia. Percebemos, portanto, que a cidade e seus moradores sempre tiveram que enfrentar as dificuldades das transies do passado e os novos desafios da era da globalizao sistmica Ambas as condies naturais e histricas de seu desenvolvimento, bem como a rpida mudana das realidades contemporneas tornou a cidade um timo lugar para uma reunio de gegrafos interessados em discutir as mudanas, desafios e responsabilidades, ress altando se o fato de tudo ocorrer sobre terrenos crsticos carbonticos altamente sensveis do ponto de vista ambiental. Em 2013 foram registrados cerca de 9,25 milhes de turistas e, por isso, os gestores devem sempre buscar a harmonia com o espao. Figura 8 Imagem de Satlite capturada por meio do Porgrama Google Earth. A linha serve de escala e representa cerca de 1 km. As fotos ao lado da imagem de satlite tentam ilustrar o tamanho do campo e suas estruturas (Fotos: L .E.P. Travassos). N 1 km

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 51 Figura 9 Aspectos gerais do distrito industrial de Nowa Huta idealizado durante o perodo Comunista (Fotos: L.E.P. Travassos) 4. O CARSTE NA CRAC"VIA E SEU ENTORNO De acordo com Tyc (2004) a Europa Centra l apresenta se como um complexo de reas crsticas que recobrem uma antiga plataforma europeia, bem como os modernos Crpatos. Entretanto, o carste e as cavernas apresentam se irregularmente distribudos por essa regio, ocorrendo com mais frequncia ao su l da Polnia e Eslovquia com extenso de cerca de 8.000 km 2 e 2.700 km 2 respectivamente. Do ponto de vista geolgico, a Europa Central apresenta rochas de idade Pr Cambriana como os mrmores das Montanhas dos Sudetos, e rochas que datam do Quaternrio a exemplo dos travertinos das Montanhas Bkk e Tatra. A regio dividida em duas unidades tectnicas distintas e as reas crsticas da Repblica Tcheca e de grande parte da Polnia so formadas por blocos de calcrios, dolomitos e mrmores dobrados do P aleozoico e pertencentes Plataforma Central Europeia. Na Polnia, a poro centro sul do pas apresenta rochas carbonticas sub horizontalizadas do Mesozoico. Ao sul da regio, apenas pequenas reas crsticas podem ser vistas nos Crpatos. Nos Sudetos (f ronteira da Polnia com a Repblica Tcheca), o carste desenvolvido em calcrios cristalinos, mrmores proterozoicos e calcrios do Perodo Carbonfero (TYC, 2004), conforme figura 10. Figura 10 Mapa de localizao do carste polons em relao cap ital do pas e cidade sede do evento.

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 52 Na Polnia, o Planalto Krakw Wielun apresenta se como a maior poro individualizada de carste da Europa Central com rea de 2.500 km 2 e mais de 1.700 cavernas conhecidas. Exemplos importantes de feies crsticas podem ser vistos no Parque Nacional Ojcw (Figura 11) que abriga 400 cavernas conhecidas. Os valores do Patrimnio Geolgico garantem a proteo da maioria das reas crsticas regionais. Na Polnia, para a proteo do patrimnio abitico e bitico foram cr iados 23 parques nacionais cuja extenso total chega a 300.000 hectares de reas protegidas. Destes, oito foram declarados como Reserva da Biosfera pela UNESCO e um como Patrimnio Cultural da Humanidade, alm de existirem outros parques regionais. Tyc (20 04) destaca que alm do Parque Nacional de Ojcw, existem diversos outros parques nacionais e regionais como o Parque Nacional de Aggtelek, na Eslovquia, e as Montanhas Tatra, na Polnia, por exemplo. No ano 2000, uma rea de proteo subterrnea foi esta belecida na Mina de Sal de Wieliczka (Figura 12), o melhor exemplo mundial deste tipo de rocha e que apresenta cavernas com volumes que variam de 700 a 1.000 m 3 abrigando uma grande quantidade de cristais de halita. de sal de Wieliczka podem ser consideradas como o resultado da evaporao das guas de um mar miocnico, embora a estrutura geolgica regional seja o resultado de processos ulteriores formao dos Crpatos. Figura 11 Aspe ctos gerais do carste no Parque Nacional Ojcw que recebe sua fama em funo da diversidade de locais de interesse geomorfolgico associado ao carste tradicional carbontico (Fotos: L.E.P. Travassos)

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 53 F igura 12 Aspectos gerai s do Mina de Sal de Wieliczka, Patrimonio Mundial Cultural da UNESCO desde 1978. Nas fotos percebemos a fachada de entrada (A), galerias (B), esculturas (C) e o lago de acesso (D) a uma das cavernas de cristal (Fotos: L.E.P. Travassos). Em relao s apr esentaes da Comisso de Carste da IGU (C12.23 Karst), destaca se que todas ocorreram na sexta feira, dia 22 de agosto. Sob o presidida pelos professores Elena T rofimova (Rssia) e Martin Trappe (Alemanha). Um resumo das apresentaes pode ser visto a seguir: PRIMEIRA SESSO : The changes of spring water chemical composition in 2000 2011 as the effect of transformation of rural areas in Silesian and Malopolska Upl ands (Poland) Janusz Siwek Institute of Geography and Spatial Management, Jagiellonian University in Krakw A composio qumica das fontes de gua normalmente ocorre em funo de inmeros fatores naturais e antrpicos. Os aquferos crsticos da Silsia e do Planalto da Pequena vulnerveis contaminao devido prpria natureza do carste que apresenta afloramentos e sistemas de fissuras bem desenvolvidos e que permitem a migrao de poluentes para as guas subterr neas. A contaminao de na scentes em zonas agrcolas pode ter origens diversas e algumas delas no esto diretamente ligada s s prticas agrcolas. O estudo apresentado pelo autor buscou comparar os principais ons contidos em 246 nascentes localizadas na Silsia amostragens das nascentes foram realizadas entre 2000 e 2011 e as alteraes na composio qumica revelaram a sensibilidade das surgncias ao impacto antrpico. A conservao da qualidade da gua de tais nascentes exige a limitao da atividade humana nas cabeceiras e melhorias nos sistemas de captao e tratamento de esgotos. A C B D

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 54 Changing karst water chemistry as responses to human activity behaviour results from the Franconian Alb (Germany) Mar tin Trappe Catholic University of Eichstaett Ingolstadt Localizada no sudeste da Alemanha, a regio da Francnia consiste em calcrios e dolomitos carstificados de idade jurssica e que esto parcialmente encobertos por depsitos argilosos mais novos do po nto de vista geolgico. Hidrogeologicamente percebe se na regio a separao do carste em uma zona superficial e uma zona profunda. A paisagem atual o resultado de diferentes tipos de impacto humano desde os tempos da ocupao romana na regio e assim, u m mosaico de assentamentos e reas agrcolas florestais e industriais foi criado com o passar dos anos. Consequentemente, o abastecimento de gua potvel local convive atualmente com diferentes impactos na paisagem crstica. Tais impactos incluem uma pos svel contaminao e uma contaminao j observada dos aquferos crsticos. O estado atual da qualidade da gua crstica na Francnia apresenta uma grande variedade de composies qumicas em relao ao cloreto, nitrato, fosfato e outras substncias result antes de diferentes tipos de atividades antrpicas. Os resultados foram encontrados especialmente na zona superficial e na zona de transio para a zona crstica profunda. Alm da distribuio regional dos poluentes, foram estudadas tendncias de evoluo qumica da gua crstica desde pelo menos 60 anos. Embora as medies de longo prazo s existam em algumas localidades e sejam demasiadamente pequenas, observou se aumento significativo do teor de cloreto e nitrato. Salienta se que a aplicao de diferente s fertilizantes minerais para atividades agrcolas, bem como a utilizao de sal para o degelo de estradas durante o inverno so as principais razes para a contaminao da gua crstica na regio. Mapping dry forests associated with carbonate karst: Geomo rphology and GIS for the protection of sensitive areas in Minas Gerais, Brazil Luiz Eduardo Panisset Travassos & Bruno Duro Rodrigues Graduate Program in Geography, Pontifical Catholic University of Minas Gerais O estudo apresentado buscou identificar e m apear as ocorrncias de matas secas associadas aos carbonatos do Grupo Bambu, em Minas Gerais, por meio de tcnicas de Sensoriamento Remoto. Para a pesquisa os autores selecionaram uma rea de aproximadamente 350 km localizada na Depresso do So Francis co, prximo borda ocidental da Serra do Espinhao localizada a 230 km ao norte de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais. As matas secas sobre os carbonatos so normalmente encontrad a s em interflvios e apresentam uma importncia expressiva pa ra o ecossistema, especialmente por estarem associadas a reas de recarga hdrica do carste. Alm disso, fornecem biomassa para o meio ambiente caverncola. Assim sendo, as matas secas so cruciais para os sistemas crsticos e cavernas. A importncia hist rica da regio estudada confirmada pelas visitas do naturalista dinamarqus Peter W. Lund no sculo XIX. Em termos biogeogrficos, a rea est localizada na zona de contato entre as florestas secas e as reas montanhosas da cadeia do Espinhao. A preserv ao desses biomas necessria para reduzir os impactos sobre o ambiente natural e artificial. Para identificar as matas secas associadas aos carbonatos, os autores utilizaram imagens Landsat 5 com controle de campo. A metodologia foi adaptada para o cars te (2007), que identificaram diferentes usos do solo de tcnicas de Sensoriamento Remoto. Aps o trabalho de campo, o mapeamento foi realizado em conjunto com a soft ware gratuito Springer, com o Terra View v.3 e o ArcGIS 9.3. O resultado do trabalho foi a proposio de uma metodologia para auxiliar a produzir mapas capazes de servir como base para a anlise ambiental, monitoramento e gesto de reas crsticas brasilei ras. Forestry in karst areas impacts, current trends and their implications Eszter Tanacs Department of Climatology and Landscape Ecology, University of Szeged Cada vez mais reconhecido que a atividade agrcola transformou completamente as paisage ns do mundo desde o fim da ltima idade do gelo, mesmo em reas remotas. Devido sua vulnerabilidade a eroso do solo e lenta regenerao posterior, tais questes so, provavelmente, ainda mais claras e verdadeiras para o carste. Embora a vegetao natu ral em muitas das reas crsticas mundiais sejam de florestas, por razes histricas, tem se a impresso geral de que o carste tende a ser uma paisagem hostil vegetao. Quando h algumas

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 55 dcadas o foco das pesquisas alterou se para o impacto antrpico s obre os sistemas crsticos, a remoo da cobertura florestal e seus efeitos passaram a ser um aspecto importante a ser estudado. No entanto, a discusso centrou se principalmente sobre os efeitos negativos do desmatamento nos ecossistemas crsticos e os im pactos subsequentes na sustentabilidade das atividades econmicas. Muito pouco foi falado sobre as razes e tendncias destes processos. Assim sendo, o objetivo do trabalho foi analisar os efeitos do manejo florestal em reas crsticas. SEGUNDA SESSO : Th e impact of human activities on vegetation in karst area: A case study in northwest Guangxi of China Huixia Li, Hongyi Zhou, Xinghu Wei Department of Resources and Environment Science, Foshan University Para os autores, compreender o impacto das atividades humanas sobre a vegetao importante para a melhoria ambiental e a proteo do carste. O impacto das atividades humanas sobre cobertura vegetal foi avaliada utilizando o mtodo de anlise de clusters em uma rea crstica tpica, a noroeste de Guangxi Ch ina. Os resultados mostraram que (1) em escala regional, a cobertura vegetal no noroeste Guangxi foi melhorada como um todo e degradad a parcialmente de 1999 a 2012; (2) em relao a ndices pluviomtricos, a mdia anual aumentou de sudeste para noroeste, e os ndices regionais mostraram uma tendncia crescente de 1999 a 2012, embora essa mudana tenha sido distribuda de maneira desigual no espao. (3) As atividades humanas tm efeitos mais positivos do que os efeitos negativos sobre a vegetao na rea de estudo no perodo de 1999 a 2012. A distribuio dos efeitos positivos mostra um padro multi centrado que inclui a criao de reservas naturais nacionais e regionais. (4) As atividades humanas so distribudas principalmente nas reas com uma declividade de 25 e os efeitos positivos esto concentrados em reas de encosta e de montanha com altitudes entre 400 e 1.000 metros. Os fortes efeitos negativos esto concentrados em mdia ou altas vertentes, vales e depresses crsticas. Cave tourism evolution reve aled by calligraphic landscape in Guilin Jie Zhang, Li Ke, Jin He Zhang School of Geography, Nanjing University As cavernas so uma espcie de smbolo da natureza e ao mesmo tempo lugares incomuns na Europa e na China. O turismo em cavernas chines as atividade bastante remota. As cavernas costumavam ser famosas atraes para os turistas em algumas regies do pas como Guilin, por exemplo. Assim sendo, o trabalho classificou 1.659 inscries histricas em cavernas deste municpio e analisou a evolu o histrica do turismo nestes espaos. Em primeiro lugar, os autores utilizaram o nmero total de inscries como sendo uma espcie de ndice de atratividade da caverna. Em segundo lugar, buscou se classificar o contedo das inscries na rocha. As carac tersticas do turismo em cavernas nas diferentes dinastias chinesas foram reveladas e analisadas. Ao comparar as distribuies em diferentes dinastias, os autores concluram que o comportamento do turista antigo tem caractersticas de turismo de massa mode rno. O resultado demonstrou que a Dinastia Tang foi a primeira poca a presenciar um turismo em cavernas, com pico de visitao na cidade de Guilin. Depois disso, o turismo em cavernas na Dinastia Song experimenta um perodo de importncia significativa. N as perspectivas da experincia turstica, o turismo naquela poca reflete, ainda que de forma rudimentar, o turismo de massa que percebemos hoje. Protecting the environmental protected area of the Lagoa Santa Karst through geotourism Luiz Eduardo Panisset Travassos Graduate Program in Geography, Pontifical Catholic University of Minas Gerais Vania Kele Evangelista Federal Center for Technological Education of Minas Gerais Isabela Dalle Varela Law School, Newton Paiva College and Promove College O Estado de Minas Gerais (Brasil) possui cerca de 586.528 km. Desse total, acredita se que cerca de 29.000 km so compostos por reas crsticas tradicionais desenvolvidas em carbonatos. Os problemas mais evidentes encontrados nas reas crsticas mineiras so a

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 56 dispo sio inadequada de resduos, a contaminao e explotao da gua e de recursos minerais, especialmente devido rpida e da capital do Estado, Belo Horizonte. A regio abriga dois Parques Estaduais e outras u nidades de conservao criadas como uma tentativa de proteger a paisagem crstica local. Historicamente as cidades desta regio so utilizadas como cidades dormitrios. Mais ao norte, fazendas, stios, casas de campo, pousadas rurais e casas de final de se mana so construdas sobre terrenos crsticos. Os municpios de Vespasiano, Pedro Leopoldo, Confins, Lagoa Santa, Matozinhos, Funilndia e Prudente de Morais esto dentro dos limites de 360km da rea de Proteo Ambiental do Carste de Lagoa Santa. Todos e sses municpios tm enfrentado o crescimento demogrfico e, consequentemente, grande presso antrpica sobre o carste. Para auxiliar na compreenso da importncia desses sistemas geoecolgicos, um trabalho de educao por meio do geoturismo foi realizado n o Parque Estadual do Sumidouro PESU. Esta Unidade de Conservao se destaca no cenrio nacional por abrigar um sistema crstico significativo com registros valiosos da histria da ocupao das Amricas, por exemplo. Os valores cientficos, culturais, est ticos, econmicos e pedaggicos conferidos aos Locais de Interesse Geomorfolgico selecionados levaram adoo da metodologia proposta por Pereira (2006) que foi adaptada e aplicada ao carste Portugus por Forte (2008) e por Travassos (2010) para o carst e brasileiro. Tais medidas permitiram a identificao e caracterizao de 06 geosstios com 10 Locais de Interesse Geomorfolgico. Os resultados confirmaram a importncia do patrimnio abitico do Parque e permitir o o desenvolvimento de estrat gias geoconservacionistas tais como o estabelecimento de trilhas geotursticas e paineis interpretativos que devem ajudar a promover, valorizar e divulgar este importante patrimnio geolgico, geomorfolgico e cultural. Cave environmental changes: New appr oach to assessment Elena Trofimova Department of Geomorphology, Institute of Geography, Russian Academy of Sciences Postojna teve como tema princip al a proteo do carste e endocarste. Os participantes do frum internacional (mais de 200 de 26 pases) observ aram que as cavernas crsticas no sculo 21 esto cada vez mais modificadas e ameaadas pelas atividades antrpicas. Reequipamento e abertura de entradas naturais, deformaes e remoo de sedimentos e despejos de resduos esto resultando em alteraes potencialmente irreversveis nos ambientes caverncolas. luz destes problemas conveniente e oportuno considerar uma nova abordagem para a avali ao qualitativa e quantitativa das modificaes antrpicas das cavernas como o uso do CDI (Cave Disturbance Index). Pesquisas demonstraram que todos os stios pesquisados apresentaram alteraes significativas. 5. BREVES CONCLUS'ES Muitos consideram a e laborao de um relatrio ou trabalho cientfico uma tarefa rdua. Entretanto, com a finalizao deste, percebe se que embora trabalhosa, a tarefa tornou se extremamente prazerosa ao pensar o documento e a oportunidade de participao neste evento como um momento de aprendizado nico e uma chance de compartilhar o conhecimento adquirido. O evento e os trabalhos de campo realizados permitiram pensar, fazer e sentir a geografia que faz parte da vida de todo ser humano como uma cincia holstica; nem fsica, n em humana e que, justamente por isso, permite mltiplas e fascinantes abordagens. AGRADECIMENTOS Ao CNPq (Processo CNPq 452305/2014 4) e Pontifcia Universidade Catlica de Minas Gerais pelo apoio financeiro que tornou possvel o deslocamento at a cida de sede do evento REFER NCIAS (Ed.). Krakw: Muzeum Historyczne Miasta Krakowa/Belcaro Sp. z.o.o., 2013.

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 57 HUI XIA, L.; HONGYI, Z.; XINGHU, W. The impact of human activities on vegetation in karst area: A case study in northwest Guangxi of China. In: IGU REGIONAL CONFERENCE, 2014, Krakw, Poland. Krakw: IGU, 2014. 1 Pendrive. JACOWSKI, A. Polish Geogr aphical Society (1918 2014). Warsaw: Polish Geographical Society, 2014. Pomorska Street : a guidebook. Krakw: Muzeum Historyczne Miasta Krakowa/Belcaro Sp. z.o.o., 2011. Wielicz ka : antiga mina de sal. Krakw: Karpaty, 2011. A.; JUREWICZ, K (Ed.). Krakw: Muzeum Historyczne Miasta Krakowa/Belcaro Sp. z.o.o., 2 013. MUNICIPALITY OF KRAKOW. Information, Tourism and City Promotion Department. Guide Around Krakow 2014. Panfleto. MUZEUM HISTORYCZNE MIASTA KRAKOWA. Krakw under nazi occupation 1939 1945: Oskar w: Muzeum Historyczne Miasta Krakowa, 2014a. Ghetto. Krakw: Muzeum Historyczne Miasta Krakowa, 2014b. PI"RO, A. The Krakw Ghuetto 1941 1943: a guide to the area of the former Ghetto. JUREWICZ, K. (Ed.). The Krakw Ghuetto 1941 1943. Krakw: Muzeum Historyczne Miasta Krakowa/Belcaro Sp. z.o.o., 2012. SIBILA, L. J. Nowa Huta Ecomuseum: a guidebook. BIEDRZYCKA, A. (Ed.). Nowa Huta Ecomuseum : a guidebook. Krakw: Muzeum Historyczn e Miasta Krakowa/Belcaro Sp. z.o.o., 2007. SIWEK, J. The changes of spring water chemical composition in 2000 2011 as the effect of transformation of rural areas in Silesian and Malopolska Uplands (Poland). In: IGU REGIONAL CONFERENCE, 2014, Krakw, Poland Krakw: IGU, 2014. 1 Pendrive. Auschwitz Birkenau: guide LECH, J.; MENSFELT, J. Auschwitz Birkenau: the past and the present. m Auschitz Birkenau, 2014. TANACS, E. Forestry in karst areas impacts, current trends and their implications. In: IGU REGIONAL CONFERENCE, 2014, Krakw, Poland. Krakw: IGU, 2014. 1 Pendrive. TRAPPE, M. Changing karst water chemistry as respo nses to human activity behaviour results from the Franconian Alb (Germany). In: IGU REGIONAL CONFERENCE, 2014, Krakw, Poland. Krakw: IGU, 2014. 1 Pendrive. TRAVASSOS, L.E.P.; RODRIGUES, B.D. M apping dry forests associated with carbonate ka rst: Geomorphology and GIS for the protection of sensitive areas in Minas Gerais, Brazil. In: IGU REGIONAL CONFERENCE, 2014, Krakw, Poland. Krakw: IGU, 2014. 1 Pendrive. TRAVASSOS, L.E.P.; EVANGELISTA, V.K.; VARELA, I.D. Protecting the envir onmental protected area of the Lagoa Santa Karst through geotourism. In: IGU REGIONAL CONFERENCE, 2014, Krakw, Poland. Krakw: IGU, 2014. 1 Pendrive. TROFIMOVA, E. Cave environmental changes: New approach to assessment. In: IGU REGIONAL CONFE RENCE, 2014, Krakw, Poland. Krakw: IGU, 2014. 1 Pendrive. TYC, A. Europe, Central. In: GUNN, J. (Ed.). Encyclopedia of caves and karst science London: Fitzroy Deaborn, 2004. p. 684 688. TWARDOWSKI, A.M. Polonia: ciudades y herencia cultural Warszawa: Polska Organizacja Turystyczna / Organizacin Turstica De Polonia, 2014a.

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Travassos C arste, hi stria, geografia e cultura na C racvia Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisa gens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 58 TWARDOWSKI, A.M. Parques Nacionales de Polonia Warszawa: Polska Organizacja Turystyczna / Organizacin Turstica De Polonia, 2014b. A source book of the Polish Classical Geography. Krakw: DEHON, 2014. 132p. ZHANG, J.; KE, L. ZHANG, Jin He. Cave tourism evolution revealed by calligraphic landscape in Guilin. In: IGU REGIONAL CONFERENCE, 2014, Krakw, Poland. Krakw: IGU, 2014. 1 Pendrive Editorial flow / Fluxo editorial : Received / Recebido em: Set .201 4 Accepted / Aprovado em: Out .201 4 PESQUISAS EM TURISMO E PAISAGENS CRSTICAS Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp Refrendada por la Associacin de Cuevas Tursticas Iberoamericanas

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RESUMO: Rocha. Estudo microclimtico do ambiente de cavernas .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 59 Resumos de Teses e Dissertaes ESTUDO MICROCLIMTICO DO AMBIENTE DE CAVERNAS, PARQUE ESTADUAL INTERVALES, SP MICROCLIMATE STUDY OF CAVES ENVIRONMENT, PARQUE ESTADUAL INTERVALES, SP Brbara Nazar Rocha E mail : ba_nrocha@yahoo.com.br Resumo A proteo ambiental dos recursos geolgicos uma questo com crescente interesse. A explorao de cavernas uma das formas de turismo associada a recursos geolgicos mais difundida. Por isso, deve se conhecer suas car actersticas ambientais, tais como a s climticas, para definir estratgias de gesto e conservao ambiental associadas a seu uso turstico. Assim, o objetivo geral da pesquisa foi detectar as principais alteraes microclimticas ocorridas no ambiente cav erncola em decorrncia das visitas tursticas no interior das grutas do Parque Estadual Intervales (PEI), SP. Como objetivos especficos, definiu se: caracterizar o microclima do ambiente de caverna em condies naturais e elencar caractersticas fsicas das cavidades que influenciem em seus microclimas. A metodologia consistiu na coleta de dados de temperatura e umidade relativa do ar de nove cavidades com registradores autnomos. Tambm foram registrados os valores de CO2. A variao dos atributos do cl ima foi analisada em situao natural e na presena de visitantes. Os resultados mostram que o microclima das cavernas tende estabilidade dos valores de temperatura do ar, apresentam umidade relativa do ar prxima saturao e concentrao de gs carbn ico elevada. Cavernas com rios caudalosos e claraboias no apresentam impacto em sua atmosfera decorrente do turismo, pois as trocas gasosas com o meio externo so facilitadas. Nas grutas secas e afticas, com entradas e corredores estreitos, o microclima tende estabilidade, estando mais sujeito a impactos, especialmente elevaes na temperatura do ar. Variaes na umidade relativa do ar so mais raras. Acrscimos significativos nas concentraes de gs carbnico foram detectados com uso de carbureteira Palavras Chave: microclima, caverna, impacto ambiental, temperatura do ar, umidade relativa do ar e gs carbnico Orientador: Prof. Dr. Emerson Galvani Abstract The ambient protection of the geologic resources is a question with increasing interest. The caves exploration is one of the geological tourism forms more spread out. Therefore, the characteristics of its ambient must be known, such as the climatic ones, to define strategies of management and ambient conservation associates with its tourist use. Thus, the general objective of this research is to detect the main microclimatic alterations in the cave environment in result of the tourist visits in the interior of grottos of PEI, SP. As specific objective, it was purposed to characterize the cave micr oclimate in natural conditions and to detect the physics characteristics of the caves that influence in its microclimate. The methodology consisted in collect data of temperature and relative humidity of the air of nine caves with automatic sensors. Also the values of carbonic gas had been registered. The variation of the climatic attributes was analyzed in natural situation and in presence of visitors. The results show that the caves microclimate tends to have stability values of air temperature and prese nt high values of air relative humidity and carbonic gas concentration. Caves with rivers of great volume and skylights do not present impact in its atmosphere, even in the presence or tourists, because the gaseous exchanges with the external way are facil itated. In dry and dark grottos, with narrow entrances and corridors, the microclimate tends to stability, being subject to impacts, especially rises in the air temperature Key Words: microclimate, cave, impact, air temperature, air relative humidity, car bonic gas Advisor: Prof. Dr. Emerson Galvani

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RESUMO: Rocha. Estudo microclimtico do ambiente de cavernas .. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 60 Referncia Rocha, Brbara Nazar Estudo microclimtico do ambiente de cavernas, Parque Estadual Intervales, SP So Paulo : USP 2 0 10 Dissertao ( Mestrado em Geografia Fsica ), Faculdade de Filosofia, Letras e Cincias Humanas 20 10. Disponvel em http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8135/tde 18102010 142026/pt br.php Editorial flow / Fluxo editorial : Receive d / Recebido em: Abr .201 3 Accepted / Aprovado em: Jan .201 4 PESQUISAS EM TURISMO E PAISAGENS CRSTICAS Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp Refrendada por la Associacin de Cuevas Tursticas Iberoamericanas

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RESUMO: Bento Parque Estadual do Ibitipoca/MG: potencial geoturstico.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 61 Resumos de Teses e Dissertaes PARQUE ESTADUAL DO IBITIPOCA/MG: POTENCIAL GEOTURSTICO E PROPOSTA DE LEITURA DO SEU GEOPATRIMNIO POR MEIO DA INTERPRETAO AMBIENTAL THE STATE PARK OF IBITIPOCA (PEI)/MG: GEOTOURISTIC POTENTIAL AND PROPOSAL FOR YOUR READ ING GEOPATRIMONY THROUGH THE ENVIRONMENTAL INTERPRETATION Lilian Carla Moreira Bento E mail : liliancmb@yahoo.com.br Resumo A criao de unidades de conservao um recurso legal voltado proteo do meio ambiente como um todo; entretanto, na realidade, o que se percebe a valorizao da biodiversidade em detrimento da geodiversidade. O Parque Estadual do Ibitipoca (PEI) uma unidade de uso integral localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, num domnio geolgico geomorfolgico em que a litologia associada ao relevo acidentado proporcionou um riqussimo potencial turstico. Potencial esse que surpreende pela beleza e diversidade da geodiversidade, destacando se as cavernas em quartzitos, praias fluviais, mirantes, pontes naturais etc. Toda essa abundncia natural compreende um cenrio propcio ao entendimento de aspectos ligados evoluo do planeta Terra; porm, no existe nenhum projeto de cunho educativo e/ou interpretativo voltado a ess a temtica no parque. Essa condio foi o que nos levou, entre outros, ao objetivo principal dessa pesquisa: possibilitar, por meio da interpretao ambiental, o entendimento dos aspectos geolgicos e geomorfolgicos de uma unidade de conservao do Estado de Minas Gerais: Parque Estadual do Ibitipoca, visando valorizao e divulgao do seu geopatrimnio. Para atingir esse objetivo efetuou se, em linhas gerais, reviso bibliogrfica pertinente ao tema a partir de quatro eixos principais (i geodiversidad e, geopatrimnio, geoconservao e geoturismo; ii caracterizao da rea de estudo, iii interpretao ambiental e iv geoparques); trabalhos de campo na rea de estudo com realizao do inventrio, georreferenciamento e registro fotogrfico dos atrativos de base abitica e, por fim, trabalhos de gabinete para correlacionar os dados primrios com os secundrios e elaborar os mapas, perfis topogrficos e painis interpretativos. A partir desta metodologia depreende se que o PEI compreende uma regio elevada topograficamente no Planalto de Andrelndia, com paisagens tpicas de rochas quartzticas, as quais, mediante processos geolgicos e geomorfolgicos pretritos e atuais, formaram feies de grande beleza e valor, abarcando o geopatrimnio l existente. A existncia desse geopatrimnio um dos pilares do geoturismo, prtica turstica que busca aliar contemplao dessa vertente da natureza um vis educativo, atravs de meios interpretativos. Apesar do seu potencial geoturstico, esse parque carece de prog ramas educativos e interpretativos, esta sendo, alis, uma das demandas sinalizadas pelos turistas em pesquisas anteriores. Diante disso, um dos resultados desta pesquisa foram os painis interpretativos elaborados para os geosstios de maior valor educati vo e turstico, selecionados mediante metodologias qualitativas e numricas. Posto seu potencial geoturstico, entre outros atributos como infraestrutura consolidada e ser o parque estadual mais visitado em Minas Gerais, considerou se plausvel analisar as possibilidades do PEI em integrar a Rede de Geoparques da UNESCO. Entretanto, ainda longo o caminho a ser trilhado nesse sentido, mostrando que preciso muito mais do que beleza ou diversidade geolgica ou geomorfolgica, necessrio aliar conservao e desenvolvimento econmico, de forma sustentvel, respeitando a identidade local e demais atributos geogrficos da rea, possibilitando uma visita que revele o carter sistmico do meio ambiente. A partir desta tese foram gerados resultados apresentados na forma de artigos e painis, os quais, espera se, possam influenciar, direta ou indiretamente, no entendimento e disseminao do conceito e importncia do geopatrimnio, em especfico do Parque Estadual do Ibitipoca Palavras Chave: Patrimnio natural a bitico ; Interpretao ambiental ; Unidades de conservao Orientador: Prof. Dr. Slvio Carlos Rodrigues Abstract The creation of conservation units is a legal resource turned to the environment protection as a whole; however, what one actually perceives is the valuing of biodiversity upon geodiversity. The state park of

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RESUMO: Bento Parque Estadual do Ibitipoca/MG: potencial geoturstico.. Campinas, SeTur/SBE. Pesquisas em Turismo e Paisagens Crsticas 7 ( 1 /2 ), 201 4 62 Ibitipoca (PEI) is a unit of integral use located at Zona da Mata of Minas Gerais, at a geological geomorphological site in which lithology associated to irregular relief has provided such a rich touristic potential. Such potential astounds by the beauty and diversity of geodiversity, outstanding quartzite caves, fluvial beaches, water falls, miradors, natural bridges etc. All this natural abundance comprehends a scenario adequate to the un derstanding of aspects related to the evolution of the Earth planet; however, currently, there is not a project of educational and/or interpretative character involving this theme at the park. This condition has led us to, among others, to the main objecti ve of this research: make it possible, through interpretative panels, the understanding, specifically, of the geological and geomorphological aspects of PEI, with a view to value and publicize its geopatrimony. To reach such objective one has done, in gene ral, bibliographical revision about the theme and starting from four main axes (i geodiversity, geopatrimony, geoconservation and geotourism; ii characterizing of the study area, iii environmental interpretation and iv geoparks); field works in the stu dy area with the inventory, georeferencing and photographical register of the abiotic basis attractives and, finally, office work to correlate primary data with the secondary and elaborate the maps, topographical profiles and interpretative panels. From th is methodology one gathers that PEI comprehends a topographically raised region in the Plateau of Andrelndia, with typical landscapes of quartzite rocks, which, through past geological and geomorphological processes, have formed traces of beauty and value involving the existing geological patrimony. The existence of this geopatrimony is one of the pillars of geotourism, a new touristic segment which searches to join an educational branch to the contemplation of this segment of nature, through interpretati ve means. Although it has a geotouristic potential, this park lacks educational and interpretative programs, this being a demand pointed by the tourists in researches made before. Hence, one of the results of the research has been the interpretative elabor ated for the geosites with higher educational and touristic value, selected by qualitative and numeric methodologies. With its geotouristic potential presented, among other attributes such as consolidated infrastructure and being the most visited state par k in Minas Gerais, one has considered reasonable to analyse the possibilities for PEI to be integrated into the Geoparks Net of UNESCO. However, it is still a long way to be tracked in this sense, showing that it is necessary much more than beauty or geolo gical and geomorphological diversity. It is necessary join conservation and economic development, at a sustainable basis, respecting local identity and the other geographical attributes of the area, making a visit that reveals the systemic character of the environment possible. From this thesis, results were generated and presented as articles and panels, which one expects to influence directly or indirectly, the understanding and dissemination of the concept and importance of the geopatrimony, specifically the State Park of Ibitipoca Key Words: Abiotic natural heritage ; Environmental interpretation ; Conservation units Advisor: Prof. Dr. Slvio Carlos Rodrigues Referncia Bento Lilian Carla Moreira Parque Estadual d o Ibitipoca/MG: potencial geoturstic o e proposta de leitura do seu geopatrimnio por meio da interpretao ambiental Uberlndia : U FU 2 0 1 4 Tese ( Doutorado em Geografia ), Universidade Federal de Uberlndia 20 1 4 Disponvel em : http://repositorio.ufu.br/bitstream/123456789/4398/1/ParqueEstadualIbitipoca.pdf Editorial flow / Fluxo editorial : Received / Recebido em: Set .201 4 Accepted / Aprovado em: Set .201 4 PESQUISAS EM TURISMO E PAISAGENS CRSTICA S Sociedade Brasileira de Espeleologia (SBE) www.cavernas.org.br/turismo.asp Refrendada por la Associacin de Cuevas Tursticas Iberoamericanas


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